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CENTRO UNIVERSITÁRIO PARA O DESENVOLVIMENTO DO ALTO VALE DO ITAJAÍ TRABALHO SOBRE O LIVRO: As viagens de Gulliver. RIO DO SUL 2017 CENTRO UNIVERSITÁRIO PARA O DESENVOLVIMENTO DO ALTO VALE DO ITAJAÍ TRABALHO SOBRE O LIVRO: As viagens de Gulliver. Trabalho realizado através da disciplina de Elaboração Conceitual De Língua Portuguesa do curso de Licenciatura em Pedagogia, da área das Ciências Humanas, Linguagens e Artes, Educação e Comunicação (CHALEC), do Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (UNIDAVI). Orientador(a) RIO DO SUL 2017 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho tem o objetivo de descrever um pouco sobre o livro “As viagens de Gulliver”. A obra conta a história de Gulliver que era cirurgião em Londres. Diante do pouco movimento de pacientes em seu consultório o Dr. Gulliver decide aceitar o convite do Capitão Willian Prichard que seguia com seu navio rumo ao mar do Sul. A obra está dividida em duas partes, na primeira parte o livro traz sobre a primeira viagem que Gulliver fez que foi a Lilipute, já a segunda parte conta sobre sua viagem a Brobdingnag. Mas qual seria a importância de trabalhar conteúdos didáticos em cima de livros de literatura? Abordaremos aqui também um plano de aula embasado no livro e a ser desenvolvido com uma turma de 4 ano do Ensino Fundamental. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 TRABALHANDO A LITERATURA NA SALA DE AULA Diante as ideias de Santos (2008), a deficiência em compreensão em literatura é um dos principais obstáculos para a efetivação do processo de ensino-aprendizagem. Para ter leitores, é indispensável formá-los, não basta desejá-los. Formar leitores exige da escola, e dos vários intervenientes no processo educativo, atitudes que estimulem o pensamento, o sentido crítico, que respondam a desafios, apostando em objectos de leitura ricos e diversificados e numa postura de diálogo e cooperação, desde o início da escolaridade. (SOUZA 1999. apud SANTOS, 2008 p.2). Conforme Azevedo (2014), a Literatura Infantil vai acompanhar a criança desde o seu nascimento, e assim abrir portas para os mundos possíveis da textualidade e para as múltiplas viagens que ela será chamada. A leitura estimula o leitor a refletir, ela constitui um objeto fundamental para o próprio conhecimento do homem, da sua cultura e sistemas ideológicos. Segundo Santos (2008), se pensarmos no papel que a língua portuguesa desempenha nas nossas vivências sociais, percebemos que o seu domínio é um fator essencial na formação dos cidadãos. Este fato confere um lugar de destaque à área curricular disciplinar de Língua Portuguesa no contexto do nosso sistema educativo. Para Azevedo (2014), trabalhar a literatura é motivar para a leitura e o professor deve mediar e motivar o aluno para uma experiência cognitiva e afetiva que garante a consecução efetiva deste saber. Dando continuidade nas ideias do autor, não para entender como uma mera atividade supletiva, mas para que venha a serviço de outras intencionalidades, e assim criar em contexto pedagógico, um ambiente propício à oportunidades. 2.2 BREVE RESUMO DA OBRA Lemuel Gulliver era cirurgião em Londres. Com o pouco movimento de pacientes em seu consultório o Dr. Gulliver decide aceitar o convite do Capitão Willian Prichard que seguia com seu navio rumo ao mar do Sul. Mas na travessia para as índias Orientais uma violenta tempestade afunda o navio. Após muito nadar Gulliver, guiado pelo vento e pela maré, chega à praia e, por estar muito cansado, adormece. Ao acordar tenta levantar-se e nota que seus braços e pernas estão amarrados. Ouve um ruído confuso verifica que se trata de minúsculas criaturas humanas chamadas de pigmeus do país de Liliput, que tentam atingi-lo com flechas. O imperador de Liliput manda levarem Gulliver à capital para então decidirem o que fazer com ele, visto que sua permanência naquele país traria muitos gastos em virtude do seu tamanho e sua morte causaria uma peste na metrópole e se arrastaria por todo o reino por causa do mau cheiro. Decidem que, por enquanto, todos os aldeões terão que colaborar com o seu sustento. Fazem um inventário de seus pertences e ficam perplexos diante do tamanho dos objetos, os quais desconheciam sua utilidade. Logo, Gulliver, que era muito inteligente, começa a aprender a língua dos Liliputianos e aos poucos conquista a confiança dos habitantes. Em pouco tempo passa a ser amado por muitos e invejado por alguns