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Importância do EAS nas Doenças renais

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·GLOMÉRULO = É um sistema único de filtração capilar de alta pressão localizado entre duas
arteríolas: a aferente e a eferente.
·ARTERÍOLAS = são vasos de alta resistência;
·A arteríola aferente tem um diâmetro maior do que a arteríola eferente A pressão arterial
no glomérulo é extremamente elevada para um leito capilar Capaz de forçar o líquido e os
solutos para fora do sangue até o capilar glomerular ao longo de todo o seu comprimento
 
IMPORTÂNCIA DO EAS NA ABORDAGEM
LABORATORIAL DOS PACIENTES COM
DOENÇAS NEFROLÓGICAS E UROLÓGICAS:
FORMAÇÃO DA URINA:
Excreção = filtração – reabsorção + secreção.
A filtrabilidade dos solutos é inversamente proporcional ao seu tamanho.
 
Urina normal: Contém resíduos metabólicos e, pouca ou nenhuma proteína plasmática, células do
sangue ou moléculas de glicose.
 
Ureia sérica (azoternia);
Creatinina sérica;
 Acúmulo de resíduos nitrogenados no sangue que seriam normalmente excretados na urina;
 Proteinúria e microalbuminúria;
 Hematúria (presença de 1 ou mais hemácias/campo);
 Presença de cilindros granulosos, células epiteliais tubulares e cilindros de células epiteliais;
 Diminuição da TFG (Taxa de filtração glomerular);
 Diminuição do volume urinário (oligúria) à comumente observado, mas nem sempre;
 Acidose metabólica
 
