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Políticas Públicas de Enfrentamento ao Crime de Tráfico de Pessoas no Brasil

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UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES
BRUNNA XXXXXXXX XXXX CAVALCANTE
POLÍTICAS PÚBLICAS DE ENFRENTAMENTO AO CRIME DE TRÁFICO DE PESSOAS NA SOCIEDADE BRASILEIRA
Mogi das Cruzes, SP.
2020
UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES BRUNNA XXXXXXXX CXXX CAVALCANTE – RGM XXX
POLÍTICAS PÚBLICAS DE ENFRENTAMENTO AO CRIME DE TRÁFICO DE PESSOAS NA SOCIEDADE BRASILEIRA
Artigo científico apresentado ao curso de Direito da Universidade de Mogi das Cruzes, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Direito.
Professor Orientador: Dr. XXXXXX
Mogi das Cruzes, SP.
2020
10
Dedico este trabalho e expresso minha solidariedade
a todas as crianças, jovens, adultos e idosos, de todas as raças, etnias, gêneros, classes, nacionalidades,
que foram vítimas de tráfico humano.
Agradeço 
a todos os professores que se dedicam a arte de ensinar e preparar pessoas
para a vida.
POLÍTICAS PÚBLICAS DE ENFRENTAMENTO AO CRIME DE TRÁFICO DE PESSOAS NA SOCIEDADE BRASILEIRA
Brunna Cristina Cano Cavalcante
Prof. Dr. XXXXXXXX
RESUMO
O presente trabalho tratará sobre a aplicação das políticas públicas de enfretamento ao crime de tráfico de pessoas no Brasil, cuja importância decorre do fato de este ser um crime muito recorrente no país, mesmo havendo políticas públicas de combate, conforme será amplamente analisado a seguir. O presente ainda possui como objetivo a análise da aplicação e eficácia das políticas públicas relacionadas ao crime, elaboradas pelo Poder Legislativo e a análise da atuação do Poder Executivo diante do crime. Ainda, por ser um crime notório, de abrangência mundial, será estudada a aplicabilidade das políticas públicas internacionais no território brasileiro. O método utilizado neste artigo foi o estudo da doutrina e da legislação nacional e internacional referente ao respectivo tema. Neste estudo, os resultados demonstram que, apesar do intenso trabalho no combate a este delito tão severo, o tráfico de pessoas ainda é muito constante no território brasileiro, tendo um contínuo crescimento ao longo dos anos, afetando, diariamente, milhares de pessoas inocentes, sem qualquer distinção de idade, gênero, raça ou classe.
Palavras-chaves: Crime. Tráfico de pessoas. Políticas Públicas. Prevenção. Brasil.
1 INTRODUÇÃO
O tráfico de pessoas (ou tráfico humano) é um crime que grande relevância mundial, uma vez que é um dos mais recorrentes no mundo e, ainda, um dos mais graves, afetando diretamente os direitos humanos. Todavia, apesar da sua imensidão e gravidade, no Brasil este delito ainda é pouco abordado dentro das mídias sociais (como jornal, televisão, redes sociais, dentre outros), escolas, universidades e até mesmo em “roda de amigos”, sendo raramente pauta de assunto na sociedade.
Sendo assim, considerando a importância de se falar sobre este assunto, este artigo não
somente tratará sobre o problema em questão (o crime), mas abordará algo de grande importância para a sociedade: a solução que está sendo buscada para o enfrentamento do crime no Brasil.
Logo, a análise principal do artigo será sobre as políticas públicas que efetivamente são realizadas para o combate ao tráfico de pessoas, tando no âmbito legislativo quanto executivo, observando também as legislações internacionais que são aplicadas, especialmente, no território brasileiro.
A escolha do tema advém também da necessidade de se discutir sobre as leis de proteção as vítimas do crime de tráfico de pessoas, uma vez que o crime é considerado como uma forma “moderna” de escravidão, na qual as vítimas são submetidas a tratamentos brutais que ferem diretamente os direitos humanos, e, em especial, a dignidade da pessoa humana, sustentando, ainda, um mercado bilionário ao redor do mundo e, principalmente, no Brasil, um dos principais países de origem, trânsito e destino de vítimas de tráfico.
