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A CIÊNCIA DO MAL
RESENHA
Título:	A Ciência do Mal 
Palestra: Centro Assistencial Benedita Fernandes, Buritama/SP.
Transmissão: Rede Amigo Espírita
Ano: Janeiro/2017
Palestrante: Anete Guimarães
Duração: 01:20:05 horas
A palestra aborda a motivação da essência do mal no ser humano. Segundo Anete Guimarães, entorno de 60 cientistas, destacados no estudo da psiquê humana, se dedicaram em desvendar os motivos da existência do mal no comportamento do homem. Como resposta a esses estudos concluíram que existe uma parte específica no cérebro que estabelece a conduta do ser humano, o Circuito Empático. 
O Circuito foi estudado e dividido em três áreas, a primeira conhecida como Reconhecimento, seria a área responsável no cérebro por identificar as coisas distintas e as pessoas, separadamente. Portanto, quando olhamos para um ser humano, ou para um objeto identificamos em lugares diferentes do cérebro. Evidentemente que também teremos emoções distintas ao observarmos pessoas e coisas. Esta área do cérebro começa a desenvolver aos seis meses, passando a criança a reconhecer os outros armazenando as expressões. Desta forma vamos armazenando no decorrer da vida as exteriorizações dos sentimentos (medo, tristeza, alegria, pânico) nas pessoas que convivemos. O reconhecimento facial é área da visão específica para ver o ser humano e o resto, coisificando tudo, tornando as pessoas invisíveis, transformadas em coisas também. 
 A segunda área do circuito empático é o espelhamento, está relacionado com o que vê, é a reação do ser humano diante do outro em determinadas situações (chorando, sorrindo, sentindo medo), é responsável por despertar a empatia, entre os seres. O Espelhamento impede a pessoa de cometer atos de crueldade, pois possui a capacidade de, ao se refletir no outro, sentir o que ele está sentindo. Só se espelha quando existe o ser humano e o fator espelhador é o caráter.
A terceira área desse circuito é o fator integrador, o caráter, que advém dos valores adquiridos na formação da personalidade e é responsável por unir as outras áreas.
Os cientistas observaram que quando ocorre uma anomalia na orbita central, atrás do olho, atingindo esse sistema, a pessoa passa a identificar o ser humano como coisa. O psicopata é uma pessoa aparentemente normal, um pai amoroso, um marido exemplar e matar crianças judias sem o menor arrependimento pois não tem sentimentos. Os psicopatas assassinos gostam de matar, infligir dor, não tem remorso e nem limitação. Não podem espelhar, cometem atrocidades, por incapacidade do cérebro ou por fatores educacionais. Doentes ou não? Doente mental não sabe o que faz, deve ser internado. Assassino sabe o que faz, deve ser preso. 
A análise do celebro é neurológica, mas não é necessário uma anomalia celebrar para decidir se aquela pessoa é uma coisa, ela poderá ser coisificado pelos fatores educacionais. Seres humanos se identificam com seres humanos e não com coisas. É uma escolha, pelo bem ou pelo mal.
Analfabetismo emocional é a incapacidade de identificar as emoções e lhes atribuir valores morais, é necessário o reconhecimento de 412 emoções diferentes, em dois sexos e três raças. É na família que a criança aprende, no convívio com os idosos, tios, primos, agregados, doenças, acontecimentos. A mudança do tipo de família trouxe consigo o não reconhecimento dos sentimentos, dos seres humanos como um todo e esqueceu-se de alfabetizar emocionalmente as crianças, escondendo o velho, feio, doente, pobre, negro e que só espelham os seus entes.
A falta de heróis, aqueles que arriscam a própria vida para salvar outras são considerados babacas. O convívio social ensina a discernir o que é o certo e errado, de onde vem o “Mal”, o que podemos esperar: Pequenos psicopatas que vão crescer e se tornar executivos “irresponsáveis” pela sociedade e o aumento do suicídio nas classes sociais mais altas, é a coisificação dos sentimentos das pessoas, é a falta de sentido na vida, motivo válido para viver.
"Não é a ciência que cria o bem ou o mal. A ciência cria conhecimento. Quem cria o bem ou o mal somos nós, a partir das escolhas que fazemos". 
Marcelo Gleiser

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