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Física - Programa da 11ª classe 1
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ficha Técnica 
Título: Física, Programa da 11ª Classe 
Edição: ©INDE/MINED - Moçambique 
Autor: INDE/MINED – Moçambique 
Capa, Composição, Arranjo gráfico: INDE/MINED - Moçambique 
Arte final: INDE/MINED - Moçambique 
Tiragem: 350 Exemplares 
Impressão: DINAME 
Nº de Registo: INDE/MINED – 6271/RLINLD/2010 
 
 
 Física - Programa da 11ª classe 2
Prefácio 
 
Caro Professor 
 
É com imenso prazer que colocamos nas suas mãos os Programas do Ensino 
Secundário Geral. 
 
Com a introdução do Novo Currículo do Ensino Básico, iniciada em 2004, houve 
necessidade de se reformular o currículo do Ensino Secundário Geral para que a 
integração do aluno se faça sem sobressaltos e para que as competências gerais, 
tão importantes para a vida continuem a ser desenvolvidas e consolidadas neste 
novo ciclo de estudos. 
 
As competências que os novos programas do Ensino Secundário Geral procuram 
desenvolver, compreendem um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e 
valores necessários para a vida que permitam ao graduado do Ensino Secundário 
Geral enfrentar o mundo de trabalho numa economia cada vez mais moderna e 
competitiva. 
 
Estes programas resultam de um processo de consulta à sociedade. O produto que 
hoje tem em mãos é resultado do trabalho abnegado de técnicos pedagógicos do 
INDE e da DINEG, de professores das várias instituições de ensino e formação, 
quadros de diversas instituições públicas, empresas e organizações, que colocaram 
a sua sabedoria ao serviço da transformação curricular e a quem aproveitamos 
desde já, agradecer. 
 
Aos professores, de que depende em grande medida a implementação destes 
programas, apelamos ao estudo permanente das sugestões que eles contêm e que 
convoquem a vossa criatividade e empenho para levar a cabo a gratificante tarefa 
de formar hoje os jovens que amanhã contribuirão para o combate à pobreza. 
 
 
Aires Bonifácio Baptista Ali. 
 
Ministro da Educação e Cultura 
 Física - Programa da 11ª classe 3
1. Introdução 
 
A Transformação Curricular do Ensino Secundário Geral (TCESG) é um processo que 
se enquadra no Programa Quinquenal do Governo e no Plano Estratégico da 
Educação e Cultura e tem como objectivos: 
 
• Contribuir para a melhoria da qualidade de ensino, proporcionando aos 
alunos aprendizagens relevantes e apropriadas ao contexto socioeconómico 
do país. 
• Corresponder aos desafios da actualidade através de um currículo 
diversificado, flexível e profissionalizante. 
• Alargar o universo de escolhas, formando os jovens tanto para a 
continuação dos estudos como para o mercado de trabalho e auto emprego. 
• Contribuir para a construção de uma nação de paz e justiça social. 
 
Constituem principais documentos curriculares: 
• O Plano Curricular do Ensino Secundário (PCESG) – documento orientador 
que contém os objectivos, a política, a estrutura curricular, o plano de 
estudos e as estratégias de implementação; 
• Os programas de ensino de cada uma das disciplinas do plano de estudos; 
• O regulamento de avaliação do Ensino Secundário Geral (ESG); 
• Outros materiais de apoio. 
 
 
1.1. Linhas Orientadoras do Currículo do ESG 
 
O Currículo do ESG, a ser introduzido em 2008, assenta nas grandes linhas 
orientadoras que visam a formação integral dos jovens, fornecendo-lhes 
instrumentos relevantes para que continuem a aprender ao longo de toda a sua 
vida. 
 
O novo currículo procura por um lado, dar uma formação teórica sólida que integre 
uma componente profissionalizante e, por outro, permitir aos jovens a aquisição de 
competências relevantes para uma integração plena na vida política, social e 
económica do país. 
 
As consultas efectuadas apontam para a necessidade de a escola responder às 
exigências do mercado cada vez mais moderno que apela às habilidades 
comunicativas, ao domínio das Tecnologias de Informação e Comunicação, à 
resolução rápida e eficaz de problemas, entre outros desafios. 
 
Assim, o novo programa do ESG deverá responder aos desafios da educação, 
assegurando uma formação integral do indivíduo que assenta em quatros pilares, 
assim descritos: 
 
Saber Ser que é preparar o Homem moçambicano no sentido espiritual, 
crítico e estético, de modo que possa ser capaz de elaborar pensamentos 
autónomos, críticos e formular os seus próprios juízos de valor que estarão 
na base das decisões individuais que tiver de tomar em diversas 
circunstâncias da sua vida; 
 
Saber Conhecer que é a educação para a aprendizagem permanente de 
conhecimentos científicos sólidos e a aquisição de instrumentos necessários 
para a compreensão, a interpretação e a avaliação crítica dos fenómenos 
sociais, económicos, políticos e naturais; 
 
 Física - Programa da 11ª classe 4
Saber Fazer que proporciona uma formação e qualificação profissional 
sólida, um espírito empreendedor no aluno/formando para que ele se adapte 
não só ao meio produtivo actual, mas também às tendências de 
transformação no mercado; 
 
Saber viver juntos e com os outros que traduz a dimensão ética do 
Homem, isto é, saber comunicar-se com os outros, respeitar-se a si, à sua 
família e aos outros homens de diversas culturas, religiões, raças, entre 
outros. 
Agenda 2025:129 
 
Estes saberes interligam-se ao longo da vida do indivíduo e implicam que a 
educação se organize em torno deles de modo a proporcionar aos jovens 
instrumentos para compreender o mundo, agir sobre ele, cooperar com os outros, 
viver, participar e comportar-se de forma responsável. 
 
Neste quadro, o desafio da escola é, pois, fornecer as ferramentas teóricas e 
práticas relevantes para que os jovens e os adolescentes sejam bem sucedidos 
como indivíduos, e como cidadãos responsáveis e úteis na família, na comunidade e 
na sociedade, em geral. 
 
1.2. Os desafios da Escola 
 
A escola confronta-se com o desafio de preparar os jovens para a vida. Isto 
significa que o papel da escola transcende os actos de ensinar a ler, a escrever, a 
contar ou de transmitir grandes quantidades de conhecimentos de história, 
geografia, biologia ou química, entre outros. Torna-se, assim, cada vez mais 
importante preparar o aluno para aprender a aprender e para aplicar os seus 
conhecimentos ao longo da vida. 
 
Perante este desafio, que competências são importantes para uma integração plena 
na vida? 
 
As competências importantes para a vida referem-se ao conjunto de recursos, isto 
é, conhecimentos, habilidades atitudes, valores e comportamentos que o indivíduo 
mobiliza para enfrentar com sucesso exigências complexas ou realizar uma tarefa, 
na vida quotidiana. Isto significa que para resolver um determinado problema, 
tomar decisões informadas, pensar critica e criativamente ou relacionar-se com os 
outros um indivíduo necessita de combinar um conjunto de conhecimentos, práticas 
e valores. 
 
Naturalmente que o desenvolvimento das competências não cabe apenas à escola, 
mas também à sociedade, a quem cabe definir quais deverão ser consideradas 
importantes, tendo em conta a realidade do país. 
 