Este artigo aborda ainda sobre os meios de prevenção ao crime, além dos meios de punição ao agente causador do dano, com escopo de desenvolver um projeto que sirva de parâmetro e incentive novas discussões acerca do assunto.
2 O TRÁFICO DE PESSOAS E AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE COMBATE AO CRIME
2.1 Do Surgimento do Crime de Tráfico de Pessoas e Seu Crescimento no Âmbito Mundial
O tráfico de pessoas, também conhecido como tráfico humano, é um crime mundialmente conhecido não só por desrespeitar diretamente os direitos humanos, mas também por gerar um mercado bilionário em favor dos criminosos, sendo o terceiro mercado ilícito mais rentável do mundo, após o mercado de tráfico de drogas e armas, movimentando cerca de US$ 32 bilhões anuais, sendo que 85% desse valor provém de exploração sexual.
Esta prática está presente em todos os países e tem como vítima todos os tipos de pessoas, independente de raça, etnia, gênero, idade, sexo, classe ou nacionalidade. Contudo, os países mais vulneráveis a tal crime são aqueles mais pobres, com índice de desenvolvimento humano menor, onde há uma maior desigualdade social e desistabilidade política e econômica.
Posto isto, é importante resaltar que, antes de destrinchar o tema a ser abordado, é
necessário compreender o que é o crime de tráfico de pessoas, qual sua origem e quando ele começou a ter certa relevâncua para as maiores autoridades políticas de todo o mundo.
Ao analisarmos a história da humanidade, notamos que o tráfico de pessoas sempre esteve presente nos mais variados momentos da história e que, nem sempre, este ato foi classificado como crime: temos como exemplo o tráfico negreiro, que ocorreu dentre os séculos XV e XVII, que foi uma das maiores práticas tráficos de pessoas no mundo com fins lucrativos e que era considerada totalmente comum e legal na época das grandes navegações e colonizações, sem que houvesse qualquer discriminação quanto ato.
Todavia, a partir do século XIX, as autoridades mundias começaram a enxergar o tráfico de pessoas como uma prática desumana e ilegal. Assim, começaram a unir esforços para que a prática do tráfico fosse proibida ao redor do mundo, conseguindo assim, em 1904, os primeiros instrumentos legais de proibição ao crime.
Já em meados de 1956 houve o surgimento da Convenção de Genebra que passou a reconhecer como ilegal a prática de transporte de pessoas entre países e a privação da liberdade, condutas típicas do crime de tráfico de pessoas.
Muitos anos depois, mais especificamente em 1998, o Estatuto do Tribunal Penal Internacional passou a definir o tráfico para fins de exploração sexual como um crime internacional contra a humanidade, na qual as principais vítimas são mulheres.
Em seguida, a partir de 1999, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) passou a tratar sobre a relevância deste crime, utilizando como base os seguintes instrumentos:
· UNICRI (Programa contra o Tráfico de Seres Humanos);
· Protocolo Relativo à Prevenção e Punição do Tráfico de Pessoas (em especial crianças e mulheres);
· Protocolo contra o Crime Organizado Transnacional Relativo ao Combate ao Contrabando de Migrantes por via Terrestre, Marítima e Aérea (promulgado pelo Brasil em 2004 através do Decreto nº 5.016).
Neste período, ainda, a proibição do tráfico de crianças passou a observada e registrada pela Convenção dos Direitos da Criança das Nações Unidas, realizada em 1989 e adotada pelo Brasil em 1990, e pela Convenção 182 da Organização Internacional do Trabalho, realizada em 1999.
A questão do tráfico de crianças ainda foi muito discutida em grandes eventos internacionais como no I Congresso Munidal contra a Exploração Sexual Comercial de
Crianças, realizado em 1996 em Estocolmo, na Suécia, e no II Congresso Mundial contra a Exploração Sexual Comercial de Crianças, realizado em 2001, em Yokohama, no Japão. Tais congressos trouxeram como resultado um acordo firmado e assinado por 161 países, incluindo o Brasil: o Compromisso Global de Yokohama, que, por sua vez, atribui a responsabilidade aos países participantes de realizar