Redes ATM
32 pág.

Redes ATM


DisciplinaInfraestrutura de Redes de Computadores529 materiais4.521 seguidores
Pré-visualização8 páginas
adequados para cada classe:
 Características Classe A Classe B Classe C Classe D
 Tempo Real Sim Não Não Não
Taxa de Transferência Constante Variável Variável Variável
 Tipo de Serviço Connection Oriented Connection Oriented Connection Less
 Protocolo AAL AAL 1 AAL 2 AAL 3 AAL 4
Como exemplo de aplicações que necessitam de serviços classe A temos as de
áudio e vídeo sem compressão de dados, que necessitam de uma taxa de transmissão
constante. Os da classe B seriam as mesmas aplicações, porém com o uso de
compressão de dados. Os serviços das classes C e D atendem à maioria das aplicações
de transmissão de dados, baseadas em conexão ou não, respectivamente.
1.1.3.1 - Classes de Serviço
O ITU-T definiu quatro classes de serviços: da Classe A à Classe D. O ATM
Fórum definiu mais uma classe: a Classe X. As características das classes A à D
encontram-se a seguir:
Classe A
Esta classe é utilizada para emulação de circuitos. Aplicações que necessitam de
serviços isócronos utilizam-se desse tipo de serviços, como a transmissão de voz e vídeo
a taxas constantes (sem compressão ou compactação).
A AAL deverá efetuar as seguintes funções para suportar serviços de classe A:
\u2022 Quebra de remontagem de quadros em células.
\u2022 Compensação da variação estatística do retardo.
\u2022 Tratamento adequado de perdas, duplicações e erros em células
recebidas.
\u2022 Recuperação do relógio de origem.
Classe B
Esta classe é, basicamente, destinada para tráfego de voz e vídeo cujas
reproduções são feitas à taxa constante, mas que podem ser codificadas com taxas
variáveis através de compressão ou compactação. Os serviços fornecidos pela AAL para
suportar os requisitos de serviços de classe B devem incluir mecanismos de
Material disponibilizado por www.pgredes.hpg.com.br
Redes ATM
12
compensação da variação estática do retardo. Os procedimentos para a AAL relativa a
esta classe ainda não foram definidos.
Classe C
Serviços de classe C são os tradicionais serviços encontrados em redes de
comutação de pacotes com conexão como o X.25, por exemplo. São serviços não
isócronos orientados à conexão, onde a variação estatística do retardo não causa maiores
problemas. O serviço orientado à conexão do DQDB, utilizando os procedimentos
MAC e o acesso QA, também é um serviço de classe C. Outro exemplo é o serviço de
transferência de quadros oferecido pelo frame relay bearer service.
Dois modos de serviço são definidos: modo de mensagem e modo de fluxo. O
modo de mensagem permite a transferência de um quadro de informação, enquanto o
modo de fluxo permite a transferência de uma seqüência de vários quadros.
Algumas das funções que a AAL deverá executar para dar suporte a serviços de
classe C incluem:
\u2022 Quebra e montagem de quadros em células.
\u2022 Detecção e sinalização de erros na informação.
Adicionalmente, a AAL poderá fornecer serviços como os de multiplexação e
demultiplexação de várias conexões de usuário em uma única conexão ATM, muito
embora este ainda seja um ponto de desacordo dentro dos órgãos de padronização.
Classe D
Serviços de classe D são serviços sem conexão e com taxa variável.
Correspondem aos serviços sem conexão das redes de dados, como os de interconexão
de redes com TCP/IP.
Classe E
A classe X define um serviço orientado à conexão ATM. A camada AAL, neste
caso, não tem função.
1.1.3.2 \u2013 Tipos de AAL
A camada de adaptação ATM é dividida em duas subcamadas: Subcamada de
Convergência (CS \u2013 Convergence Sublayer) e Subcamada de Segmentação e
Remontagem (SAR \u2013 Segmentation and Reassembly Sublayer). Segundo a
Recomendação I.362, estas subcamadas podem ser dividas novamente. Este é o caso
nos protocolos AAL ¾ e AAL 5.
Nestes protocolos a Subcamada de Convergência é dividida em Subcamada de
Convergência de Serviços Específicos (SSCS \u2013 Service Specific Convergence Sublayer)
e Subcamada de Convergência de Serviços Comuns (CPCS \u2013 Common Part
Convergence Sublayer). A SSCS foi projetada para suportar aspectos específicos de um
Material disponibilizado por www.pgredes.hpg.com.br
Redes ATM
13
aplicativo e a CPCS para suportar funções genéricas comuns a mais de um tipo de
aplicativo.