Neste contexto, reserva-se à escola o papel de desenvolver, através do currículo, 
não só as competências viradas para o desenvolvimento das habilidades de 
comunicação, leitura e escrita, matemática e cálculo, mas também, as 
competências gerais, actualmente reconhecidas como cruciais para o 
desenvolvimento do indivíduo e necessárias para o seu bem estar, nomeadamente: 
 
a) Comunicação nas línguas moçambicana, portuguesa, inglesa e francesa; 
b) Desenvolvimento da autonomia pessoal e a auto-estima; de estratégias de 
aprendizagem e busca metódica de informação em diferentes meios e uso 
de tecnologia; 
c) Desenvolvimento de juízo crítico, rigor, persistência e qualidade na 
realização e apresentação dos trabalhos; 
 Física - Programa da 11ª classe 5
d) Resolução de problemas que reflectem situações quotidianas da vida 
económica social do país edo mundo; 
e) Desenvolvimento do espírito de tolerância e cooperação e habilidade para se 
relacionar bem com os outros; 
f) Uso de leis, gestão e resolução de conflitos; 
g) Desenvolvimento do civismo e cidadania responsáveis; 
h) Adopção de comportamentos responsáveis com relação à sua saúde e da 
comunidade bem como em relação ao alcoolismo, tabagismo e outras 
drogas; 
i) Aplicação da formação profissionalizante na redução da pobreza; 
j) Capacidade de lidar com a complexidade, diversidade e mudança; 
k) Desenvolvimento de projectos estratégias de implementação 
individualmente ou em grupo; 
l) Adopção de atitudes positivas em relação aos portadores de deficiências, 
idosos e crianças. 
 
Importa destacar que estas competências encerram valores a serem desenvolvidos 
na prática educativa no contexto escolar e extra-escolar, numa perspectiva de 
aprender a fazer fazendo. 
 
 (...) o aluno aprenderá a respeitar o próximo se tiver a oportunidade de 
experimentar situações em que este valor é visível. O aluno só aprenderá a viver num 
ambiente limpo se a escola estiver limpa e promover o asseio em todos os espaços 
escolares. O aluno cumprirá as regras de comportamento se elas forem exigidas e 
cumpridas por todos os membros da comunidade escolar de forma coerente e 
sistemática. 
PCESG:27 
 
Neste contexto, o desenvolvimento de valores como a igualdade, liberdade, justiça, 
solidariedade, humildade, honestidade, tolerância, responsabilidade, perseverança, 
o amor à pátria, o amor próprio, o amor à verdade, o amor ao trabalho, o respeito 
pelo próximo e pelo bem comum, deverá estar ancorado à prática educativa e estar 
presente em todos os momentos da vida da escola. 
 
As competências acima indicadas são relevantes para que o jovem, ao concluir o 
ESG esteja preparado para produzir o seu sustento e o da sua família e prosseguir 
os estudos nos níveis subsequentes. 
 
Perspectiva-se que o jovem seja capaz de lidar com economias em mudança, isto é, 
adaptar-se a uma economia baseada no conhecimento, em altas tecnologias e que 
exigem cada vez mais novas habilidades relacionadas com adaptabilidade, adopção 
de perspectivas múltiplas na resolução de problemas, competitividade, motivação, 
empreendedorismo e a flexibilidade de modo a ter várias ocupações ao longo da 
vida. 
 
1.3. A Abordagem Transversal 
 
A transversalidade apresenta-se no currículo do ESG como uma estratégia didáctica 
com vista um desenvolvimento integral e harmonioso do indivíduo. Com efeito, 
toda a comunidade escolar é chamada a contribuir na formação dos alunos, 
envolvendo-os na resolução de situações-problema parecidas com as que se vão 
confrontar na vida. 
 
No currículo do ESG prevê-se uma abordagem transversal das competências gerais 
e dos temas transversais. De referir que, embora os valores se encontrem 
impregnados nas competências e nos temas já definidos no PCESG, é importante 
que as acções levadas a cabo na escola e as atitudes dos seus intervenientes 
 Física - Programa da 11ª classe 6
sobretudo dos professores constituam um modelo do saber ser, conviver com os 
outros e bem fazer. 
 
Neste contexto, toda a prática educativa gravita em torno das competências acima 
definidas de tal forma que as oportunidades de aprendizagem criadas no ambiente 
escolar e fora dele contribuam para o seu desenvolvimento. Assim, espera-se que 
as actividades curriculares e co-curriculares sejam suficientemente desafiantes e 
estimulem os alunos a mobilizar conhecimentos, habilidades, atitudes e valores. 
 
O currículo do ESG prevê ainda a abordagem de temas transversais, de forma 
explícita, ao longo do ano lectivo. Considerando as especificidades de cada 
disciplina, são dadas indicações para a sua abordagem no plano temático, nas 
sugestões metodológicas e no texto de apoio sobre os temas transversais. 
 
O desenvolvimento de projectos comuns constitui-se também com uma estratégias 
que permite estabelecer ligações interdisciplinares, mobilizar as competências 
treinadas em várias áreas de conhecimento para resolver problemas concretos. 
Assim, espera-se que as actividades a realizar no âmbito da planificação e 
implementação de projectos, envolvam professores, alunos e até a comunidade e 
constituam em momentos de ensino-aprendizagem significativos. 
 
 
1.4 As Línguas no ESG 
 
A comunicação constitui uma das competências considerada chave num mundo 
globalizado. No currículo do ESG, são usados a língua oficial (Português), línguas 
Moçambicanas, línguas estrangeiras (Inglês e Francês). 
 
As habilidades comunicativas desenvolvem-se através de um envolvimento 
conjugado de todas as disciplinas e não se reserva apenas às disciplinas específicas 
de línguas. Todos os professores deverão assegurar que alunos se expressem com 
clareza e que saibam adequar o seu discurso às diferentes situações de 
comunicação. A correcção linguística deverá ser uma exigência constante nas 
produções dos alunos em todas as disciplinas. 
 
O desafio da escola é criar espaços para a prática das línguas tais como a promoção 
da leitura (concursos literários, sessões de poesia), debates sobre temas de 
interesse dos alunos, sessões para a apresentação e discussão de temas ou 
trabalhos de pesquisa, exposições, actividades culturais em datas festivas e 
comemorativas, entre outros momentos de prática da língua numa situação 
concreta. Os alunos deverão ser encorajados a ler obras diversas e a fazer 
comentários sobre elas e seus autores, a escrever sobre temas variados, a dar 
opiniões sobre factos ouvidos ou lidos nos órgãos de comunicação social, a 
expressar ideias contrárias ou criticar de forma apropriada, a buscar informações e 
a sistematizá-la. 
 
Particular destaque deverá ser dado à literatura representativa de cada uma das 
línguas e, no caso da língua oficial e das línguas moçambicanas, o estudo de obras 
de autores moçambicanos constitui um pilar para o desenvolvimento do espiríto 
patriótico e exaltação da moçambicanidade. 
 
 
1.5. O Papel do Professor 
 
O papel da escola é preparar os jovens de modo a torná-los cidadãos activos e 
responsáveis na família, no meio em que vivem (cidade, aldeia, bairro, 
comunidade) ou no trabalho. 
 Física - Programa da 11ª classe 7
 
Para conseguir este feito, o professor deverá colocar desafios aos seus alunos, 
envolvendo-os em actividades ou projectos, colocando problemas concretos e 
complexos. A preparação do aluno para a vida passa por uma formação em que o 
ensino e as matérias leccionadas tenham significado para a vida do jovem e 
possam ser aplicados a situações reais. 
 
