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nos meses de março e abril deste ano se comparado ao mesmo período do ano passado. Os dados divulgados, por outro lado, indicam que houve menos registros de ocorrências de
crimes dessa natureza nas delegacias de todo o país. Consequentemente, houve a redução da concessão de medidas protetivas de urgência para evitar o contato de agressores com
mulheres. Essa queda certamente ocorreu porque milhões de mulheres estão confinadas com seus agressores em casa, muitas em verdadeiro cativeiro, o que prejudica a denúncia em
delegacias, mesmo com os sistemas virtuais. Constata-se o acerto dessa conclusão pelo fato de que, embora a possibilidade de acusação de crimes tenha caído, a ocorrência de
feminicídio aumentou no Brasil de forma expressiva. Fenômeno similar foi constatado na Itália e divulgado pela ONU.
TEXTO 2. Também em razão desse cenário, foi sancionada a Lei 14.022/20, que dispõe sobre medidas de enfrentamento à violência doméstica e familiar durante pandemia da Covid-19.
A norma torna essenciais os serviços relacionados ao combate e à prevenção das agressões tanto contra mulheres quanto contra idosos, crianças, adolescentes e pessoas com
deficiência. De acordo com a Lei 14.022/20, os prazos processuais, a apreciação de matérias, o atendimento às partes e a concessão de medidas protetivas que tenham relação com atos
de violência doméstica e familiar cometidos contra mulheres, crianças, adolescentes, pessoas idosas e pessoas com deficiência serão mantidos, sem qualquer suspensão. O registro da
ocorrência de violência doméstica e familiar contra esse grupo poderá ser realizado por meio eletrônico ou por meio de número de telefone de emergência designado para tal pelos
órgãos de segurança pública. Além disso, o poder público deverá adotar as medidas necessárias para garantir a manutenção do atendimento presencial de mulheres, idosos, crianças ou
adolescentes em situação de violência, com a adaptação dos procedimentos estabelecidos na Lei Maria da Penha. 
 
Com base nos textos acima, é correto afirmar:
Brasil e Itália tiveram fenômenos diferentes no que tange à violência contra a mulher
 O aumento de feminicídios é inversamente proporcional ao aumento das taxas de denúncia contra os agressores
A Lei 14.022/20 diminuiu as possibilidades de proteção de mulheres, idosos, crianças, adolescentes e pessoas com deficiência
Não há uma correlação entre o isolamento durante o período de pandemia entre o aumento da violência doméstica e a diminuição do número de denúncias.
O atendimento às vítimas de agressão à mulher está dificultado em função dos poucos canais de denúncia.
Acerto: 0,1 / 0,1 
A segunda paralisação dos entregadores de aplicativos, realizada no dia 25-07-2020, conhecida como Breque dos Apps, teve menos adesão dos trabalhadores do que a primeira,
realizada pela categoria em 1º de julho deste ano. Enquanto alguns analistas veem a manifestação com entusiasmo, porque demonstra a capacidade de organização dos trabalhadores,
outros falam em fracasso e apontam para divisões internas no movimento, que é autônomo e se organiza pelas redes sociais. Ao comentar a última greve, a socióloga Ludmila Abílio diz
que a imagem das centenas de motos e bicicletas unidas pelas ruas da cidade é importante, mas não é só ela que dá a medida da adesão ou organização. Aderir ao breque pode ser
simplesmente ficar em casa, sem ligar o aplicativo ou bloqueando a saída em locais dispersos de onde se originam entregas. Segundo ela, não é simples medir o tamanho da adesão dos
trabalhadores à paralisação, e também é preciso considerar as dificuldades envolvidas no processo, porque enquanto participam dos atos, eles não trabalham e não recebem. Na
avaliação dela, é preciso ter muito cuidado nas análises sobre as paralisações e nos discursos emergentes porque há um mesmo discurso que desliza com conteúdos e propósitos
diferentes. Na segunda manifestação, menciona, houve uma tentativa de desmobilização e desqualificação do movimento, que se utilizou da linguagem e da luta dos trabalhadores para
se voltar contra eles. Um dos recursos é criar as imagens que dizem - veja como o movimento é fragmentado - , - veja como deputado tal está lá na manifestação - , - isso virou coisa
de partido político - , - isso vai virar coisa de sindicato - , - os trabalhadores não querem direitos ou proteção. Essa construção se faz com uma direção muito clara, se apropriando de
uma histórica desqualificação da esquerda que é agravada por uma crise de representatividade que atravessa as ações coletivas e os processos políticos que estamos enfrentando nesta
década. Seu horizonte é o da deslegitimação, explica.
 
