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Caderno Introdução ao Projeto de Arquitetura e Urbanismo e-book

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ENSINO A 
DISTÂNCIA
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO 
ENSINO A 
DISTÂNCIA
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO 
EMENTA
O espaço arquitetônico: elementos compositivos, organização e construção. Teorias 
da Arquitetura. A forma e o seu significado: semiótica. Exercício prático projetual 
em Arquitetura e Urbanismo de pequeno porte. A linguagem gráfica como meio de 
representação. Proporção e Escala. Legislação. Arquitetos referenciais. Introdução ao 
exercício profissional do Arquiteto e Urbanista.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DA DISCIPLINA:
• Discutir os aspectos conceituais da arquitetura e urbanismo, para desenvolver uma 
autocrítica em relação aos aspectos funcionais, formais, perceptivos e estéticos 
das edificações e da paisagem urbana que envolve as cidades;
• Conhecer o processo projetual na arquitetura através de exercícios práticos de 
projeto e aprofundar o conhecimento sobre a prática profissional do Arquiteto 
e Urbanista e a legislação vigente de acordo com o Conselho de Arquitetura e 
Urbanismo do Brasil – CAU/BR; 
• Estudar conceitos de moral e ética atribuídas a profissão do Arquiteto e Urbanista;
• Desenvolver a habilidade de integração entre a teoria e a prática, voltados ao 
projeto de arquitetura;
• Entender a importância da representação gráfica nos projetos;
• Contextualizar e compreender o conceito de escala e proporção no projeto;
• Estudar arquitetos de referências para exercitar o entendimento dos processos 
decisórios do ato de projetar;
• Compreender o processo de projeto em arquitetura e urbanismo;
• Desenvolver o projeto de arquitetura com ênfase na sua concepção;
• Relacionar aspectos funcionais, formais, perceptivos, estéticos das edificações e 
PLANO DE ESTUDOS
da paisagem urbana;
• Aprender sobre a legislação vigente referente ao Conselho de Arquitetura e 
Urbanismo do Brasil – CAU/BR;
• Aprofundar conhecimentos sobre a prática profissional do Arquiteto e Urbanista;
• Entender os conceitos de moral e ética e como influenciam a profissão.
O PAPEL DA DISICPLINA PARA A FORMAÇÃO DO ACADÊMICO
O papel da disciplina na formação do acadêmico é de construir aptidão para 
compreender e traduzir as necessidades de indivíduos, grupos sociais e comunidade, com 
relação à concepção, organização e construção do espaço interior e exterior, abrangendo 
o urbanismo, a edificação e o paisagismo.
Através desta disciplina você irá, dentro das habilidades e competências que o curso 
propõe, melhorar o seu conhecimento dos aspectos antropológicos, sociológicos e 
econômicos relevantes e de todo o espectro de necessidades, aspirações e expectativas 
individuais e coletivas quanto ao ambiente construído. 
Aprenderá as habilidades necessárias para conceber projetos de arquitetura, 
urbanismo e paisagismo e para realizar construções, considerando os fatores de custo, 
de durabilidade, de manutenção e de especificações, bem como os regulamentos legais, 
de modo a satisfazer as exigências culturais, econômicas, estéticas, técnicas, ambientais 
e de acessibilidade dos usuários.
APRESENTAÇÃO DA AUTORA
Formada em Arquitetura e Urbanismo 
pela Universidade Paranaense (2004-2008), 
Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação 
em Arquitetura e Urbanismo da Universidade 
Federal de Santa Catarina (2014-2016), 
Doutorado em andamento pelo Programa de 
Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da 
Universidade Federal de Santa Catarina. Tem 
experiência na área de projetos de arquitetura e 
interiores e é membro do Conselho de Pesquisas 
Hospitalares em Arquitetura – NUPEHA.
Lattes: http://lattes.cnpq.br/3941081999514494 
E-mail: juliana.tasca@avantis.edu.br
PROFESSOR
http://lattes.cnpq.br/3941081999514494
mailto:juliana.tasca@avantis.edu.br
UNIDADE 1 - O ESPAÇO ARQUITETÔNICO: ELEMENTOS 
COMPOSITIVOS, ORGANIZAÇÃO E CONSTRUÇÃO ....................................11
INTRODUÇÃO À UNIDADE ........................................................................................................................................12
1 O ESPAÇO ARQUITETÔNICO: ELEMENTOS COMPOSITIVOS, ORGANIZAÇÃO E CONSTRUÇÃO...........13
1.1 ELEMENTOS COMPOSITIVOS ...........................................................................................................................13
1.1.1 Princípio da Forma ......................................................................................................................................................... 14
1.1.2 Princípio do Espaço ..................................................................................................................................................... 19
1.1.3 Princípio da Ordem ......................................................................................................................................................22
CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................................................................27
EXERCÍCIO FINAL ....................................................................................................................................................... 29
REFERÊNCIAS ............................................................................................................................................................... 30
UNIDADE 2 - TEORIAS, FORMA, LINGUAGEM GRÁFICA, 
PROPORÇÃO E ESCALA................................................................................................................31
INTRODUÇÃO À UNIDADE .......................................................................................................................................32
2 TEORIAS, FORMA, LINGUAGEM GRÁFICA, PROPORÇÃO E ESCALA ............................................33
2.1 TEORIAS DA ARQUITETURA.......................................................................................................................................33
2.2 O CONTEXTO EM ARQUITETURA E URBANISMO......................................................................................34
2.3 ANÁLISES URBANAS .....................................................................................................................................................35
2.3.1 Conceitos sobre Kevin Lynch ....................................................................................................................35
2.3.2 Conceitos sobre Gordon Cullen ............................................................................................................. 37
2.4 A FORMA E SEU SIGNIFICADO: SEMIÓTICA..................................................................................................39
2.5 LINGUAGEM GRÁFICA NA ARQUITETURA .....................................................................................................45
2.6 PROPORÇÃO E ESCALA ..............................................................................................................................................48
2.6.1 Proporção ..................................................................................................................................................................48
2.6.2 Escala ..........................................................................................................................................................................50
SUMÁRIO
EXERCÍCIO FINAL .........................................................................................................................................................51
CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................................................................................... 53
REFERÊNCIAS ............................................................................................................................................................... 54
UNIDADE 3 - ARQUITETOS REFERENCIAIS E EXERCÍCIO 
PRÁTICO PROJETUAL ....................................................................................................................55INTRODUÇÃO À UNIDADE ...................................................................................................................................... 56
3 ARQUITETOS REFERENCIAIS E EXERCÍCIO PRÁTICO PROJETUAL ...............................................57
3.1 ARQUITETOS REFERENCIAIS .................................................................................................................................... 57
3.1.1 Mies van der Rohe (1886 – 1969) ............................................................................................................. 57
3.1.2 Frank Lloyd Wright (1867 – 1959) ............................................................................................................58
3.1.3 Charles-Edouard Jaenneret - Le Corbusier (1887 – 1965) ...................................................58
3.2 ANÁLISE DA ARQUITETURA .....................................................................................................................................59
3.3 O PROCESSO DE PROJETO EM ARQUITETURA E URBANISMO .......................................................61
3.3.1 Conceito e Partido Arquitetônico ...........................................................................................................64
3.3.2 Etapas de Projeto ABNT NBR 16636/2017 .......................................................................................65
3.4 EXERCÍCIO PRÁTICO PROJETUAL EM ARQUITETURA E URBANISMO DE PEQUENO PORTE .......69
CONSIDERAÇÕES FINAIS .........................................................................................................................................71
EXERCÍCIO FINAL .........................................................................................................................................................71
REFERÊNCIAS ................................................................................................................................................................73
UNIDADE 4 - LEGISLAÇÃO E INTRODUÇÃO AO EXERCÍCIO 
PROFISSIONAL DO ARQUITETO E URBANISTA.............................................75
INTRODUÇÃO À UNIDADE .......................................................................................................................................76
4 LEGISLAÇÃO E INTRODUÇÃO AO EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO ARQUITETO E URBANISTA ...............77
4.1 CENSO DOS ARQUITETOS E URBANISTAS NO BRASIL ..........................................................................77
4.2 ATRIBUIÇÃO PROFISSIONAL .................................................................................................................................... 78
4.3 CÓDIGO DE OBRAS .........................................................................................................................................................83
4.4 CONCEITOS DE MORAL E ÉTICA ...........................................................................................................................84
CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................................................................................... 89
EXERCÍCIO FINAL ....................................................................................................................................................... 90
REFERÊNCIAS ................................................................................................................................................................92
1
unidade
O ESPAÇO 
ARQUITETÔNICO: 
ELEMENTOS 
COMPOSITIVOS, 
ORGANIZAÇÃO E 
CONSTRUÇÃO
12
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Olá querido aluno! 
Que bom ter você conosco na disciplina de Introdução ao Projeto de Arquitetura e 
Urbanismo. Esta disciplina é muito importância pois irá estruturar o seu conhecimento ao 
longo do curso de Arquitetura e Urbanismo, visto que é sua primeira disciplina projetual.
Dessa forma, pensamos a disciplina de modo que contribua para o seu conhecimento 
de maneira horizontal.
Temos como objetivos de aprendizagem: 
• Discutir os aspectos conceituais da arquitetura e urbanismo, para que vocês 
consigam desenvolver uma autocrítica em relação aos aspectos funcionais, 
formais, perceptivos e estéticos das edificações e da paisagem urbana que envolve 
as cidades, afinal no curso de arquitetura e urbanismo trabalhamos diversas 
escalas de projeto, desde projetos de mobiliário, ambientes, edifícios, bairros e 
cidades.;
• Conhecer o processo projetual na arquitetura através de exercícios práticos de 
projeto. Como esta é uma das disciplinas iniciais projetuais que vocês terão no 
curso, também iremos aprofundar o conhecimento sobre a prática profissional 
do Arquiteto e Urbanista e a legislação vigente de acordo com o Conselho de 
Arquitetura e Urbanismo do Brasil – CAU/BR; 
• Estudar conceitos de moral e ética atribuídas a profissão do Arquiteto e Urbanista.