O ensino - aprendizagem das diferentes disciplinas que constituem o currículo fará 
mais sentido se estiver ancorado aos quatro saberes acima descritos interligando os 
conteúdos inerentes à disciplina, às componentes transversais e às situações reais. 
 
Tendo presente que a tarefa do professor é facilitar a aprendizagem, é importante 
que este consiga: 
 
• organizar tarefas ou projectos que induzam os alunos a mobilizar os seus 
conhecimentos, habilidades e valores para encontrar ou propor alternativas 
de soluções; 
• encontrar pontos de interligação entre as disciplinas que propiciem o 
desenvolvimento de competências. Por exemplo, envolver os alunos numa 
actividade, projecto ou dar um problema que os obriga a recorrer a 
conhecimentos, procedimentos e experiências de outras áreas do saber; 
• acompanhar as diferentes etapas do trabalho para poder observar os alunos, 
motivá-los e corrigi-los durante o processo de trabalho; 
• criar, nos alunos, o gosto pelo saber como uma ferramenta para 
compreender o mundo e transformá-lo; 
• avaliar os alunos no quadro das competências que estão a ser 
desenvolvidas, numa perspectiva formativa. 
 
Este empreendimento exige do professor uma mudança de atitude em relação ao 
saber, à profissão, aos alunos e colegas de outras disciplinas. Com efeito, o sucesso 
deste programa passa pelo trabalho colaborativo e harmonizado entre os 
professores de todasas disciplinas. Neste sentido, não se pode falar em 
desenvolvimento de competências para vida, de interdisciplinaridade se os 
professores não dialogam, não desenvolvem projectos comuns ou se fecham nas 
suas próprias disciplinas. Um projecto de recolha de contos tradicionais ou da 
história local poderá envolver diferentes disciplinas. Por exemplo: 
- Português colaboraria na elaboração do guião de recolha, estrutura, 
redacção e correcção dos textos; 
- História ocupar-se-ia dos aspectos técnicos da recolha deste tipo de 
fontes; 
- Geografia integraria aspectos geográficos, físicos e socio-económicos da 
região; 
- Educação Visual ficaria responsável pelas ilustrações e cartazes. 
 
Com estes projectos treinam-se habilidades, desenvolvem-se atitudes de trabalhar 
em equipa, de análise, de pesquisa, de resolver problemas e a auto-estima, 
contribuindo assim para o desenvolvimento das competências mais gerais definidas 
no PCESG. 
 
As metodologias activas e participativas propostas, centradas no aluno e viradas 
para o desenvolvimento de competências para a vida pretendem significar que, o 
professor não é mais um centro transmissor de informações e conhecimentos, 
expondo a matéria para reprodução e memorização pelos alunos. O aluno não é um 
receptáculo de informações e conhecimentos. O aluno deve ser um sujeito activo na 
construção do conhecimento e pesquisa de informação, reflectindo criticamente 
sobre a sociedade. 
 
 Física - Programa da 11ª classe 8
O professor deve assumir-se como criador de situações de aprendizagem, 
regulando os recursos e aplicando uma pedagogia construtivista. O seu papel na 
liderança de uma comunidade escolar implica ainda que seja um mediador e 
defensor intercultural, organizador democrático e gestor da heterogeneidade 
vivencial dos alunos. 
 
As metodologias de ensino devem desenvolver no aluno: a capacidade progressiva 
de conceber e utilizar conceitos; maior capacidade de trabalho individual e em 
grupo; entusiasmo, espírito competitivo, aptidões e gostos pessoais; o gosto pelo 
raciocínio e debate de ideias; o interesse pela integração social e vocação 
profissional. 
 Física - Programa da 11ª classe 9
O Ensino-aprendizagem na disciplina de Física 
 
A aprendizagem de Física no 2º ciclo tem como objectivo, ampliar e aprofundar os 
conhecimentos adquiridos no 1º ciclo de modo que o aluno possa compreender a 
evolução dos meios tecnológicos e sua relação dinâmica com a evolução do 
conhecimento cientifico. 
Os programas de Física concebidos para o ciclo, oferecem aos alunos os elementos 
essenciais do quadro físico do mundo para que possam ser capazes de desenvolver 
a sua identidade como indivíduos criativos, sociais e possuidores de atitudes, 
hábitos, habilidades e conhecimentos úteis a si mesmo e à sociedade e para a 
continuação com os estudos. 
 
Estes programas abordam os conteúdos relacionados com os fenómenos 
mecânicos, térmicos, luminosos, eléctricos, electromagnéticos, atómicos e 
nucleares. A sua estruturação permite continuar a formação paulatina dos alunos, 
centrada na aquisição de elementos fundamentais do conhecimento e do 
desenvolvimento de habilidades e atitudes. 
 
Na concepção da estrutura do programa, parte-se do ponto de vista macroscópico 
dos fenómenos do mundo circundante mais próximo dos alunos, portanto, mais 
acessível aos órgãos sensoriais, com base nos conhecimentos adquiridos no 1ºciclo 
e noutras disciplinas de ciências naturais, em especial a Química, para a explicação 
dos fenómenos microscópicos que ocorrem ao nível da electrosfera e do núcleo 
atómico – Fenómenos Atómicos e Nucleares. 
 
A lógica que segue o ordenamento do sistema de conhecimentos baseia-se na 
análise de um fenómeno que, do geral, passa-se para a caracterização qualitativa 
deste, seguindo-se a determinação quantitativa do mesmo (o valor e as suas 
unidades) e por último, a lei fenomenológica que relaciona as grandezas físicas. 
 
Em consequência, como métodos de aprendizagem prevalecem o centrado no 
aluno, apoiado numa forte base experimental, de tal modo que se reduz o volume 
de informação teórica secundária em muitos dos conteúdos tratados. Pretende-se 
fortalecer o trabalho com os conceitos fundamentais e incrementar o tempo para o 
desenvolvimento de habilidades, tanto intelectuais como práticas, que permitam 
aos alunos participar activamente e com certo grau de independência na aquisição 
de conhecimentos, assim como serem capazes de utilizá-los na explicação dos 
fenómenos que os rodeiam. 
Neste ciclo o aluno terá contacto pela primeira vez com os elementos da Física 
Moderna: Radiação do corpo Negro, Física Atómica (Fenómeno fotoeléctrico, Níveis 
de Energia no Átomo de Hidrogénio, Raios-x), Física Nuclear (Desintegração 
Radioactiva, Reacçãoes de Fusão e Fissão Nuclear). 
 
