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A Relevância da Transparência Contábil nas Entidades do Terceiro Setor

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CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA 
 
 
 
 
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS 
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
 
 
 
 
 
A RELEVÂNCIA DA TRANSPARÊNCIA CONTÁBIL NAS ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR 
 
 
 
 
Daniela Oliveira - 14101404 
Marcelle Pizza - 14100689 
Nathália Pereira – 14104156 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
2017.2 
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A RELEVÂNCIA DA TRANSPARÊNCIA CONTÁBIL NAS ENTIDADES DO 
TERCEIRO SETOR 
 Daniela Oliveira 
Marcelle Pizza 
Nathália Pereira 
 
Viviane Silva 
 
RESUMO 
Este artigo tem como objetivo aprofundar-se na contabilidade das Entidades Sem Fins 
Lucrativos (ESFL), terceiro setor, com base nas Normas Brasileiras de Contabilidade, 
observando a relevância da transparência contábil para as entidades do terceiro setor. 
Este setor pode ser definido como sociedade civil, privada e com objetivo principal de 
promover o bem estar social, desenvolvendo serviços de interesse público, de caráter 
filantrópico, a fim de garantir o direito de cidadania, e consequentemente de uma vida 
mais digna. A elaboração deste artigo conta com pesquisas documentais de fontes 
diversificadas, divulgadas, por meio eletrônico, bem como as demonstrações contábeis 
da ONG Vocação, do ano de 2016, disponibilizadas em seu site, para demonstrar as 
particularidades das demonstrações contábeis das ESFL. Foi concluído que tais 
demonstrações são essenciais para que a sociedade como um todo saiba onde são 
alocados os recursos obtidos através de suas doações. Com a transparência contábil das 
ESFL, suas demonstrações e notas explicativas corretas e claras, a sociedade e as 
empresas parceiras ficam mais confortáveis para fazer doações e aplicar recursos, 
financeiros ou não, nestas entidades. Portanto, é de extremamente importante que o 
profissional contábil esteja apto para atender as demandas destas entidades. 
 
Palavras-Chave: Contabilidade; Terceiro Setor; Demonstrações Contábeis. 
 
1. Introdução 
Nas últimas décadas o terceiro setor vem conquistando cada vez mais espaço e 
importância na sociedade. Prova disso é que em 2007, o Terceiro Setor passou a compor 
o Produto Interno Bruto (PIB) do país e, desde então, sua existência e suas 
características próprias foram reconhecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE), distinguindo-se assim do Primeiro e do Segundo Setor (MEREGE, 
2007). 
Na visão de Lovato (2012): 
O Primeiro Setor atua por meio de sua capacidade de estabelecer, 
executar e fazer cumprir leis, acordos básicos para a convivência em 
sociedade. O Segundo Setor está baseado na produção e no consumo 
de bens e serviços, necessários à satisfação de necessidades humanas. 
O Terceiro Setor organiza-se ao redor de causas. Assim, o Primeiro 
Setor utiliza-se da lei, da polícia e da justiça para cumprir o seu papel. 
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Já, o Segundo Setor, lança mão de outros meios, como a propriedade, 
o capital e a tecnologia. Uma empresa tem pelo menos um dono 
(mesmo que seja anônimo), sendo uma prerrogativa a propriedade. 
Uma organização governamental e uma associação da sociedade civil 
não têm dono (embora essa última seja privada). O Terceiro Setor tem 
como meios típicos de atuação as ideias, os ideais e o trabalho 
voluntário. 
 
O terceiro setor, objeto de estudo desse artigo, se caracteriza principalmente por 
não ter fins lucrativos. Este setor colabora com a sociedade, atuando nas áreas em que o 
Governo foi deficitário. 
 Como entidades que compõem o terceiro setor, podemos citar as de setor 
privado sem fins lucrativos, associações, fundações, Organizações Não Governamentais 
(ONG’s) e outras diversas denominações que são utilizadas para maior facilidade de 
entendimento do público em geral. Seu principal objetivo é obter melhorias para a 
sociedade, sejam elas na área da saúde, educação, desenvolvimento, e em quais mais 
forem necessárias. 
 Independente do segmento em que atuam, Morais et al. (2006, p.8) diz que 
“usualmente, as entidades sem fins lucrativos constituem-se sob a forma de associações 
ou fundações”. Morais et al. (2006, p.8-9) acrescenta que: 
Estas associações ou fundações, conforme o caso, podem pleitear a 
obtenção de determinados títulos ou qualificações junto ao Poder 
Público, visando a alguns benefícios. No entanto, sob o aspecto 
jurídico, a entidade será sempre uma associação ou fundação. 
 