Dessa forma, desejamos um bom estudo e que você consiga se dedicar às leituras e à 
realização dos exercícios.
13
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
1 O ESPAÇO ARQUITETÔNICO: ELEMENTOS COMPOSITIVOS, ORGANIZAÇÃO E 
CONSTRUÇÃO
Esta unidade tem como objetivo, apresentar os três principais princípios da arquitetura 
baseados no autor Francis D. K. Ching. Dessa forma, tem como base seu livro Introdução 
à Arquitetura onde o autor estrutura os três princípios básicos para a arquitetura: a forma, 
o espaço e a ordem. Tais conceitos são importantes de se compreender nas fases iniciais 
do curso, pois são a base de compreensão e concepção de todo projeto de arquitetura, 
urbanismo e paisagismo, nas suas mais variadas escalas.
Ainda como objetivo desta unidade, iremos, como mencionado anteriormente, 
discutir principalmente os aspectos conceituais da arquitetura e do urbanismo através 
de repertório referencial, bem como do desenvolvimento da autocrítica em relação aos 
aspectos funcionais, formais, perceptivos, estéticos das edificações e da paisagem urbana. 
1.1 ELEMENTOS COMPOSITIVOS
Vamos iniciar os nossos estudos, com os elementos primários da arquitetura, que 
configuram a forma, são eles:
• O ponto;
• O plano;
• O volume. 
Para entendermos mais facilmente é só você acompanhar esse raciocínio. Vamos lá? 
Dois pontos, ao serem unidos, formam uma reta. Entendeu? Senão leia novamente, 
até construir esta imagem em sua mente.
Em seguida, quatro retas, sendo suas paralelas e duas perpendiculares, formam um 
quadrado, que é um plano. Ficou muito difícil? 
Seis planos juntos, formam um volume, que é a maneira tridimensional de ver o espaço. 
São elementos simples, mas que organizados, criam o espaço arquitetural. Abaixo, na 
Figura 1, elaboramos um esquema para facilitar a visualização.
14
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
Figura 1 – Configuração de um volume.
Fonte: Autor, 2019.
Agora que você já conseguiu visualizar o volume, vamos falar mais sobre o princípio 
da forma na arquitetura?
1.1.1 Princípio da Forma
De acordo com Farrelly (2010) podemos expressar os conceitos de arquitetura usando 
termos simples que caracterizam a forma ou o volume da edificação. Algumas formas 
são dinâmicas, escultóricas e fortemente influenciadas pela aparência externa do prédio. 
Ainda segundo a autora, outras formas são mais práticas, determinadas pelas 
atividades internas ou propósito da edificação. A expressão servant served (“servidos 
pelos serventes”) era usada pelo arquiteto Louis Kahn serve para descrever as diferentes 
categorias de espaço no interior das edificações, incluindo desde moradias em pequena 
escala até edifícios cívicos em grande escala. 
Os espaços serventes são usados de modo funcional, como depósitos, banheiros ou 
cozinhas – ou seja, todos os espaços necessários para que as edificações funcionem 
adequadamente. Os espaços servidos podem incluir salas de estar, salas de jantar ou 
escritórios – os espaços servidos pelasáreas serventes. Esse conceito se torna bastante 
útil na hora de entender a organização de determinada edificação.
15
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
PARA REFLETIR:
O dogma modernista, que acreditava que a função da edificação devia afetar 
seu perfil e forma finais, produziu uma escola de pensamento arquitetônico 
reagente e contrária. O esculturalismo afirma que a função segue a forma, isto é, que a forma da 
edificação deve ser a principal preocupação do arquiteto, que fará o possível para acomodar as 
funções e atividades a serem realizadas dentro da edificação. Muitas dessas edificações têm 
se tornado ícones tão fortes que passam a ser vistas como a marca registrada de uma cidade 
ou lugar. Tais prédios costumam ter uma forma extremamente escultórica ou icônica – sua 
arquitetura é muito peculiar (FARRELLY, 2010).
De acordo com Ching (2013), a forma se refere ao caráter físico da arquitetura e define os 
limites do espaço, determinando a maneira pelo qual ele pode ser ocupado. Sua aparência 
externa é passível de ser reconhecida o que configura uma de suas características.
Cada elemento inserido em um espaço, tem um porquê. Na arquitetura, nada é sem 
querer, tudo tem um propósito, um objetivo ou uma intenção.
Conforme podemos observar na Figura 2, um espaço com cores e formas diferenciadas, 
afetam a maneira como percebemos um espaço. Conhecendo esses elementos 
arquitetônicos e usando nossa criatividade, podemos e devemos conceber estruturas 
mais impactantes, funcionais e de agradabilidade estética.
Figura 2 – Composição formal na arquitetura.
Fonte: Autor, 2018.
16
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
Uma das características da forma é o seu formato. Toda forma possui um contorno 
característico e é o principal aspecto pela qual iremos identificar a forma. O formato varia 
pelo tamanho, cor e textura (CHING, 2013).
Quanto ao tamanho, uma forma pode ter diversas dimensões físicas como, por exemplo, 
diferenças de largura, altura e comprimento e isso vai lhe conferindo propriedade.
A cor também é um outro atributo que irá contribuir para que façamos a distinção 
de uma forma. Dependendo da cor que utilizamos, a forma irá ter mais ou menos peso 
visual. O peso visual é responsável pela sensação de equilíbrio que temos ao enxergar 
algo e esta característica está diretamente relacionada a sensação de gostar ou não de um 
ambiente, de se sentir bem ou não em um espaço.
Outra característica da forma é a textura, que é a qualidade visual conferida a uma 
superfície e vai determinar o grau em que esta superfície vai refletir ou absorver a luz.
Assim, toda característica da forma vai depender da quantidade de luz e também 
da distância do observador em relação ao objeto observado. Quanto mais próximo do 
objeto, maior nitidez existirá para distinguir o formato, a cor, a textura entre outras 
características deste elemento tão importante na arquitetura.
Portanto, podemos dizer que pensamos o espaço físico, a partir de uma composição 
entre os planos que vimos anteriormente. 
Temos, portanto, três planos básicos que são: o plano superior, os planos verticais ou 
de paredes e o plano de base, conforme Figura 3.
Figura 3: Planos para composição do espaço, na arquitetura.
Fonte: adaptado de Ching (2013).
Você já parou para pensar, o que são as aberturas como as portas e as janelas? Elas 
nada mais, nada menos, são uma subtração de uma parte de um plano. Percebe como é 
interessante a composição do espaço físico? Ele se dá muito em função da composição, 
17
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
da adição e da subtração de elementos. 
Interessante, não?
Quando falamos em subtração e adição iniciamos um outro assunto, que é a 
transformação da forma. 
A transformação por adição, acontece quando alteramos a forma original ao incluir 
partes na altura, na largura ou no comprimento, formando assim uma nova forma.
Conforme pode-se observar na Figura 4 abaixo, o Conjunto Habitacional WoZoCo’s, os 
arquitetos do escritório MVRDV, pensaram na configuração da forma através de adições. 
As sacadas são adições formais ao corpo do edifício principal.
Figura 4 – Edifício projeto pelo escritório MVRDV em Amsterdã, na Holanda, em 1997.
Fonte:Flickr.com. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/kissk2online/4797619363/in/photolist-8i-
X46e-8guSzv-684Vr-689bP-8yL5Kz-4ZW169-pQNCBD-pymxoy-4Hjcfi-pypuzy-pyptQN-6854q-6855d-68564 
. Acesso em 17 abril de 2019.
Já a forma subtrativa, seria o contrário da aditiva onde retiramos partes da forma 
original, com o objetivo de trazer uma nova característica formal ao espaço. Interessante 
de notar que a nossa mente sempre tende a completar aquilo que os nossos olhos não 
veem, então por mais que subtraímos partes da forma original, se mantivermos suas 
arestas, ela ainda será facilmente reconhecida (CHING, 2013). 
Assim, quanto mais subtração houver, mais difícil de reconhecer a forma original, 
https://www.flickr.com/photos/kissk2online/4797619363/in/photolist-8iX46e-8guSzv-684Vr-689bP-8yL5Kz-4ZW169-pQNCBD-pymxoy-4Hjcfi-pypuzy-pyptQN-6854q-6855d-68564
https://www.flickr.com/photos/kissk2online/4797619363/in/photolist-8iX46e-8guSzv-684Vr-689bP-8yL5Kz-4ZW169-pQNCBD-pymxoy-4Hjcfi-pypuzy-pyptQN-6854q-6855d-68564
18
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
consequentemente ficará mais difícil de compreender como tal forma foi concebida. Um 
exemplo de forma subtrativa, é o que apresentamos na Figura 5, na obra do arquiteto 
Mário Botta.
Figura 5 – Igreja projetada pelo arquiteto Mário Botta na Itália.
