Prévia do material em texto
Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano Inteligência da Execução Professor Alexandre Barbosa Qual é o maior desafio comum nas grandes organizações de hoje? - Encontrar pessoas capacitadas para realizar o trabalho que a empresa espera, mão de obra capacitada; ou as empresas realizarem um treinamento para capacitar pessoas a execução do trabalho. - Má liderança, a empresa não possuir o líder correto para determinada equipe ou viés de mercado. - Relacionamento, ter um bom relacionamento entre empregador e empregado. A comunicação também entra como um desafio, muitas organizações não possuem uma boa comunicação entre as pessoas e isso afeta negativamente o trabalho, pois algo que é fácil acaba se tornando difícil por existir falta de clareza. A Era Industrial possuía como principal um trabalho que visava resultados: produção e linha de produção, nessa época os líderes e chefes exerciam o comando e controle sobre os empregados, o foco eram sempre os resultados. Na era atual, denominada pós-digital, o comando e o controle não deveriam existir, mas existem. A motivação do líder perante a equipe sempre existiu, na Era Industrial essa motivação era pautada no salário “faça seu trabalho e o dinheiro vem no fim”. A cenoura estava pendurada na frente do trabalhador e eles tinham que trabalhar para tê-la, mas o empregador estava segurando a cenoura controlando e comandando os empregadores, no fim, a cenoura nunca era alcançada e só os grandes ganhavam algo. Atualmente a motivação não é mais algo pautado para uma equipe e algo maior passou a ser valorizado: Inspiração. O maior desafio comum nas grandes organizações hoje está centrado nas pessoas e na liderança. Um pequeno caso: Um CEO tem uma estratégia brilhante que vai mudar como as coisas funcionam para a empresa dele pois sabe que era exatamente disso que a empresa estava precisando. Ele então convoca uma reunião com sua equipe e expõe a todos a sua mais nova estratégia e todos, confiantes, concordam com ela e dizem que é uma estratégia brilhante e que eles vão apoiar o CEO para a execução. Tudo parece estar indo bem, é um momento grandioso para o CEO mas também é quando ele começa a perder a eficiência da sua equipe. Eis o que realmente acontece: De uma sala cheia de pessoas, apenas metade delas realmente ouviu o que o CEO disse, o motivo? Pode ser uma linguagem muito rebuscada e muito técnica, ou porque o olhar dessa estratégia é muito distante, ou eles têm centenas de outros problemas sobre suas mesas e estão, na realidade, pensando em quando a reunião terminará para que eles possam voltar ao seu trabalho. Metade das pessoas que ouviram o CEO mas apenas metade delas sabe o que fazer com o que ouviu, e apenas metade das pessoas que sabem o que fazer realmente irão executar alguma tarefa em direção das metas da nova estratégia. Apenas um pequeno contingente dessas pessoas sabe o que fazer e como fazer, mas algumas delas não vão fazer porque realmente se importam, apenas faram porque é o trabalho delas. Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano Sendo assim e com base nessa situação, um dos maiores desafios das organizações hoje é traduzir as estratégias trazidas e propostas em ações efetivas para a empresa, e existem uma série de coisas que atrapalham essa tradução onde uma delas é a Cultura Organizacional. “A cultura come a estratégia como se fosse café da manhã”, a cultura de uma empresa pode atrapalhar de uma forma muito efetiva a estratégia. Sabendo disso e coligando essa situação ao que já foi comentado, como pode-se dizer que funcionada uma estratégia na época da Revolução Industrial? Quando falamos dessa parte da nossa história é importante termos em mente que na Revolução Industrial o que se via nos trabalhos era a existência de uma hierarquia, onde nessa hierarquia apenas um grupo muito exclusivo de pessoas tinham conhecimento do plano estratégico da empresa normalmente aqueles que estavam no topo e os subordinados apenas tinham conhecimento do que lhes era informado, normalmente essa informação era mais uma ordem do que uma informação de fato. A estratégia é executada pelas pessoas e não pela