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Redes - Introdução

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custo,
disponibilidade de componentes e confiabilidade.
Qualquer meio físico capaz de transportar informações
eletromagnéticas é passível de ser usado em redes de computadores. Os
mais comuns utilizados sã o: o par trançado, o cabo coaxial e a fibra ótica.
Sob circunstâncias especiais, radiodifusã o, infravermelho, enlaces de
satélite e microondas também sã o escolhas possíveis.
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3.1 - Par Trançado
S ã o dois fios enrolados em espiral de forma a reduzir o ruído e
manter constante as prioridades elétricas do meio através de todo o seu
comprimento.
Sua transmissã o poderá ser tanto analógica quanto digital.
A perda de energia é um parâmetro importante quando se discute
n ã o só a taxa m á xima de transmissã o, mas também a distância m á xima
permitida, qualquer que seja o meio de transmissã o. A perda de energia
aumenta com a distância, até chegar um ponto onde o receptor n ã o
consegue mais reconhecer o sinal. energia pode ser perdida por radiação ou
por calor. Em geral um par trançado pode chegar até vá rias dezenas de
metros com taxas de transmissã o de alguns megabits por segundo.
Sua desvantagem é a sensibilidade às interferência e ruído.
Com o aumento das taxas de transmissã o, cabos de par trançado
de melhor qualidade foram gradativamente sendo produzidos. Dada a
evolução apresentada desde os primeiros pares utilizados em telefonia.
É um meio de transmissã o de menor custo por comprimento. A
ligação de nós ao cabo é também extremamente simples, e portanto de
baixo custo.
Ele é normalmente utilizado com transmissã o em banda b á sica.
Outra aplicação típica para par trançado é a ligação ponto a ponto entre
terminais e computadores e entre estações da rede e o meio de
transmissã o.
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Par Trançado
3.2 - Cabo Coaxial
Um Cabo coaxial é constituído de um condutor interno circundado
por um condutor externo, tendo entre os condutores, um dielétrico que os
separa. O condutor externo é por sua vez circundado por outra camada
isolante.
O cabo coaxial, ao contrá rio do par trançado, mantém uma
capacitância constante e baixa, teoricamente independente do comprimento
do cabo. Essa característica vai lhe permitir suportar velocidades da ordem
de megabits por segundo sem necessidade de regeneração do sinal e sem
distorções ou ecos, propriedade que revela a alta tecnologia já denominada.
Comparado ao par trançado, este tem uma imunidade a ruído de crosstalk
bem melhor, e uma fuga eletromagnética mais baixa. A transmissã o em
banda larga fornece uma imunidade ao ruído melhor do que em banda
b á sica. Além disso, os ruídos geralmente presentes em á reas urbanas e
industriais sã o de baixa freqüência, tornando as transmissõ es em banda
b á sica mais susceptíveis a eles. Quanto ao custo, o cabo coaxial é mais
caro do que o par trançado, assim como é mais elevado o custo das
interfaces para ligação ao cabo.
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Cabo Coaxial
3.4 - Fibra Ótica
A transmissã o em fibra ótica é realizado pelo envio de um sinal
de luz codificado, dentro do domínio de freqüência do infravermelho, através
de um cabo ótico.
O cabo ótico consistem em um filamento de sílica ou plá stico , por
onde é feita a transmissã o da luz. Ao redor do filamento existem substâncias
de menor índice de refração, que fazem com que os raios sejam refletidos
internamente, minimizando assim as perdas de transmissã o. Existem três
tipos de fibras óticas: as multimodo degrau, as multimodo com índice
gradual e as monomodo.
· Fibras Multimodo degrau
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S ã o as mais simples e foram as primeiras a serem prodizidas. O
funcionamento dessas fibras é baseado no fenômeno da reflexã o total
interna na casca de índice de refração mais baixo. O termo degrau vem da
existência de uma descontinuidade na mudança de índice de refração na
fronteira entre o núcleo e a casca da fibra. A qualificação multimodo refere-
se à possibilidade de que vá rios feixes em diferentes ângulos de incidência
se propaguem através de diferentes caminhos pela fibra.
