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Ar��o�. Zo�. Med. Vet.:
Aul� 01 - Fun����n�o� d�
pa����to����a.
● Conceitos:
A parasitologia é uma ciência que
estuda os organismos que vivem no
interior ou exterior de outro
hospedeiro, obtendo alimento às
expensas de seu hospedeiro.
Doença parasitária: é uma doença
(animal ou humana) que se manifesta
clinicamente, sendo resultante de
uma infecção por um parasita.
A infecção: é a penetração,
alojamento e proliferação de um
organismo no interior de outro
organismo (hospedeiro).
Parasitismo: é uma relação íntima e
duradoura em que uma das espécies,
o parasito, usa a outra, o hospedeiro,
com habitat ,onde obtém seu
alimento.
- CONCEITOS BÁSICOS EM
PARASITOLOGIA:
“Por que encontramos no território
brasileiro variações das doenças
parasitárias em sua ocorrência?
Por causa de diversos fatores, como:
clima diferenciado de região para
região, ma educação ambiental da
população, fauna e flora abundante
e diversificada, entre outros”
“Compreender da relação do
hospedeiro e do parasita, é
importante para o conhecimento
para o combate ao parasita”
● Tríade Epidemiológica
de Doenças:
● Risco de infeção:
É a probabilidade de ocorrer
determinada infecção no ambiente
ou meio onde circula o agente
infeccioso.
● Relação
parasito-hospedeiro:
● Interespecíficas: podem ser
positivas (harmônicas) ou
negativas (desarmônicas).
-Positivas: quando não há
prejuízo para nenhum dos
indivíduos envolvidos.
Comensalismo: Associação
entre duas espécies, onde uma
obtêm vantagens sem causar
prejuízos para a outra.
EX: rêmora e o tubarão.
Mutualismo: associação
quando os organismos de
espécies diferentes vivem em
íntima associação, havendo
benefício mútuo.
EX: Associação que ocorre no
intestino de cupins com os
protozoários.
-Negativas:
Parasitismo: Hospedeiro passa a
construir o meio ecológico onde vive
o parasita. Ocorre uma dependência
metabólica de grau variável .
Competição: associação
desarmônica na qual exemplares da
mesma espécie (competição
intraespecífica) ou de espécies
diferentes (interespecífica) lutam pelo
mesmo abrigo ou alimento.
EX: Moscas Calliphoridae e
Sarcophagidae . As larvas se
desenvolvem em cadáveres.
Predatismo: A sobrevivência de uma
espécie depende da eliminação de
outra espécie. EX: Tubarão e leões
marinhos.
● Classificação dos
parasitos:
- Segundo o local do
parasitismo:
Endoparasito: Permanece no
interior do organismo
hospedeiro. EX: Helmintos.
Ectoparasitos: Permanecem na
superfície corporal do
hospedeiro, na pele, pelos e
cavidades naturais. Ex: Piolhos
- Segundo o tempo de
duração do parasitismo:
Temporário ou intermitentes:
Realizam somente parte de seu
desenvolvimento no hospedeiro
ou se utilizam dele
periodicamente para
alimentação ou abrigo. EX:
insetos hematofagos(
mosquitos, barbeiro…)
- Segundo a necessidade
de uma vida parasitária:
Obrigatórios: Parasitos
incapazes de viver fora do
hospedeiro. EX:
Toxoplasma gondii.
Facultativos: Parasitas
que podem alterar ciclos
de vida livre e parasitária.
EX: larvas de moscas da
família Sarcophagidae.
Ocidental: Organismo
que pode ser tornar um
parasita de um
hospedeiro em condições
especial. Ex: Dipylidium
caninum parasitando
crianças.
- Segundo a exigência
nutritiva:
Estenotrófico: nutre-se
apenas de um tecido. EX:
Anopheles darlingi.
Euritrófico: nutre-se de
mais de um tipo de tecido.
EX: Cochliomyia
hominivorax.
- Especificidade
parasitária:
Estenoxenos: (stenos:
estreito) afetam somente
uma espécies hospedeira
(EX: Taenia saginata) ou
um grupo de espécies
muito próximas (EX:
Plasmodium em primatas)
Eurixenos: (eurys: largo, amplo)
apresentam ampla variedade
de hospedeiros (EX: Toxoplasma
gondii)
- Tipo de ciclo biológico:
Monoxeno: Parasito exigem
somente um hospedeiro, sem
necessidade de hospedeiro
intermediário.