Fonte: Flickr.com. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/solal16/14769120909/in/photolist-o-
v6B6F-SdJ4Mr-5eqevB-Usr6Cz-75mWhK-ba4r1t-YULw32-drG6PF-k9ZvTr-7FKb7-7E7pfg-664Cag-pg84TX-
-7YCaZL-8b3F9z-5qCdmV-b4S6ap-psL9Wg-nKQuuA-qksjgh-25vbmFQ-cLX9GG-9Tk3sv-dyC7i2-e14E7w-
-9Gzn8P-WiUShv-7FK51-aryThu-8b3HqH-iQsDmd-21M4Cwh-YWFTwS-5fkWti-SSLATu-25aupF5-5fmZMW-
-8Aq9ka-XDRXCe-c79yiJ-CzTtC4-6U3hdk-deyjde-9YRAgU-8b3ELg-CjueNC-Ph8S87-8xixDj-7rV4rw-976Mqd. 
Acesso em 17 abril de 2019.
As formas também podem ser concebidas ou configuradas de maneira agrupada, pela 
adição de novos elementos. Por exemplo, quando temos vários volumes próximos sem 
nenhum contato entre eles. Outra maneira é agrupar os volumes, apenas encostando 
suas arestas, faces ou mesmo interseccionando-se.
https://www.flickr.com/photos/solal16/14769120909/in/photolist-ov6B6F-SdJ4Mr-5eqevB-Usr6Cz-75mWhK-ba4r1t-YULw32-drG6PF-k9ZvTr-7FKb7-7E7pfg-664Cag-pg84TX-7YCaZL-8b3F9z-5qCdmV-b4S6ap-psL9Wg-nKQuuA-qksjgh-25vbmFQ-cLX9GG-9Tk3sv-dyC7i2-e14E7w-9Gzn8P-WiUShv-7FK51-aryThu-8b3HqH-iQsDmd-21M4Cwh-YWFTwS-5fkWti-SSLATu-25aupF5-5fmZMW-8Aq9ka-XDRXCe-c79yiJ-CzTtC4-6U3hdk-deyjde-9YRAgU-8b3ELg-CjueNC-Ph8S87-8xixDj-7rV4rw-976Mqd
https://www.flickr.com/photos/solal16/14769120909/in/photolist-ov6B6F-SdJ4Mr-5eqevB-Usr6Cz-75mWhK-ba4r1t-YULw32-drG6PF-k9ZvTr-7FKb7-7E7pfg-664Cag-pg84TX-7YCaZL-8b3F9z-5qCdmV-b4S6ap-psL9Wg-nKQuuA-qksjgh-25vbmFQ-cLX9GG-9Tk3sv-dyC7i2-e14E7w-9Gzn8P-WiUShv-7FK51-aryThu-8b3HqH-iQsDmd-21M4Cwh-YWFTwS-5fkWti-SSLATu-25aupF5-5fmZMW-8Aq9ka-XDRXCe-c79yiJ-CzTtC4-6U3hdk-deyjde-9YRAgU-8b3ELg-CjueNC-Ph8S87-8xixDj-7rV4rw-976Mqd
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19
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
SAIBA MAIS: 
Consulte o livro “Introdução à Arquitetura”, de Francis Ching de 2013, e observe 
na página 72 onde é possível ver exemplos destas formas agrupadas.
EXERCÍCIO: 
Vamos dar uma breve pausa no conteúdo e fazer uma atividade? Leia o texto 
intitulado “O Mito da Criatividade em Arquitetura / Edson Mahfuz” que aborda 
questões sobre o desenvolvimento de projetos baseado na criatividade para complementar seu 
estudo e seu conhecimento. Uma das grandes dúvidas de todo estudante de arquitetura é: É 
realmente necessário ser criativo para ser um bom arquiteto? 
A partir da leitura, faça a seguinte reflexão:
1. Como podemos definir a criatividade a partir da colocação do autor do artigo?
2. A partir da frase: “Simplesmente não há criatividade sem problema referente”. A qual 
problema o autor de refere? Você consegue nos dizer?
3. É necessário de fato ser um expert em criatividade para projetar bons edifícios? Dê a sua 
opinião sobre este argumento.
Após esta leitura complementar, vamos iniciar o próximo tópico? 
Agora, aprenderemos um pouco mais sobre o Espaço, outro conceito importante, de 
Francis Ching.
1.1.2 Princípio do Espaço
O espaço é o vazio existente entre as formas, é o que pode ser habitado e acomoda as 
funções e usos dentro de uma edificação (CHING, 2013).
O tamanho e a proporção de um espaço, determina as funções que ele pode acomodar. 
Por exemplo, uma sala de aula requer proporções entre largura, altura e comprimento 
que seja adequada à função e ao número de alunos que o espaço se propõe.
Outro exemplo que podemos citar, é em uma casa. Dependendo da quantidade de 
moradores que irão habitar, a cozinha, a sala de jantar ou estar, deve ser dimensionada 
20
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
para comportar todos os usuários confortavelmente.
Outra característica interessante atribuída ao espaço, são os materiais, iluminação e 
as cores utilizadas. Todos estes atributos, irão determinar e influenciar a maneira pelo 
qual o espaço é percebido. Portanto, sempre que projetamos um espaço, colocamos nele 
alguma intenção projetual. Essa intenção é refletida na forma como o espaço é pensado 
e em todos os elementos inseridos dentro dele. Podemos dizer que a arquitetura começa 
a surgir, apenas quando o espaço começa a ser modelado.
Você já parou para pensar: qual é o papel de uma edificação no Tecido Urbano? Aliás, 
e aqui abrimos outro parêntese, você sabe o que significa Tecido Urbano? 
PARA REFLETIR: 
No urbanismo, significa toda a rede dos elementos (construções, sistemas 
viários, terrenos, etc.) que constituem uma cidade. Uma dica importante, é que 
você comece a pesquisar e se familiarizar com os termos utilizados, pois dizemos que arquitetos 
e urbanistas têm idioma próprio.
Voltando ao assunto, dependendo a maneira que inserimos a edificação em um 
terreno, podemos significar e representar várias coisas. Já comentamos que arquitetura é 
intenção. Pois bem, ao inserir uma edificação no centro de um terreno iremos transmitir 
a sensação de que a edificação está dominando o espaço. Se colocarmos esta edificação 
paralela à rua, iremos determinar as vistas para um dado espaço. 
É importante pensar a relação entre a edificação e o seu entorno e em tudo o que está a 
sua volta pois o edifício projetado, irá influenciar o espaço existente alterando a paisagem 
natural do lugar. Novamente, repetimos: arquitetura é intenção!
Seguindo as definições do autor Francis Ching, existem elementos horizontais que 
definem um espaço. São eles: 
• Plano de base: a base existente, podendo ser elevada ou rebaixada em relação à 
superfície;
• Plano de cobertura: plano horizontal acima de nós. 
O vazio existente na configuração desses planos é o espaço propriamente dito. Fácil, 
não?
21
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
SAIBA MAIS:
Na página 95 do livro “Introdução à Arquitetura” de Francis Ching, é possível 
verificar as imagens que ilustram melhor estes conceitos.
Para entendermos um pouco mais sobre o plano de base, para que ele exista e que 
possamos visualiza-lo, é necessário haver uma mudança de cor, tom ou textura entre a 
superfície e o que é em volta. Quanto mais forte a definição da borda, mais evidente será 
o campo, gerando uma zona especial dentro dos limites da borda, ou seja, mesmo que 
não haja paredes e teto um espaço é criado, pois há uma delimitação.
A evidência fica ainda mais clara quando este plano de base é rebaixado em relação à 
superfície ou elevado, pois visualmente e fisicamente é mais fácil de perceber, a partir da 
interrupção do fluxo, no deslocamento dos usuários. 
Já o plano de cobertura define o espaço entre o plano de base e como o próprio nome 
diz, o plano de cobertura. Além disso, ele configura o volume do espaço. Geralmente os 
pilares fazem a sustentação dessa cobertura sem alteração dos limites visuais.
Existem ainda, elementos verticais que também definem os espaços. Eles, nada mais, 
nada menos, são o que conhecemos por paredes. Esses elementos criam privacidade e 
separa um espaço do outro. Estabelecem limites entre ambientes externos ou internos 
(CHING, 2013).
As aberturas nesses planos verticais criam janelas e portas e permitem que haja 
continuidade espacial seja visual (janelas) ou física (portas). As portas permitem o acesso 
aos edifícios e influenciam o uso dos espaços. Conforme conversamos anteriormente, 
dependendo do número de pessoas em uma edificação, as portas devem ter tamanho 
suficiente para facilitar o fluxo e evacuação das pessoas.
As janelas são outro elemento importante nos espaços, pois permite a entrada de 
iluminação natural e ventilação que são importantes fatores para uma permanência 
satisfatória dos usuários dentro de um ambiente. Além disso, permite o contato visual 
com o exterior. Dependendo do uso que haverá dentro do ambiente as janelas podem ter 
tamanho, formato e localização variada.
PARA REFLETIR: 
Ao projetar uma edificação, fique de olho nas normativas. A NBR/ ABNT 
9050/2018 determina dimensões mínimas de circulação nos ambientes. Além disso, 
22
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
é importante destacar que o código de obras de cada município pode determinar o tamanho das 
janelas em uma edificação. Portanto, sempre antes de iniciar um projeto, se resguarde de todas 
as prerrogativas em relação a legislação. Caso contrário, além de não ter o projeto aprovado na 
prefeitura, a qualidade do ambiente em relação ao uso pelas pessoas, ficará deficiente.
Outro fator importante que devemos considerar no projeto é que ao posicionar uma 
edificação em determinado terreno e localizar as aberturas - janela - determinamos 
também as vistas que os usuários terão de dentro dos ambientes. O que você quer destacar 
na paisagem? O que você quer esconder? Muito da implantação de uma edificação diz 
respeito a isto.
Que tal fazer mais uma pausa em seus estudos e fazer uma revisão do conteúdo? 