organização! E é por esse motivo que hoje em dia agir de forma equivalente as empresas da Revolução Industrial não é mais cabível, mesmo ainda sendo muito comum. Metáfora: Existe uma trilha em linha reta, um homem está caminhando e encontra outro homem e o primeiro pergunta ao segundo o que ele está fazendo “estou quebrando pedras” diz o segundo homem, então o primeiro homem segue a tralha e encontra um terceiro homem e faz a mesma pergunta “estou ajudando a construir um castelo”. Nos dias atuais é necessário fazer com que a equipe sinta que faz parte do projeto que estão executando, fazer com que elas se apropriem do trabalho. Como atingir uma Cultura Vencedora Cultura pode ser a maior vantagem competitiva em uma organização. Culturas Vencedoras constantemente produzem quatro resultados: Performance Sustentada Lealdade dos clientes Colaboradores Engajados Contribuição Diferenciada Fundamentos de uma Cultura Vencedora: Jeff Bezos diz que “ideias são fáceis, execução é a parte difícil”. A partir disso podemos realizar um exercício de reflexão: O que todas as empresas querem, sendo elas com ou sem fins lucrativos? Todas as empresas querem Resultados! Entretanto, os resultados podem ser controlados ou não controlados. Para Resultados que podem ser controlados a empresa precisa criar uma Estratégia e Executar essa estratégia e para realizar isso existem duas maneiras de execução dessa estratégia, sendo elas: Grandes líderes Indivíduos eficazes Institucionalizados Foco e execução Cultura Vencedora Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano • Canetada: Canetada é o crescimento da produção, é o investimento de capital, a expansão do staff, a mudança da política, dos programas etc. A Canetada é uma Aquisição Estratégica. Ex: a compra de mais uma máquina, contratação de mais pessoas, aumentar a linha de produção. • Mudança Comportamental É quando a empresa deseja que os colaboradores proporcionem uma melhor experiência para os clientes, que tenham um maior engajamento, que a qualidade dos serviços melhore, que haja um tempo de resposta menor entre outros. A Mudança Comportamental é algo orgânico, ao contrário da Canetada, não há como exigir ou como comprar mudanças orgânicas e é ai que a Inteligência da Execução entra como uma engrenagem, um motor para realizar essa mudança de comportamento, mesmo assim não é algo de fácil execução. Então, por que execução estratégica baseada em comportamento é tão difícil? Existem 5 estágios da estratégia baseados em comportamento. O estágio 1 é quando a empresa reconhece que precisa de uma mudança comportamental, com esse reconhecimento a empresa vai acionar os líderes no estágio 2 que vai ativar a equipe e junto com ela vai começar a prestar contas no estágio 3, durante esse processo os colaboradores devem ter um sentimento de posse e pertencimento no estágio 4 e assim os novos hábitos serão desenvolvidos no estágio 5. Todo esse processo parece simples quando visto, mas existe um estágio que quando não trabalhado de forma correta pode colocar tudo a perder, esse estágio é o 2° Ênfase na Liderança. Se não houver uma boa liderança a estratégia não será executada como deve ser. Toda organização atinge o Redemoinho, mas o que é isso? Basicamente, o redemoinho é o que permite que a organização permaneçade portas abertas, tudo o que a empresa faz no dia-a-dia: cuidar do estoque, cuidar das contas a pagar, responder e-mails, call center etc. O Redemoinho é composto por uma série de dados que bombardeiam os funcionários todos os dias, as pessoas sempre querem saber das informações que ele fornece. A questão principal é que o Redemoinho não vai fazer a organização evoluir, por isso a empresa precisa estipular metas diferentes que serão novas atividades que te posicionem no futuro diferencialmente no mercado. As tarefas do Redemoinho são sempre urgentes e as novas atividades apesar de não serem urgentes são importantes. E é nesse momento que pode haver um conflito, um paradoxo, pois as atividades urgentes atuam no funcionário, mas o funcionário atua nas atividades importantes, ambas precisam ser executadas, entretanto é necessário ter disciplina para atuar nas coisas que são