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Apostila - Redação Oficial

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REDAÇÃO OFICIAL
Profª Maria Tereza
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Oi, amorume!!!!! Futuroa) 
servidor(a).
O objetivo desse polígrafo (apostila é o 
nome de uma correspondência oficial) 
é desenvolver de forma simples, mas 
detalhada, cada um dos assuntos destacados 
abaixo, além de apresentar testes inéditos 
– e as respectivas resoluções –, alguns dos 
quais resolveremos juntos.
Eu sei que o conteúdo é árido e que a 
caminhada é para os fortes. Mas estamos 
juntos! Não se esqueça de visualizar seus 
sonhos.
Ah... Eu também sei que este é o seu 
concurso!
 
 
 
 
 
 
CONTEÚDO
Conforme último Edital.
REDAÇÃO OFICIAL
Nesse gênero, encontram-se os atos 
normativos (textos que tratam de normas, 
como lei, medida provisória e decreto) e 
as comunicações (correspondências, como 
ofício e memorando). Os dois assuntos 
aparecem em partes separadas do Manual 
de Redação da Presidência da República: 
Parte I – As comunicações oficiais e Parte II – 
Os atos normativos. 
Quando não há menção específica no 
edital a que conteúdo se refere “Redação 
Oficial”, a prática indica que a solicitação 
nas provas abrange as correspondências 
oficiais utilizadas mais disseminadamente no 
Serviço Público. 
É importante ressaltar que, mesmo nos 
casos em que o Manual é citado no edital, 
é comum, nas provas, haver perguntas sobre 
tipos de correspondências não incluídas 
na Parte I. É o caso, por exemplo, de 
requerimento e ata. Por essa razão, vamos 
focar, além do que está no Manual, outros 
que costumam ser cobrados em concursos. 
CORRESPONDÊNCIA OFICIAL: maneira 
pela qual o Poder Público (artigo 37 da 
Constituição: "administração pública direta, 
indireta ou fundacional, de qualquer dos 
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Poderes da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios) redige atos 
normativos e comunicações.
Princípios e atributos da redação oficial
O art. 37 da Constituição Federal estabelece 
que a administração pública direta, indireta 
ou fundacional, de qualquer dos Poderes 
da União, dos estados, do Distrito Federal e 
dos municípios obedecerá aos princípios de 
legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência – LIMPE (...). Como 
todo ato da administração pública, as 
comunicações e os textos normativos estão 
subordinados aos princípios constitucionais. 
Ainda que todos se apliquem à redação 
oficial, dois são mais especificamente 
relacionados com ela: impessoalidade e 
publicidade. 
Resumidamente:
 • Impessoalidade – ausência de 
privilégio, favorecimento ou tratamento 
discriminatório. 
 • Publicidade – transparência. 
Atributos decorrentes da 
Constituição
� Clareza e Precisão
Para a obtenção de clareza, sugere-se 
 • utilizar palavras e expressões simples, 
em seu sentido comum, salvo 
quando o texto versar sobre assunto 
técnico, hipótese em que se utilizará 
nomenclatura própria da área; 
 • usar frases curtas, bem estruturadas; 
apresentar as orações na ordem direta e 
evitar intercalações excessivas;
 • buscar a uniformidade do tempo verbal 
em todo o texto; 
 • não utilizar regionalismos e neologismos; 
 • pontuar adequadamente o texto; 
 • explicitar o significado da sigla na 
primeira referência a ela; 
 • utilizar palavras e expressões em outro 
idioma apenas quando indispensáveis, 
em razão de serem designações ou 
expressões de uso já consagrado ou de 
não terem exata tradução. Nesse caso, 
grafe-as em itálico. 
O atributo da PRECISÃO complementa a 
clareza e caracteriza-se por 
 • articulação da linguagem comum ou 
técnica para a perfeita compreensão da 
ideia veiculada no texto; 
 • manifestação do pensamento ou da 
ideia com as mesmas palavras, evitando 
o emprego de sinonímia com propósito 
meramente estilístico; e 
 • escolha de expressão ou palavra que não 
confira duplo sentido ao texto.
OBS.1: é indispensável a releitura de todo o 
texto redigido, a fim de revisá-lo.