SAIBA MAIS: 
Veja o projeto da Villa Savoye de Le Corbusier em Poissy, na França, 
construído em 1928 que contempla os três princípios de Ching. Faça um exercício 
mental e tente reconhecer os elementos estudados até agora e como foram implementados no 
projeto deste grande arquiteto franco-suíço. 
 ▶ Acesse através do link: https://www.archdaily.com/84524/ad-classics-villa-savoye-le-
corbusier e aproveite!
E aí, alunos? Como estão indo com os novos conhecimentos adquiridos? Prontos 
para iniciaros estudos sobre o terceiro princípio de Francis Ching? Se você tiver alguma 
dúvida, leia novamente os assuntos anteriores.
O próximo assunto que iremos tratar é sobre o princípio da Ordem. Você tem ideia do 
que significa isso na arquitetura?
1.1.3 Princípio da Ordem
De acordo com Ching (2013), a ordem diz respeito ao modo como a arquitetura é 
organizada. Estabelece a relação entre os espaços públicos e privados em uma edificação. 
https://www.archdaily.com/84524/ad-classics-villa-savoye-le-corbusier
https://www.archdaily.com/84524/ad-classics-villa-savoye-le-corbusier
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INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
A proximidade ou distância entre os espaços também determina a relação das funções da 
edificação. Dessa forma, este princípio serve para trazer harmonia ao projeto.
A ordem configura os elementos da arquitetura de várias formas. Inicialmente, podemos 
conceber a relação e a organização entre os espaços com o conceito de espaço dentro do outro. 
Este conceito nada mais é do que projetarmos um ambiente inserido dentro de outro. 
Para que isso exista de fato e que seja percebido, é necessário haver uma diferença de 
tamanho entre esses dois volumes. A forma pode ser diferenciada, bem como sua 
orientação em relação ao espaço original. 
SAIBA MAIS: 
Se ficou difícil para você entender esse conceito, dê uma olhada na página 134 
do livro “Introdução a Arquitetura” de Francis Ching. Com o desenho sempre fica 
mais claro o entendimento dos conceitos.
Portanto, conforme comentamos anteriormente, assim como existe a forma 
interseccionada, o espaço também pode ser interseccionado, criando campos espaciais 
diferenciados. A organização e configuração desses elementos determinam novas formas.
A ordenação entre os espaços também pode ocorrer de maneira adjacente que é a 
relação mais comum entre dois espaços dentro de uma edificação. Espaços adjacentes, 
podem ser separados por paredes ou pilares. 
Também podemos organizar os espaços conectando-os por um terceiro espaço, podendo 
ser de forma diferente ou igual, onde ainda cada espaço pode ter uma função diferente.
Um fator importante a ser considerado em relação ao conceito de ordem é que a maneira 
como os espaços são distribuídos dizem muito sobre o seu grau de importância deles.
Ao conceber o programa de necessidades de uma edificação e aqui, abrimos mais um 
parêntese. Você sabe o que é programa de necessidades?
PARA REFLETIR:
O programa de necessidades de uma edificação é uma listagem com os 
ambientes que irã o existir no projeto, seguido por um pré-dimensionamento 
e características do espaço. Por exemplo, dependendo da tipologia a ser projetada, pode 
haver mais ou menos complexidade. Assim, o programa de necessidades acaba sendo uma 
documentação importante que irá nortear o projeto. Ali, também irá constar informações 
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INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
resultantes de consultas em normas e legislações.
Dessa forma, o programa de necessidades pode exigir que ambientes fiquem próximos, 
a fim de garantir uma maior funcionalidade no espaço. Por exemplo, um ambiente de 
cozinha perto de sala de jantar, pois são ambientes em que as funções se complementam. 
Quartos próximos a banheiros, e assim por diante. 
Outro fator que devemos considerar é que o terreno vai limitar a forma de crescimento 
de uma edificação, assim, você deve pensar em como organizar a edificação em relação a 
este terreno levando em conta os limites existentes.
Ching (2013), aponta em seus estudos os mais variados tipos de organização para a 
arquitetura e urbanismo e é o que vamos tratar a seguir.
Iniciamos pela organização linear, que é uma sequência de espaços que podem estar 
relacionados diretamente ou conectados. Nada mais é do que uma composição de 
espaços repetidos por tamanho, forma e função, que expressam direção e transmitem 
ideia de movimento. Outra característica Importante deste tipo de organização é que é 
flexível e pode se adaptar a mudanças de topografia.
Na Figura 6 trazemos como exemplo o Edifício Copan projetado pelo arquiteto Oscar 
Niemeyer em 1966 na cidade de São Paulo/ SP. 
Figura 6 – Edifício Copan.
Fonte: Flickr.com. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/51595056@N03/4747364203/in/
photolist-81qCpy-29bxAFo-5ht9Hp-6iRVjx-5EFxa4-5weRqK-KgJpEo-5hM4Mr-5M8iCX-eHkiHx-8NtmaH-m-
NNFA-a4RNCi-eHjB66-8Ryd2V-uiC9G-ExtrWw-3GYpmw-atK6E3-FRGSE-em84pz-cNtHds-5weRqz-514D4c-
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Acesso em 17 abril de 2019.
https://www.flickr.com/photos/51595056@N03/4747364203/in/photolist-81qCpy-29bxAFo-5ht9Hp-6iRVjx-5EFxa4-5weRqK-KgJpEo-5hM4Mr-5M8iCX-eHkiHx-8NtmaH-mNNFA-a4RNCi-eHjB66-8Ryd2V-uiC9G-ExtrWw-3GYpmw-atK6E3-FRGSE-em84pz-cNtHds-5weRqz-514D4c-8RySTt-6E83sA-7jN4vo-gQisY1-8RBvY3-8RBnfY-5sHKRT-8RBkNh-8RyNGT-7jN62L-5AiB8r-26Lgj4-8RBA4j-8RBX4C-388t7U-5XKKya-5f9qcf-8RyMMv-8RBZLs-8RyQh8-518KYo-8evtYX-7FFdqB-8RynyH-TiyxJi-5Jp57s
https://www.flickr.com/photos/51595056@N03/4747364203/in/photolist-81qCpy-29bxAFo-5ht9Hp-6iRVjx-5EFxa4-5weRqK-KgJpEo-5hM4Mr-5M8iCX-eHkiHx-8NtmaH-mNNFA-a4RNCi-eHjB66-8Ryd2V-uiC9G-ExtrWw-3GYpmw-atK6E3-FRGSE-em84pz-cNtHds-5weRqz-514D4c-8RySTt-6E83sA-7jN4vo-gQisY1-8RBvY3-8RBnfY-5sHKRT-8RBkNh-8RyNGT-7jN62L-5AiB8r-26Lgj4-8RBA4j-8RBX4C-388t7U-5XKKya-5f9qcf-8RyMMv-8RBZLs-8RyQh8-518KYo-8evtYX-7FFdqB-8RynyH-TiyxJi-5Jp57s
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25
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
Em seguida, temos a organização centralizada que serve para estabelecer pontos ou 
lugares do espaço. Este tipo de organização cria eixo e foco.
Trazemos agora, um exemplo aplicado ao urbanismo. Na Figura 7, vemos o tecido 
urbano de Paris, onde no centro há o Arco do Triunfo e a partir dele, através da organização 
centralizada, as demais ruas e quadras são distribuídas. Interessante, não?
Figura 7 – Tecido urbano de Paris.
Fonte: Shutterstock.com . Disponível em: https://www.shutterstock.com/download/suc-
cess?u=http%3A%2F%2Fdownload.shuttersto ck.com%2Fgatekeeper%2FW3siZSI6M-
TU1OTk1NDYxMCwiYyI6Il9waG90b19zZ XNzaW9uX2lkIiwiZGMiOiJpZGxfMTM3OTkwMDQ 
1NiIsImsiOiJwaG90by8xMzc5OTAwNDU2L2h1Z2Uua nBnIiwibSI6MSwiZCI6InNodXR0ZXJzdG9jay1t-
ZWRpYSJ9LCJsK1U1ZXhndVB1eHlzOHlMenptMW9xR2lVeTgiXQ%2Fshutterstock_1379900456.jp-
g&pi=47464637&m=1379900456&src= ii3obJG1-7Uw6irff8aOAg-1-25 . Acesso em 17 abril de 2019.
A organização radial é a combinação dos elementos de organização centralizada e 
linear. É quando uma série de espaço se estendem de forma radial, fazendo com que o 
espaço tenha além de tudo, uma planta extrovertida, pois se volta para o contexto e se 
conecta comelementos do entorno.
Novamente podemos citar como exemplo a Figura 7 que mostra o tecido urbano de 
Paris que, além de ter organização centralizada, também possui a organização do tipo 
radial.
