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Fisiopatologia, Prevalência e Ciclo da Dor

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entre uma terminação nervosa e outra 
(como por exemplo, eles fazem conexão das fibras do tipo A-delta e do tipo C com terminações 
nervosas, com a função de ajudar na neuromodulação, na percepção do estimulo doloroso), a 
lamina 2 também é chamada de substancia gelatinosa. 
Há 3 fibras que chegam nesse corno posterior, a de laranja que é a fibra do tipo A-delta, a C de 
azul) e a mais grossa (de verde) que é a AB (alfa beta). 
As laminas mais importantes é a I, II e a V, essas laminas estão diretamente envolvidas no 
processo de condução e percepção do estimulo doloroso. 
E COMO OCORRE O PROCESSO DE NEUROMODULAÇÃO DA DOR? 
Apesar de todos os receptores para a dor serem terminações nervosas livres, essas terminações 
utilizam duas vias separadas para a transmissão de sinais dolorosos para o sistema nervoso 
central. As duas vias correspondem principalmente aos dois tipos de dor — uma via para a dor 
pontual rápida e uma via para a dor lenta crônica. 
Os sinais dolorosos pontuais rápidos 
são desencadeados por estímulos 
mecânicos ou térmicos. Eles são 
transmitidos pelos nervos periféricos 
para a medula espinal por meio de 
fibras Aδ. Inversamente, o tipo de 
dor lenta crônica é desencadeado 
principalmente por estímulos 
dolorosos do tipo químico, mas, 
algumas vezes, por estímulos 
 8 Módulo de Dor | Larissa Gomes de Oliveira 
mecânicos ou térmicos persistentes. Essa dor lenta crônica é transmitida para a medula espinal 
por fibras tipo C. 
Quando esse impulso chega na medula através da fibra do tipo A-delta, ela faz as sinapses, em 
que esse estimulo segue pela via neoespinotalamica, essa via passa pelo bulbo, mesencéfalo e 
não interage, mas quando chega no tálamo interage. 
OBS: O tálamo funciona como uma central de distribuição, com vários núcleos e cada núcleo 
recepciona tipos diferentes de neurônios e ao chegar nesse tálamo esse impulso vai ser 
diretamente direcionado para o córtex somatossensorial. 
Além da fibra A-delta. Também há a fibra C que está conduzindo a dor crônica e ela chega na 
medula, faz as interconexões e esse impulso segue pela via paleoespinotalamico. 
Ao fazer isso, o primeiro encontro dele é na formação reticular do bulbo, onde faz as suas 
primeiras interações aonde há um processo de aumento de informação neuromodulatória, ou 
seja, o bulbo interage dando mais componentes que segue até o mesencéfalo em que na 
substancia cinzenta faz a sua interação, segue por outro interneurônio, chegando ao tálamo (em 
um outro núcleo, não no mesmo da via neoespinotalamica). 
Nessa interação, ele vai seguir ao mesmo tempo para a insula e para o córtex somatossensorial. 
(a condução a dor pela fibra C possui um grau maior de complexidade, há uma maior quantidade 
de fibras envolvidas e consequentemente a modulação gera componentes adicionais na 
percepção da dor. Portanto, um paciente que tem dor crônica persistente em meses, já pode 
ser diagnosticado com dor crônica persistente, podendo gerar sensibilização central). 
MODULAÇÃO ENDÓGENA DA DOR. 
Esse tipo de modulação ocorre a nível central que é a modulação endógena da dor. Essa 
modulação pode ser ativada por diferentes fontes, desde medo, estresse (fuga, defesa, ataque), 
além de exercício intenso. Nesses casos, são liberados os peptídeos opioides endógenos, 
gerando atividades contrateis em nossos músculos e estruturas que serão eletroestimuladas, 
produzindo ações de analgesia a dor.