Assim sendo, o aluno deve ter uma visão clara da aplicabilidade dos fenómenos 
relacionados com a Física Moderna, para que estes não fiquem apenas na esfera 
teórica, mas que ele veja que ela está presente no seu dia a dia, por exemplo, 
durante a fotossintese quando as plantas recebem os raios solares durante o dia ou 
quando estão privadas deste, quando está em frente a um computador, durante a 
emissão radiofónica ou televisiva, no hospital durante uma sessão de raios-x, etc. 
 Física - Programa da 11ª classe 10
1. Competências a desenvolver no 2º Ciclo 
 
Ao nível do segundo ciclo o ensino da Física visa desenvolver, nos alunos, 
competências que lhes permitam: 
• Investigar um problema, colocando hipóteses de sua testagem e generalizar 
a situações semelhantes; 
• Apresentar os resultados de experiências, descrevendo conhecimentos 
físicos de forma adequada; 
• Construir modelos físicos e usá-los para analisar e explicar fenómenos 
naturais e situações do dia a dia; 
• Examinar e ilustrar modelos físicos usando tecnologia de informação e 
comunicação; 
• Combinar interdisciplinarmente o conhecimento físico com conhecimentos de 
outras áreas do saber científico; 
• Aplicar no sistema produtivo o conhecimento físico, manejando de forma 
adequada e responsável o equipamento afim, compreendendo a evolução 
dos meios tecnológicos e sua relação dinâmica com a evolução do 
conhecimento cientifico; 
• Apontar os eventuais impactos ambientais e sociais resultantes da utilização 
de diferentes formas de energia de uso social; 
 
2.Objectivos gerais da disciplina 
Pretende-se que a aprendizagem da Física no ESG contribua para a formação de 
uma cultura de ciência e tecnologia efectiva, que permita ao aluno: 
♦ fazer a interpretação dos factos, fenómenos e processos naturais; 
♦ compreender a evolução dos meios tecnológicos e sua relação 
dinâmica com a evolução do conhecimento cientifico 
♦ compreender os procedimentos técnicos e tecnológicos e ajusta-los a 
uma realidade socio-cultural e ambiental 
 Física - Programa da 11ª classe 11
3. Visão geral dos conteúdos do 2º ciclo 
 
11a Classe 
Unidade I – Mecânica (Cinemática, Estática e Dinâmica) 
Unidade II – Trabalho e Energia. Choques e Colisões 
Unidade III – Electrostática 
Unidade IV – Corrente Eléctrica Contínua. O electromagnetismo 
 
12ª Classe 
Unidade I – Ondas Electromagnéticas. Radiação do Corpo Negro 
Unidade II – Física Atómica 
Unidade III – Física Nuclear 
Unidade IV – Mecânica dos Fluídos (Hidrodinâmica) 
Unidade V – Gases. Termodinâmica 
Unidade VI – Oscilações Mecânicas 
 
4. O Ensino da Física na 11ª classe 
 
Na 11ª classe, o aluno inicia a sua aprendizagem com o estudo da Mecânica cujos 
conteúdos já foram abordados nas três classes do primeiro ciclo. Porém, no 
primeiro ciclo, a aprendizagem restringiu-se mais a estudo fenomenológico com 
cálculos feitos com base na relação de proporcionalidade entre as grandezas físicas 
envolvidas. Por isso, nesta classe, pretende-se ter um aprofundamento tendo em 
vista uma maior atribuição ao factor equações matemáticas, mas mantendo como 
mais importante ainterpretação fenomenológica aliada ao significado físico dos 
resultados quantitativos. 
O tratamento da mecânica pode ser o espaço adequado para promover 
conhecimentos a partir de um sentido pratico e vivencial macroscópico. Investigar a 
relação entre forças e movimentos, a partir de situações praticas, discutir a 
quantidade de movimento e as causas de variação do próprio movimento. 
A abordagem de fontes e formas de produção e transformação de energia pode ser 
a oportunidade para compreender como o domínio dessas transformações está 
associado a trajectória histórica humana e quais os problemas com que o mundo 
hoje se depara 
No estudo da electricidade que engloba a electrostática, a corrente eléctrica 
contínua e o electromagnetismo, os alunos poderão ver os seus conhecimentos da 
10ª classe aprofundados, especialmente durante o estudo das redes eléctricas onde 
as Leis de Kirshoff surgem como uma generalização dos conhecimentos que já 
possuem da interpertação dos circuítos eléctricos simples. 
 
A abordagem dos conteúdos deverá partir de situações problemáticas e 
contextualizadas ao quotidiano do aluno. Estas situações podem ser criadas através 
de experiências simples, a partir dos conhecimentos empíricos do aluno ou mesmo 
de artigos publicados em jornais, revistas livros científicos, e pela Internet. 
A realização de experiências por parte do aluno poderá ser uma forma de aumentar 
a destreza e a habilidade durante o trabalho prático. Através do trabalho em grupo, 
dentro e fora da sala de aulas, vai se desenvolver habilidades para o aluno se 
relacionar com os outros e cooperar na resolução de problemas. 
 
 Física - Programa da 11ª classe 12
 
5. Objectivos da Disciplina na 11ª Classe 
 
A disciplina de Física na 11ª classe está dirigida a: 
 
• Formar um sistema de conhecimentos físicos e desenvolver habilidades que 
preparam o aluno para que seja capaz de: 
- Utilizar os conceitos estudados para interpretar e explicar a um nível 
profundo os fenómenos mecânicos, assim como o equilíbrio de translação e 
de rotação dos corpos, as Leis de Newton, os principios de Conservação de 
Energia Mecânica e da Quantidade de Movimento durante as colisões. 
- Descrever as experiências que provêm da manifestação dos fenómenos 
mecânicos e eléctricos; 
- Interpretar, aliadas a situações concretas, as Leis de Newton, a Lei de 
Conservação da Energia Mecânica, a lei de Coulomb, lei de Kirshoff e lei de 
Faraday e Lenz. 
 
• Resolver problemas qualitativos e quantitativos com variante na qual 
intervenham mais de duas grandezas, incluindo a dedução de qualquer das 
grandezas que intervêm na fórmula, relacionadas com: 
- O espaço, velocidade e aceleração; 
- A queda livre dos corpos incluindo o lançamento de projécteis. 
- As Leis de Newton. 
- O trabalho, potência e energia. 
- O impulso e a quantidade de movimento. 
- Lei de Coulomb, campo, potencial e trabalho eléctrostático, 
- Lei de Kirshoff nas redes eléctricas. 
- O sentido, a direcção e o módulo do campo magnético originado por 
uma corrente rectilínea, circular e helicoidal; 
- As forças de Ampére e Lorentz. 
• Determinar geometricamente a resultante de um sistema de forças, de 
vectores do campo eléctrico e magnético e do sentido de correntes induzidas 
pela variação do fluxo magnético em condutores. 
• Elaborar relatórios sobre as experiências realizadas e interpretar os 
resultados obtidos. 
 Física - Programa da 11ª classe 13
 
VII. Visão geral dos conteúdos da 11ªclasse Nº de aulas 
 
I - Trimestre 
Unidade I – Mecânica (Cinemática, Estática e Dinâmica) 
 30 
Revisão e Avaliação 6 
 
II - Trimestre 
Unidade II – Trabalho e Energia. Choques e Colisões 20 
Unidade III – Electrostática 10 
Revisão e Avaliação 6 
 
III - Trimestre 
Unidade IV – Corrente Eléctrica Contínua. O electromagnetismo 
 30 
Revisão e Avaliação 6 
 
 
 Física - Programa da 11ª classe 14 
Unidade I – Mecânica. Cinemática Estática e Dinâmica 
 
Objectivos Conteúdos Competências Carga 
Horária 
• Aplicar as Leis do MRU na resolução de exercícios 
concretos. 
• Interpretar os gráficos da velocidade e da posição 
em função do tempo. 
• Equações e gráficos do Movimento 
Rectilíneo Uniforme (MRU). 
• Identifica parâmetros relevantes na 
avaliação dos movimentos dos corpos 
no dia a dia através da realização de 
experiências; 
• Interpreta dados, sobre movimento 
dos corpos, representados 
graficamente. 
 