Já a organização aglomerada, se baseia na proximidade física para organizar os espaços 
e pode ser composta por formas de diferentes tamanhos, desde que estejam relacionados 
entre si por proximidade, por simetria ou por eixo. Acaba sendo um tipo de organização 
mais flexível. 
https://www.shutterstock.com/download/success?u=http%3A%2F%2Fdownload.shutterstock.com%2Fgatekeeper%2FW3siZSI6MTU1OTk1NDYxMCwiYyI6Il9waG90b19zZXNzaW9uX2lkIiwiZGMiOiJpZGxfMTM3OTkwMDQ1NiIsImsiOiJwaG90by8xMzc5OTAwNDU2L2h1Z2UuanBnIiwibSI6MSwiZCI6InNodXR0ZXJzdG9jay1tZWRpYSJ9LCJsK1U1ZXhndVB1eHlzOHlMenptMW9xR2lVeTgiXQ%2Fshutterstock_1379900456.jpg&pi=47464637&m=1379900456&src=ii3obJG1-7Uw6irff8aOAg-1-25
https://www.shutterstock.com/download/success?u=http%3A%2F%2Fdownload.shutterstock.com%2Fgatekeeper%2FW3siZSI6MTU1OTk1NDYxMCwiYyI6Il9waG90b19zZXNzaW9uX2lkIiwiZGMiOiJpZGxfMTM3OTkwMDQ1NiIsImsiOiJwaG90by8xMzc5OTAwNDU2L2h1Z2UuanBnIiwibSI6MSwiZCI6InNodXR0ZXJzdG9jay1tZWRpYSJ9LCJsK1U1ZXhndVB1eHlzOHlMenptMW9xR2lVeTgiXQ%2Fshutterstock_1379900456.jpg&pi=47464637&m=1379900456&src=ii3obJG1-7Uw6irff8aOAg-1-25
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https://www.shutterstock.com/download/success?u=http%3A%2F%2Fdownload.shutterstock.com%2Fgatekeeper%2FW3siZSI6MTU1OTk1NDYxMCwiYyI6Il9waG90b19zZXNzaW9uX2lkIiwiZGMiOiJpZGxfMTM3OTkwMDQ1NiIsImsiOiJwaG90by8xMzc5OTAwNDU2L2h1Z2UuanBnIiwibSI6MSwiZCI6InNodXR0ZXJzdG9jay1tZWRpYSJ9LCJsK1U1ZXhndVB1eHlzOHlMenptMW9xR2lVeTgiXQ%2Fshutterstock_1379900456.jpg&pi=47464637&m=1379900456&src=ii3obJG1-7Uw6irff8aOAg-1-25
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INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
A organização em malha é uma das mais conhecidas e utilizadas pois consiste em 
relações reguladas por um padrão ou por um campo reticulado. A malha, é formada por 
um conjunto de retas paralelas e perpendiculares estabelecendo um padrão regular muito 
utilizada em projetos de edificações e também na configuração urbana de várias cidades.
CHAT/FÓRUM:
Você consegue, neste momento, perceber como é o tecido urbano da sua 
cidade? Qual dos tipos de organização acima estudada mais refletem a forma da 
sua cidade? Se precisar de ajuda para descobrir, que tal consultar o Google Earth e olhar a sua 
cidade através de uma vista aérea? Aproveite este momento e recapitule os temas estudados 
até agora.
Se você tiver alguma dúvida é só entrar em contato conosco através dos nossos canais de 
comunicação.
Princípios ordenadores do espaço, são recursos visuais que permitem que formas 
e espaços variados possam coexistir em uma edificação tanto em relação à percepção 
quanto a conceitos dentro de um todo ordenado, unificado e harmônico.
Podem ser:
• Eixo: se configura por ser uma reta estabelecida por dois pontos do espaço, onde 
os elementos podem ser distribuídos;
• Simetria: é a distribuição e arranjo equilibrado de formas e espaços equivalentes 
em ambos os lados de um eixo;
• Hierarquia: destaque da importância ou do significado de uma forma ou de um 
espaço em função de seu tamanho, formato ou posicionamento em relação às 
demais formas;
• Ritmo: se configura por ser o movimento unificador, caracterizado por um padrão 
repetitivo ou pela alternação de elementos formais ou de motivos no espaço ou 
em uma forma modificada;
• Transformação: um elemento na arquitetura pode ser alterado por meio de uma 
sério de manipulações em resposta a um contexto específico ou a um conjunto de 
condições, sem perda de identidade ou conceito.
Antes de finalizar esta unidade, fazemos uma sugestão de leitura abaixo.
27
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
SUGESTÃO DE LEITURA COMPLEMENTAR: 
Sugerimos a leitura do artigo: Ensino de projeto e metodologias de trabalho 
em atelier – a manipulação dos conceitos de Forma, Ordem e Espaço / Forma, 
Partido e Projeto. Os autores são Fernanda Magalhães e Heitor Derbli. O arquivo está disponível 
na plataforma on-line da disciplina.
 Após a leitura, faça uma síntese do que você já estudou até aqui. Tente relacionar a 
importância destes conceitos e elementos criados por Francis Ching para a concepção e 
interpretação de projetos de arquitetura e urbanismo.
SUGESTÃO DE LIVRO:
Para ampliar e melhorar seu aprendizado sugerimos um livro “A Invenção do 
projeto: a criatividade aplicada em desenho industrial, arquitetura, comunicação 
visual” do autor Gildo A. Montenegro. Neste livro você irá encontrar vários métodos para 
melhorar a sua capacidade criativa. 
SUGESTÃO FILME / VÍDEO
 ▶ Assista o vídeo “Arquitetura da felicidade” através do link: https://vimeo.
com/30466063.
O vídeo mostra como a arquitetura influencia nossa permanecia nos espaços bem como 
nosso comportamento. Uma estética agradável faz a diferença? O vídeo ainda mostra uma 
entrevista com um dos grandes arquitetos contemporâneos: Norman Foster.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
E aí? Gostou deste conteúdo? Suas ideias estão mais claras a respeito da concepção 
dos espaços? Na Figura 8, apresentamos um infográfico explicativo, com o resumo do 
nosso conteúdo desta unidade, para que assim, seus estudos sejam mais eficazes.
https://vimeo.com/30466063
https://vimeo.com/30466063
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INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
Figura 8 – Infográfico sobre os elementos de forma, espaço e ordem.
Fonte: a autora, 2019.
Sabemos que todo conteúdo aprendido até aqui, é novidade para vocês. Porém, é 
importante saber que para ter o entendimento real da prática de projetar é preciso ter 
conhecimento da teoria anteriormente. 
Estudando esses conceitos básicos que se referem a forma, espaço e ordem você 
conseguirá construir uma visão mais crítica da arquitetura. Para que possamos fazer 
um projeto, seja ele arquitetônico, urbanístico ou paisagístico é preciso inicialmente 
interpretar projetos já existentes. Francis Ching é um dos autores que trazem bases 
teóricas para análises projetuais. 
O que queremos dizer com isso? 
Antes de iniciar um projeto é interessante estudarmos e analisarmos projetos já 
existentes e que saibamos interpretá-los. Através da metodologia de Ching (2013), é 
possível entender o que já foi feito, analisar como arquitetos anteriores resolveram os 
problemas. 
E por que eu digo problema? Porque o projeto, muitas vezes é uma resposta à problemas 
existentes. Cabe a nós, arquitetos, ter a sensibilidade de entender, analisar e resolver tais 
situações, seja em qualquer escala. 
29
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
EXERCÍCIO FINAL
01 - As edificações, geralmente são compostas de diversos ambientes, os quais 
devem se relacionar pela função, proximidade ou circulação, portanto, dois espaços 
podem estar relacionadosde diversos modos. Quais são eles?
a. Espaço dentro de outro, espaços intersecionados, espaços adjacentes e espaços 
conectados por um terceiro espaço.
b. Plano de base, plano vertical, plano de teto e plano horizontal.
c. Espaço de massa, espaços paralelos, espaços perpendiculares e adjacentes.
d. Espaços conectados por outro espaço, espaço de massa e espaço vazio.
e. Espaço sólido, espaço de massa e espaços intersecionados.
02 - Sobre o fundamento espaço na arquitetura, assinale a alternativa correta:
O espaço constantemente engloba nosso ser. Por meio do espaço, nos movemos, 
vemos as formas, ouvimos os sons, sentimos as brisas, cheiramos as fragrâncias de um 
jardim florido. Ele é uma substância imaterial, assim como a madeira ou a pedra. 
a. Sua forma visual, suas dimensões e sua escala, o tipo de sua luz – todas essas 
características dependem de nossa percepção dos limites espaciais definidos pelos 
elementos da forma. À medida que o espaço começa a ser apreendido, fechado, 
modelado e organizado pelos elementos da massa, a arquitetura começa a surgir. 
b. A forma da arquitetura ocorre na delimitação entre a massa e o espaço. Ao 
executarmos e lermos os desenhos de um projeto, devemos atentar tanto à forma 
da massa que contém um volume de espaço quanto à forma do volume espacial 
em si.
c. A relação simbólica das formas de massa e espaço na arquitetura pode ser 
examinada e sua presença é constatada em diferentes escalas. Na escala urbana, 
por exemplo, devemos considerar cuidadosamente se o papel de uma edificação 
é continuar o tecido urbano existente em um lugar, compor um pano de fundo 
para as outras edificações, definir um espaço urbano ou se deveria estar solto no 
espaço, como um objeto importante. Quem defini essas relações é a legislação.
d. No espaço, o grau em que a continuidade espacial e visual é mantida entre um 
espaço elevado e seu entorno não depende da escala da mudança de nível.
03 - A forma pode ser considerada de diversos modos na arquitetura, tanto em 
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INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
termos de composição, uma vez que se relaciona com a construção, ou em termos 
de materiais ou de características dos materiais. A forma se refere ao caráter físico 
da arquitetura. Ela define os limites do espaço e determina as maneiras pelas quais 
ele pode ser ocupado. Sendo assim, o sistema pelo qual as formas genéricas são 
reunidas a fim de definir o espaço é chamado de tectônica, termo que deriva do grego 
tectônicos, o qual significa “relativo à construção”. A tectônica é um sistema logico 
que divide os elementos formais em tipos baseados em suas proporções. Quais são 
esses elementos?
a. Massa, plano, barra e foco. 
b. Massa, base, teto, paredes.
c. Plano, base, paredes e teto.
d. Plano, massa, paredes e piso.
e. Elevação, espaço, massa e objeto.
REFERÊNCIAS
CHING, Francis D.K., ECKLER, James F. Introdução à Arquitetura. Porto Alegre: 
Bookman, 2013.