EX: Rhipicephalus
microplus.
Heteroxeno: As formas
evolutivas são
encontradas em mais de
um hospedeiro
(hospedeiro definitivo e
hospedeiro definitivo). EX:
Trypanosoma cruzi.
- Segundo o habitat:
Normal: O parasitas se
encontra em determinado
segmento, órgão ou tecido de
seu hospedeiro e, somente
assim, completa seu ciclo
biológico. EX: Tritrichomonas
foetus - trato geniturinário.
(Giardia)
Extraviado(errático): Pode
ocorrer em outro hospedeiro e
fora do seu habitat natural. EX:
Toxocara canis, parasita do
intestino delgado de cães,
parasita o homem como larva
migrans visceral e ocular.
● Classificação dos
hospedeiros:
Hospedeiro: é o organismo que
alberga o parasito. Pode ser
classificado em:
- Definitivo: É o que apresenta o
parasito em fase sexual.
EX.: Homem - Schistosoma
mansoni
- Intermediário: É o que o
parasito em fase assexuada.
EX: Biomphalaria - Schistosoma
mansoni
- Paratênico (ou de transporte):
tipo de hospedeiro
intermediário no qual o
parasita não sofre
desenvolvimento, mas
permanece encostado até que
o hospedeiro definitivo, o
ingina.
EX.: Toxocara canis.
● Tipos de vetores:
- Vetor: é o veículo que transmite
o parasito entre dois
hospedeiros.
-
- Vetor biológico: é quando se
multiplica ou se desenvolve no
vetor. EX: Trypanosoma cruzi -
Triatoma.
- Vetor mecânico: Quando o
parasito não se multiplica e
nem se desenvolve no vetor,
este simplesmente serve de
transporte. EX: Tunga
penetrans carregando esporos
de fungos.
- Vetor inanimado ou fômite:
quando o parasito é
transportado por objetos.EX:
agulhas, espéculos, etc.
● Sobrevivência e
permanência do
parasita:
Depende dos seguintes fatores
relacionados ao agente
etiológico.
- Infectividade: capacidade de se
instalar no hospedeiro.
- Patogenicidade: é a
capacidade de um agente
infeccioso provocar lesões no
hospedeiro.
- Virulência: medida pela
intensidade e velocidade que o
agente causa as lesões no
hospedeiro.
- Resistência: capacidade do
parasito em sobreviver fora do
organismo do hospedeiro.
- Persistência: capacidade do
parasito de permanecer em
uma população de hospedeiro.
● Ação dos parasitos
sobre o hospedeiro:
- Ação espoliadora: O parasito
absorve nutrientes ou mesmo
sangue do hospedeiro. EX:
Ancylostoma caninum.
- Ação tóxica: Alguns parasitos
produzem enzimas ou
metabólitos que podem lesar o
hospedeiro. EX: Anaplasma
marginale
- Ação mecânica: Alguns
parasitos podem impedir o
fluxo de alimento, bile ou
absorção alimentar. EX:
Toxocara canis.
- Ação traumática: Provocada,
principalmente , por formas
larvárias de helmintos, embora
vermes adultos e protozoários
também sejam capazes de
fazê-lo. EX: Larvas de
Haemonchus;
- Ação irritativa: A presença
constante do parasito irrita o
local parasitado, sem produzir
lesões traumáticas.EX:
Balantidium sp.
● Conceitos
epidemiológicos:
- Período pré-patente: tempo que
decorre a partir da
penetração/ingestão do
estágio infectante do parasito
no hospedeiro até o
aparecimento de ovos, larvas
ou oocistos(larvas em forma
jovem) da geração seguinte.
- Período de incubação: tempo
que transcorre desde o
contágio até a aparição dos
primeiros sintomas da doença.
- Fonte de infecção (FI):
organismo vertebrado onde o
agente pode sobreviver e
multiplicar-se. Modalidades de
fontes de infecção: Doentes,
portadores, reservatórios.
- Porta de entrada (PE): via pela
qual o parasita penetra no
novo hospedeiro (pele, mucosa,
via oral, trato geniturinário). A
entrada pode ser passiva ou
ativa:
- Via de eliminação (VE): é o meio
ou veiculo pelo qual o parasita
é eliminado da fonte de
infecção (secreções, excreções,
sangue, exsudatos/descargas
purulentas, descamações
epiteliais, leite ,placenta).