 
30 
• Aplicar as Leis do MRUV na resolução de 
exercícios concretos. 
• Interpretar os gráficos da aceleração, da 
velocidade e da posição em função do tempo. 
• Resolver exercícios concretos relacionados com a 
queda livre lançamento vertical dos corpos. 
• Deduzir as expressões do movimento circular em 
analogia ao movimento rectilíneo. 
• Equações e gráficos do Movimento 
Rectilíneo Uniformemente Variado 
(MRUV). 
• Queda livre dos graves e 
lançamento vertical 
• Estudo comparativo do 
movimento circular. 
• Descreve deslocamentos e representa 
velocidades ou acelerações utilizando 
linguagem algébrica 
• Utiliza o conceito de Queda livre 
lançamento vertical dos corpos para 
explicar situações diversas no 
contexto da tecnologia e do 
quotidiano; 
• Descreve características físicas e 
parâmetros de movimentos, de 
veículos e outros objectos, 
observados no mundo vivencial 
• Aplicar a condição de equilíbrio de rotação na 
resolução de exercícios concretos. 
• Aplicar as Leis de Newton na resolução de 
exercícios concretos. 
• Aplicar a força centrípeta na resolução de 
exercícios concretos. 
• Condição de equilíbrio de rotação 
e translação. 
• Leis de Newton. 
• Forças no movimento circular 
• Utiliza a condição de equilíbrio de 
rotação e de translação na sua vida 
pessoal e nos processos de produção; 
• Analisa e interpreta resultados de 
processos tecnológicos baseados no 
conceito de equilíbrio de rotação e de 
translação; 
 
 
Sugestões metodológicas 
O professor divide a turma em grupos, orienta os alunos em cada grupo para medir o tempo gasto por um colega a andar mais ou 
mesnos com o mesmo passo entre pontos separados pela mesma distância. Os alunos preenchem os dados numa tabela. Com base na 
tabela preenchida os alunos poderão calcular a velocidade do movimento do colega e constroem os gráficos da velocidade e da posição 
em função do tempo. 
As leis do MRUV podem ser deduzidas através do movimento de um corpo rolante num plano inclinado. Para determinar a aceleração do 
corpo no plano inclinado, os alunos devem determinar o espaço percorrido em cada segundo pelo corpo rolante. 
 Física - Programa da 11ª classe 15 
A identificação da queda livre como um MRUV pode ser deduzida experimentalmente com o auxílio de um plano inclinado fazendo variar 
até 90º o ângulo formado pelo plano e a horizontal. O professor poderá mostrar a imponderabilidade dos corpos durante a queda livre 
(As equações da queda livre podem ser obtidas por simples analogia com as do MRUV). É também importante que os alunos provem 
experimentalmente que a velocidade de queda dos corpos não depende da massa do corpo em queda. 
No lançamento de projécteis, considerar o lançamento horizontal e vertical. Os alunos realizam a experiência que mostra que o tempo de 
queda não depende da velocidade de lançamento do corpo. 
O estudo comparativo do movimento circular visa apenas levar a dedução das equações que serão necessárias para o estudo da força 
centrípeta. Os alunos vão elaborar uma tabela a partir da qual se vai comparar as grandezas dos dois movimentos. 
Os conceitos de momento de uma força e a condição de equilíbrio de rotação podem ser introduzidos a partir das experiências que os 
alunos vão realizar com o auxílio de uma alavanca. 
Os alunos realizam as experiências que provam a inércia e o princípio de acção e reacção e a partir dos resultados o professor vai 
introduzir as Leis de Newton. A relação entre a aceleração e a força pode ser fácilmentededuzida com o auxílio de uma fisga ou qualquer 
outro corpo elástico, comparando a velocidade de arremeço da fisga quando esticam muito ou pouco. 
As forças no movimento circular surgem como parte integrante da aplicação das Leis de Newton, por isso sugere-se que não se trate da 
força centrípeta como um novo tema, mas sim como um resultado das leis da dinâmica A força centrípeta deve ser vista como uma força 
resultante entre a força de gravidade e a força normal. 
 
Quando estiver a tratar os diferentes tipos de movimento mecânicos, o professor organiza momentos de debates onde os alunos 
apresentam e discutem suas ideias e experiências sobre as principais causas e cuidados a ter na prevenção de acidentes rodoviários nas 
estradas, no âmbito da Segurança Rodoviária, 
 
Em todas as circunstâncias, os alunos devem fazer um esboço do problema que está sendo abordado, não se limitarem à utilização de 
formulas. Os alunos deverão justificar com algum detalhe o processo utilizado na resolução dos exercícios. 
 
Experiências recomendadas 
Visto que as experiências aqui recomendadas são para a comprovação de fenómenos e verificação de leis e de princípios estudados, 
sugere-se que sejam executadas pelos alunos, trabalhando em grupos. 
• Simulação de um MRU, através da caminhada de uma pessoa mais ou mesmo no mesmo passo, num percurso recto, com pontos 
marcados a mesma distância um do outro. 
• Simulação de um MRUV através de um corpo rolante num plano inclinado. 
• Simulação do movimento de queda livre de um corpo através da variação do ângulo de queda de um plano inclinado, até 90º; 
• Mostrar a independência da velocidade de queda de um corpo (através de queda de duas folhas de papel com a mesma massa, 
mas com forma diferentes, uma folha complemente esticada e a outra completamente amarrotada com uma forma mais ou menos 
esférica). 
• Lançamento vertical de um corpo (observar a variação da velocidade do corpo) 
• Lançamento de dois corpos um horizontalmente e outro largado verticalmente (comparar o tempo de queda dos corpos). 
• Verificar a relação entre a força aplicada e o braço em relação ao fulcro. 
• Investigar a inércia numa garrafa de água; numa moeda colocada sobre um cartão que se encontra sobre uma lata aberta; inércia 
do ar sobre uma folha de jornal; acção e reacção numa flecha; 
• Lançar uma pedra (esticando muito ou pouco uma fisga) e comparar a velocidade de lançamento. 
 Física - Programa da 11ª classe 16 
 
Indicadores de desempenho 
• Verifica as leis dos movimentos e as condições de equilíbrio dos corpos com auxílio dos modelos “Ponto Material” e Sistema Rígido” 
usando as TICs; 
• Constrói e interpreta gráficos do MRU e MRUV 
• Resolve problemas aliados a situações do quotidiano aplicando as leis do MRU e MRUV. 
• Descreve e compara características físicas de movimentos de carros, corpos celestes e outros objectos em diferentes formas de 
representação; 
• Utiliza as leis do Movimento Rectilíneo Uniformemente Variado para prever, interpretar e para avaliar movimentos em situações de 
interacção física entre veículos, corpos celestes e outros objectos; 
• Aplica as condições de equilíbrio de rotação e de translação na resolução de exercícios associados a situações concretas. 
• Explica o movimento da Terra, as estações do ano, as fases da Lua e os eclipses; 
• Analisa qualitativamente dados quantitativos relacionados a movimentos de veículos, corpos celestes e outros objectos em 
situações reais; 
• Apresenta de forma clara e objectiva os resultados de experiências, descrevendo no relatório conhecimentos físicos de forma 
adequada; 
• Discute com colegas os resultados das experiências realizadas respeitando as opiniões e críticas feitas ao trabalho, bem como 
assume de forma responsável comentários feitos as suas ideias durante a discussão. 
• Sistematiza informações relevantes para a compreensão de situações-problema relacionadas com movimentos dos corpos no dia a 
dia; 
• Deduz relações funcionais envolvendo grandezas físicas usando ferramentas adequadas da disciplina de Matemática; 
 Física - Programa da 11ª classe 17 
Unidade II – Trabalho e Energia. Choques 
Objectivos Conteúdos Competências Carga 
Horária 
• Aplicar a equação do trabalho mecânico na 
resolução de exercícios concretos. 
• Interpertar o gráfico da força em função da posição 
em situações do dia a dia. 
• Equação e gráfico do 
trabalho mecânico. 
• Identifica parâmetros 
relevantes para avaliar a 
realização de trabalho 
mecânico em diversas 
actividades do quotidiano; 
• Interpreta dados, sobre 
realização de trabalho 
mecânico, representados 
graficamente 
 
