A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
6 pág.
Farmacodinâmica

Pré-visualização | Página 3 de 4

dos receptores pelo antagonista será o de 
produzir um deslocamento paralelo da curva log da concentração × 
efeito.  afeta a resposta máxima. 
 
Agonistas parciais 
Falamos rapidamente sobre eles acima (em interações fármaco 
receptor), agora vamos aprofundar um pouco mais. Alguns compostos 
são capazes de produzir uma resposta máxima (a maior resposta que o 
tecido é capaz de dar, são os chamados agonistas plenos), enquanto 
outros produzem apenas uma resposta submáxima (agonistas parciais). 
A diferença entre os agonistas plenos e os parciais reside na relação 
existente entre a ocupação dos receptores e a resposta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A fenilefrina é um agonista pleno. Os demais são agonistas parciais com 
diferentes eficácias. Quanto mais baixa for a eficácia do fármaco, mais 
baixas serão a resposta máxima e a inclinação da curva log da 
concentração × resposta. 
 
Agonistas inversos 
Embora estejamos acostumados a pensar que os receptores são 
ativados apenas quando a molécula de um agonista se liga a eles, há 
exemplos em que pode ocorrer um nível apreciável de ativação mesmo 
na ausência de ligantes (ativação constitutiva). Nessas condições, é 
possível para um ligante reduzir o nível de ativação constitutiva; tais 
fármacos recebem a denominação de agonistas inversos. 
Os agonistas inversos podem ser considerados fármacos com eficácia 
negativa, o que os diferencia dos agonistas (eficácia positiva) e dos 
antagonistas neutros (eficácia zero). Antagonistas neutros, ao se ligarem 
ao ponto de ligação do agonista, vão antagonizar tanto agonistas como 
agonistas inversos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Modelos dos dois estados 
O receptor ocupado é capaz de passar de um estado de “repouso” (R) 
para um estado ativado (R*), sendo o R* facilitado pela ligação de uma 
molécula de um agonista, mas não de uma molécula de um antagonista. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@waleska112 
Med IX - UFOB 
Como já descrito, os receptores podem apresentar uma ativação 
constitutiva (então a conformação R* pode ocorrer sem que qualquer 
ligante se una aos receptores), assim o fármaco administrado encontra 
uma mistura com equilíbrio entre R e R*. 
 
Se o fármaco tiver maior afinidade por R* do que por R, causará 
um deslocamento no equilíbrio na direção de R* (então o fármaco 
promoverá a ativação do receptor e será classificado como agonista). 
Se a preferência do fármaco por R* for MUITO GRANDE, quase 
todos os receptores ocupados adotarão a conformação R*, e esse 
fármaco será um agonista pleno (eficácia positiva). 
Se o fármaco mostrar apenas seletividade moderada por R*, 
uma proporção menor dos receptores ocupados irá adotar a 
conformação R*, e este será um agonista parcial. 
Se ele não mostrar nenhuma preferência, o equilíbrio R:R* 
vigente não será perturbado, e esse fármaco será um antagonista 
competitivo (eficácia zero), ao passo que, se preferir R, deslocará o 
equilíbrio em direção a R e será um agonista neutro (eficácia negativa). 
 
Modelo dos dois estados: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Podemos considerar a eficácia como uma propriedade determinada pela 
afinidade relativa de um ligante por R e R*. 
 
Potência e eficácia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Entre A e B, quem é mais potente? 
Observe que A precisa de a concentração ou dose menor para produzir 
50% da resposta máxima (EC50 ou ED50). Ou seja, mais A é mais potente! 
Entre B e C quem é mais eficaz? 
Agora observe que B consegue chegar a resposta máxima, 
diferentemente de C. Ou seja, B é mais eficaz que C! 
 
