Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1 
Maria Clara Viana 
2021.1 
CONTRIBUIÇÕES DO SISTEMA RESPIRATÓRIO 
O sistema respiratório atua controlando a concentração de eletrólitos. 
O sistema respiratório é formado por: 
 Sistema condutor ou vias aéreas: conduz ar do meio externo para a superfície dos 
pulmões; 
 Alvéolos: formam a superfície de troca, onde o O2 se move para o sangue e o CO2 se 
move para o ar que será exalado; 
 Ossos e músculos do tórax e do abdome: auxiliam a ventilação. 
Esse sistema pode ser dividido em 2 partes: 
 Trato respiratório superior: boca, cavidade nasal, faringe e laringe; 
 Trato respiratório inferior: traqueia, dois brônquios principais, suas ramificações e 
pulmões. 
 
O tórax é formado pelos ossos da coluna vertebral e das costelas e seus músculos associados. 
OSSOS + MÚSCULOS = CAIXA TORÁCICA. 
As costelas e a coluna (a parede torácica) formam as laterais e a parte superior da caixa 
torácica. A camada de músculo esquelético em forma de cúpula, o diafragma, forma a base. 
Os músculos intercostais, interno e externo, conectam os 12 pares de costelas. 
Os músculos adicionais são: esternocleidomastóideos e escalenos. 
A respiração externa é subdivida em: 
1. Ventilação: troca de ar entre a 
atmosfera e os pulmões (inspiração e 
expiração); 
2. Hematose: troca de O2 e de CO2 entre 
os pulmões e o sangue; 
3. Transporte de gases no sangue; 
4. Troca de gases entre os capilares e os 
tecidos. 
 
 
 
2 
Maria Clara Viana 
2021.1 
Os sacos pleurais cercam os pulmões. 
 
Os pulmões são formados por um tecido leve e esponjoso, cujo volume é ocupado 
principalmente por espaços cheios de ar. 
Cada membrana pleural, ou pleura, é formada por muitas camadas de tecido conectivo elástico 
e um grande número de capilares. As camadas opostas da membrana pleural são mantidas 
unidas por uma fina camada de líquido pleural. 
O espaço pleural tem pressão negativa e impede que o pulmão se feche. 
A área de secção transversal da via aérea superior é menor que a da via aérea inferior, já 
que os brônquios primários se dividem em bronquíolos cada vez menores. 
Os bronquíolos controlam o fluxo aéreo, através da contração e dilatação (presença de 
músculo liso). 
As vias aéreas aquecem, umedecem e filtram o ar inspirado. 
 
 
 
3 
Maria Clara Viana 
2021.1 
 
 
Os alvéolos são os locais onde ocorrem as trocas gasosas e constituem a maior parte do 
tecido pulmonar; 
Cada alvéolo é composto por uma camada única de epitélio; 
As paredes finas do alvéolo não contêm músculo, mas o tecido conectivo entre as células 
epiteliais alveolares contêm fibras de colágeno e de elastina que criam a energia potencial 
elástica quando o tecido pulmonar é estirado; 
A membrana alveolocapilar separa o meio interno do externo, é fina e comprida; 
Existem 2 tipos de células alveolares: 
 Células alveolares tipo 1: são muito delgadas, portanto, os gases se difundem 
rapidamente. Na maior parte da área de troca, uma camada de membrana basal funde 
o epitélio alveolar ao endotélio do capilar. Na área restante, somente uma pequena 
quantidade de líquido intersticial está presente. 
 Células alveolares tipo 2: são menores e mais espessas, além de sintetizarem e 
secretarem uma substância denominada surfactante. Essa, por sua vez, diminui a 
tensão superficial nos alvéolos, prevenindo o seu colapso. As células tipo II também 
ajudam a minimizar a quantidade de líquido presente nos alvéolos, transportando 
solutos e água para fora do espaço aéreo alveolar. 
A camada de muco é secretada pelas células 
caliciformes no epitélio. Os cílios batem com 
um movimento ascendente que move o muco 
continuamente em direção à faringe, criando o 
que é chamado de movimento mucociliar. O 
muco contém imunoglobulinas que podem atuar 
sobre muitos patógenos. Uma vez que o muco 
chega até a faringe, ele pode ser expelido 
(expectorado) ou deglutido. 
 
 
 
4 
Maria Clara Viana 
2021.1 
 
A circulação pulmonar é de baixa pressão e alta taxa de fluxo, pois é muito ramificada. 
CICLO RESPIRATÓRIO 
 
Inspiração: 
Para que ocorra a inspiração a pressão alveolar precisa ser menor que a pressão dentro dos 
pulmões seja menor que a pressão atmosférica e, para isso, o volume desses órgãos é 
aumentado com o auxílio de alguns músculos inspiratórios: 
 Diafragma: contrai e desce em direção ao abdome; 
 
 
 
5 
Maria Clara Viana 
2021.1 
 Músculos intercostais externos: contraem e tracionam as costelas para cima e para 
fora. 
 Músculos escalenos e esternocleidomastóideo: contribuem levantando o esterno e as 
costelas superiores. 
Expiração: 
Para que a expiração ocorra, a pressão dentro dos pulmões precisa ser maior que a pressão 
atmosférica e, para isso, o volume da caixa torácica diminui, com a ajuda de músculos a 
depender da expiração: 
 Expiração passiva: a retração elástica dos pulmões e da caixa torácica leva o 
diafragma e as costelas para as suas posições originais relaxadas, da mesma maneira 
que um elástico esticado retorna ao seu tamanho original quando é solto. 
 Expiração ativa: ocorre durante exalação voluntária e usa os músculos intercostais 
internos (atuam como antagonistas em relação aos externos) e os músculos 
abdominais (auxiliam no movimento do diafragma). 
 Músculos expiratórios 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O TRABALHO RESPIRATÓRIO 
Complacência: é a habilidade do pulmão de se estirar. 
Elastância: capacidade de resistir à deformação mecânica. 
 Para que o pulmão expanda é necessária uma força maior que a elastância dos pulmões. 
Inversamente proporcionais 
 