 
 
20 
• Aplicar os conceitos de energia potencial 
gravitacional e elástica, cinética e mecânica na 
resolução de exercícios concretos. 
• Energia potencial 
gravitacional e elástica, 
cinética e mecânica. 
• Calcula a energia mecânica em 
situações do quotidiano; 
• Utiliza a definição de trabalho 
para calcular a energia 
necessária para a realização 
de diversas actividades 
• Aplicar a Lei de Conservação da Energia Mecânica 
na resolução de exercícios concretos. 
• Lei de Conservação da 
Energia Mecânica. 
• Utiliza o conceito de energia 
mecânica para previsão de 
movimentos reais em 
situações em que a energia, 
aproximadamente se 
conserva; 
• Analisa e interpreta resultados 
de processos tecnológicos 
baseados na Lei de 
Conservação de Energia 
Mecânica. 
• Aplicar os conceitos de Impulso e Quantidade de 
Movimento na resolução de exercícios concretos. 
• Interpretar o gráfico da força em função do tempo. 
• Aplicar a Lei de Conservação da Quantidade de 
Movimento na resolução de exercícios concretos. 
• Impulso e Quantidade de 
Movimento. 
• Lei da Conservação da 
Quantidade de Movimento. 
• Relaciona a força e o 
movimento em situações 
reais; 
• Usa a Lei da Conservação da 
Quantidade de Movimento 
para explicar situações do dia 
a dia. 
 
Sugestões metodológicas 
O professor pode utilizar artigos de revistas científicas ou mesmo livros para promover uma discussão entre os alunos, focalizando os 
pressupostos necessários para que uma força realize trabalho (deslocamento e sentido de acção da força e o sentido de deslocamento do 
 Física - Programa da 11ª classe 18 
corpo sobre o qual a força actua). Os alunos utilizam a definição de trabalho para calcular a energia necessária para a realização de 
diversas actividades do dia a dia, por exemplo: arrastar objectos, subir escada, travar carros, 
A partir do trabalho da força de gravidade e da força elástica o professor apresenta a dedução das expressões da energia potencial 
gravitacional, mecânica e elástica A energia cinética pode ser fácilmente deduzida com base no trabalho realizado por uma força que 
actua paralelamente ao sentido de deslocamento do corpo. 
Através de um pêndulo matemático e oscilador de mola o professor pode mostrar como deduzir experimentalmente a Lei de Conservação 
de Energia. Os alunos observam a apresentação do professor, fazem anotações dos factos observados, discutem em grupos para 
chegarem a conclusão de que a amplitude do corpo oscilante nunca aumenta durante as oscilações se não se fornecer mais energia ao 
sistema. 
As equações do impulso e quantidade de movimento podem ser deduzidas com base na 2ª Lei de Newton. No final da dedução destas 
equações deve ter como conclusão à relação entre o impulso e a quantidade de movimento. 
A Lei de Conservação da Quantidade de Movimento pode ser obtida através da discussão entre os alunos com base em experiências sobre 
a 3ª Lei de Newton e comparando com a Lei de Conservação de Energia Mecânica. 
Experimentalmente através da colisão entre dois pêndulos matemáticos constituidos por corpos rígidos e por dois sacos de areia, os 
alunos vão obter tipos de colisão. Também pode se fazer o uso de berlindes ou esferas para mostrar a coilsão elásticas. 
Para a colisão elástica sugere-se a dedução da relação entre a velocidade de aproximação e de recessão entre os corpos apósa colisão. 
 
Ao abordar a Lei de Conservação de energia, é importante o professor realçar o quanto é determinante o uso racional das fontes de 
energia para o desenvolvimento socio-económico do país. O professor vai organizar e moderar momentos de debate onde os alunos 
reflectem sobre as melhores formas de racionalizar o uso das fontes de energia e discutem o impacto ambiental, social e económico da 
utilização descontrolada das fontes de energia. 
 
Experiências recomendadas 
As experiências aqui recomendadas são para a comprovação de fenómenos e verificação de leis e de princípios estudados. Assim sugere-
se que sejam executadas pelos alunos, trabalhando em grupos. 
• Conservação de energia num pêndulo matemático e num oscilador de mola. 
• Conservação de energia num sistema de pêndulos acoplados. 
• Inércia do ar atrvés do movimento brusco de uma folha de jornal. 
• Inércia de uma farrafa puxando-a lentamente e rápidamente. 
• Inércia de um bloco ao ser puxado por um fio simples e duplo. 
• Acção e reacção de uma flexa. 
• Acção e reacção de dois corpos colocados nas extremidades de um corpo elástico tensionado. 
• Demonstração da relação entre a força e a aceleração através do movimento, num plano horizontal, de um carrinho ligado a uma 
massa supensa através de uma roldana fixa. 
 
 
 
Indicadores de desempenho 
• Calcula a energia necessária para realização de actividades do dia a dia, utilizando a definição de trabalho mecânico; 
• Calcula a energia mecânica e relaciona energia e potência em situações do quotidiano; 
 Física - Programa da 11ª classe 19 
• Analisa diversas possibilidades de produção de energia para uso social e identifica as diferentes opções em termos de seu impacto 
ambiental, social e económico; 
• Aplica as Leis de Conservação de Energia e da Conservação da Quantidade de Movimento na resolução de exercícios concretos; 
• Elabora mapas ou tabelas onde sistematiza a relação conceptual entre trabalho e energia, relacionando-os a diferentes contextos 
do quotidiano; 
• Explica fenómenos do dia a dia aplicando as Leis de Newton. 
• Constrói e interpreta os gráficos de uma força constante em função da posição e em função do tempo; 
• Elabora e apresenta de forma clara e objectiva relatório das experiências realizadas sobre a Lei de Conservação de Energia 
Mecânica; 
• Discute com colegas os resultados das experiências realizadas respeitando as opiniões e críticas feitas ao trabalho, bem como 
assume de forma responsável comentários feitos as suas ideias durante a discussão. 
• Verifica a Lei de Conservação da Energia Mecânica com auxílio do modelo de “Pêndulos Acoplados” usando as TICs; 
 Física - Programa da 11ª classe 20 
 
Unidade III– Electrostática 
Objectivos Conteúdos Competências Carga 
Horária 
• Aplicar a Lei de Coulomb na resolução de 
exercícios concretos. 
• Determinar gráficamente e analiticamente a 
resultante das interacções eléctricas de um 
sistema de cargas pontuais. 
• Lei de Coulomb. • Usa a lei de Coulomb 
para estimar a força de 
interacção entre 
partículas 
electricamente 
carregadas, no 
contexto 
cientifico/tecnológico e 
do quotidiano; 
 
10 
• Determinar graficamente e analiticamente o 
campo eléctrico originado por uma carga 
eléctrica pontual e por um sistema de placas 
electrizadas. 
• Determinar gráficamente e analiticamente a 
intensidade do campo eléctrico resultante de um 
sistema de cargas pontuais. 
• Campo eléctrico. Sentido das Linhas 
de força 
• Campo convergente e divergente 
• Calculo do modulo do campo 
resultante 
• Protecção electrostática Gaiola de 
Faraday 
• Identifica campo 
eléctrico, linhas de 
força e superfícies 
equipotenciais. 
• Descreve a blindagem 
electrostática 
• Analisa e interpreta 
resultados de 
processos tecnológicos 
baseados na utilização 
do campo eléctrico. 
• Determinar analiticamente o potencial eléctrico 
resultante de um sistema de cargas pontuais. 
• Potencial eléctrico. • Identifica potencial 
eléctrico; 
• Determinar o trabalho realizado no transporte 
de uma carga eléctrica dentro de um campo 
eléctrico. 
• Trabalho do campo electrostático. • Explica a realização do 
trabalho electrostático 
em processos 
científicos e 
tecnológicos. 
 
