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Declaração de óbito

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Vitória Barbosa 
Turma XIII – 2020.1 
Declaração de óbito 
 
 O preenchimento da declaração de óbito é obrigatório ao médico. É o documento que permite a emissão da 
certidão de óbito em cartório e a posterior inumação do cadáver, além de ser a comprovação perante à justiça da 
causa da morte do indivíduo e servir como base para as estatísticas locais/regionais/nacionais acerca das situações 
de saúde visando a elaboração de políticas públicas 
 A declaração de óbito corresponde ao instrumento de coleta de dados do Sistema de Informação sobre 
Mortalidade 
 A emissão, numeração e distribuição nacional é responsabilidade do Ministério da Saúde 
 A distribuição e controle local é responsabilidade da Secretária Municipal de Saúde 
 A emissão da DO é ato médio 
 Art 1º. O preenchimento dos dados constantes na Declaração de óbito é da responsabilidade do médico que 
atestou a morte 
 O médico tem responsabilidade ética e jurídica pelo preenchimento e pela assinatura da DO, assim como pelas 
informações registradas em todos os campos deste documento. Deve, portanto, revisar o documento antes e 
antes de assiná-lo 
 
Distribuição, codificação, crítica e processamento da DO 
Subcoordenadoria de Informação em Saúde (SUIS/SMS): 
 Para um profissional autônomo realizar a retirada de uma DO é necessário: comprovante de residência e CRM 
 Para uma unidade de saúde realizar a retirada de uma DO é necessário: alvará de saúde, CNPJ, cadastro nacional do 
estabelecimento de saúde, documento do responsável técnico (CPF e CRM) 
 São disponibilizadas três vias: uma branca, uma amarela e uma rosa 
 A via branca retorna para a Secretária de Saúde do Estado 
 A amarela vai para o Cartório de Registro Civil 
 A rosa é direcionada vai para o Estabelecimento Hospitalar 
 O CID corresponde ao código internacional de doenças, esse campo não deve ser preenchido pelo médico 
 Atenção: Em caso de rasura escrever “anulada” e devolver ao SUIS para cancelamento no sistema de informação 
 
Emissão da DO 
Em quais óbitos emitir: 
 Natural ou violento 
 Estabelecimentos de saúde, domicílios ou outros locais 
 Nascidos vivos que morrem logo após o nascimento, independente da duração da gestação, do peso e do tempo 
que tenham permanecido vivo 
 Óbito fetal (gestação com duração ≥ 20 semanas ou feto com peso ≥ 500g ou estatura ≥ 25cm) 
 A legislação atual permite que a emissão de DO seja facultativa para a família que queira realizar o 
sepultamento do produto da concepção 
 
Conceitos importantes: 
Nascido vivo 
 Expulsão ou extração completa do corpo da mãe, independentes da duração da gravidez, de um produto de 
concepção que, depois da separação, respire ou apresente qualquer outro sinal de vida, tais como batimentos do 
coração, pulsações do cordão umbilical ou movimentos efetivos dos músculos de contração voluntária, estando ou 
não cortado o cordão umbilical e estando ou não desprendida a placenta. Cada produto de um nascimento que 
reúna essas condições se considera como uma criança viva 
 
Óbito fetal 
 É a morte de um produto da concepção, antes da expulsão ou da extração completa do corpo da mãe, 
independentemente da duração da gravidez; indica o óbito o fato do feto, depois da separação, não respirar nem 
apresentar nenhum outro sinal de vida, como batimentos do coração, pulsações do cordão umbilical ou 
movimentos efetivos dos músculos de contração voluntária 
 
A quem cabe atestar o óbito 
 Causa natural sem assistência médica, a responsabilidade é do serviço de verificação de óbito (SVO) 
 Causa natural com assistência médica onde a causa é mal definida, a responsabilidade é do serviço de verificação 
de óbito (SVO) 
 Causa natural com assistência médica onde a causa é conhecida, a responsabilidade é do médico do paciente ou 
substituto 
 Causas externas, a responsabilidade é do IML (Instituto Médico Legal) 
 Atenção: causa externa - causas acidentais ou violentas; causas naturais - patologias 
 
Óbito em ambulância: emissão da DO 
 Causa natural com médico presente a responsabilidade é do médico da ambulância 
 Causa externa com médico presente, chegando ao hospital, o corpo deverá ser encaminhado ao IML 
 Causas natural sem médico, a responsabilidade é do serviço de declaração de óbito (SVO) 
 Causa externa sem médico, a responsabilidade é do IML 
 