- Via de transmissão (VT): é o
meio ou veículo pelo qual o
parasita alcança o novo
hospedeiro (água, ar, poeiras,
solo, fômites, alimento,
hospedeiros intermediários,
vetores)
- Profilaxia: é o conjunto de
medidas que visa a prevenção ,
erradicação ou controle de
doenças ou fatos prejudiciais
aos seres vivos.
● Regras internacionais
de nomenclatura
zoológica:
Os seres são inicialmente
divididos em reinos. São eles:
- Reino Monera: neste reino
inclui: bactérias, águas azuis e
cianobactérias.
- Reino Protista: neste reino
inclui: algas unicelulares ou
protozoários.
- ReinoFungi: este reino
compreende os organismos
eucariontes,heterotróficos que
se alimentam de nutrientes
absorvidos do meio , com
espécies unicelulares e
multicelulares formadas por
filamentos denominados e
hifas. São conhecidos por:
leveduras (fermento), bolores,
mofos, cogumelos e
orelha-de-pau.
- Reino Plantae: organismo
eucariotas, pluricelulares,
autótrofos, que realizam
fotossíntese, Este reino
compreende as plantas, desde
algas multicelulares até as
plantas que produzem frutos.
- Reino Animalia: este reino se
insere em termos de morfologia
bem diferente. Dos insetos de
pequena dimensão, aos
mamiferos marinhos todos têm
em comum características,
como: são pluricelulares, o tipo
de nutrição (heterotróficos) e a
interação nos ecossistemas, as
formigas integram este grupo
pelo fato de serem
pluricelulares e heterotróficos
(ingestão).
- Classificação e nomenclatura:
No século XVII, o botânico
inglês John Ray (1627 - 1707)
desenvolveu um sistema de
nomenclatura polinomial.
Neste sistema, cada espécie tinha um
nome em latim que consistia numa
longa sequência de termos
correspondentes e uma descrição
deste organismo.
Karl von Linné (1707- 1778) lanços as
bases da classificação biológica em
sua obra “Sistema Naturae”. Nele se
utilizava o sistema binominal de
forma mais coerente e organizada.
- CÓDIGO INTERNACIONAL DE
NOMENCLATURA ZOOLÓGICA -
ICZN:
Com base na proposta de Linné, o
Congresso Internacional de Zoologia,
de 1898, criou uma comissão para
preparar um CÓDIGO
INTERNACIONAL DE
NOMENCLATURA ZOOLÓGICA, cujas
regras foram adotadas a partir de
1901.
Este Código foi aprovado pela
Comissão Internacional de
Nomenclatura Zoológica e foi
ratificado pelo Comitê Executivo da
União Internacional de Ciências
Biológicas (IUBS).
O objetivo do código foi
promover a estabilidade e a
universalidade dos nomes
científicos dos animais, e
assegurar que o nome de cada
táxon fosse único e distinto.
- Observações importantes:
- “REFICOFAGE”:
- Importância da nomenclatura:
A comunicação entre os
diversos campos da ciência
biológica se dá principalmente
pelo nome científico das
espécies estudadas.
Se a espécie a qual pertence o
vetor estiver mal classificada, a
ponto de englobar uma
variedade de outra s espécies
do mesmo gênero, que não
hospedam determinado vírus
ou protozoário causador da
doença, os esforços no
combate à mesma podem ser
desperdiçado.
- Regras de nomenclatura:
1. Todo animal tem
obrigatoriamente dois nomes
no mínimo.
2. Todo animal tem
obrigatoriamente dois nomes
no mínimo.
3. Quando existe subespécie :
escrito depois do da espécie
com inicial minúscula–
nomenclatura trinominal
4. Quando existe subgênero:
escrito depois do gênero, entre
parênteses e sempre com inicial
maiúscula– nomenclatura
trinominal
5. O nome deve ser sublinhado,
itálico ou negrito.
6. Citação completa do nome da
espécie inclui o nome do autor,
vírgula e ano. (Autoria e data
não fazem parte do nome de
um táxon, mas podem ser
citados em conjunto.)
7. Os grupos superiores a espécie
são uninominais (apenas um
nome).
8. Nas categorias superiores ao
gênero existe regras apenas
para:
- LEI DA SINONÍMIA:
Se um autor encontrar um caso
de sinonímia e quiser publicar
de maneira formal:

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