realmente importantes. O case da Nokia: A Nokia tinha 85% do mercado mundial de telefonia, final da década de 80 início da década de 90, a empresa recebia 50% do lucro do mercado mundial, de origem Finlandesa detinha os melhores engenheiros de Hardware da época o que fazia com que não houvesse qualquer outro aparelho que confrontasse. Em determinado momento com o passar dos anos, as pessoas passaram a ter outras necessidades com os aparelhos celulares, como mandar mensagens de texto ou tirar fotos e Necessidade de Melhoria Ênfase da Liderança Prestação de Conta Equipe Posse Individual Hábitos Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano através disso nasceu o que chamamos hoje de Smartphone. Então surgiu o mercado de Smartphones, mas a Nokia estava entretida demais com as tarefas do Redemoinho e não prestou atenção no início desse mercado. Quando a Nokia se deu conta das novas tendências preferiu permanecer fazendo o que sempre fazia com o pensamento de que o mercado de Smartphones era pequeno e não iria perdurar por muito tempo. A empresa não se deu conta de que esse novo mercado era o futuro e quando tentou ingressar nele não conseguiu por diversos motivos, dois deles era justamente o Software e Hardware dos telefones, fizeram uma nova tentativa com o sistema operacional da Microsoft, mesmo assim não funcionou. No fim, a Nokia foi vendida para a Microsoft por 7 bilhões de dólares, o que é considerado uma “mixaria” perto do valor de mercado que a empresa detinha antes. Leia com mais detalhes aqui: https://seguroseetc.com/2019/11/20/o-case-da- nokia-um-notorio-exemplo-de-atuacao-da- concorrencia-e-do-livre-mercado/ Esse tipo de erro, de se focar apenas nas tarefas do redemoinho e não criar metas e atividades novas, ou analisar o novo mercado é algo muito comum, empresas como: Nokia, Blockbuster, Kodak entre outras, todas obtiveram o mesmo fim. Quando estamos consumidos pelo Redemoinho não conseguimos ter disciplina para separar uma parte do esforço e dos recursos da organização olharmos esses detalhes que faram diferença no futuro. As 4 Disciplinas da Execução Suponha-se que uma organização tenha de 1 a 3 metas, quantas delas são alcançadas com excelência? Resposta: de 2 a 3. E se ela tem de 4 a 10? Resposta: de 1 a 2 E se ela tem de 11 a 20? Resposta: nenhuma. Qual o raciocínio aqui? Se a organização não tem foco, a capacidade de execução diminui! “O número de boas ideias será sempre maior que a capacidade de executar” O grande segredo da execução é focar em coisas que realmente importam. Trazendo para o que foi dito anteriormente é basicamente tirar do redemoinho uma coisa que irá fazer diferença no futuro e entender que isso precisa de atenção por possuir um impacto relevante. E então é necessário definir uma meta em um formato chamado Medida Histórica: X para Y até QUANDO Onde X é o valor inicial, ou onde a organização está no momento. Y é o valor final, ou onde a empresa quer chegar. E QUANDO é a data na qual a Meta Crucialmente Importante deve ser alcançada. A Meta Crucialmente Importante (MCI) começa no topo da organização e vai descendo para os outros setores. É muito importante ter em mente que as metas precisam ter senso de pertencimento, mas o que é isso? Se você, líder chega em sua equipe e diz “equipe, eu encontrei uma maneira de resolver o problema A e para isso eu estipulei uma meta para todos. Precisamos fazer X para chegar em Y até QUANDO”, essa meta não pertence a sua equipe, mas sim a você! Agora se você líder chega em sua equipe e dia “equipe, temos o problema A que precisamos resolver, me digam ideias para que possamos sair de X e chegar a Y em QUANDO, o que vocês Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano podem fazer para colaborar com a resolução desse problema?” você passa a posse da meta para a sua equipe e elas passar a ter o sentimento de pertencimento. E o que são as Medidas de Direção? Ela é a alavanca da Medida Histórica (Meta Crucialmente Importante). Imaginem uma rocha, essa rocha é a sua meta, você precisa mover essa rocha, mas ela é muito pesada. A Medida de Direção é o Como você irá realizar isso. Então, a Medida Histórica mede a meta e a Medida