· Fibras multimodo de índice gradual
Ao invés de uma mudança abrupta de índice de refração do
núcleo para a casca, este índice vai diminuindo gradualmente de forma
contínua.
· Fibras monomodo
A idéia é produzir núcleos de diâmetro tã o pequeno, que apenas
um modo será transmitido.
As fibras óticas sã o imunes a interferências eletromagnéticas e a
ruídos e, por nã o irradiarem luz para fora do cabo, nã o se verifica ruído.
Fibras óticas vã o permitir um isolamento completo entre o transmissor e o
receptor, fazendo com que o perigo de curto elétrico entre os condutores
n ã o exista.
Em linhas de longa distância utilizadas pelas companhias
telefônicas, chegam-se a distâncias de 50 km sem a necessidade de
repetidores.
Fibras óticas sã o mais finas e mais leves do que cabos coaxiais,
o que facilita bastante sua instalação, sã o utilizadas com sistemas em taxas
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de transmissã o que chegam a 150 e a 620 Mbps numa única fibra
unidirecional.
Algumas limitações, porém, ainda sã o encontradas. A junção de
fibras é uma tarefa ainda delicada, principalmente em ligações multiponto. A
instalação de fibras óticas em determinados ambientes pode fazer com que
sejam necessá rias dobras nos cabos de fibra. Tais dobras podem tornar o
ângulo de incidência dos feixes em relação à normal muito pequena
provocando o escape desses feixes da fibra, pois estes n ã o chegarã o a
sofrer reflexã o.
Cabo de Fibra Ótica
3.5 - Outros meios de transmissão
Além dos três meios de transmissã o j á mencioandos, existem
outros meios de transmissã o, embora menos utilizados em redes locais. Um
desses meios é radiofusã o ( wireless networks).
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Por sua natureza, a radiofusã o é adequada tanto para ligações
ponto a ponto quanto para ligações multiponto. As redes sem fio, baseadas
em radiofusã o, sã o uma alternativa viá vel onde é difícil, ou mesmo
impossível, instalar cabos met á licos ou de fibra ótica. Seu emprego é
particularmente importante para comunicações entre computadores
portá teis em um ambiente de rede local móvel.
A radiofusã o também é utilizada em aplicações onde a
confiabilidade do meio de transmissã o é requisito indispensá vel. Um
exemplo drá stico seria em aplicações bélicas, onde, por exemplo. o
rompimento de um cabo poderia paralisar todo um sistema de defesa.
Nas aplicações entre redes locais, a rediofusã o também tem
papel relevante, especialmente se as redes est ã o distantes e o trá fego inter-
rede é elevado. Neste caso circuitos telefônicos podem ser inadequados e a
radiofusã o pode fornecer a largura de faixa exigida.
A radiação infravermelha e microondas sã o outros meios
possíveis de comunicação utilizados em redes de computadores.
3.6 - Ligações ao meio
Ao utilizar um meio de transmissã o, conectamos a ele
equipamentos transmissores e receptores. A forma como essas conexõ es
sã o efetuadas dependem da topologia, que definirá se as ligações físicas
sã o ponto a ponto ou multiponto, e do próprio meio físico, que determinará
como as ligações podem ser implementadas, respeitando-se as
características físicas desse meio.
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· Ligações Ponto a Ponto
As topologias como o anel, a estrela e a topologia parcialmente
conectada se utilizam de ligações ponto a ponto.
A interface de uma estação com o anel contém um repetidor que tem dois
propósitos principais. O primeiro é contribuir para o funcionamento correto
do anel, deixando fluir todos os dados por eles recebidos, depois de
regenerá -los. O segundo é fornecer um ponto de acesso para o envio e
recebimento de dados por uma estação a ele conectada.
Na topologia estrela, tanto lógica quanto física, utilizam-se
ligações ponto a ponto entre as estações e o elemento central.
Ligações ponto a ponto apresentam menos dificuldades que
ligações multiponto, descritas na próxima seção, pois n ã o têm os problemas
de múltiplas reflexõ es nem a possibilidade de múltiplas transmissõ es
simultâneas.
· Ligações Multiponto
Em ligações multiponto, o meio de transmissã o deve ser casado
em seus extremos, terminando por uma impedância igual a sua impedância
característica,

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