como o Sr. Skyresk Bolgoham que tramava intrigas para afastá-lo do reino. Após vários pedidos o rei concede-lhe a liberdade, mediante algumas coisas que teria que cumprir. Autoriza-o a conhecer a metrópole desde que não pise nas pessoas e nem danifique as casas. “O homem montanha”, como era chamado, é ordenado pelo rei a lutar contra os Blefuscu, povo que discordava dos Liliputianos quanto a forma de quebrar o ovo: se pela ponta mais fina ou pela mais grossa. Gulliver vence a Batalha e recebe um título honorífico. Além disso, também fica amigo do rei de Blefuscu. Novamente seus serviços são solicitados. Desta vez ele é chamado para apagar um incêndio nos aposentos da imperatriz. Gulliver apaga o fogo com jatos de sua urina, procedimento ilegal naquele país. O rei de Liliput é pressionado a matá-lo aos poucos de fome. Avisado por um amigo importante da corte, Gulliver foge para Blefuscu e lá é ajudado a retomar para Inglaterra. Agora na segunda viagem, dois meses após ter chegado a sua terra Natal, Gulliver embarca novamente em sua segunda viagem desta vez com destino a Surat. Devido a uma tempestade, é levado acidentalmente a ilha de ” Broddingnog, habitada por uma raça de gigantes. Assustado diante do tamanho dos gigantes teme ser engolido por eles. No entanto, Grilbrig, um lavrador, leva-o até a sua casa e, com a intenção de obter lucros e também para gabar-se, o exibe a todos o seu “achado”: um estranho animal que fala e imita todos os seus atos. Para proteger seu “patrimônio”, Grilbrig não permite que ninguém o toque, a não ser sua filha Glumdalclitch, que cuidava de sua preservação e ensinava-lhe a língua nativa. Gulliver, nessa viagem, passa a ser chamado de GILDRIG. O lavrador após lucrar muito com suas exibições e suspeitando que o estranho animalzinho estivesse muito doente decide vendê-lo a rainha, juntamente com sua filha, que era sua pajem. A rainha ordena que se faça uma caixa que pudesse servir de dormitório e tudo foi adaptado para que Gulliver se sentisse confortável. Gulliver se torna, aos poucos, companhia indispensável da rainha. Isso desperta a fúria de outra criatura que também pertencia a ela: um anão que constantemente atormentava Gulliver com suas maldades. O rei, em seus momentos de folga, passava horas conversando com Gulliver. Ele queria saber tudo sobre sua terra de origem, pois queria conhecer tudo o que merecesse ser imitado. O pequeno contou detalhadamente sobre a constituição do parlamento inglês, os tribunais de Justiça, o critério de escolha de um novo nobre. E o rei conclui que “a grande maioria dos vossos semelhantes é representado pela mais perniciosa raça de pequenos e odiosos insetos, que a natureza já permitiu rastejassem na superfície da terra”. As dimensões exageradas das pessoas, das feridas, dos insetos, das imundices, etc. o deixavam nauseado. Por isso, Gulliver começa a pensar numa maneira de retomar ao seu país e sua libertação ocorre no dia em que acompanhou o rei e a rainha numa viagem à costa do Sul do reino. Como sua pajem estava muito resfriada, Gulliver é levado por outro pajem para ver o mar. Então, o menino se distrai e uma enorme águia arrasta-o em direção a um rochedo. A ave deixa-o cair no mar e ele é encontrado por marinheiros da sua “espécie”, ou seja, que tinham proporções semelhantes a sua. Gulliver então é deixado em terra e ele retorna à sua casa. 3 PLANO DE AULA DURAÇÃO: 5 AULAS TEMA: LIVRO AS VIAGENS DE GULLIVER OBJETIVOS GERAL Reconhecer a importância da interpretação detexto. ESPECÍFICOS Estimular a criatividade e o imaginário. Despertar nos alunos o gosto pela literatura. CONTEÚDO Leitura Roda de conversas Caça palavras Desenho Questões METODOLOGIA Primeiramente será feita a leitura da história, cada um com o seu livro. Logo após será feita uma roda de conversas a respeito do texto, e na sequência algumas atividades, começando pelo caça palavras, após será feito um desenho da história e por último algumas questões. AVALIAÇÃO Participação do aluno nas aulas Através de questionário. 4 REFERENCIAS AZEVEDO, Fernando. Literatura Infantil e Leitores. Da Teoria às Práticas. Lulu Press, Raleigh, N. C. 2ª Edição revista e ampliada 2014. ISBN: 978-1-326-10972-1. MARTINS, Maria da Esperaca de Oliveira; SÁ, Cristina Manuela. Ser leitor no século XXI: Importância da compreensão na leitura para o exercício pleno de uma cidadania responsável e activa. Revista Saber e Educar, 2008. SWIFT, Jonathan. As viagens de Gulliver. 1ª Edição Escala Educacional 2012.