 
 
6 
Maria Clara Viana 
2021.1 
Nos pulmões, o surfactante diminui a tensão superficial do líquido alveolar e, assim, diminui 
a resistência do pulmão ao estiramento. 
Resistência das vias aéreas: o raio constitui o principal determinante desse fator. 
Considerando que os bronquíolos são tubos colapsáveis, com decréscimo do seu diâmetro, eles 
se tornam outro determinante na resistência das vias aéreas. 
 Broncoconstrição: aumenta a resistência ao fluxo de ar e diminui a quantidade de ar 
“novo” que alcança os alvéolos. 
 Broncodilatação: causada pelo relaxamento do músculo liso bronquiolar. 
 Não existe inervação simpática significativa dos bronquíolos humanos. Contudo, o músculo 
liso dos bronquíolos é bem suprido com receptores beta-2 que respondem à adrenalina. A 
estimulação dos receptores beta-2 relaxa o músculo liso da via aérea, resultando em 
broncodilatação. Esse reflexo é utilizado terapeuticamente no tratamento da asma e de 
várias reações alérgicas caracterizadas por liberação de histamina e broncoconstrição. 
 
Doenças restritivas: relacionadas com a redução do volume pulmonar. 
Doenças obstrutivas: se relacionam com a passagem do ar. 
TROCA DE GASES 
Se a difusão dos gases entre os alvéolos e o sangue é significativamente prejudicada, ou se 
o transporte de oxigênio no sangue é inadequado, o sujeito entra em hipóxia (estado de muito 
pouco oxigênio nos tecidos). A hipóxia é frequentemente (mas não sempre) acompanhada de 
hipercapnia, isto é, uma concentração elevada de dióxido de carbono. Essas duas condições 
são sinais clínicos, não doenças, e os médicos precisam de informações adicionais para definir 
a sua causa. 
À medida que a ventilação alveolar 
aumenta durante a hiperventilação, a PO2 
alveolar aumenta, e a PCO2 alveolar 
diminui. Durante a hipoventilação, quando 
menos ar “novo” entra nos alvéolos, a PO2 
diminui, e a PCO2 aumenta. 
 
 
 
7 
Maria Clara Viana 
2021.1 
 
 
TRANSPORTE DE GASES NO SANGUE 
O O2 é pouco solúvel no plasma, portanto, em sua maioria (98%), é transportado ligado à 
hemoglobina. Menos de 2% é transportado livre no plasma. 
O CO2 é subproduto da respiração celular. A PCO2 elevada causa hipercapnia, faz o Ph 
diminuir, levando à uma acidose. O dióxido de carbonoé mais solúvel nos fluidos corporais do 
que o oxigênio, porém as células produzem muito mais CO2 do que a capacidade de 
solubilização plasmática desse gás. Apenas cerca de 7% do CO2 está dissolvido no plasma do 
sangue venoso. O restante, aproximadamente 93%, difunde-se para os eritrócitos, sendo que 
23% desse conteúdo se liga à hemoglobina (HbCO2) e 70% são convertidos em bicarbonato 
(HCO3 ), como explicado a seguir. 
A difusão corresponde ao movimento de 
uma molécula de uma região de maior 
concentração para uma menor 
concentração. 
No caso dos gases da respiração, a 
inversão de pressão e gradientes 
garantem a eficiência do transporte. 
Barreira de difusão entre o pulmão e 
o sangue 
 
 
 
8 
Maria Clara Viana 
2021.1 
 
CONTROLE DA VENTILAÇÃO 
De modo geral, a respiração é involuntária, mas pode ser modulada; 
O controle se dar no tronco encefálico. 
A rede neural do tronco encefálico que controla a respiração se comporta como um gerador 
de padrão central, com atividade rítmica intrínseca, que provavelmente é decorrente de 
neurônios marca-passo com potenciais de membrana instáveis. As entradas sensoriais 
derivadas de alterações do CO2 e de outros quimiorreceptores aumenta essa complexidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Maria Clara Viana 
2021.1 
Quimiorreceptores periféricos: Quando as células especializadas tipo 1 ou células glomais 
nos corpos carotídeos são ativadas por uma diminuição na ou no pH ou por um aumento da 
PCO2, elas desencadeiam um aumento reflexo da ventilação. 
Quimiorreceptores centrais: Esses receptores ajustam o ritmo respiratório, fornecendo um 
sinal de entrada contínuo para a rede de controle. Quando a PCO2 arterial aumenta, o CO2 
atravessa a barreira hematencefálica e ativa os quimiorreceptores centrais. Esses 
receptores sinalizam para a rede neural de controle da respiração, provocando um aumento 
na frequência e na profundidade da ventilação, melhorando, assim, a ventilação alveolar e a 
remoção de CO2 do sangue. 
 
 
 
 
	contribuições do sistema respiratório
	ciclo respiratório
	o trabalho respiratório
	troca de gases
	transporte de gases no sangue
	controle da ventilação

Mais conteúdos dessa disciplina