 
Agonismo tendencioso 
O modelo dos dois estados apresenta um problema importante: os 
receptores não estão, de fato, restritos a dois estados distintos, mas 
possuem uma flexibilidade conformacional muito maior, de modo que há 
mais do que apenas uma conformação inativa e outra ativa. 
Os receptores acoplados a sistemas de segundo mensageiro podem 
acoplar-se a mais do que uma via intracelular efetora, desencadeando 
duas ou mais respostas simultâneas. No entanto, está claro que 
diferentes agonistas podem exibir tendência para gerar uma resposta 
 
 
em vez de outra, ainda que estejam atuando no mesmo receptor, 
provavelmente porque estabilizam diferentes estados conformacionais 
do receptor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Modulação alostérica 
Além do local de ligação do agonista (agora referido como local ou ponto 
de ligação ortostérico), no qual os antagonistas competitivos também se 
ligam, as proteínas dos receptores possuem muitos outros locais de 
ligação (alostéricos) através dos quais os fármacos podem influenciar a 
função do receptor de várias maneiras: aumentando ou diminuindo a 
afinidade dos agonistas pelo local de ligação do agonista, modificando a 
eficácia, ou produzindo eles mesmos uma resposta. 
Dependendo da direção do efeito, os 
ligantes podem ser antagonistas 
alostéricos ou facilitadores alostéricos 
do efeito agonista, e o efeito pode ser a 
alteração da inclinação ou o efeito 
máximo na curva log da concentração 
versus efeito do agonista. 
 
Tipos de antagonismo 
1.Antagonismo farmacológico competitivo: 
a) reversível 
b) irreversível 
2.Antagonismo químico 
3.Antagonismo farmacocinético 
4.Antagonismo funcional ou fisiológico 
5.Antagonismo farmacológico não-competitivo 
 
O antagonismo farmacológico competitivo já foi explicado durante o 
resumo. Agora, falaremos dos outro tipos: 
 
Antagonismo químico 
Duas substâncias se combinam em solução; como consequência, o efeito 
do fármaco ativo é perdido. Exemplos disso incluem o uso de agentes 
quelantes (p. ex., dimercaprol) que se ligam a metais pesados e, dessa 
forma, reduzem sua toxicidade. 
 
Antagonismo farmacocinético 
O “antagonista” reduz de fato a concentração do fármaco ativo em seu 
ponto de ação. Isso pode ocorrer de várias maneiras. A velocidade de 
degradação metabólica do fármaco ativo pode ser aumentada, a 
velocidade de absorção do fármaco ativo no trato gastrointestinal ser 
reduzida, ou a velocidade de eliminação renal ser aumentada. 
 
Antagonismo fisiológico 
Dois fármacos cujas ações opostas no organismo tendem a se anular 
mutuamente. Por exemplo, a histamina age sobre os receptores das 
@waleska112 
Med IX - UFOB 
células parietais da mucosa gástrica estimulando a secreção ácida, 
enquanto o omeprazol bloqueia esse efeito por meio da inibição da 
bomba de prótons. 
 
Antagonismo farmacológico não-competitivo 
O antagonista bloqueia, em algum ponto adiante do local de ligação no 
receptor, a cadeia de eventos que leva à produção de uma resposta pelo 
agonista. Por exemplo, a cetamina entra no poro do canal iônico do 
receptor NMDA, bloqueando-o e, assim, impedindo o fluxo iônico através 
dos canais. Também pode acontecer pela ação do antagonista alostérico. 
 
Dessensibilização e taquifilaxia 
Termos sinônimos utilizados para descrever o efeito de um fármaco 
diminuindo gradualmente quando é administrado de maneira contínua ou 
repetida. 
Tolerância 
É convencionalmente empregado para descrever uma diminuição mais 
gradual da responsividade a um fármaco, que leva horas, dias ou 
semanas para se desenvolver, porém a distinção entre esses termos não 
é muito precisa. 
Refratariedade 
Também é empregado, principalmente em relação à perda da eficácia 
terapêutica. 
Resistência a um fármaco 
É uma expressão utilizada para descrever a perda de eficácia dos 
fármacos antimicrobianos ou antineoplásicos. 
 
Muitos mecanismos diferentes podem dar origem a esse tipo de 
fenômeno. Eles englobam: 
• alteração em receptores; 
• translocação de receptores; 
• depleção de mediadores; 
• aumento da degradação metabólica do fármaco; 
• adaptação fisiológica; 
• extrusão ativa do fármaco das células (relevante principalmente na 
quimioterapia antineoplásica; 
 
 
Índice terapêutico (IT) 
O conceito de índice terapêutico tem por objetivo fornecer uma medida 
da margem de segurança de um fármaco, chamando a atenção para a 
relação