de Direção mede algo que leva à meta, esse algo deve ser possível de receber influência. Exemplo 1: tenho uma empresa de construção civil e quero reduzir o número de acidentes. Minha medida histórica será reduzir os acidentes de 5 (X) para 2 (Y) até o dia 31/12 (QUANDO). Porém quando chegou no dia 31/12 o número de acidentes totalizou 5, ou seja, não houve redução. Neste caso é preciso criar uma Medida de Direção para atingir a minha Medida Histórica. Portanto, foi definido que a minha Medida de Direção será: Aumentar a conformidade dos 8 padrões de segurança para 97%. Fazendo isso eu estou realizando algo que eu posso influenciar para atingir a minha meta. Exemplo 2: minha Medida Histórica é Aumentar o total de vendas de X% para Y% até 31/12. Para realizar isso a minha Medida de Direção será: para cada cliente que parar na frente do caixa, deve-se oferecer 5 produtos que estão em promoção. As Medidas de Direção são mais eficazes quando decididas juntamente com Líderes e Equipes, os líderes podem ponderar e averiguar se as Medidas de Direção realmente influenciaram na Medida Histórica, mas líderes não podem impor Medidas de Direção. A equipe precisa ter propriedade e senso de pertencimento! Imaginem a seguinte situação Você vai assistir um jogo de basquete, a quadra é muito bonita, mas tem uma diferença: o jogo não tem placar. A princípio você tenta contar quantos pontos cada time fez, mas em algum momento você perde a conta, nessa situação o jogo ele permanece interessante para você? Você assistira o jogo até o final? Prestará atenção em tudo que acontece? É muito possível que não. Isso acontece porque as pessoas elas precisam entender o placar, a atuação das pessoas muda de acordo com o placar e é por esse motivo que todos os jogos possuem um placar visível. Os placarem possuem algumas características como: 1. Eles precisam ser simples e de fácil entendimento; 2. Precisam ser altamente visíveis para todos os jogadores; 3. Eles precisam dizer corretamente as medidas e o que está acontecendo, principalmente com as Medidas Históricas e de Direção; 4. E precisam informar de forma imediata se estamos ganhando ou perdendo. É sempre bom lembrar que o placar é feito pela equipe, da melhor forma que eles acharem e quiseram, e não pelo líder! Semanalmente você se reúne com sua equipe e cumpre três passos: 1. A equipe reporta para os colegas os compromissos que assumiram na última semana; 2. O placar é revisado e atualizado; 3. Novos compromissos são assumidos paraa próxima semana. A pergunta chave que deve ser feita nessa reunião é: Que 1 ou 2 coisas importantes eu posso fazer Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano nesta semana para promover o desempenho da equipe no placar? E a partir daí, quando o time entende que o jogo pertence a eles e não ao líder, eles vão pegar um tempo durante a semana para focar em uma atividade que vai mexer no placar e essa ação gerara a saída do redemoinho. Os 7 Hábitos – O 3° hábito. Neste livro o autor criou um sistema para atingir a eficácia pessoal onde apresenta 7 hábitos para alcançar esse objetivo. O 3° hábito, que será a pauta, chama: Foque primeiro o mais importante. As pessoas têm o costume de focar nas coisas que são mais urgentes, mas no 3° hábito o autor diz que é necessário fazer uma mudança de paradigma e dedicar mais tempo para o que é mais importante. Quando nós passamos muito tempo focando no que é urgente, temos a tendência de passar a maior parte do tempo gerenciando crises, tomando muitas atividades para si, nunca nos planejar ou fazê-lo com esporadicidade e ceder as pressões momentâneas. Já quando nós focamos no que é crucialmente importante nós passamos a eliminar tudo que não é relevante, a não gastar mais nosso tempo, a realizar planejamentos semanais e ser fiel às nossas escolhas do que é importante. Destaque importante: Hábitos Hábitos são coisas difíceis de se começar e o motivo disso é porque nós relacionamos hábitos com motivação, o problema é que a motivação é cíclica, ou seja, uma hora estamos muito motivados e outra hora não estamos nada motivados e isso torna a motivação algo não confiável para a criação de um hábito. No livro