Nefrolitíase;
Gonorreia e outras infecções sexualmente transmissíveis - estenoses uretrais de
causa infecciosa;
Tumores da bexiga e invasão secundária da bexiga por tumores originados das
estruturas localizadas ao redor e da uretra podem comprimir o colo vesical ou a
uretra, causando obstrução;
Constipação intestinal e impactação fecal >>> Compressão e obstrução da uretra
 Bexiga espástica > incapacidade de armazenar urina;
 Bexiga flácida > incapacidade de eliminar urina;
 Exfíncter externo não relaxável;
Obstrução das vias urinárias inferiores e estase:
Homens: Compressão externa da uretra >>> crescimento da próstata;
Homens e mulheres:
 Infecção das vias urinárias (cistite - bexiga);
 Distúrbios vesicais neurogênicos >>> Interrupção da inervação do órgão;
ACHADOS LABORATORIAIS ALTERADOS EM
PACIENTES COM DOENÇAS NEFROLÓGICAS
Principais doenças urológicas
É necessário um período de pelo menos 6 horas sem urinar para concentrar a
urina;
Geralmente é a primeira amostra de urina do dia;
Faz-se a higiene da genitália externa com água e sabão;
Descarta o primeiro jato de urina e coleta o jato intermediário no pote;
Esta amostra é útil para testes qualitativos de proteína e de densidade específica;
A amostra recém coletada é mais confiável >>> a medida que o tempo passa a
urina coletada pode conter hemácias degradadas, sedimentos desintegrados e
bactérias que de multiplicam rapidamente.
Descarta-se a primeira urina do dia;
Coleta as demais urinas ao longo de 24 horas;
Refrigera a amostra até chegar no laboratório
URINA ROTINA OU URINA TIPO 1:
URINA 24 H:
Incontiência urinária >>> emissão involuntária de urina;
Câncer de Bexiga
Achados laboratoriais em pacientes com doenças
urológicas:
Hematúria;
Bacteriúria;
Piúria;
Presença de cristais;
Ureia e creatinina séricas;
Coleta da urina para a realização dos testes:
 EAS (Elementos Anormais e sedimentoscopia);
Dosagem de creatinina sérica;
Clearance de creatinina;
Taxa de filtração glomerular;
Dosagem de ureia sérica;
Cistatina C;
Física: cor e aspecto;
Química: tira reagente: Densidade, pH, proteínas, glicose, urubilinogênio, bilirrubina,
cetonas, sangue, leucócitos, nitrito e ácido ascórbico;
Sedimentoscopia da urina: Eritrócitos, leucócitos, cilindros, bactérias, células epiteliais,
cristais, entre outros
Exames laboratoriais para avaliar a função renal e a
função da bexiga:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
EAS - ELEMENTOS ANORMAIS E SEDIMENTOSCOPIA:
- O exame de elementos e sedimentos anormais (EAS) da urina, ou exame de urina tipo I, é
um exame de rotina e corriqueiro, que faz análise:
A presença de cristais urinários é comum e raramente apresenta relevância clínica;
Cristalúria>>> cálculos renais;
Importância da identificação de cristais anormais na urina >>> Diagnóstico de erros
inatos do metabolismo, doenças hepáticas e outras condições;
A formação dos cristais ocorre quando sais urinários precipitam-se em virtude de
alterações de pH, temperatura ou ainda, condições de concentração do filtrado
glomerular;
Cristais mais comuns em urinas ácidas >>> Uratos;
Cristais mais comuns em urinas alcalinas >>> Cristais de fosfato, biurato de amônio e
carbonato de cálcio;
Cristais anormais >>> Formados por cistina, colesterol, bilirrubina, leucina e tirosina,
principalmente. Estão relacionados com as seguintes condições metabólicas:
Creatinina: Derivada principalmente do metabolismo da creatina muscular;
O nível sérico da creatinina depende da idade, sexo, do estado nutricional e massa
muscular;
Nem sempre a creatinina tem relação com a Taxa de filtração glomerular (TFG);
Ex: alimentação, desnutrição, DRC, amputação e perda muscular.
Quanto maior a concentração de creatinina sérica, menor estará a TFG;
A Creatinina sérica é um parâmetro renal que demora se alterar. Valor da creatinina
sérica acima do normal só ocorre a partir de diminuição da ordem de 50-60% da TFG.
Valores de referência:
Era considerada o melhor método de determinação da TFG na prática clínica;
A depuração da creatinina não preenche os critérios de um marcador ideal da TFG, pois
além de filtrada, a creatinina também é secretada pelo túbulo contorcido proximal > A
depuração da creatinina superestima a TFG.
Quanto > depuração da creatinina < [ creatinina sérica];
Utiliza a amostra de urina de 24 horas
 - Cistais de cistina: indica cistinúria e estão relacionados com erros metabólicos;
 - Cristais de colesterol: Bastante raros, mas podem estar presentes sobretudo em
amostras refrigeradas 
DOSAGEM DE CRATININA SÉRICA:
 - 0,7 - 1,3 mg/ dL (Homens);
 - 0,6 - 1,7 mg/dL (Mulheres);
CLEARANCE DE CREATININA (DEPURAÇÃO DE CREATININA):
A ureia não é produzida constantemente durante o dia e a sua concentração sanguínea
pode variar com a ingestão proteica, sangramento gastrintestinal e o uso de alguns
medicamentos (corticosteroides);
A ureia é parcialmente reabsorvida após o processo de filtração > Não é adequada para
estimar a função renal;
Valor de referência: 20-40 mg/dL
Proteínas de baixo peso molecular > beta 2 - microglobulina, a alfa 1-microglobulina e a
cistatina C > potenciais marcadores endógenos da TFG;
Cistatina C = alternativa promissora para substituir a creatinina sérica. Proteína cuja
concentração sérica depende quase que exclusivamente da filtração glomerular. Sua
concentração independe da massa muscular, do sexo ou da alimentação;
Apresenta maior sensibilidade e especificidade em comparação com a creatinina sérica,
na detecção de alterações discretas da função glomerular;
Valor de referência: 0,62 - 1,11 mg/dL
DOSAGEM SÉRICA DE UREIA:
CISTATINA :
As limitações do uso da creatinina sanguínea e de sua depuração na avaliação clínica
da função renal levaram vários autores a propor diferentes fórmulas para a estimativa
da FG
TAXA DE FILTRAÇÃO GLOMERULAR ESTIMADA (eTFG):

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