Itens que compõem a DO 
Bloco de informações de preenchimento obrigatório 
 Bloco I: Identificação 
 Bloco II: Residência 
 Bloco III: Local de ocorrência 
 Bloco IV: Específico para óbito fetal ou <1 ano 
 Bloco V: Condições e causas do óbito 
 Bloco VI: Dados do médio que assinou a DO 
 Bloco VII: Específico para causas externas 
 Blovo VIII: Preenchida exclusivamente pelo cartório 
 Bloco IX: Localidade sem médico 
 
Bloco V: 
 Todas as doenças, estados mórbidos ou lesões que produziram a morte ou contribuíram para mesma, além das 
circunstâncias do acidente ou da violência que produziram essas lesões 
 Causa básica (parte I – linha d): doença ou lesão que iniciou a cadeia de acontecimentos patológicos que 
conduziram diretamente `?a morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziram a lesão fatal 
 Causa terminal ou imediata (parte I – linha a): última causa consequencial 
 
 
 
 
Códigos pouco úteis (Garbage) 
Códigos mal definidos ou pouco específicos (no Brasil, aproximadamente 1/3 das mortes são atribuídas a um CG 
 Tipo 1: Causas mal definidas (R00-R99, exceto R95) 
 Tipo 2: Acidente vascular cerebral (AVC) não especificada como hemorrágico ou isquêmico (códigos CID-10 I64, 
I67.4, I67.9, I69.4, I69.8) 
 Tipo 3: Septicemia (A40-A41) 
 Tipo 4: Insuficiência cardíaca e cardiopatias não especificadas (I50, I51) 
 Tipo 5: Hipertensão essencial (I10) 
 Tipo 6: Neoplasia não especificada (C26, C55, C76, C78, C79, C80) 
 Tipo 7: Embolia pulmonar (I26) 
 Tipo 8: Pneumonia (J15.9, J18) 
 Tipo 9: Insuficiência respiratória (J96) e outros transtornos respiratórios (J98) 
 Tipo 10: Insuficiência renal (N17, N19) 
 Tipo 11: Causas externas com intenção indeterminada (Y10-Y34) e acidentes NE (X59) 
 Tipo 12: Acidentes de transporte não especificados (V89) e homicídios não especificado (Y09) 
 
Projeto sessenta cidades 
 Estratégia do Ministério da Saúde visando reduzir a proporção de óbitos com código garbage registrados no SIM 
 
 
O que o médico deve fazer: 
 Letra legível, sem abreviações e rasuras 
 Registrar as causas de morte (um diagnóstico por linha e o tempo aproximado entre o início da doença e a morte) 
 Preencher e revisar todos os campos antes de assinar 
 
O que o médico não deve fazer: 
 Assinar DO em branco 
 Preencher a DO sem, pessoalmente, examinar o corpo e constatar a morte 
 Utilizar termos vagos para os registros das causas de morte 
 Colocar o código CID nas causas do óbito 
 Cobrar pela emissão de DO 
 
Observações: 
 A causa base determina quem deve assinar a DO 
 A ficha de investigação do óbito não necessita ser preenchida pelo médico 
 A parada cardiorespiratória não pode ser considerada causa de óbito 
 Óbito materno: a causa básica não pode ser devido a uma cirurgia ou complicações 
 
Exemplo preenchimento: 
 
 Caso 1: Masculino, 65 anos. Há 35 anos, sabia ser hipertenso e não fez tratamento. Há dois anos, foi ao médico, 
que diagnosticou hipertensão arterial e cardiopatia hipertensiva, e iniciou o tratamento. Há dois meses, 
insuficiência cardíaca hipertensiva e, hoje, teve edema agudo de pulmão, falecendo após 5 horas. Há dois meses, 
foi diagnosticado câncer de próstata. 
 
Decl.: médico 
 
 Caso 2: Masculino, 25 anos, pedreiro, estava trabalhando quando sofreu queda de andaime (altura correspondente 
a dois andares). Foi recolhido pelo serviço de resgate e encaminhado ao hospital, onde fez cirurgia em virtude de 
traumatismo craniencefálico. Morreu após três dias com edema cerebral. 
 
Declaração: IML 
 
 Caso 3: Paciente idoso, vítima de queda