sistemas de governos
13 pág.

sistemas de governos


DisciplinaCiência Política I30.217 materiais567.720 seguidores
Pré-visualização4 páginas
da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia. Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee. Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi. Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade. 
E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro: 
"Livre afinal, livre afinal. Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal." 
28 de agosto de 1963
O povo americano possui a pretensão de serem os guardiões da Democracia no mundo.
Em nome dessa defesa democrática, no entanto, pode estar escondida varias ideologias imperialistas....
Vejamos agora um dos discursos de Tancredo Neves.
1985
Brasileiros,
Neste momento alto na história, orgulhamo-nos de pertencer a um povo que não se abate, que sabe afastar o medo e não aceita acolher o ódio.
A Nação inteira comunga deste ato de esperança. Reencontramos, depois de ilusões perdidas e pesados sacrifícios, o bom e velho caminho democrático.
Não há Pátria onde falta democracia.
A Pátria não é a mera organização dos homens em estados, mas sentimento e consciência, em cada um deles, de que lhe pertencem o corpo e o espírito da Nação. Sentimento e consciência da intransferível responsabilidade por sua coesão e seu destino.
A Pátria é escolha, feita na razão e na liberdade. Não basta a circunstância do nascimento para criar esta profunda ligação entre o indivíduo e sua comunidade.
Não teremos a Pátria que Deus nos destinou enquanto não formos capazes de fazer de cada brasileiro um cidadão, com plena consciência dessa dignidade.
Assim sendo, a Pátria não é o passado, mas o futuro que construímos com o presente. Não é a aposentadoria dos heróis, mas tarefa a cumprir. É a promoção da justiça, e a justiça se promove com liberdade.
Na vida das nações, todos os dias são dias de História, e todos os dias são difíceis. A paz é sempre esquiva conquista da razão política. É para mantê-la, em sua perene precariedade, que o homem criou as instituições de Estado, e luta constantemente para aprimoraras.
Não há desânimo nessa condição essencial do homem. Por mais pesadas que sejam as sombras totalitárias ou mais desatadas as paixões anárquicas, o instinto da liberdade e o apego à ordem justa trabalham para restabelecer o equilíbrio social.
No conceito que fazemos do estado democrático há saudável contradição: quanto mais democrática for uma sociedade, mais frágil será o estado. Seu poder de coação só se entende no cumprimento da lei. Quanto mais fraterna for a sociedade, menor será a presença do estado.
(...)
As Contribuições
É inegável que o processo de transição teve contribuições isoladas que não podem ser omitidas:
- A do poder Legislativo, que, muitas vezes mutilado em sua constituição e nas suas faculdades, conservou acesa a chama votiva da representação popular, como última sentinela no campo da batalha democrática.
- A do Poder Judiciário, que se manteve imune a influências dos casuímos, para, na atual conjuntura, fazer prevalecer o espírito de reordenação democrática.
- A da igreja, que com sua autoridade exponencial no campo espiritual e na ação social e educativa lutou na defesa dos perseguidos e pregou a necessidade da opção preferencial pelos pobres com base na democracia moderna.
- A de homens e mulheres de nosso povo, principalmente as mães de famílias, que arrostaram as duras dificuldades de desemprego e da carestia em seus lares, e lutaram, com denodo, pela anistia, pelos direitos humanos e pelas liberdades políticas.
- A da imprensa - jornais, emissoras de rádio e televisão que sob a censura policial, a coação política e econômica, ousou bravamente enfrentar o poder para servir à liberdade do povo.
- A da sociedade civil como um todo, em suas muitas instituições a Ordem dos Advogados do Brasil, a Associação Brasileira de Imprensa, as entidades de classe patronais, de empregados, de profissionais liberais, as organizações estudantis, as universidades, e tantas outras, com sua participação, muitas vezes sob pressões inqualificáveis, nesse mutirão cívico da reconstrução nacional.
Vejamos que a democracia mais que uma forma de governar, se constituiu como um ideal, um estilo de vida. 
4.3.2. Totalitarismo. 
Enquanto na América (USA) cresce progressivamente a ideia de Democracia, a partir dos ideais de \u201cliberdade e igualdade\u201d, na Europa a crise do liberalismo capitalista fomentou o desenvolvimento de teorias anti-liberais e, portanto, totalitárias. 
Definição:
Totalitarismo é um sistema de governo em que todos os poderes ficam concentrados nas mãos do governante. Desta forma, no regime totalitário não há espaço para a prática da democracia, nem mesmo a garantia aos direitos individuais. 
No regime totalitário, o líder decreta leis e toma decisões políticas e econômicas de acordo com suas vontades. Embora possa haver sistema judiciário e legislativo em países de sistemas totalitários, eles são apenas representativos e acabam por ficar às margens do exercício do poder.
Características do sistema totalitário:
1º. Uso excessivo de força militar como forma de reprimir qualquer tipo de oposição ao governo;
2º. Falta de eleições ou, quando ocorrem, são manipuladas;
3º. Censura e controle dos meios de comunicação (revistas, jornais, rádio);
4º .Propaganda governamental como forma de exaltar a figura do líder.
Origens:
Com o Positivismo de Augusto Comte e a empolgação tecnológica cientificista do século XIX, a revolução industrial ganha grandes proporções no cenário politico \u2013 econômico mundial. 
Juntamente com o ideal democrático americano, a revolução industrial coloca em moto uma relação politico - econômica que acabará por definir o Liberalismo.
O Liberalismo começou a se fortalecer em meados do século XIX, após as décadas de 1830-1840, teve sua maior representação na França. 
Se juntou mais tarde à ideia de Nacionalismo, onde foi usado como pilar da Unificação da Alemanha (1864-1870 - Otto von Bismarck) e a Unificação da Itália (1848 - Mazzini e Garibaldi) .
No campo politico o liberalismo defente a não interferencia do Estado no mercado e na econômia.
Nascia assim um conceito forte e autônomo de Capitalismo.
No inicio do século XX a Inglaterra era a maior potencia capitalista do mundo.
Porém, após a segunda Revolução Industrial, emergiram outras potencias dentre as quais a Alemanha, graças a sua unificação após 1871.
Como resultado de acirradas disputas entre as potencias comerciais, difundiu-se na Europa um surto de \u201csentimentos nacionalistas\u201d, que não demorou a criar formas de intolerância.
A intolerância se apresentava sobre os aspectos do \u201cChauvinismo (nacionalismo exacerbado) e Xenofobismo (ódio ao estrangeiro)\u201d.
Logo esta concorrência comercial e industrial se transformou em uma \u201ccorrida armamentista\u201d.
Se destacavam como potencias a Inglaterra e a Alemanha.
Logo a Europa se viu dividida em dois blocos: 
A Tríplice Aliança formada por: Alemanha, Áustria e Itália;
A Tríplice Entente formada por: Inglaterra, França e Rússia.
Das rivalidades entre estes dois blocos explodiu a Primeira Guerra Mundial.
Em 1918 a Rússia abandona a Alemanha e a Itália em 1915 havia abandonado a Tríplice Aliança para apoiar a Entente.
A Alemanha sozinha foi derrotada em 1918.
É de se destacar que, a entrada dos Estados Unidos na guerra em 1917 a favor da Entente foi decisiva para a vitória.
Com o fim da primeira guerra mundial, os Estados Unidos emergiram como potencia mundial e sua economia tornou-se a mais forte;
Ao contrario do capitalismo europeu, o capitalismo americano partia do principio que \u201co funcionamento da economia deveria ser entregue ao livre jogo do mercado\u201d;
Os americanos defendiam as quebras das fronteiras