A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
7 pág.
Direito Administrativo (51)

Pré-visualização | Página 2 de 3

para a propositura de ação 
de reparação de danos no juízo cível até que isto tenha sido decidido no processo criminal.
O artigo 201 estabelece quais são os efeitos da suspensão da prescrição na solidariedade ativa. Se a 
obrigação foi indivisível e solidários forem os credores, uma vez suspensa a prescrição em favor de um dos 
credores, tal suspensão aproveitará aos demais. Por outro lado, se a obrigação for divisível, a prescrição 
não se suspenderá para todos os coobrigados, ante o fato de ser um benefício personalíssimo. Se vários 
forem os co-interessados, ocorrendo em relação a um deles uma causa suspensiva de prescrição, esta 
aproveitará apenas a ele, não alcançando os outros, para os quais correrá a prescrição normalmente.
O artigo 202 estabelece quais são as causas interruptivas da prescrição. Elas são as que inutilizam a 
prescrição iniciada, de modo que o seu prazo recomeça a correr da data do ato que a interrompeu ou do 
último ato do processo que a interromper. Esta é a diferença entre causa interruptiva da prescrição e causa 
suspensiva da prescrição: a causa interruptiva faz com que a prescrição iniciada seja desconsiderada, 
começando a contar o prazo desde o início; a causa suspensiva da prescrição é a que, temporariamente, 
paralisa o curso da prescrição, de modo que, uma vez superado o fato suspensivo, a prescrição continua a 
correr, computado o tempo decorrido antes dele. Interrompem a prescrição, atos do titular reclamando seu 
direito, tais como: citação pessoal feita ao devedor, ordenada por juiz; protesto judicial e cambial, que tem 
apenas por efeitos constituir o devedor em mora; apresentação do título de crédito em juízo de inventário, ou 
em concurso de credores, o mesmo sucedendo com o processo de falência e de liquidação extrajudicial de 
bancos, bem como das companhias de seguro, a favor ou contra a massa falida; atos judiciais que 
constituam em mora o devedor, incluindo as interpelações, notificações judiciais e atos praticados na 
execução da parte líquida do julgado, com relação à parte ilíquida; e atos inequívocos, ainda que 
extrajudiciais, que importem reconhecimento do direito do devedor, como: pagamento parcial por parte do 
devedor e pedido do devedor ao credor, solicitando mais prazo.
O artigo 203 prevê que Art. 203. A prescrição pode ser interrompida por qualquer interessado. Estabelece, 
assim, que tem legitimidade para promover a interrupção da prescrição qualquer interessado, tais como o 
titular do direito em via de prescrição; seu representante legal, salvo o dos incapazes do art. 3º do Código 
Civil; o terceiro com legítimo interesse econômico ou moral, como o seu credor, o credor do credor ou o 
fiador do credor.
O artigo 204 estabelece quais são os efeitos da interrupção da prescrição. Em princípio, a interrupção da 
prescrição aproveita tão-somente a quem promove, prejudicando aquele contra quem se processa. 
Contudo, a interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros, como, semelhantemente, 
operada contra o co-devedor, ou seu herdeiro, não prejudicará aos demais coobrigados. Por outro lado, se 
se tratar de obrigação solidária passiva ou ativa, a interrupção efetuada contra o devedor solidário envolverá 
os demais, e a interrupção aberta por um dos credores solidários aproveitará aos outros. Além disso, a 
interrupção operada contra um dos herdeiros do devedor solidários não lesará os outros herdeiros ou 
devedores, a não ser que se trate de obrigação ou de direito indivisível. Isto é assim porque a solidariedade 
ativa ou passiva não passa aos herdeiros; logo, apenas serão atingidos os demais co-herdeiros pela 
interrupção se houver indivisibilidade da obrigação.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”
www.r2direito.com.br
04
E, finalmente, a interrupção produzida pelo credor contra o principal devedor atinge o fiador, 
independentemente de notificação especial, pelo simples fato de ser fiança uma obrigação acessória. Ou 
seja, desaparecendo a responsabilidade do afiançado, não mais terá responsabilidade o fiador; igualmente, 
se o credor interrompe a prescrição contra o devedor, ela será também interrompida relativamente ao fiador.
A regra geral relativa ao prazo prescricional está prevista no artigo 205 do Código Civil, pelo qual a 
prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. Prazo prescricional é o espaço 
de tempo que decorre entre seu termo inicial e final. A prescrição ordinária ou comum é de dez anos.
No artigo 206, o Código estabelece os prazos prescricionais especiais. Esses prazos especiais existem 
porque a presunção de que é conveniente reduzir o prazo geral para possibilitar o exercício de certos direitos 
ou pretensões, de forma a evitar que acontecimentos do passado remoto possam ser questionados. Os mais 
importantes são os seguintes, entre outros:
Um ano: a pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o prazo para o 
segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que é citado para responder à ação de 
indenização proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que a este indeniza, com a anuência do 
segurador; quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão;
Dois anos: a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que as vencerem. Essa 
prescrição só alcança as prestações alimentares, nunca o direito a alimentos. Assim, se alguém está devendo 
alimentos há mais de cinco anos, o credor somente poderá cobrar as prestações relativas aos últimos dois 
anos, além de, evidentemente, ter direito de exigir as prestações futuras.
Três anos: a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos; a pretensão de reparação civil; 
pretensão para haver o pagamento de título de crédito, a contar do vencimento, ressalvadas as disposições 
de lei especial; 
Quatro anos: a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas.
Cinco anos: a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular; a 
pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus 
honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato.
O artigo 207 trata da decadência. As diferenças fundamentais entre prescrição e decadência são as 
seguintes: a decadência é a extinção do direito pela falta de exercício dentro do prazo prefixado, atingindo 
indiretamente a ação, enquanto a prescrição extingue a ação, fazendo desaparecer, por via oblíqua, o 
direito por ela tutelado que não tinha tempo fixado para ser exercido. O prazo decadencial pode ser 
estabelecido pela lei ou pela vontade unilateral ou bilateral, e o prescricional é fixado por lei para exercício 
da ação que protege um direito. Além disso, a decadência corre contra todos, não admitindo sua suspensão 
ou interrupção em favor daqueles contra os quais não corre a prescrição, com exceção do caso do artigo 
198, Inciso I; já a prescrição pode ser suspensa, interrompida ou impedida pelas causas legais.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”
www.r2direito.com.br
05
Temos que considerar também que a decadência decorrente de prazo legal pode ser considerada