Sugestões metodológicas 
Para introdução desta unidade o professor orienta os alunos para realizarem experiências relacionadas com as formas de electrização dos 
corpos por fricção, contacto e indução. Partindo dos resultados das experiências realizadas pelos alunos o professor apresenta o 
enunciado da Lei de Coulomb e a sua expressão matemática. Os alunos deverão identificar cada uma das variáveis na expressão 
matemática da lei Coulomb. A Lei de Coulomb pode ser deduzida fazendo a comparação com a Lei da Gravitação Universal que embora 
ainda não tenha sido abordada em termos de equação, ela pode ser facilmente introduzida com base no conceito da força de gravidade. 
Os alunos têm tarefa de recolher material como garrafas plásticas transparentes, folhas de alumínio de cigarros e tiras plásticas para ser 
utilizado na construção de electroscópio de folhas. Construídos os electroscópios de folhas segue-se à demonstração das formas de 
 Física - Programa da 11ª classe 21 
electrização. Os alunos também vão construir pêndulos electrostáticos e utiliza-los para comprovar experimentalmente as formas de 
electrização dos corpos. 
Para introduzir o conceito de Campo Eléctrico pode se estabelecer uma analogia com o campo gravitacional, mostrando que a aceleração 
da gravidade é o vector da Intensidade do Campo Eléctrico. 
O uso de material impresso ou artigo de revistas poderá levar o aluno a perceber a importância do estudo dos campos gravitaconal e 
eléctrico em especial. 
Com base na expressão do trabalho mecânico e associando outras equações da electrostática e em especial a relação entre o potencial 
eléctrico e a intensidade do campo eléctrico, o professor apresenta a dedução do trabalho electrostático. 
Os alunos vão fazer um trabalho de pesquisa sobre Relâmpagos e Pára-Raios para complementar a noção de Protecção electrostática. 
Associado ao trabalho de pesquisa os alunos vão construir modelos da Gaiola de Faraday. 
 
Experiências recomendadas 
As experiências aqui recomendadas são para a comprovação de fenómenos e verificação de leis. Assim sugere-se que sejam executadas 
pelos alunos, trabalhando em grupos. 
• Electrização de pedaços de papel através de uma esferográfica electrizada por fricção. 
• Electrização de tiras de plástico por fricção. 
• Verificação da Lei Qualitativa das Interacção Eléctricas, através de um pêndulo eléctrico. 
• Electrização por contacto e indução de um electroscópiode folhas. 
 
Indicadores de desempenho 
• Identifica parâmetros relevantes na avaliação dos fenómenos electrostáticos no dia a dia; 
• Analisa os fenómenos eléctricos com o auxílio do modelo da “Carga Eléctrica”; 
• Representa as forças de interacção e dos vectores da intensidade do campo eléctrico de sistemas de cargas; 
• Aplica a relação de proporcionalidade entre as grandezas envolvidas na Lei de Coulomb, na equação do campo eléctrico e do 
potencial eléctrico na resolução de exercícios associados a situações do dia a dia; 
• Explica fenómenos eléctricos do dia a dia usando a lei de Coulomb; 
• Aplica a equação do trabalho electrostático para resolver exercícios associados aos processos tecnológicos; 
• Constrói modelos explicativos de fenómenos eléctricos observados; 
• Apresenta de froma clara e objectiva os relatórios das experiências realizadas sobre o movimento dos corpos descrevendo os 
objectivos, materiais necessários, passos para a realização, resultados e sua avaliação; 
• Discute com colegas os resultados das experiências realizadas respeitando as opiniões e críticas feitas ao trabalho; 
• Usa de forma responsável e segura os instrumentos electromagnéticos; 
• Explica os princípios das redes eléctricas e de funcionamento instrumentos electromagnéticos com base em modelos existentes 
para as TICs; 
 Física- Programa da 11ª classe 22 
 
Unidade IV – Corrente Eléctrica. Electromagnetismo 
Objectivos Conteúdos Competências Carga 
Horária 
• Aplicar as leis de Kirshoff na resolução de 
exercícos concretos. 
• Redes eléctricas. 
• Noção de malha, ramo e sentido 
da corrente de circulação. 
• As Leis de Kirschoff. 
• Identifica parâmetros 
relevantes na avaliação 
das redes eléctricas; 
• Aplica conhecimentos 
tecnológicos associados a 
redes eléctricas em 
contextos relevantes para 
a sua vida. 
 
 
30 
• Determinar gráfica e analiticamente o campo 
magnético resultante de um sistema de 
condutores rectilíneos. 
• Determinar graficamente os campos magnéticos 
originados por uma corrente circular e por uma 
corrente helicoidal. 
• Campo magnético originado por 
uma corrente rectilínea. 
• Campo magnético originado por 
uma corrente circular e 
helicoidal. 
• Descreve os campos 
magnéticos associados aos 
imanes, as correntes em 
fios rectilíneos e as 
espiras. 
• Determinar geométrica e analiticamente a força 
sobre um condutor atravessado por uma corrente 
e mergulhado num campo; 
• Determinar geométrica e analiticamente a força 
sobre uma carga eléctrica em movimento no 
interior de um campo magnético; 
• Explicar o funcionamento de um motor eléctrico. 
• Força de Ampére e Lorentz. 
• Apliacações. 
• Interpreta o efeito de 
campos magnéticos sobre 
cargas eléctricas em 
movimento; 
• Descreve a existência da 
força de Ampere e Lorentz 
em contextos tecnológicos. 
• Aplicar as Leis de Faraday e lenz na determinação 
do sentido de uma corrente induzida num 
condutor linear, circular e numa bobina. 
• O fenómeno da indução 
electromgnética. Leis de 
Faraday e Lenz. 
• Relaciona fluxo magnético 
e campo eléctrico com 
geração de electricidade 
• Explicar o fenómeno da auto indução e da indução 
mútua. 
• O fenómeno da auto indução e 
da indução mútua. 
• Avalia e interpreta o 
fenómeno da auto-indução 
nos processos tecnológicos 
• Explicar o funcionamento do transformador de 
corrente eléctrica. 
• O transformador de corrente 
eléctrica. 
• Descreve o principio de 
funcionamento dos 
transformadores de 
corrente eléctrica. 
 