Disponível em http://www.ihu.unisinos.br/159-noticias/entrevistas/601524-breque-dos-apps-e-um-freio-coletivo-na-uberizacao-e-na-degradacao-e-exploracao-do-trabalho-entrevista-
especial-com-ludmila-abilio. Acesso em 13.10.2020
 
Conisderando o texto acima, é correto afirmar que:
 A segunda onda de paralizações sofreu um processo de desqualificação por conta das tentativas de imputar ao movimento dos trabalhadores de aplicativo interesses ideológicos
e partidários.
A perpceção é a de que o movimento dos trabalhadores de aplicativo está sólido e firme na luta pelas suas reivindicações.
A precarização do trabalho é um fenômeno recente que tem sido combatido pelas instâncias representativas dos trabalhodres de aplicativos, cuja legitimidade não tem sido
questionada.
O movimento dos trabalhadores de aplicativo tem sido bem sucedido nas paralizações, conforme as imagens de sua ação que têm sido replicadas nas redes sociais.
Os trabalhadore de aplicativo têm conseguindo ampliar o movimento que conta cada vez mais adesão da sociedade.
Acerto: 0,1 / 0,1 
 (...) é preciso entender que a apropriação cultural se configura como um fenômeno estrutural, fruto de um processo histórico de racismo e invisibilização cultural. Assim, quando
símbolos são retirados de seu contexto e oferecidos como simples bens de consumo, é relativizada toda a luta e resistência que representam para seu grupo, (...) HELENO, Bárbara
Lopes e REINHARDT, Rafaella Max. Apropriação Cultural: Novas Configurações das Identidades na Era da Globalização. In: Interfaces entre raça, gênero e classe social. Instituto de
Estudos Sociais e Políticos (IESP) UERJ: Rio de Janeiro v.07, n.13, 2017 pp. 115 - 128
A partir do trecho acima, podemos afirmar:
Símbolos identitários podem ser oferecidos como simples bens de consumo.
 
Não podemos considerar o fenômeno da apropriação cultural como estrutural.
A cultura europeia passou por um processo de invisibilização cultural no Brasil, o que justifica sua valorização.
 Quando um símbolo cultural significativo para um grupo social e étnico se torna um mero bem de consumo o que ele representa passa a ser relativizado.
A apropriação cultural é apenas um modismo.
Acerto: 0,1 / 0,1 
Metade da população do mundo vive com menos de 2 doláres por dia. A maioria dessas pessoas é mulher. A pobreza se tornou uma questão feminina e, para milhões de mulheres, a
busca por uma vida melhor significa viver longe, muitas vezes longe demais de seus filhos - ou amando os filhos de outras em troca de pagamento, ou trabalhando como faxineira,
garçonete, operária, trabalhadora agrícola, prostituta ou qualquer outra coisa no lado obscurso da economia. (MARÇAL, Katrine. O Lado invisível da economia: uma visão feminista. São
Paulo: Alaúde, 2017, p. 54).
 
Em plena Revolução, a mulher francesa carecia de cidadania. Era considerada uma prolongação do homem quando entrava em contrato matrimonial com ele. Nós crescemos escutando
que a palavra homem incluía toda humanidade, mas isso é rotundamente falso. Homem, na barulhenta declaração dos direitos naturais, fundamentais, inalienáveis e até sagrados -
quantas palavras altissonantes -, só considerava o gênero masculino e nem mesmo todo o gênero. (MARUANE, Lina. Contra os filhos. São Paulo: Todavia, 2018., p. 35)
 
Diante desse texto, é correto afirmar que:
 Questão
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