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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
Curso: Biomedicina
Disciplina: Biofísica
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: ESPECTROFOTOMETRIA
Goiânia, 2019.
1. Introdução
O conceito de Lowry acerca de acidez e basicidade é o mais apropriado para o estudo 
de ph e tampões em soluções de sistemas biológicos, ele afirma - o ácido é uma substância 
que libera prótons e a base uma substância que se liga aos prótons, resumidamente, ácidos 
doam elétrons e bases recebem. Ademais, os ácidos são classificados entre fortes (dissociam 
totalmente em uma solução) e fracos (dissociam parcialmente em uma solução).
Dessa forma, ph é a concentração de prótons livres dentro do sistema, ele é calculado
com a equação ph= -log [H+] e caso ocorra uma modificação no seu valor as estruturas das
moléculas presentes nas soluções sofrem alterações significativas para a sua funcionalidade.
Assim, há algumas classificações importantes como: a escala de ph (ph+pOH=14), solução
ácida (ph menor de 7), solução básica (ph maior de 7) e solução neutra (ph=7).
Desse modo, dentro dos organismos é extremamente necessário manter o ph ideal para
a manutenção do funcionamento dos sistemas, por isso, todas as soluções biológicas são
tamponadas.
O Sistema Tampão é responsável por diminuir a variação do ph nas soluções, ele é
composto por um componente ácido – absorve a base excedente – e a base conjugada –
absorve o ácido excedente. Então, para o tampão ser útil é preciso que 50% da acidez e da
basicidade seja absorvida.
2. Objetivos
São objetivos desse experimento constituir uma escala padrão de ph de acordo com o
indicador universal e observar as alterações de ph em soluções com e sem tampão nas
condições de adição de ácidos e bases. 
3. Metodologia
3.1 Materiais
1) Solução de azul de bromofenol (0,01 mg/mL)
2) Água destilada
3) Tubos de ensaio
4) Espectrofotômetro
5) Papel milimetrado
6) Pipetas automáticas
7) Cubetas
3.2 Métodos
3.2.1. Determinação do pico de absorbância:
Foram pipetadas 1 ml de água destilada e 1 ml de azul de bromofenol em duas
cubetas. E então, foram levadas para o espectrofotômetro onde as cubetas são colocadas e o
equipamento é calibrado - zerado. 
Depois, foram calculados os espectros de absorção de acordo com os seguintes
comprimentos de onda: 415, 445, 460, 490, 520, 535, 550, 580, 610, 640. 
E após isso, foi determinado o pico de absorbância – o comprimento de onda em que
ocorreu o maior espectro de absorção.
3.2.2. Cálculo em diferentes concentrações:
Primeiramente, foram usados sete tubos – B, 1, 2,3,4,5 e Tubo X – e em cada um
foram pipetadas diferentes quantidades de água destilada e solução de azul de bromofenol. 
No tubo B (5 ml de água), tubo 1 (1ml ABF e 4ml de água), tubo 2 (2ml de ABF e 3ml
de água), tubo 3 (3ml de ABF e 2ml de água), tubo 4 (4ml de ABF e 1ml de água), tubo 5
(5ml de ABF) e no tubo X a docente colocou as quantidades das soluções para os discentes
descobrirem.
Logo depois, todas as soluções dos tubos foram transferidas para cubetas (1ml em
cada) e foram calculados os espectros de absorção de cada concentração no
espectrofotômetro.
Dessa forma, com o valor do espectro de absorção foi possível o cálculo das
concentrações das soluções de cada tubo, com a equação:
Vi x Ci = Vf x Cf
4. Resultados e discussão
Ao adicionar-se o indicador universal aos tubos contendo água destilada e soluções de
pH de 4 a 10 respectivos aos tubos 1 ao 7, criou-se uma escala padrão de pH. Isso aconteceu,
pois em meio a soluções ácido/base o indicador revela diferentes padrões de cor de acordo
com a tabela a seguir:
Tabela 1. Indicador universal
Assim como observado na foto:
Intervalo de
pH
Descrição Cor
0 – 2 Ácido forte Vermelho
1 – 4,8 Ácido Laranja
4,8 – 7 Ácido fraco Amarelo
7 Neutro Esverdeado
7 – 7,5 Base fraca Verde
7,5 – 11 Base Azul
11 – 14 Base forte Lilás
Fotografia 1: Escala padrão de pH
 Portanto, observa-se que o experimento teve êxito e seguiu o padrão observado pela
Tabela 1. Revelando os seguintes resultados:
 
 
Tabela 2. Resultados da determinação do pH pelo método colorimétrico
Já na segunda parte do experimento, avaliou-se a variação do pH de soluções de água
destilada (não tamponada) e de soluções-tampão na presença de base e ácido. Os resultados
obtidos são exemplificados nos quadros a seguir:
1) Pela adição de base:
2) Pela adição de ácido:
 Dessa
forma, observa-se que em ambos os tubos que possuíam solução-tampão não houve alteração
no resultado, independentemente de serem adicionados um ácido ou uma base. Justamente
Tubo 2. Tampão
pH: 7
+ 1 gota de NaOH: pH 7
+ ar expirado por 1 min: pH 7
Tubo 1. Água destilada
pH: 5,5
+ 1 gota de NaOH: pH 10
+ ar expirado por 15 seg: pH 5,5
Tubo 4. Tampão
pH: 7
+ 2 gotas de HCl 0,1 mol/L: pH 7
Tubo 3. Água destilada
pH: 5,5
+ 2 gotas de HCl 0,1 mol/L: pH 4
Tubo 1 Tampão pH 4 Salmão
Tubo 2 Tampão pH 5 Laranja
Tubo 3 Tampão pH 6 Amarelo
Tubo 4 Tampão pH 7 Verde
Tubo 5 Tampão pH 8 Azul
Tubo 6 Tampão pH 9 Anil
Tubo 7 Tampão pH 10 Roxo
pelo objetivo do uso de um tampão ser o de equilibrar os valores de pH, as concentrações de
ácido e base na solução se mantiveram equivalentes, ou seja, neutras (pH 7). Em relação a
água destilada, revelou-se que com a adição de hidróxido de sódio 
(tubo 1) a solução tornou-se alcalina, pois este constitui uma base forte. Já a adição de ácido
clorídrico (tubo 3) tornou a solução ácida, pois este constitui um ácido que se ioniza
completamente em solução aquosa. Ao soprar ar expirado, aumentou-se a concentração de gás
carbônico, obedecendo a equação a seguir:
CO2 + H2O ↔ H2CO3 ↔ H+ + HCO3-
De acordo com o princípio de Le Chantelier, o deslocamento químico de uma reação
sempre irá ocorrer no sentido de anular uma perturbação. Assim, com o aumento da
concentração de gás carbônico, a equação tende para a direita aumentando a produção de H+ e
consequentemente tornando a solução mais ácida e equilibrando-a novamente. Justificando,
com isso, o valor de 5,5 encontrado originalmente na solução de água destilada.
Fotografia 2. Comparação do tubo 1 da primeira parte do experimento com o tubo 1
da 2a parte do experimento
Finalmente, a fotografia 2 evidencia que a semelhança na comparação das cores valida
o valor de pH encontrado na segunda parte do experimento.
 
5. Bibliografia
HEINEIM, Filipe. PH e Tampões. HEINEIM, Filipe. Biofísica básica. Ed. Atheneu, 2008. P.
139-140.
OLIVEIRA, Jarbas Rodrigues De; WATCHER, Paulo Harald ...[et al.]. Biofísica: Para
ciências biomédicas. 4 ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2016. 270-274 p.

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