Micro-hábitos de B.J. Fogg é construído a ideia de que hábitos devem começar com ações mínimas, por exemplo: se você quer começar a fazer exercício pela manhã então todos os dias assim que você se levantar, antes de tomar café ou escovar os dentes, faça um agachamento ou uma flexão na parede, e repita isso até o dia em que você fizer dois agachamentos, assim você vai construindo um hábito de forma sutil. Se você quiser correr pela manhã, todo dia quando acordar coloque a roupa de corrida, até que um dia você vai sair para caminhar e isso se tornará um hábito e evoluirá para uma corrida. Um dia, sem você perceber, o agachamento ou a corrida farão parte do seu dia-a-dia. A Matriz do Tempo Como agir consistentemente sobre as coisas que criam resultados extraordinários no trabalho e na vida pessoal? Começa por entendermos o retorno de nosso tempo e nossa energia, representado pela matriz do tempo. A matriz tem dois eixos, o eixo vertical é a importância e o eixo horizontal é a urgência. Juntos, eles formam quatro quadrantes. Quadrante 1: Faça agora! O Quadrante da Necessidade é onde o tempo gasto é necessário, mas normalmente o retorno é igual ou inferior ao tempo e energia gasto. Permanecer aqui por muito tempo irá te esgotar. Quadrante 3: Delegue. O Quadrante da Distração são as coisas que vêm a nós, que achamos que devemos ou precisamos agir porque clamam pela nossa atenção, mas são atividades que se revelam com baixo valor e sem importância. Interrupções desnecessárias. Essas atividades sempre têm um Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano em retorno inferior ao tempo e a energia gasta. Permanecer aqui te manterá ocupado, mas fará com que você se sinta ineficaz e não realizado. Quadrante 4: Elimine. O Quadrante do Desperdício, com frequência nos desgastamos tanto nos quadrantes 1 e 3 que acabamos aqui como um meio de fuga. Aqui é o lugar onde desligamos o cérebro e não fazemos nada de valor. O tempo gasto aqui não gera nenhum retorno. Adendo importante sobre o Quadrante 4: Tempo gasto em descanso, lazer e atividades que te proporcionem bem-estar não devem ser enquadradas por você como Inúteis ou Passiveis de Eliminação como muitos que explicam sobre a Matriz irão dizer. Todos nós merecemos descanso e ninguém deve ditar como seu tempo de lazer deve ser gasto! Quadrante 2: Agende. O Quadrante da Produtividade Extraordinária, é o quadrante de coisas que são importantes, mas não urgentes. São coisas que realmente importam para os seus resultados, as que realmente fazem diferença, mas não acontecerão a menos que você atue sobre elas. O tempo fasto aqui gera um retorno bem maior do que o tempo e energia que você investiu. Para atingir a produtividade extraordinária, você precisa prevenir constantemente as crises que consomem tempo e energia no Quadrante 1, minimizar o tempo que gasta com as distrações do Quadrante 3, eliminas inteiramente o tempo que gasta no Quadrante 4 e expandia a quantidade de tempo investido no Quadrante 2. Adendo comentário sobre a Matriz do Tempo da estudante que escreve: Particularmente eu acho a Matriz do Tempo algo perfeito demais a ponto de ser irreal a maior parte da realidade humana. Acho que podemos excluir completamente o Quadrante 4 e investir apenas nos outros 3 cumprindo o que pedem sem exceder nossos limites! O tempo gasto em lazer recompõe nossas forças e energias, distrai nossa mente e a renova para outro dia, portanto considero todo meu tempo de lazer Quadrante 2: Importante, mas não urgente. Quando nos prendemos muito em trabalho ou estudos excessivos sem nos programar e dar ao nosso corpo e mente o descanso necessário podemos desencadear crises de ansiedade e até mesmo Burnout* e uma vez que se tem um Burnout pode esquecer quadrantes, coisas urgentes ou não, importantes ou não, nada mais vai ser relevante. CUIDE DE SUA SAÚDE MENTAL! Adapte a matriz a sua realidade. *Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade. Fonte: Ministério da Saúde http://antigo.saude.gov.br/saude-de-a-z/saude- mental/sindrome-de-burnout Metas Crucialmente Importante Criação de MCIs – Disciplina 1 Ao desenvolver as MCIs da equipe, os líderes têm uma tendência natural a