“A redação oficial não é necessariamente 
árida e contrária à evolução da língua. É 
que sua finalidade básica – comunicar com 
objetividade e máxima clareza – impõe certos 
parâmetros ao uso que se faz da língua, 
de maneira diversa daquele da literatura, 
do texto jornalístico, da correspondência 
particular etc.” (MRPR – 2018)
� Objetividade 
Para a obtenção de objetividade, sugere-se 
 • ir diretamente ao assunto que se deseja 
abordar, sem voltas e sem redundâncias; 
 • perceber a hierarquia de ideias que 
existe em todo texto de alguma 
complexidade: as fundamentais e as 
secundárias. 
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 • excluir do texto excessos de palavras e 
de ideias. 
OBS.2: a objetividade não suprime a 
delicadeza de expressão ou torna o texto 
rude e grosseiro.
� Concisão: transmissão de um máximo 
de informações com um mínimo de 
palavras. 
Para a obtenção de concisão, sugere-se 
 • evitar caracterizações e comentários 
supérfluos, adjetivos e advérbios inúteis, 
subordinação excessiva;
 • eliminar preciosismos do texto (palavras 
raras, muitas vezes arcaicas ou em 
desuso): “Outrossim”, “Destarte”, 
“Subscrevemos mui atenciosamente.”...
 • eliminar expressões redundantes: “Sem 
mais, subscrevemo-nos.”; traço para a 
assinatura; “Vimos por meio desta...”
 • eliminar prolixidade: “Temos a satisfação 
de comunicar...”; “Nada mais havendo 
para o momento, ficamos à disposição 
para maiores informações necessárias.”; 
“Aproveitamos o ensejo, para protestos 
da mais elevada estima e consideração.”
OBS.3: não se deve entendê-la como 
economia de pensamento. 
� Coesão e coerência 
Para a obtenção de coesão e coerência, 
sugerem-se 
 • emprego adequado de referenciação:
Ex.: O Deputado evitou a instalação da CPI 
da corrupção. Ele aguardou a decisão do 
Plenário. 
 • emprego adequado de substituição 
(colocação de um item lexical no lugar 
de outro(s) ou no lugar de uma oração): 
Ex.: O Presidente assinou o acordo. O Chefe 
do Poder Executivo federal propôs reduzir 
as alíquotas. 
 • emprego adequado de elipse (omissão 
de um termo recuperável pelo contexto):
Ex.: O decreto regulamenta os casos gerais; a 
portaria, os particulares.
 • emprego adequado de conjunções.
� Impessoalidade 
“A impessoalidade decorre de princípio 
constitucional (Constituição, art. 37), e 
seu significado remete a dois aspectos: 
o primeiro é a obrigatoriedade de que a 
administração pública proceda de modo a 
não privilegiar ou prejudicar ninguém, de que 
o seu norte seja, sempre, o interesse público; 
o segundo, a abstração da pessoalidade dos 
atos administrativos, pois, apesar de a ação 
administrativa ser exercida por intermédio 
de seus servidores, é resultado tão somente 
da vontade estatal.”
Para a obtenção de impessoalidade, 
sugerem-se 
 • ausência de impressões individuais de 
quem comunica; 
 • um destinatário concebido de forma 
homogênea e impessoal; 
 • caráter impessoal do próprio assunto 
tratado; 
 • ausência de expressões que exprimam 
familiaridade: “Prezados”, “caros”, no 
vocativo;
OBS. 4: a primeira pessoa do plural é 
comumente utilizada nos expedientes 
oficiais, mas o uso da primeira pessoa 
do singular não caracteriza, por si só, 
desrespeito à impessoalidade.
� Formalidade e padronização 
Trata-se de obediência a certas regras de 
forma, válidas tanto para as comunicações 
feitas em meio eletrônico, quanto para os 
eventuais documentos impressos. 
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Para a obtenção de formalidade e de 
padronização, sugerem-se 
 • para além da formalidade de tratamento 
(correto emprego de pronome de 
tratamento para autoridade de certo 
nível), civilidade no próprio enfoque 
dado ao assunto do qual cuida a 
comunicação; 
 • emprego de um mesmo padrão, o 
que exige que se atente para todas as 
características da redação oficial e que 
se cuide, ainda, da apresentação dos 
textos;
 • digitação sem erros; 
 • uso de papéis uniformes para o texto 
impresso definitivo (em caso de 
necessidade); 
 • correta diagramação do texto.