Prévia do material em texto
A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL PARA AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS Bruna Erhardt Prof. Rúbia Carla Erthal Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Bacharelado em Ciências Contábeis (CON 0250) – Contabilidade Gerencial (CON105) 14/10/20 RESUMO O presente trabalho, mostra, de início a importância das micro e pequenas empresas para a economia nacional e sua participação no fornecimento de empregos aos brasileiros, e em seguida a fragilidade e dificuldade que é manter, de forma saudável, uma empresa deste porte no Brasil atualmente, onde as dificuldades encontradas pelos empreendedores são muitas. Demonstramos também a responsabilidade e os esforços que os contadores precisam ter na hora de auxiliar estas pequenas empresas a se manterem no mercado e não fecharem as portas, prestando realmente um serviço de consultoria. Palavras-chave: Contabilidade Gerencial, Micro e pequenas empresas, Gestão. 1 INTRODUÇÃO O Brasil é considerado um país empreendedor, onde a maioria dos negócios em funcionamento são constituídos de micros e pequenas empresas e por isso são de suma importância para a economia do país, grandes geradoras de empregos riquezas e contém uma significativa contribuição com o Produto Interno Bruto – PIB do país. Contudo, um fator que tem sido bastante estudado e motivo de diversas pesquisas do SEBRAE, é o fato delas não contarem com um sistema de gestão eficaz, o que proporciona uma grande probabilidade de mortalidade logo nos primeiros anos de funcionamento. Muitas vezes, por ignorância dos empreendedores ou por falta de assessoria por parte de seus contadores, os pequenos empresários deixam de se beneficiar das informações que a contabilidade é capaz de gerar e que poderão ser de grande utilidade na gestão do negócio, e passam assim, a tomar decisões baseadas apenas na experiência que acreditam ter e na maioria das vezes os resultados ficam aquém do esperado. A contabilidade, na teoria, é uma ciência cuja função principal é a de fornecer informações seguras para que as decisões sejam tomadas com o máximo de segurança. As informações e dados fornecidos pela contabilidade representam ferramentas de gestão, que servirão de apoio e suporte á tomada de decisão e devem fazer parte da rotina empresarial, ou seja, servir de apoio em todas as etapas da empresa. Porém, nem sempre é isso que acontece, principalmente quando se trata de empresas de pequeno porte, onde, o escritório focaliza na contabilidade fiscal e não se atenta ao fato de prestar consultoria ao seu cliente, e o cliente por sua vez, não cobra este serviço da contabilidade por não ter conhecimento do mesmo. Muitos desses controles e relatórios contábeis são relativamente fáceis de serem elaborados, e podem ser facilmente aplicados na gerencia de micro e pequenas empresas, principalmente às de comercio varejista, independentemente do porte, se os empresários forem orientados e assessorados da melhor forma possível e estejam aptos a interpretarem e aplicarem os relatórios fornecidos. 2 AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS NO BRASIL No Brasil existem 6,4 milhões de estabelecimentos. Desse total, 99% são micro e pequenas empresas (MPE). As MPEs respondem por 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado (16,1 milhões) (SEBRAE,2020), e também, segundo o SEBRAE, são as principais geradoras de riqueza no país tendo uma participação de 53,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do comércio e, na indústria e no setor de serviços, a participação delas também é relevante – 22,5% e 36,3%, respectivamente. Contudo, não são todas as empresas desse porte que conseguem se manter no mercado por longo tempo, e isso pode ocorrer por diversos motivos. Uma pesquisa realizada pelo SEBRAE em 2013 mostrou que 24,4% delas fecham as portas com menos de dois anos de existência, e esse percentual pode chegar a 50% nos estabelecimentos com menos de quatro anos. A pesquisa analisa que 37% dos administradores abriram empresa pois desejavam ter seu próprio negócio, e para iniciar o seu empreendimento, 88% dos gestores contaram basicamente com recursos próprios ou da família. E por se tratar de um pequeno negócio, muitos deles já cometeram de início um grande erro, que é também um dos principais motivos para fracasso das empresas, não levantar informações importantes sobre o mercado como clientes, concorrente e fornecedores, para então analisar se o empreendimento é viável, e mais da metade não realiza o planejamento estratégico antes do início das atividades do estabelecimento, esses fatores podem ser prejudiciais ao negócio. Fonte: DataSebrae Na imagem acima retirada do site do SEBRAE, são listadas as principais causas de mortalidade das micro e pequenas empresas. Além dos pontos descritos até então, um dos grandes erros que a grande maioria dos empresários cometem, independentemente do porte