A Subcamada de Convergência é dependente do tipo de serviço e executa
funções tais como: manipulação da variação de atraso de células (CDV \u2013 Cell Delay
Variation), recuperação de freqüência e correção de erros. Embora cada protocolo AAL
tenha suas próprias funções, no geral, a Subcamada de Convergência descreve os
serviços e funções necessárias para a conversão entre protocolos ATM e não ATM.
A Subcamada de Segmentação e Remontagem é responsável pela fragmentação
das CPCS-SDUs de informação em SAR-PDUs na fonte, e pela remontagem dessas
SAR-PDUs em CPCS-PDUs no destino. A SAR acrescenta cabeçalhos e trailers nos
fragmentos da CPCS-SDU e encaminha as SAR-PDUs de 48 bytes para a camada ATM.
Cada protocolo AAL possui seu próprio formato de SAR. No destino, cada campo de
informação de célula é extraído na camada ATM e convertido para o PDU apropriado.
Algumas das características e funções comuns a todas AALs são as seguintes:
\u2022 As AALs são localizadas em equipamentos de usuários finais ATM.
\u2022 As AALs são dependentes dos aplicativos de camadas superiores em uso.
\u2022 As informações de aplicativos são passadas para a AAL através de um
ponto de acesso ao serviço (SAP \u2013 Service Access Point), no formato de
AAL-SDUs, que podem ter até 64 Kbytes.
A seguir detalharemos as principais características dos protocolos AAL.
AAL Tipo 1
A AAL 1 suporta o tráfego da classe A. Como já vimos, o tráfego da classe A
possui taxa de bits constante. Voz e vídeo em tempo real pertencem a esta classe. O
termo constante implica que a taxa de bits deve ser invariável e sincronizada entre fonte
e destino.
Os serviços providos pela AAL 1 são:
\u2022 Transferência de informações com a taxa de bits da fonte constante e
entrega destas informações no destino com a mesma taxa.
\u2022 Transferência da informação temporal entre fonte e destino.
\u2022 Indicação de informações perdidas ou erradas, que não foram
recuperadas pela AAL 1.
AAL Tipo 2
A AAL 2 suporta o tráfego da classe B. Áudio e vídeo de taxa variável
pertencem a esta classe. A AAL 2 ainda está em estudo pelos órgãos padronizadores.
Pouca coisa foi definida pelo ITU-T para este tipo de AAL.
AAL Tipo ¾
A AAL ¾ suporta o tráfego das classes C ou D. Originalmente, o ITU-T definiu
um protocolo AAL 3 para o suporte de tráfego orientado a conexão e um protocolo
Material disponibilizado por www.pgredes.hpg.com.br
Redes ATM
14
AAL 4 para o suporte de tráfego não orientado a conexão. Mas, devido a semelhança
entre os serviços prestados por estas AALs, o ITU-T acabou juntando-as na AAL ¾.
O tráfego suportado pela AAL ¾ é caraterizado por:
\u2022 A existência ou não de uma conexão entre a AAL ¾ fonte e a de destino.
\u2022 Taxa de bits variável
\u2022 Nenhuma informação de temporização é passada entre fonte e destino A
AAL ¾ suporta dois modos de serviço: modo de serviço de mensagens
(Message Mode Service) e modo de serviço de fluxo (Streaming Service
Mode). O modo de serviço de mensagem é usado para transferir apenas um
PDU de informação de um aplicativo, enquanto o modo de serviço de fluxo é
usado para transferir um ou mais PDUs de informação em instantes
diferentes.
A AAL ¾ também suporta transmissão assegurada e não assegurada. No caso da
transmissão assegurada é feita a retransmissão de dados quando erros forem detectados.
Já para a transmissão não assegurada, todos os dados, inclusive aqueles onde foram
detectados erros, são entregues à AAL de destino, que notifica ao usuário final a
presença de erros.
AAL Tipo 5
A AAL 5 suporta os mesmas classes de serviço da AAL ¾, ou seja, as classes C
e D. Assim como a AAL ¾, a AAL 5 também suporta dois modos de serviço, bem
como transmissão assegurada e não assegurada.
Originalmente chamada de Camada de Adaptação