pensar mais nos comportamentos necessários para conquistar a meta (como), do que na meta em si (o que). É essencial que estabeleçamos metas eficazes para a equipe. Exemplo: Aumentar o Índice de Satisfação dos Hóspedes de X para Y até 30/12/2019 (O QUE) Cumprimentar 95% dos hóspedes com uma saudação simpática e cordial (COMO) É muito importante que durante a criação da MCI a equipe tenha o sentimento de posse da mesma, portanto é interessante que sejam feitas algumas etapas juntamente com a equipe para definir a MCI, como: 1. Realizar um Brainstorm de ideias 2. Ordenar pelo impacto 3. Testar escolhas: http://antigo.saude.gov.br/saude-de-a-z/saude-mental/sindrome-de-burnout http://antigo.saude.gov.br/saude-de-a-z/saude-mental/sindrome-de-burnout Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano a. Alinhar com a MCI acima; b. São mensuráveis? c. Podem ser executadas em 80% ou mais da equipe? d. É algo da equipe ou do líder? O ideal é que exista uma MCI por equipe, no máximo duas para que possa haver uma execução perfeita. Em casos muito exclusivos pode haver três. Círculo de Preocupação e Círculo de Influência Círculo de Influência: coisas que controlamos e influenciamos. Círculo de Preocupação: coisas das quais nos preocupamos e quais não temos nenhuma influência. A proposta aqui é aumentar o Círculo de Influência e diminuir o Círculo de Preocupação. Formato da MCI Verbo: Aumentar O que: Receita de vendasde novos produtos De: X Para: Y Até: QUANDO Atue nas Medidas de Direção O novo pensamento diz que o caminho mais indicado é atuar sobre as medidas de direção que melhor influenciem diretamente e conquistem as MCIs (Meta Crucialmente Importante). Portanto, é necessário analisar e identificar atividades que garantam 80% de influência sobre 20 de ações, as medidas precisão ser preditivas e influenciáveis, além de terem clareza em relação ao que fazer e conquistar duas MCIs. Um pouco confuso, bom vamos ver de outra forma. As pessoas de desengajam em relação a uma meta quando não sabem o placar ou quando sentem que não podem influenciá-lo, são os mesmos motivos pelos quais uma criança perde o interesse por um jogo. A segunda disciplina, “atue sobre as medidas de direção”, aborda a questão. Após uma meta ter sido estabelecida por uma equipe, geralmente não demora muito para que os integrantes sintam uma desintegração entre o seu trabalho do dia a dia e a meta definida. Na verdade, em muitos casos não demorará muito para que a equipe esqueça da meta completamente. Para se manterem focados na meta os integrantes da equipe precisam saber se estão ganhando ou perdendo e que podem influenciar o placar. É preciso tratar isso mais ou menos como um jogo. A chave para isso começa entendendo-se a diferença entre Medidas de Direção e Medidas Históricas. A maioria das organizações tem uma abundância de Medidas Históricas, são as que vêm diretamente do computador para você. Elas medem o cumprimento da meta, mas são difíceis de influenciar. Por exemplo, uma empresa de construção civil muito bem-sucedida escolheu segurança como sua Meta Crucialmente Importante. Toda vez que havia um acidente significava que pessoas se feriam. O fato de que suas tarifas de seguro Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano continuavam a subir tampouco era bom para o negócio. A Medida Histórica vinha diretamente do computador para eles, semanalmente era emitido um relatório de acidentes e aqui é onde começa o problema em relação a Medidas Históricas. Geralmente parece que não exercemos muita influência sobre elas, pois só a obtemos após a ocorrência do fato. Está feito. É história. Bem ou mal, nos diz o resultado. A medida de direção. Por sua vez, é diferente pois, é uma atividade que apostamos ser a mais previsível para atingir uma meta. Como frequentemente é comportamental é mais fácil de influenciar. Medidas Históricas medem o atingimento da meta e são difíceis de influenciar. Medidas de Direção predizem se a meta será atingida e são mais fáceis de influenciar. Quando começaram a usar Medias de Direção para a segurança na construtora precisaram perguntar o que poderiam medir que fosse um indicador de redução das taxas de acidentes