da empresa, é a falha do princípio da entidade, onde o patrimônio dos sócios se confunde com o patrimônio da empresa, e esse, infelizmente, é um erro muito comum, mas que pode levar e empresa a ter serio problemas financeiros se não for corrigido. O empreendedor, precisa entender que os resultados da empresa podem sim ser distribuídos aos sócios, porém, parte dele precisa ficar dentro da empresa para servir de investimento e promover o crescimento da mesma. Ao abrir uma empresa, as principais dificuldades dos empresários são com a conquista de clientes, falta de capital de giro, falta de conhecimento tanto na área de atuação da empresa como em gestão de negócios, conforme quadro abaixo retirado de uma pesquisa realizada pelo SEBRAE em 2016. Fonte: DataSebrae Então, para auxiliar os empreendedores nessas tantas dificuldades, a contabilidade, principalmente a gerencial, é capaz de fornecer informações úteis para uma boa gestão. 3 A CONTABILIDADE GERENCIAL PARA AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS A Contabilidade Gerencial é voltada essencialmente aos usuários internos, utilizada como apoio na tomada de decisão, sendo geradas para atender às necessidades específicas de cada empresa e empreendedor. Olhando assim, parece clara a sua importância para as pequenas empresas, mas segundo RESNIK (1991) o empresário da pequena empresa parece não estar convencido da importância da administração contábil como instrumento administrativo e menos ainda no processo decisório. Isso pode ocorrer pelo fato de que muitas contabilidades não auxiliam ou orientam as pequenas empresas, podendo assim, os dados e a função da contabilidade, serem considerados “um mal necessário” para muitos empresários (RESNIK, 1991). Muitos empresários, acham as informações contábeis desnecessárias pelo fato de não as conhecerem ou não saberem interpretá-las, e muitos ainda atribuem esta falta de interesse por se acharem envolvidos demais com a área produtiva da empresa, alegando assim não sobrar tempo para se dedicar aos relatórios contábeis. Vemos que no ponto de vista deles: " As funções contábeis e de controle são tidas como não produtivas," segundo RESNIK, (1991, p. 139), subestimando sua contribuição ao desempenho administrativo e seus reflexos na eficiência produtiva. Ainda segundo o autor, há dois fatores que implicam a não utilização da contabilidade gerencial pelas pequenas empresas; como visto anteriormente, um dos fatores é a falta de conhecimento por parte dos empresários para a devida apreciação da informação contábil. Mas ainda existe o fato de muitos contadores se dedicarem apenas à contabilidade fiscal, principalmente quando se trata de micro e pequenas empresas, tendo como justificativa a burocracia e as instabilidades das normas e procedimentos legais e tributários que envolvem a rotina contábil, não dando assim a devida atenção as demonstrações contábeis deste setor empresarial. Mas é visto que as práticas tradicionais da profissão estão relacionadas às característicasatuais da profissão contábil: a profissionalização dos escritórios de contabilidade, ou seja, a terceirização na profissão contábil. A posição atual do contador é de intermediário entre o poder público e as empresas, devido principalmente às regulamentações fiscais e sociais. As facilidades oriundas da utilização da informática têm beneficiado mais o poder público do que o próprio cliente do serviço contábil. Por motivo de personalidade ou pela grande burocracia e medidas provisórias que envolvem a rotina do contador, este se recusa em avançar além do limite restrito da apuração contábil, ficando limitado a aspectos tributários e jurídicos, mantendo a parte de consultoria gerencial totalmente fora de seu portfólio de atividades e, com isto, servindo muito mais ao governo, ao invés de atender às necessidades gerenciais de seus clientes. Assim, ao montar uma estrutura de registros contábeis com a finalidade de atendimento das exigências dos diversos órgãos governamentais, tal estrutura não oferece respaldo na gestão da pequena empresa, onde acontece a inversão da função da contabilidade de servir ao gestor, passando a servir aos diversos órgãos governamentais. O contador responsável pelas micro e pequenas empresas, tem que incluir ou manter, em seu portfólio de atividades, a consultoria gerencial, com o objetivo de suprir as necessidades gerenciais de seus gestores e, mudar a visão que alguns proprietários-gerentes tem da real função da contabilidade, que deixará de ser apenas “aquela que manda a guia dos impostos”, para aquela que é instrumento importante para a administração empresarial, mostrando assim o verdadeiro valor do profissional contábil e também da informação contábil, que é de grande valia para o sucesso do empreendimento. Segundo RESNIK (1991) cabe aos contadores auxiliarem os proprietários-gerentes a entenderem que superestimar a complexidade de um sistema bom e prático é subestimar