Embora o terceiro setor não tenha como objetivo o lucro, as entidades 
constituem seu patrimônio, tornando necessário o correto uso da contabilidade que, 
apesar de suas particularidades, necessita ser bem regida e clara por se tratar de uma 
pessoa jurídica que recebe e vive de doações, parcerias e convênios, o que deve constar 
em suas demonstrações contábeis. 
 
1.1 Problemática 
 
A falta de credibilidade da sociedade para com o terceiro setor e a dúvida de 
grande parte da população sobre onde é utilizado, de fato, o dinheiro recebido através de 
doações, dificulta o processo de arrecadação de recursos para essas entidades. Diante 
disto, as demonstrações contábeis destas entidades são essenciais para que a sociedade 
em geral tenha maior credibilidade neste setor? Até que ponto uma contabilidade bem 
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planejada e com base nas normas pode influenciar de formar positiva o recebimento de 
recursos por parte de terceiros? 
 
1.2 Justificativa 
 
A contabilidade desempenha um papel fundamental e direto em relação às 
doações recebidas por estas entidades e deve ser utilizada como instrumento de gestão 
para administrar os recursos obtidos e proporcionar maior confiabilidade em seus 
investidores, possibilitando o aumento do número de doações e contribuindo para a 
continuidade da entidade. 
 
1.3 Objetivo 
 
Tendo em vista que este setor vem tomando uma proporção cada vez maior 
através de suas diversas ações, geradas para suprir necessidades sociais, este artigo tem 
como objetivo aprofundar-se na contabilidade das entidades sem fins lucrativos, 
explicando e exemplificando algumas de suas particularidades, com base nas Normas 
Brasileiras de Contabilidade, observando a relevância da transparência contábil para as 
entidades do terceiro setor. 
 
2. Referencial Teórico 
 Este capítulo visa apresentar as entidades que compõem o terceiro setor, 
abrangendo suas classificações, certificados e titulações, isenções e imunidades fiscais, 
bem como as particularidades de sua contabilidade, as normas brasileiras de 
contabilidade utilizadas para este setor e suas principais demonstrações contábeis. 
 
2.1. O Terceiro Setor 
 
O Terceiro setor é constituído por entidades não governamentais, que não visam 
o lucro. Também podemos defini-lo como sociedade civil, privada e com objetivo 
principal de promover o bem estar social, desenvolvendo serviços de interesse público, 
de caráter filantrópico, a fim de garantir o direito de cidadania e consequentemente de 
uma vida mais digna. 
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Segundo o Conselho Federal de Contabilidade - CFC (2007, p.17): 
A figura da filantropia, abraçada como bandeira pelas organizações 
sociais, tem origens muito remotas no mundo grego, e quer dizer 
humanitarismo ou amor à humanidade. Este amor é traduzido em 
ações sociais diversas visando ao bem-estar da comunidade como: 
saúde sanitária, qualidade habitacional, educação infantil, 
conscientização de coletividade, meio ambiente, etc. São os 
movimentos sociais, instituídos pela sociedade civil, os precursores 
das organizações sociais propriamente ditas, tais como: associações, 
centros, fundações, institutos, etc. Nesse contexto, observa-se que se 
trata de ações sociais paralelas às do Estado, caracterizadas pela 
ausência de finalidade de lucro. 
 
As organizações sem fins lucrativos geram atividades em numerosas áreas, tais 
como na assistência social, cultural, de educação, habitação e meio ambiente, religião, 
saúde, entre outras. O IBGE (2005) e outras instituições através de sua pesquisa feita no 
ano de 2005 e publicada

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