e ao mesmo tempo influenciável. Pensaram em medir horas extas de trabalho ou horas de treinamento e depois perguntaram quais eram os principais motivos pelos quais ocorriam violações de normas de segurança e tornou-se óbvio que havia uma razão principal para as pessoas se ferirem, elas não estavam usando consistentemente equipamento de proteção, nem seguindo os padrões de segurança. Por fim, decidiram que mediriam o cumprimento dos oito padrões de segurança, pois haviam determinado que seu descumprimento estava por trás da maioria dos acidentes. Tais padrões incluíam o uso de capacetes mesmo sob calor intenso, luvas adequadas, sapatos apropriados, óculos de segurança e esteios nas bordas das lajes para evitar que as coisas deslizassem. Quando começaram a medir esses itens as pontuações variavam enormemente de equipe para equipe. O mestre de obras responsável pela equipe com menor pontuação reagiu imediatamente as medições. Não apenas o índice de adequação aos padrões de segurança melhorou como a taxa de acidentes também reduziu incrivelmente dando a eles um dos melhores índices de segurança na história da construtora. A Medida de Direção relativa à adequação a padrões de segurança atendia a ambos os critérios: predizia e era influenciável. Existem dois tipos de Medidas de Direção: • Resultados Pontuais o São mais difíceis de alcançar; o Tem maior impacto; o Deve ser traduzido em comportamento pela equipe; o Permite a cada um escolher o foco semanal. • Condutas Poderosas o São mais fáceis de alcançar; o Tem menor impacto; o Comportamentos nítidos e facilmente estabelecidos; o Cria foco semanal consistente e pré- definido para todos. Exemplo: Meta Crucialmente Importante: Aumentar a venda semanal média de R$ 1 milhão para R$ 1,5 milhão até 31/012 Medidas de Direção Resultado Pontual: Cuidar para que a falta de estoque em itens essenciais não chegue a 20 ocorrências semanais. Conduta Poderosa: Fazer duas checagens adicionais nas prateleiras por dia, repondo os itens de maior saída. Os quatro componentes da Medida de Direção: Verbo: estabelece a ação Foco: define um alvo claro para o resultado ou comportamento (Quem sofre o verbo) Consistência: com que frequência? Por quem? Para quem? Qualidade: em qual nível? Padrão? Melhor prática? Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano Fernanda Dorner Romano Exemplo: Cuidar (verbo) para que a falta de estoque (Foco) em itens essenciais (Qualidade) não chegue a 20 ocorrências semanais (Consistência). Cumprimentar (verbo) 20 clientes (Foco) por associado por dia (Consistência) com saudação cordial e oferecer ajuda. (Qualidade). Mantendo placar e mensurações O placar pode ter pontuação individual ou por equipe e pode ter mensuração diária ou semanal. Cumprimentar 20 clientes por associado por dia com saudação cordial e oferecer ajuda. Cumprimentar 100 clientes como equipe por dia com saudação cordial e oferecer ajuda. Cumprimentar 100 clientes por associado por semana com saudação cordial e oferecer ajuda. Cumprimentar 700 clientes como equipe por semana com saudação cordial e oferecer ajuda Sobre as medições: Medição Diária Individual • A prestação de contas individuais é extremamente alta; • Baixo desempenho/resistentes aparecem; • A equipe vence somente quando todos executam. Medição Semanal Individual • O placar semanal permite ao individual ganhar mesmo quando as metas diárias não são alcançadas; • A equipe vence somente quando todos executam. O placar é monitorado pelo indivíduo e auditado pelo líder. Cada associado acompanha seu próprio desempenho, altera seu placar e o líder audita desempenho vs. o placar. Medição Diária por Equipe • A pontuação da equipe permite que ela vença mesmo que alguém execute menos do que o esperado; • A equipe vence ou perde junta. • O placar pode ser monitorado de diversas formar, por números brutos ou percentual. Medição Semanal por Equipe • A pontuação da equipe permite que ela vença mesmo que alguém execute menos do que o esperado; • A equipe vence ou perde junta. • O placar pode ser monitorado de diversas formar, por números brutos ou percentual. Pontuação Individual Pontuação Equipe Medição Diária Medição Semanal