FARRELLY, Lorraine. Fundamentos de arquitetura. Porto Alegre: Bookman, 2010
31
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
2
unidade
TEORIAS, FORMA, 
LINGUAGEM GRÁFICA, 
PROPORÇÃO E ESCALA
32
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Olá querido(a) aluno(a)! 
Iniciamos mais uma Unidade do conteúdo da disciplina de Introdução ao Projeto de 
Arquitetura e Urbanismo. Neste momento, iremos estudar algumas teorias importantes 
relacionadas à Arquitetura e ao Urbanismo, que trazem relevante fundamentação 
referente ao tema. 
Serão abordados ainda, os conceitos de semiótica através da forma e o seu significado. 
Trataremos um pouco sobre a linguagem gráfica como meio de representação, porque 
costumamos dizer que o desenho é a forma como nós arquitetos e urbanistas nos 
comunicamos com as pessoas, e por isso a representação gráfica é extremamente 
importante na profissão. Para finalizar, aprenderemos sobre proporção e escala.
Os objetivos de aprendizagem desta Unidade são:
• Desenvolver a habilidade de integração entre a teoria e a prática, voltados ao 
projeto de arquitetura.
• Entender a importância da representação gráfica nos projetos.
• Contextualizar e compreender o conceito de escala e proporção no projeto.
Nesta unidade, iremos estudar algumas teorias que envolvem o campo da arquitetura 
e urbanismo, bem como o entendimento de vários conceitos relacionados ao tema.
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INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
2 TEORIAS, FORMA, LINGUAGEM GRÁFICA, PROPORÇÃO E ESCALA
Nessa Unidade veremos as principais teorias da Arquitetura, a semiótica da forma e o 
seu significado, a linguagem gráfica como meio de representação, e proporção e escala.
2.1 TEORIAS DA ARQUITETURA
Há uma frase muita famosa que você deve ficar conhecendo: “a forma segue a 
função”. Esta célebre frase foi dita pelo arquiteto norte-americano Louis Sullivan. 
Através desta máxima, o arquiteto tentava expressar uma maneira de redirecionar a arquitetura, 
seguindo a premissa de que a forma de qualquer edificação deve ser definida pelas atividades que 
serão realizadas em seu interior – e não por precedentes históricos ou ideais estéticos. 
Explicando mais a fundo este conceito, todo edifício existe porque se presume que há 
uma necessidade para tal. A existência de uma edificação, está atrelada ao uso que ela 
irá possui, por exemplo, uma escola, necessita para o seu funcionamento, salas de aula, 
banheiros, cantina, biblioteca, quadra de esportes, etc. 
O que o arquiteto Louis Sullivan defende, é que a forma final desta edificação, deve 
derivar do seu funcionamento e fluxo interno. Esta é uma corrente de pensamento. Você 
concorda com o arquiteto?
REFLEXÃO
Faça uma reflexão sobre os edifícios que você conhece e está habituado 
a usar. Pense: a forma final (que é o que reconhecemos por fora) deriva da 
função ao qual a edificação possui?
Ainda nas teorias, tem-se o conceito de funcionalismo, definido pelo arquiteto 
austríaco Adolf Loos que considerava o “ornamento um crime”, afirmando que o ato de 
decorar edificações era supérfluo e desnecessário. O pensamento de ambos resultou em 
respostas novas e modernas ao projeto de arquitetura (FARRELLY, 2014).
Além disso, a crença de que a função da edificação devia afetar seu perfil e forma final, 
produziu uma escola de pensamento arquitetônico reagente e contrária. O esculturalismo 
que afirmava que a função segue a forma, isto é, que a forma da edificação deve ser a 
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INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
principal preocupação do arquiteto, que fará o possível para acomodar as funções e 
atividades a serem realizadas dentro da edificação. 
Muitas dessas edificações têm se tornado ícones tão fortes que passam a ser vistas 
como a marca registrada de uma cidade ou lugar. Tais prédios costumam ter uma forma 
extremamente escultórica ou icônica, com arquitetura muito peculiar (FARRELLY, 2014).
De acordo com Farrelly (2014), as edificações icônicas ou monumentais também 
possuem significados que vão além das suas formas e funções. Geralmente tais edifícios 
são construídos pois representam algo, homenageiam pessoas e eventos importantes. 
Um exemplo que podemos citar são as pirâmides de Gizé. As edificações que se tornam 
um símbolo de algo além de suas funções, como de uma cidade ou uma cultura, podem 
ser descritas como monumentais. Algumas edificações monumentais não são habitadas, 
mas se tornam icônicas devido àquilo que representam.
2.2 O CONTEXTO EM ARQUITETURA E URBANISMO
Quando iniciamos uma pesquisa para um projeto, muitas vezes começamos pelo 
contexto. Você sabe o que é o contexto em arquitetura? 
O contexto refere-se ao lugar ao qual a edificação se localiza e irá afetar diretamente 
as ideias em relação ao projeto.
É muito importante, antes de projetar, identificar tudo o que circunda este contexto, 
pois a edificação nova, irá influenciar o que já existe e vice-versa. É muito importante que 
haja umaintegração entre o existente e o novo. Dessa forma, sempre que iniciamos um 
projeto, devemos estudar o meio ao qual ele será inserido. 
De acordo com Farrelly (2014), as cidades são lugares onde eventos ocorrem e a vida se 
desenrola, são sínteses criadas por milhares de pessoas e onde elas interagem. As cidades 
são imaginadas e representadas por muitas pessoas inovadoras, incluindo arquitetos, 
políticos, artistas, escritores e projetistas e muitas dessas ideias representam a utopia de 
como determinada cidade poderia ser e de como poderíamos viver nossas vidas. 
Os espaços das nossas cidades e que habitamos são de caráter físico, têm dimensões, 
localizam-se em algum local (contexto), passam por mudanças com o passar do tempo e 
fazem parte de recordações. Os lugares são espaços onde ocorrem atividades. De modo 
similar, as cidades podem ser compostas por muitos espaços importantes ou representar 
um lugar propriamente dito. Um lugar tem memória e algum senso de identidade. 
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INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
RESUMINDO
Qualquer espaço pode ser lugar, quando depositamos nele, sentimento e 
quando nos representa algo.
O conceito de memória do lugar, se baseia na premissa de que lugares significativos 
criam recordações fortes; eles possuem características, sons, texturas e eventos marcantes 
que os tornam memoráveis. Para os arquitetos, é extremamente importante compreender 
o “senso de lugar” ao lidar, por exemplo, com terrenos ou edificações históricos em áreas 
protegidas. Será preciso reforçar determinados aspectos da história e da memória do 
local (FARRELLY, 2014). 
2.3 ANÁLISES URBANAS
Agora que já entendemos um pouco sobre as Teorias da Arquitetura, conceitos de 
espaço, memória e lugar, vamos conversar um pouco sobre as análises urbanas?
Existem diversos autores que apresentam formas de analisar o espaço público e a paisagem 
urbana. Nesta unidade, vamos estudar principalmente Kevin Lynch e Gordon Cullen.
É no contexto da paisagem urbana que acontecem as vivências e experiências das 
pessoas. Por isso, analisar o espaço urbano e compreender como os usuários utilizam é 
de extrema importância para que possamos trabalhar com propostas de melhoria em tais 
ambientes. 
Dessa forma, autores consagrados contribuem com suas teorias para a construção de 
métodos como uma ferramenta de melhoria para os espaços públicos. 
2.3.1 Conceitos sobre Kevin Lynch
Kevin Andrew Lynch, nasceu em 1918 em Chicago, Illinois e morreu em 1984. Foi 
urbanista e escritor. Em seu livro mais famoso, “A Imagem da Cidade”, publicado em 
1960, foi resultado de um estudo de cinco anos sobre a forma pela qual as pessoas 
percebem e organizam informações do espaço urbano. Percebeu que as pessoas se 
orientar e entendem a cidade formando mapas mentais através de elementos específicos, 
estruturadores deste espaço, que veremos adiante.
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INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
Lynch (1980), afirma que as imagens de um ambiente são resultado de um processo 
bilateral entre o usuário e o meio. Nós, enquanto observadores do espaço urbano, 
selecionamos, organizamos e colocamos sentido em tudo que vemos. Dessa forma o 
autor identificou elementos, após a realização de suas pesquisas, que as pessoas utilizam 
para estruturar a imagem da cidade e classificou em cinco tipos: caminhos, limites, 
bairros, pontos nodais e marcos.
Percebemos a cidade pouco a pouco e tudo que percebemos e experimentamos tem 
relação com o seu entorno, ou seja, com tudo que está a sua volta. Cada elemento da 
cidade possui significado a depender da sua localização e de quem o observa.
Um dos conceitos importantes trabalhados no livro por Lynch (1980), é o da 
legibilidade, que é a facilidade com que cada uma das partes da cidade pode ser 
reconhecida e organizada em um padrão coerente. 
A legibilidade contribui para que as pessoas consigam se orientar espacialmente 
nos ambientes urbanos, ou seja, saber aonde estão, para onde vão e como vão, processo 
também conhecido como o wayfinding.
SAIBA MAIS: 
Entenda um pouco mais sobre este conceito de Wayfinding, definido por 
Romedi Passini, através da leitura do artigo: Orientação espacial e características 
urbanas de Luciana Locatelli.
Vamos entender um pouco melhor cada elemento que Lynch (1980) define?