sua contribuição ao desempenho administrativo. E para que este entendimento aconteça o contador precisa ser experiente e de primeira categoria, e que deve haver uma relação de confiança com o dirigente da empresa para subsidiar o contador em uma consultoria eficiente que vai ocorrer somente se houver: contato regular com a empresa; acesso às fontes de informações de gestão da empresa; competência ao instalar um sistema adequado de contabilidade e atenção ao mostrar como tirar o máximo proveito dele; relatórios apropriados, precisos e pontuais atendendo à necessidade da empresa; rapidez e eficácia na realização de diagnóstico e na implementação das recomendações. A partir do momento que o contador deixar de apenas cumprir as exigências da legislação das microempresas e das empresas de pequeno porte e começar a oferecer relatórios financeiros e controles gerenciais que são indispensáveis para administração eficiente da empresa, eles estarão experimentando a oportunidade de mostrar como a contabilidade pode ser útil à gestão das pequenas empresas, deixando de ser apenas “informantes” do governo, e passando a ser consultor de negócios, e exercendo, assim, a função da contabilidade que foi concebida segundo GUAGLIARDI (1992, p. 66) "como instrumento que permitisse ao dono do empreendimento acompanhar o desenvolvimento de seu negócio. Isto é, os registros contábeis de uma empresa deveriam servir para o gerenciamento de suas atividades. Era de se esperar, portanto, que os chamados escritórios de contabilidade desempenhassem o papel de apoio à tomada de decisão pelos pequenos empreendedores." Para RESNIK (1991), os relatórios financeiros, como Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultados do Exercício são fontes primordiais para entender e administrar um negócio, são eles que fornecem sinais de problemas e alterações que indicam a necessidade de uma ação de acompanhamento, portanto, estes relatórios têm que ser pontuais, consistentes e úteis. Segundo o autor, a execução destes relatórios não deve ultrapassar a três semanas após o final do mês encerrado, a pontualidade pode ajudar a detectar e sanar rapidamente problemas como o custo das mercadorias vendidas estarem substancialmente altos, e se os relatórios forem consistentes, ou seja, apurados mensalmente da mesma forma, pode-se comparar, por exemplo, este custo das mercadorias vendidas substancialmente alto num período com o custo apurado nos períodos anteriores, para detectar o porquê de tal variação. Além do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do Exercício, existem outros relatórios que são muito importantes para manter o controle gerencial como o Fluxo de Caixa e os relatórios de contas a pagar e a receber. Outro relatório interessando a ser utilizado é o Relatório orçamentário, onde, analisando os meses passados, pode-se projetar os meses seguintes para se uma noção dos gastos futuros e, se o faturamento for estável, pode-se prever a quantidade de receitas que se obterá e então ter uma previsão de um possível lucro ou prejuízo futuro. Contudo, à utilidade desses relatórios, está na especificidade de cada empresa, ou seja, as informações serão direcionadas para necessidades especificas, do porte e tipo de atividade operacional de cada empresa. Pois determinado relatório pode ser de suma importância para uma determinada empresa e ser desnecessário para outra. Esse é um dos motivos que demonstra que o contador deve sempre estar próximo dos seus clientes, para auxiliá-los em qual ocasião deve usar determinado relatório e se ele é ou não de valia para a sua empresa. Segundo TRANJAN (1996), os dirigentes de empresa devem conhecer as informações que trarão o devido julgamento empresarial a respeito de seu negócio, conhecimento de fatos relativos ao mercado, a fornecedores, ao comprador e a outros fatores relacionados à empresa. Um sistema gerencial caracteriza-se por ser um planejamento e é, sem dúvida, uma importante ferramenta para o dirigente de empresa de qualquer tamanho. O autor ainda afirma que um sistema contábil elaborado para fins gerenciais pode fornecer informações como: taxa de retorno da empresa e o que significa esta taxa em relação a outras opções do mercado; se o desempenho está equivalente com os objetivos da empresa; condições de comparar o valor orçado com o valor realmente gasto e conclui que fica difícil planejar sem um sistema de informações que permita o planejamento e o acompanhamento desse programa, corrigindo desvios, erros e contribuindo no processo decisório. Visto que a legislação comercial exige, anualmente, a elaboração de um Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado do Exercício, fica certa a obrigatoriedade da escrituração contábil para qualquer porte de empresa, e esta servirá como um banco de dados para elaboração de inúmeros controles e relatórios destinados a orientar o microempresário. Segundo COELHO NETO (1998) a criatividade