Sugestões metodológicas 
Através de experiências sobre a associação de resistências em série e em paralelo, o professor leva os alunos a identificar a relação de 
proporcionalidade entre a tensão e a intensidade da corrente em cada tipo de associação (regra da divisão das tensões e da divisão das 
correntes). 
 Física - Programa da 11ª classe 23 
As leis de Kirshoff podem ser verificadas nas associações de resistências em paralelo (para a 1ei dos nodos) e em série (para a lei das 
malhas). 
Poder-se-á ainda fazer uma verificação experimental do Princípio de Sobreposição das Correntes Eléctricas, montando um circuito 
eléctrico com duas fontes em separado e depois com as duas fontes simultâneamente e comparar as intensidades da corrente num 
mesmo troço do circuíto para cada caso. 
Através da recapitulação da experiência de Oersted o professor introduz o tratamento dos conteúdos associados ao electromagnetismo. 
Experimentalmente o professor demonstra a forma das linhas do campo de uma corrente linear, circular ou helicoidal. Para tal, pode usar 
um fio muito comprido e isolado (por exemplo, aproveitando os fios do enrrolamento de uma bobina), para fazer passar a corrente muitas 
vezes (mais de 20 vezes) no mesmo sentido, criando um troço rectilíneo ou cicular ou helicoidal. Os alunos observam a demonstração 
feita pelo professor, fazem anotações dos factos observados e emitem uma conclusão. 
Usando a regra dos dedos curvos da mão direita ou a regra do saca-rolha ou do tapa o professor vai mostrar a determinação do sentido 
do vector da indução magnética. A expressões para as forças de Ampére e Lorentz podem ser determinadas através da comparação com 
o campo eléctrico ou gravitacional. 
O cálculo do módulo do vetor de indução magnética pode ser deduzido, fazendo uma analogia com o campo eléctrico, onde o vector da 
intensidade do campo eléctrico “E” é substituído pelo vector da indução magnética “B”, e, a carga eléctrica “E” é substituída pelo produto 
da intensidade da corrente pelo comprimento “I.L”. 
Para calcular o módulo do vector resultante da indução magnética originado por correntes rectilíneas, pode-se estender a 3 correntes 
rectilíneas paralelas entre si. Para os campos originados por correntes rectilíneas e helicoidais vai-se exigir apenas a determinação do 
sentido do vector da indução magnética. 
O fenómeno da indução electromagnética pode ser abordado através da realização de experiências por parte dos alunos após a colocação 
das hipóteses sobre o assunto, tendo como ponto de partida a conclusão que se pode obter com base na experiência de Oersted (toda 
crrente eléctrica cria a sua volta um campo magnético). Neste caso, os alunos poderão tentar dar a resposta a um problema que 
preocupou a humanidade por muitos anos que é a seguinte questão “poderá um campo magnético originar uma corrente eléctrica?”. 
Fazendo variar a velocidade de variação do campo magnético aproximando lentamente ou rápidamente o magenete da bobina ligada a 
um galvanómetro (amperímetro ou voltímetro), os alunos vão deduzir experimentalmente as leis de Faraday 
A abordagem do funcionamento do motor eléctrico pode ser através de um trabalho de investigação ou elaboração de um projecto 
comum, por exemplo, com o tema “Aplicações do Motor Eléctrico na vida da Minha Comunidade”. 
 
Experiências recomendadas 
As experiências aqui recomendadas são para a comprovação de fenómenos e verificação de leis e de princípios. Assim sugere-se que 
sejam executadas pelos alunos, trabalhando em grupos. 
• Associação de resistências em série e em paralelo. 
• Lei de Ohm. 
• Verificação das leis dos nodos e das malhas através da associação de resistências em série e em paralelo. 
• Verificação do Princípio de Sobreposição das Correntes Eléctrica através de um circuíto com duas fontes intercaladas, inicialmente 
em separado e em seguida juntas, e comparar a intensidade da corrente no mesmo trecho do circuito; 
• Experiência de Oersted. 
• Demonstração do campo magnético originado por uma corrente rectilínea, circular e helicoidal através de um sistema de vários 
condutores associados formando um trecho rectilíneo, circular e helicoidal. 
 Física - Programa da 11ª classe 24 
• Fenómeno da indução magnética e das leis de Faraday através de uma bobina, galvanómetro (amperímetro ou voltímetro) e um 
magnete. 
• Verificação da existência do campo magnético (através do polvilhamento de limalhas de ferro para diferentes tipos de condutores 
percorridos por corrente eléctrica), 
• Construção de modelo de motores eléctricos; 
 
Indicadores de desempenho 
 
• Identifica parâmetros relevantes na avaliação das redes eléctricas e fenómenos electromagnéticos no dia a dia através da 
realização de experiências; 
• Explica as leis de Kirschoff 
• Analisa circuitos eléctricos domésticos e em outros ambientes, considerando informações dadas sobre corrente, tensão e 
resistência; 
• Determina a direcção e do sentido do campo magnético originado por correntes rectilíneas, circulares e helicoidais. 
• Cálculo do módulo do campo magnético resultande de um sistema de condutores rectilíneos. 
• Determina a direcção, do sentido e do módulo das forças de Ampére e de Lorentz. 
• Determina o sentido da corrente induzida. 
• Descreve o funcionamento de um transformador, de um motor eléctrico e de um gerador de corrente eléctrica. 
• Discute com colegas os resultados das experiências realizadas respeitando as opiniões e críticas feitas ao trabalho. 
 
 
 Física - Programa da 11ª classe 25
 
Estratégias para tornar o programa mais relevante. 
A seguir são apresentadas algumas propostas de estratégias que o professor 
poderá fazer uso, durante o processo de ensino-aprendizagem, para tornar a 
implementação do programa mais relevante. 
 Trabalhar com modelos, introduzindo-os através da discussãode modelos 
microscópicos; 
 Construir modelos a partir da necessidade explicativa dos fatos; 
 Abordar as leis e princípios físicos a partir dos elementos próximos, práticos 
e da vida diária; 
 Promover um conhecimento contextualizado e integrado à vida dos alunos; 
 Estimular a observação, classificação e organização dos factos e fenómenos 
observados no quotidiano segundo os aspectos físicos; 
 Promover realização de experiências simples para explicação dos 
fenómenos; 
 Promover realização de visitas de estudos. 
 Estimular o acompanhamento de notícias científicas, 
 Física - Programa da 11ª classe 26
 
Avaliação 
 
A avaliação é uma tarefa didáctica necessária, contínua e sistemática do trabalho 
do professor, em todo o processo de ensino e aprendizagem na escola. 
É através desta que se pode acompanhar passo a passo o domínio das matérias 
pelos educandos e obter resultados que vão surgindo no decorrer do trabalho 
interactivo professor -aluno e vice-versa. 
Avaliação é uma tarefa muito complexa que não pode ser entendida e nem 
resumida simplesmente com provas e atribuição da nota ao aluno. 
A Avaliação deve ser orientada para o ensino centrado no aluno e deve ser uma 
componente essencial e sistemática, tendo como finalidade avaliar o grau de 
assimilação da matéria pelos alunos através de perguntas orais, realização de 
experiências, testes escritos (sistemáticos ou finais). 
A avaliação deve ser realizada de forma tal que evite estimular o estudo 
memorizado, deve-se estimular conhecimentos sistemáticos, essenciais, 
transcendentes bem como desenvolvimento de competências. Para desenvolver 
competências é preciso propor tarefas e desafios que incitem os alunos a mobilizar 
seus conhecimentos, habilidades e valores. A realização de projectos deve ser uma 
das formas para avaliação dos alunos. 
Recomenda-se que a ênfase da avaliação seja sobre os indicadores de desempenho 
definidos ao longo programa, tendo mais em conta os aspectos qualitativos e 
fenomenológicos do que os aspectos quantitativos. 
Quando se realizam avaliações deve-se garantir que os alunos estejam conscientes 
da validade da classificação obtida. 
 
 Física - Programa da 11ª classe 27
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