• Caminhos: São definidos como canais ao longo dos quais o observador 
costumeiramente, ocasionalmente, ou potencialmente se move. Podem ser 
ruas, calçadas, linhas de trânsito, entre outros. Podemos dizer que os caminhos 
são os principais elementos estruturadores da paisagem urbana, pois as pessoas 
percebem a cidade enquanto se deslocam por eles, não só estruturam a experiência 
do usuário em relação a cidade, como também estruturam os elementos da imagem 
da cidade. 
• Limites: Os limites são elementos lineares que configuram uma quebra de 
continuidade visual ou física. Podem ser considerados barreiras como por 
exemplo rios e viadutos ou podem ser também elementos de ligação como praças 
37
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
e ruas assim como os caminhos. Tudo depende de como estão configurados no 
ambiente.
• Bairros: São as partes da cidade em que percebemos por possuir alguma 
característica em comum, geralmente uma área homogênea em relação ao resto da 
cidade. Importante salientar que o bairro definido por Lynch (1980) é um critério 
visual perceptivo, ao contrário do critério administrativo que define o conceito 
tradicional de Bairro no Brasil.
• Pontos nodais: São pontos estratégicos de uma cidade onde o usuário pode entrar 
e que são importantes focos que variam em função de escala, como por exemplo 
esquinas, praças e bairros. 
• Marcos: São elementos pontuais de uma cidade e pode possuir diversas escalas. 
É caracterizado devido a sua singularidade em relação ao contexto onde está 
inserido. Por exemplo, um grande obelisco localizado em uma praça de uma 
cidade é um marco pois além de ter um significado, sua escala pode se tornar um 
elemento de orientação espacial para os usuários.
Podemos ainda dizer que uma das maiores contribuições de Lynch (1980) está na 
importância de trazer uma base estruturada para identificar a percepção do usuário e 
definir categorias de análise da forma visual da cidade.
EXERCÍCIO: 
Tente identificar em sua cidade, cada um dos cinco elementos definidos por 
Kevin Lynch e fazer uma reflexão do porquê estes locais foram escolhidos por 
você! Após sua análise, entre em nosso canal de comunicação on-line e escreva sobre isto! 
Vamos tentar fazer uma discussão sobre as diferentes percepções? Bons estudos!
2.3.2 Conceitos sobre Gordon Cullen
Gordon Cullen foi arquiteto, escritor e consultor de planejamento urbano. Atuou 
como como consultor paisagista de diversas instituições britânicas, prestou assessoria à 
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INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
projetos urbanos, trabalhou na consultoria para o planejamento de cidades como Glasgow 
e para a Companhia de Desenvolvimento Portuário de Londres durante a década de 80. 
Cullen influenciou o campo do planejamento urbano com seu livro “Paisagem Urbana” 
(2006), considerado um dos trabalhos mais inéditos sobre o planejamento das cidades.
O conceito de paisagem Urbana de Cullen (2006) é uma das propostas mais difundidas 
como instrumento de avaliação para os espaços urbanos. Através desse conceito podemos 
compreender e analisar o espaço. A paisagem urbana é a arte de tornar coerente e 
organizado tudo o que existe em uma cidade como, por exemplo, os edifícios e as ruas, 
elementos importantes que constituem a paisagem urbana.
Este conceito tem grande influência no trabalho de diversos arquitetos e urbanistas, 
pois possibilita a análise sequencial e dinâmica da paisagem a partir de premissas 
estéticas, visto que os elementos urbanos provocam impactos de ordem emocional em 
seus usuários.
A visão serial é uma metodologia de análise da paisagemque ilustra a maneira complexa 
e fragmentada pela qual os espaços urbanos devem ser revelados ao nosso olhar. O objetivo 
desta metodologia é explorar o drama e os efeitos emocionais a partir da experiência visual 
dos usuários. A análise é baseada em três categorias pela qual o meio pode gerar respostas 
emocionais, segundo Cullen (2006). São elas: ótica, lugar e conteúdo.
• Ótica: Considera as reações a partir das nossas experiências visuais e estéticas, 
realizadas nos percursos. É como o pedestre percebe a cidade. Em um espaço 
urbano, por exemplo, existem vários elementos que podem atrair ou desviar o nosso 
olhar. O autor estuda exatamente como esses elementos influenciam a percepção 
dos usuários em relação ao ambiente. Essa percepção vai gerar apreço ou não pelo 
ambiente ao qual estão experimentando, e também irá influenciar o comportamento 
fazendo com que as pessoas utilizem ou não tal espaço (CULLEN, 2006).
PARA REFLETIR:
Você percebe como esse tipo de análise é importante para iniciar um projeto 
de um espaço urbano? Se nós temos o entendimento de como as pessoas se 
comportam no ambiente público nós podemos, enquanto arquitetos e urbanistas, propor em nossos 
projetos espaços mais qualitativos que influenciam positivamente o comportamento dos usuários, e 
façam com que os mesmos tenham uma permanência satisfatória no ambiente ao qual estão.
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INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
• Lugar: É pautado na nossa posição em relação aos elementos observados e 
configura a nossa noção de espaço. Um exemplo disso é quando dizemos que 
estamos aqui ou ali em relação a um determinado ambiente (CULLEN, 2006).
• Conteúdo: Refere-se a um conjunto de significados percebidos durante a nossa 
experiência no espaço. Ou seja, tudo que percebemos em um ambiente possui 
algum tipo de significado para cada observador. Temos como exemplo, as cores, as 
texturas, a escala de um ambiente, e tudo isso pode gerar nos usuários sensações 
de intimidade, confusão ou complexidade (CULLEN, 2006).
Através do conceito de visão serial Cullen (2006) propõe que o espaço ao qual 
desejamos analisar seja registrado de modo sequencial, seja através de croquis ou fotos 
deste percurso. Através dessa sequência registrada podemos analisar o ambiente urbano 
e decompô-lo, de acordo com cada categoria vista acima.
2.4 A FORMA E SEU SIGNIFICADO: SEMIÓTICA
A semiótica é o estudo da construção de significado. O estudo do processo de signo 
(semiose) e do significado de comunicação e a psicologia da Gestalt, um movimento que 
atua na área da teoria da forma (SANTOS, 2009).
PARA REFLETIR
Você sabia que o tempo todo utilizamos as leis do Gestalt? Muitas vezes, de 
maneira inconsciente, utilizamos estes princípios para assimilar informações e 
entenderem as mensagens que são passadas pelos objetos.
A Gestalt foi fundada por Max Wertheimer, porém foi influenciada por grandes 
pensadores como Kant e Goethe. O princípio básico da Gestalt se relaciona ao conjunto 
de entidades físicas, biológicas, fisiológicas ou simbólicas que juntas formam conceito, 
padrão ou configuração. O princípio básico da teoria gestaltista é que o inteiro é 
interpretado de maneira diferente que a soma de suas partes (GOMES FILHO, 2009).
O autor também coloca que esse movimento atuou principalmente na teoria da 
forma com relevante contribuição aos estudos da percepção, linguagem, inteligência, 
40
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
aprendizagem, memória, conduta exploratória e dinâmica de grupos sociais. A teoria 
da Gestalt vai sugerir uma resposta ao porquê de muitas formas agradarem e outras não. 
Essa maneira de abordar o assunto se opõe ao subjetivismo, pois a psicologia da forma se 
apoia na fisiologia do sistema nervoso quando procura explicar a relação sujeito-objeto 
do campo da percepção.
PARA REFLETIR:
Ao nos depararmos com os fundamentos da teoria Gestalt, aproximamo-nos 
mais e mais do entendimento de como podemos realizar a comunicação visual 
em nossos projetos, de forma a seguirmos o caminho natural da percepção. Todo artista e 
projetista procura executar seu trabalho para ser entendido e compreendido, porém, ocorre 
muitas vezes que o universo formal da sua obra não atinge a percepção do observador de 
maneira efetiva, pois não foi levado em consideração exatamente o modo como o observador 
“lê” visualmente a obra.
FÓRUM:
De que maneira a compreensão da Gestalt pode contribuir para a concepção 
dos projetos de arquitetura? Que tal fazermos uma discussão sobre isso em 
nossos canais de comunicação? Publique em nosso fórum!
Podemos fazer uma relação com a arte cubista ao qual muitas vezes para entender 
um quadro com o estilo cubista é preciso analisar as partes ao invés do todo pois muitos 
elementos que são representados muitas vezes estão desconstruídos e é preciso analisar 
parte por parte para poder entender a obra como um todo.
A tarefa do designer e do arquiteto é conceber e desenvolver objetos que satisfaçam 
as necessidades de adequada estrutura formal, obviamente respeitando-se os padrões 
culturais, estilos ou partidos formais relativos e intrínsecos aos diversificados objetos 
concebidos, desenvolvidos e construídos pelo homem. Esses objetivos podem ser 
alcançados tendo como referência embasamento os estudos realizados pela Gestalt no 
Campus da percepção visual da forma (GOMES FILHO, 2009).
Para utilizar os conceitos da Gestalt na arquitetura, devemos pensar como se dá a 
compreensão das sensações que o espaço arquitetônico com sua variedade de formas, 
41
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
arranjos e possibilidades causa e passa a influenciar o cotidiano dos usuários.
Um projeto de um espaço, como visto na Unidade 1, é formado por elementos como 
os pontos, as linhas, planos, volumes, cores, texturas e outros fatores isolados. Para 
proporcionar uma arquitetura com maior qualidade visual e espacial é preciso entender 
a relação desses elementos e como eles influenciam a percepção dos usuários. Sabendo 
desta teoria, é possível se apropriar destes conceitos e tornar nossos projetos mais 
significativos.
A Gestalt possui oito leis, que são: unidade, segregação, unificação, fechamento, 
continuidade, proximidade, semelhança e pregnância.
Vamos conhecer um pouco, cada uma delas?
