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O Território Nacional espaço Brasileiro o modelo econômico brasileiro

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e a Atual Situação do Bioma
O Cerrado é, atualmente, o bioma onde as escalas de desmatamento são as 
mais intensas e aceleradas se comparado a todos os outros biomas nacionais. Em 
2012, o Ministério do Meio Ambiente acendeu um alerta: o Cerrado já havia ultra-
passado o nível dos 50% de vegetação original desmatada, com grau de antropi-
zação na casa dos 75%. É um ciclo bem recente, porém, muito acelerado, que tem 
seu início nas décadas de 1950/1960, em função da expansão da fronteira agrícola 
a partir do Mato Grosso do Sul e Goiás.
Outra forma de dano ao Cerrado que vem crescendo e chama atenção é o uso 
de árvores para a atividade carvoeira. Do Pantanal até Minas Gerais, toneladas 
de biomassa do Cerrado vem sendo retiradas de seus campos e matas para servir 
como matriz de calor.
Por fim, vetor contundente de desmatamento se deve nitidamente à acelerada 
urbanização, via de regra, imposta de forma horizontalizada que fora percebida 
tanto nas metrópoles, Brasília e Goiânia, quanto em várias cidades médias em es-
tados como Goiás, Minas Gerais, Bahia, entre outros. A região Centro-Oeste, para 
se ter uma ideia, mesmo alçada à condição de celeiro de grãos do Brasil, ostenta a 
segunda maior taxa de urbanização do Brasil, atrás apenas da região Sudeste, com 
mais de 90% de contingente de população urbana.
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A baixa preservação oficial também é fator de solapamento do bioma. Estima-se 
que apenas 8% do Cerrado apenas esteja dentro de algum tipo de Unidade de Con-
servação, uma média bem mais baixa do que a média nacional (na casa dos 12%).
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1.3.4. Bioma Caatinga
O bioma Caatinga possui uma característica climática determinante; o clima se-
miárido (médias pluviométricas abaixo de 800mm. anuais), com chuvas em apenas 
poucos meses ao longo do ano, geralmente, entre março e agosto. No sertão de 
Pernambuco e Paraíba, são registrados, inclusive, os menores índices pluviométri-
cos no Brasil, com valores de precipitação na casa de 300mm. anuais.
A Caatinga tem seu nome oriundo da tradução de mata-branca, em tupi-gua-
rani, em uma clara alusão a um domínio vegetal que passa a maior parte do ano 
seco, na época das chuvas, e logo nas primeiras parcas quedas de água, o que se 
observa no bioma é o alvorecer de uma grande biodiversidade de plantas e de fau-
na, principalmente, de aracnídeos, insetos e répteis.
Obs.:� geralmente, as bancas costumam promover peguinhas, afirmando ser 
pequena, ou baixa, a biodiversidade contida na Caatinga nordestina, o que, 
em uma primeira vista, pode parecer verdadeiro, porém, não é. Há uma 
biodiversidade de plantas considerável, além de micro-organismos e insetos 
e também animais rasteiros, a qual se demonstra mais ativa, contudo, no 
curto período de chuvas.
A unidade de relevo principal que contém o sertão é a depressão sertaneja, fei-
ção mais rebaixada em relação ao Planalto da Borborema (Zona da Mata e Agreste), 
no chamado componente barlavento. Assim, o sertão nordestino fica na componen-
te sotavento, ou seja, que não recebe os ventos úmidos litorâneos. A seguir, está o 
recorte esquemáticos das regiões onde podemos perceber a depressão nordestina 
e sua relação com o sertão.
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Área de ocorrência da Caatinga
Componentes barlavento e sotavento
Obs.:� barlavento = oceano. Sotavento = interior.
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Atividades Econômicas Principais no Sertão
O sertão nordestino e a região da Caatinga, por suas características físicas – um 
clima marcado por escassez de chuvas, seu inerente distanciamento dos grandes 
centros urbanos da região Nordeste e as escalas seculares de apropriação das 
terras por latifundiários que restringiram o acesso à terra e também as benesses 
necessárias a que as culturas pudessem ter mínimo êxito, tais quais barragens e 
açudes, ou seja, as chamadas estruturas hidráulicas –, estiveram à margem dos 
processos de modernização do campo brasileiro empreendidos ao longo das últi-
mas décadas e também de qualquer surto industrializante.
Uma exceção considerável dera-se na região do médio São Francisco, em Petro-
lina-PE. A produção agrícola do sertão nordestino encontra, no polo de produção 
fruticultora no sertão, situado na mesorregião do São Francisco de Pernambuco, 
uma área de produção de frutas de qualidade via irrigação, sendo destaque 
nacional e referência global.
A fruticultura irrigada no Vale do Rio São Francisco tem sua origem na década 
de 1970, quando o Regime Militar busca pelo Plano de Integração Nacional (PIN) de 
1970, a promoção de novas escalas produtivas para o Nordeste e pinça o semiárido 
nordestino como área de recebimento de investimentos junto à Amazônia. Assim, 
iniciam-se a alocação de estruturas, eminentemente por irrigação, com vistas a 
formar o polo de produção de frutas.
Em 1974, a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco 
(Codevasf) é criada como uma autarquia federal com vistas a fomentar o desen-
volvimento da região, levando estruturas de irrigação e fomentos vários ao Vale do 
São Francisco.
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Na década de 1990, a associação entre investimentos estatais e o capital priva-
do rende frutos, literalmente. Petrolina e Juazeiro se consolidam como o epicentro 
da produção irrigada de frutas de qualidade para os mercados globais no Brasil, 
com destaque para as uvas, melões e mangas.
O polo fruticultor Petrolina-Juazeiro e suas adjacências exporta em torno de 
um milhão de toneladas de frutas por ano, representando enorme parte 
das exportações de frutas brasileiras. A estimativa de faturamento anual da 
região gira em torno de