no tratamento dos dados processados pela escrituração contábil é, hoje, cobrada dos profissionais acusados de só trabalharem para atender ao fisco. O Profissional Contábil está cada vez mais deixando para traz sua antiga denominação que era de “Guarda-livros”, para se tornar um Consultor de negócios. Uma empresa talvez venha a sobreviver sem uma contabilidade ou com controles financeiros caóticos e desatualizados, mas, segundo RESNIK (1990), esta sobrevivência é por um tempo determinado, enquanto as vendas forem suficientes para cobrirem os desperdícios aparentemente invisíveis, o empresário estará iludido de que a situação da empresa vai bem, isto até o dia em que as vendas sofrerem redução seja por motivo de sazonalidade ou instabilidade econômica, ou seja por uma simples queda na vendas vai trazer à tona a real situação financeira da empresa. Segundo PIZZOLATO (1998), atualmente, deve-se sistematizar e implantar técnicas de apoio aos processos decisórios derivadas da escrita contábil,que tradicionalmente tinha como produto final dois documentos exigidos pela legislação comercial e tributária: o Balanço Patrimonial e os Lucros e Perdas, este último agora conhecido como Demonstrativo de Resultados do Exercício. É unânime a opinião entre os autores que se dedicaram ao estudo da pequena empresa de que se não for estabelecido um sistema eficaz de contabilidade gerencial e este não for utilizado conscientemente como ferramenta básica de administração, esta negligência penalizará as empresas. Porém, outro ponto que devemos frisar, é que não adianta ter um excelente profissional contábil e ter um bom sistema gerencial, se o empreendedor não ouvir os conselhos de seu contador e não utilizar das informações fornecidas pelo seu sistema. Inúmeras vezes vemos casos de excelentes escritórios, que fornecem diversos tipos de informações gerenciais aos seus clientes empreendedores, porém eles não fazerem o uso dos mesmos. 4 CONCLUSÃO Vimos que o Brasil é um pais empreendedor, pois a grande maioria do PIB provém da atividade das micro e pequenas empresas. Porém nem todas elas têm a felicidade de serem bem- sucedidas. Segundo pesquisas do SEBRAE 24,4% delas fecham as portas com menos de dois anos de existência, esse é um dado que chega a preocupar visto o grande papel que estas empresas desempenham na economia brasileira. Muitas delas fracassam por motivos como falta de planejamento, má capacitação dos empreendedores e falta de informação. Nesses itens a contabilidade ganha um papel muito importante que é a de orientar e auxiliar os empreendedores a gerirem seus negócios, fornecendo relatórios gerenciais para que o empresário tenha uma maior visão da sua empresa, podendo assim ter mais controle sobre seus resultados, sabendo onde e como investi-los. Porém, se o empresário não estiver disposto a mudar a forma com que trata seu negócio e não levar realmente a sério as orientações e esforços de seu contador, não adiantará ter o melhor profissional e nem os melhores relatórios gerenciais, pois o contador orienta e auxilia, mas quem precisa acreditar e fazer acontecer é o empresário. Concluímos assim que a Contabilidade Gerencial é sim de suma importância para a saúde da empresa, porém ela é uma via de mão dupla, de um lado, o contador que orienta, auxilia e ajuda, fornece as informações gerenciais e ajuda a interpretá-las, de outro lado, o empresário, que confia no contador que possui, questiona, busca qualificação e põe em pratica as instruções recebidas. Dessa forma o contador é reconhecido pelo valor do seu trabalho e o empreendedor tem grandes chances de ter uma empresa de sucesso. 5 REFERÊNCIAS COELHO Neto, Pedro. Micro e Pequenas Empresas: manual de procedimento Contábeis. Brasília: Sebrae, 1998. RESNIK, Paul. A bíblia da pequena empresa. São Paulo: Makron, 1991. SEBRAE. Pequenos negócios em números. Disponível em: < https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/sp/sebraeaz/pequenos-negocios-em- numeros,12e8794363447510VgnVCM1000004c00210aRCRD>. Acessado em 23 de Set de 2020. CFA, Imprensa. MPEs são responsáveis por fomentar a economia do país. Disponível em: < https://cfa.org.br/ancoras-da-economia/>. Acessado em 23 de Set de 2020. SEBRAE. Entenda o motivo do sucesso e do fracasso das empresas. Disponível em: < https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/sp/bis/entenda-o-motivo-do-sucesso-e-do- fracasso-das- empresas,b1d31ebfe6f5f510VgnVCM1000004c00210aRCRD?origem=estadual&codUf=26%20%2 0%20Acesso:16/08/2018> . Acessado em 18 de Set de 2020. TRANJAN, Roberto Adami. O fio da meada: administração sem embaraços. TCA, 1995. https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/sp/sebraeaz/pequenos-negocios-em-numeros,12e8794363447510VgnVCM1000004c00210aRCRD https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/sp/sebraeaz/pequenos-negocios-em-numeros,12e8794363447510VgnVCM1000004c00210aRCRD https://cfa.org.br/ancoras-da-economia/