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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ-UECE 
 CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS-CCT
 CURSO DE GEOGRAFIA LICENCIATURA
 GEOGRAFIA DAS INDÚSTRIAS
 PROF.ª OHANA DE ALENCAR PAGEU
 SUELLEN INGRID PEREIRA LIMA
 
 RESENHA CRÍTICA
 FORTALEZA-CEARÁ
 2020
Harvey, David, 1935- O enigma do capital: e as crises do capitalismo / David Harvey; tradução de João Alexandre Peschanski. - São Paulo, SP: Boitempo, 2011. “A destruição criativa da Terra.”
David Harvey é o teórico da Geografia britânico formado na Universidade de Cambridge. É professor da City University of New York e trabalha com diversas questões ligados a geografia urbana e globalização. Em 2007 foi classificado como o décimo oitavo (18°) vivo mais citado nas ciências humanas. Fez a publicação de vários livros, em qual deles citamos o enigma do capital e as crises do capitalismo.
O texto irá retratar a explanação sobre o resultado da longa história da destruição da terra, em que produziu o que ele chama de “segunda natureza” ou natureza remodelada pelo homem, e ou também uma paisagem geográfica da acumulação ou capital. No início, essa atividade era em geral colocada em termos de uma dominação humana triunfalista sobre a natureza. O processo de destruição criativa é um artificio para o capital conseguir se desfazer da absorção do excedente encontrada nas formas rugosas do espaço e reproduziu o capitalismo, esse processo de reconstituição espacial implica na construção de novas geografias ou uma correção geográfica.
Os agentes de produção e reprodução dessa segunda natureza são o Estado e o capital, e configuram uma paisagem geográfica da acumulação do capital, em que visa mais pelos interesses desse capital vinculados a especulação sobre a terra, do que as necessidades das pessoas. Haja visto que a lógica territorial é definida em termos de estratégias políticos, diplomáticos, econômicos e militares mobilizados pelo Estado em seu próprio interesse.
Harvey, diz também que dentre a geografia histórica do capitalismo, as guerras são os maiores processos dessa destruição criativa. Ela se dá através e um ciclo, começando pela destruição por completo a estrutura física do espaço, do meio ambiente, acabando totalmente com o acúmulo das forças excedentes em forças rugosas do espaço. Ao mesmo tempo em que cria novas tecnologias para efetuar essa destruição (é o caso das bombas nucleares e de todo aparato militar). Criam instituições propagadoras de paz, interrompendo as relações sociais, e finalmente a reconstrução total do país ou cidade destruída, como acontece no Líbano, e aconteceu na reconstrução das economias japonesa e europeia pós 1945.
Porém, Harvey diz que não necessariamente a natureza das guerras sejam de responsabilidade do capital, mais que o capital, com certeza se alimenta desse feito para se reproduzir. Cabe ao capital preparar o cenário com as condições necessárias para que estas aconteçam. Quanto as condições suficientes para a ocorrência delas, já estarão sob a responsabilidade do aparelho do estado e dos seus interesses da utilização do poder desse estado, para benefícios próprios em procede-las. 
Por tanto, em tempos de crises a irracionalidade do capitalismo evidencia-se o capita excedentário, e a força de trabalho polarizam-se, e sendo assim, a classe capitalista não abdicará do seu poder político e econômico. A crise é empurrada de um setor para outro: primeiro é gerado pelo setor financeiro, depois é alargada pelo Estado e, por conseguinte, transferida para os trabalhadores. Na maior parte do mundo capitalista, hoje tem-se vivido um espantoso período em que as políticas têm sido despolitizadas e mercadorizadas, e a possibilidade de ser definir um alcance racional, uma alternativa á (ir) racionalidade capitalista, é vital para a perpetuação humana na terra.
Podemos concluir então, que essa destruição da terra, a crise e a exploração do capital ao redor do mundo, bem com as consequências ambientais e as transformações da natureza, são frutos da busca incessante por mais lucros especulativos.