• Unidade: um conjunto de mais de um elemento que configura o todo, ou 
seja, o próprio objeto. Percebemos as unidades por meio de relações formais, 
dimensionais, cromáticas, entre outras. Como exemplo, podemos entender 
a relação de um edifício na paisagem (Figura 9). O conjunto é composto pela 
edificação em si, pelo céu ao fundo e por demais elementos da paisagem natural. 
Essas unidades, se separam em diversas outras unidades. O céu por exemplo, 
possui nuvens; o edifício possui janelas e cobertura; a paisagem possui árvores.
 
Figura 9 –Edifício na paisagem urbana.
Fonte: Envato.com. . Disponível em: https://elements.envato.com/view-on-the-eiffel-tower-in-paris-U4K-
5TXH . Acesso em 20 maio de 2019.
https://elements.envato.com/view-on-the-eiffel-tower-in-paris-U4K5TXH
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INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
• Segregação: significa a capacidade perceptiva de separar, identificar, evidenciar, 
notar ou destacar unidades em um todo compositivo ou em partes deste todo 
dentro de relações formais. Podemos separar uma ou mais unidade dependendo 
da desigualdade dos estímulos produzidos pelo campo visual. Essa segregação 
pode ser feita por meio de pontos linhas planos volumes cores sombras entre 
outras. Da mesma forma que citamos o exemplo acima de um edifício na cidade 
(Figura 9), este mesmo edifício pode ser percebido pela junção de seus planos, 
linhas e pontos.
• Unificação: consiste na igualdade ou semelhança dos estímulos produzidos 
pelo campo visual. A unificação se verifica quando os princípiosde harmonia e 
equilíbrio visual, sobretudo a coerência do estilo formal das partes ou do todo, 
estão presentes em um objeto ou uma composição. A unificação também se 
manifesta em grau de qualidade, ou seja, varia em razão de uma melhor ou pior 
organização formal. Como exemplo, podemos citar o conhecido símbolo Yin-Yang 
(Figura 10). Este símbolo sintetiza o fator de unificação da figura pelo seu equilíbrio 
simétrico oposto, com pesos visuais opostos, contrabalançados e distribuídos de 
modo igual. Sua harmonia e o contraste cromático valoriza e torna a figura mais 
expressiva.
Figura 10 – Yin-Yang.
Fonte:Public Domain. . Disponível em: https://publicdomainvectors.org/en/free-clipart/Colorful-Yin-
-Yang/47089.html . Acesso em 22 maio de 2019.
• Fechamento: o fator de fechamento estabelece ou concorre para a formação de 
unidades. As forças de organização da forma dirigem-se de maneira natural 
para uma ordem espacial que tende a formação de unidades em todos fechados. 
Ou seja, obtém-se a sensação de fechamento visual da forma pela continuidade 
em uma ordem estrutural definida, por meio de agrupamento de elementos de 
maneira a constituir uma figura total mais fechada e completa. Muitas figuras são 
https://publicdomainvectors.org/en/free-clipart/Colorful-Yin-Yang/47089.html
https://publicdomainvectors.org/en/free-clipart/Colorful-Yin-Yang/47089.html
43
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
constituídas baseadas nesta lei, devido a sua inspiração artística e atração visual.
• Continuidade: define-se como a impressão visual de como as partes se sucedem 
por meio da organização perceptiva da forma de modo coerente, sem quebras ou 
interrupções na sua trajetória ou na sua fluidez. É a tendência dos elementos se 
acompanharem uns aos outros dando a ideia de continuidade e movimento para 
uma direção já estabelecida.
• Proximidade: elementos próximos uns aos outros, tendem a serem vistos juntos 
e constituírem um todo ou unidade dentro do todo. Estímulos próximos entre 
si, sejam por cor ou forma, terão uma tendência natural de se agrupar em nossa 
percepção. Por exemplo, na Figura 11 vemos o detalhe de uma cúpula da Catedral 
do Vaticano. É possível reconhecer pelos princípios de proximidade a configuração 
de muitas unidades. Formada por vários ornamentos, texturas e pinturas. Possui 
ainda equilíbrio e peso visual.
Figura 11 – Cúpula Catedral Vaticano em Roma.
Fonte:Envato.com. . Disponível em: https://elements.envato.com/detail-of-st-peters-basilica-cupola-in-
-vatican-PAM83CK . Acesso em 20 maio de 2019.
Semelhança: objetos similares agrupam entre si, fazendo com que as pessoas associem 
as partes da imagem como um todo, inteiro. Estímulos mais semelhantes entre si, como 
formas e cores têm a tendência de se agrupar. A semelhança e a proximidade são dois 
fatores que concorrem para a formação de unidades e para a unificação do todo.
https://elements.envato.com/detail-of-st-peters-basilica-cupola-in-vatican-PAM83CK
https://elements.envato.com/detail-of-st-peters-basilica-cupola-in-vatican-PAM83CK
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INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
Pregnância: esta é a lei básica da percepção visual da Gestalt. Diz-se que as forças de 
organização da forma tendem a ser dirigir tanto quanto o permitam às condições dadas, 
no sentido da harmonia e do equilíbrio visual. Qualquer padrão de estímulo tende a 
ser visto de tal modo que e a estrutura resultante é tão simples quanto o permitam as 
condições dadas. Um objeto com alta pregnância é um objeto que tem uma estrutura 
simples, equilibrada e homogênea. Apresenta harmonia, unificação, clareza formal e um 
mínimo de complicação visual. Um exemplo é o que podemos ver abaixo, na Figura 12, 
onde mostra a importância da legibilidade em função do contraste figura – fundo. Texto 
branco sobre fundo preto: índice alto de pregnânica. Já um texto branco sobre um fundo 
amarelo, tem-se baixa pregnância.
 
Figura 12 – Exemplo de pregnância da forma.
Fonte: Gomes Filho (2009) – adaptado pela autora.
Com a evolução do design e a ampliação do seu papel, o seu caráter estratégico 
adquire crescente força. Assim os designers e arquitetos devem estar atentos a relação 
comunicativa estabelecida entre um produto e o seu destinatário, ou seja, o receptor (no 
caso da arquitetura entendemos como usuário). A semiótica aplicada introduz aportes 
para resolver questões decorrentes da preocupação da comunicação do produto e do 
design, fornecendo bases teóricas para resolvermos as questões comunicacionais e de 
significação (NIEMEYER, 2009). 
A semiótica como teoria geral dos signos, possibilita a descrição e análise da dimensão 
representativa de objetos processos ou fenômenos em várias áreas do conhecimento 
humano. A semiótica permite a compreensão da complexidade das coisas a partir disso 
a semiótica olha para o objeto apresentado e seus possíveis significados (NIEMEYER, 
2009). 
Através das leis da Gestalt, como vimos anteriormente, é possível entenderemos 
objetos mais complexos e compreender a forma como nosso cérebro interpreta-os.
Lembram que na Unidade 1, quando estávamos estudando sobre Ching, falamos sobre 
a forma subtrativa. Comentamos que quanto mais desconstruída é uma forma, mais 
45
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
difícil de identificar como ela foi concebida e qual a sua forma original. Sempre que as 
arestas são preservadas, conseguimos identificar a forma porque a nossa mente tende a 
completar o que está ausente em um padrão arquitetônico.
EXERCÍCIO:
Agora que conversamos sobre cada uma das leis, sugiro que você faça uma 
pesquisa e identifique algumas obras arquitetônicas que se relacionam com cada 
uma dessas leis estudadas anteriormente. Que tal compartilhar as suas descobertas em nossos 
canais de comunicação? Vamos discutir sobre o assunto!
SAIBA MAIS:
Texto complementar para aprimorar seus estudos: “A cognição no processo de 
design” de Tiago Barros Pontes e Silva. O objetivo deste artigo que foi selecionado 
para você, é apresentar uma abordagem de compreensão do processo de design a partir do 
referencial da Psicologia Cognitiva, especialmente ancorados em modelos de arquitetura 
cognitiva e em abordagens de resolução de problemas, visando sugerir um processo de 
metacognição para os designers. É apresentada uma abordagem de design enquanto processo 
de resolução de problemas, incluindo heurísticas comuns em tais processos, as suas naturezas 
de análise e síntese e contribuições da Psicologia Cognitiva em processos de metacognição, 
criatividade e avaliação. O artigo consta como anexo na plataforma on-line da disciplina.
2.5 LINGUAGEM GRÁFICA NA ARQUITETURA
De acordo com Farrelly (2014), a linguagem e a representação gráfica se refere à 
variedade de métodos que podem ser empregados para expressar ideias e conceitos 
de arquitetura. Dessa forma, devemos usar as ferramentas gráficas com o objetivo de 
transpor as ideias arquitetônicas para a representação visual. Tem-se que os primeiros 
registros gráficos à arquitetura, datam aproximadamente 2.450 a.C. 
46
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE 
ARQUITETURA E URBANISMO
A seguir, temos classificados os tipos de representação na arquitetura:
• Croquis e Esboços: são a reflexão de ideias, expressão de conhecimento e concepção 
de ideias.
• Imagens Representativas ou Figurativas: podem ser representadas através de 
perspectivas ou maquetes e possuem fácil entendimento para leigos.
• Desenho Técnico: cumprem as exigências legais e possuem caráter informativo.
Quando o homem inicia um processo mais complexo de construção também inicia a 
necessidade de representar suas ideias de forma mais concreta e não apenas verbalmente. 
O desenho evita a dúvida!
A partir do século XV e XVI as novas técnicas construtivas, a especialização e a repetição 
de certos trabalhos conduziram ao desenvolvimento de técnicas de representação 
mais aperfeiçoadas para permitir

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