25 pág.

SALA DE AULA 1

Disciplina:História da Educação no Brasil1.556 materiais29.866 seguidores
Pré-visualização2 páginas
SALA DE AULA
ESPAÇO DE CONSTRUÇÃO PARA O ALUNO E DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO PARA O PROFESSOR
O Espaço Escolar como Espaço de Construção Cultural

SALA DE AULA: espaço de formação
ALUNO
Aprender a pensar
Elaborar e expressar melhor suas ideias
Ressignificar suas concepções
Professor
Favorecer o aperfeiçoamento profissional;
Entender os múltiplos aspectos relacionados aos processos de aprendizagem e ao ato de ensinar
Rever suas práticas

A construção do conhecimento pelo aluno e o papel mediador do professor
A tarefa de ensinar um saber elaborado passa por um processo prévio em que os alunos aprendem a pensar melhor ,
a problematizar
A valorizar o conhecimento
Se comprometer com a busca investigativa
Sala de aula: Espaço de muitas culturas
Todas as identidades e diferenças são produzidas culturalmente, no ambiente escolar estas diferenças são utilizadas para discriminar, humilhar, inferiorizar.

A educação intercultural surge no intuito de discutir e propor uma nova forma de educação.

Num espaço escolar, diversas pessoas trazem suas contribuições históricas e culturais negociando suas identidades e diferenças.

Utilizar esse espaço como um ambiente de reflexão e compreensão das relações entre os diferentes é muito complexo.

A educação intercultural pode nos fornecer diretrizes para a construção de um sujeito negociador, contribuindo para a construção de uma sociedade não racista e discriminadora.

EDUCAÇÃO MULTI / INTERCULTURAL
A educação intercultural vem discutindo e propondo uma nova forma de educação, nos remete problematizar as diferentes relações que os grupos humanos estabelecem, considerando dimensões como gênero, raça, crença entre outras, estas relações se dão tanto na sociedade como na educação.

Não há fundamento, nem argumento que justifiquem a idéia de que algumas identidades são normais, outras anormais. O que ocorre é que as relações sociais de poder produziram e continuam produzindo assimetrias, hierarquias, discriminações. Essas relações não são fixas, e podem ser desconstruídas e de certa forma essa é uma proposta da educação intercultural e proposta para o professor.

Distinção entre educação multicultural e educação intercultural
O professor monocultural: encara a diversidade cultural como um obstáculo ao processo de ensino/aprendizagem; considera diversidade cultural na sala de aula como deficit (preocupação com o que falta nas culturas que se desviam do normal); considera importante a homogeneidade cultural na sala de aula, veiculando a cultura nacional na escola oficial para todos; proclama a sua identidade cultural como uma herança histórica que é fixa e indiscutível; centraliza na Escola, pois a escola deve preparar para a modernização; reconhece as diferenças culturais sem contudo as querer conhecer.

O professor multicultural: encara a diversidade como fonte de riqueza para o processo ensino/aprendizagem; promove a rentabilização de saberes e de culturas; toma em conta a diversidade cultural na sala de aula tornando-a a condição da confrontação entre culturas; refaz o mapa da sua identidade cultural para ultrapassar o etnocentrismo cultural; defende descentralização da escola, a escola assume-se como parte da comunidade local; conhece diferenças culturais através do desenvolvimento de dispositivos pedagógicos na base da noção de cultura como prática social.

O papel do professor na sala de aula

Coordenar o debate
Alimentar a participação
Favorecer o pensamento corporativo
Propiciar situações de “conflitos cognitivos”
Estimular críticas e da desconstrução
Criar momentos de síntese
Estimular os processos de construção ,etc
Numa nova concepção de ciência, conhecimento, e o professor como partícipe do processo de transformação e construção deve estar aberto para incorporar novos hábitos, comportamentos, percepções e demandas do paradigma da complexidade, permeado por educação; pela superação da pedagogia tecnicista consubstanciada pela TIC em prol da formação de um agente de transformação social.
O paradigma da complexidade
O paradigma da complexidade busca a superação da lógica linear
 e atende a uma nova concepção
 que tem como eixo articulador a totalidade e a interconexão.
 O paradigma da complexidade começa a semear uma nova visão de homem, de sociedade e de mundo.
Interligação de todos os saberes, combate o reducionismo e valoriza
 o complexo.

“Pensar a complexidade – esse é o maior desafio do pensamento contemporâneo, que necessita de uma reforma no nosso modo de pensar.”
Este movimento de mudança afeta a todos os profissionais, e também, os professores.
A formação de docentes para atuar no novo paradigma requer processos de qualificação contínua e que abordem uma visão crítica, reflexiva e transformadora.

Paradigma:
das partes para o todo
Linear
simplicidade
estabilidade
objetividade
Complexidade
totalidade
instabilidade
intersubjetividade
CONCEPÇÃO DE
CIÊNCIA, CONHECIMENTO E EDUCAÇÃO
das partes para o todo
Linear

 disciplinas estanques
 sala de aula linha de montagem
 aprendizagem como produto
 professor só ensina
 conhecimentos certos, autoritarismo
 ênfase nas partes
 aluno como ser passivo
Complexidade

 integração dos assuntos
domínio do processo
 aprendizagem como processo
 professor ensina e aprende
 conhecimento mutável
 diálogo
 ênfase no todo
 aluno como ser ativo

15

O trabalho docente deve privilegiar não apenas o processo de ensino mas, sim, o processo de ensino-aprendizagem; a ênfase deve estar presente na aprendizagem dos alunos e não na transmissão de conhecimentos.
A característica mais importante da atividade profissional do professor é a mediação entre o aluno e a sociedade; entre as condições de origem do aluno e sua destinação social na sociedade,
 papel que cumpre provendo as condições e os meios (conhecimentos, métodos, organização de ensino) que assegurem o encontro do aluno com as matérias do estudo.
 Para isso, planifica, desenvolve suas aulas e avalia o processo de ensino.
O processo de ensino- aprendizagem
No processo de ensino- aprendizagem  4 momentos são importantes e articulados entre si na metodologia do ensino na sala de aulas:

Introdução e Motivação;
Mediação e Assimilação;
Domínio e Consolidação e
Controle e Avaliação
O processo de ensino- aprendizagem
Introdução -> estabelecer ligação entre noções que os alunos possuem em relação a nova matéria, ou seja, a conexão da matéria dada e a matéria nova.
Motivação -> consiste em oferecer ao aluno estímulos e incentivos apropriados para tornar a aprendizagem mais eficaz. É neste momento que o professor deve mostrar a importância e os objetivos do conteúdo da aula.

Introdução e Motivação
Como fazer ...

O professor deve:
Explicar a importância do assunto que vai dar;
Fazer perguntas que tenham ligação com o assunto a ser tratado;
Controle oral ou escrito dos conhecimentos adquiridos na última aula;
Reativação dos conhecimentos no trabalho de casa.
A mediação e assimilação consiste na formação de conceitos, no desenvolvimento de capacidades cognitivas, de observação, imaginação e do raciocínio dos alunos.

 Momento em que se trata do conteúdo central da aula. O professor orienta (mediação) o processo e o aluno procura a partir desta mediação adquirir novas habilidades, atitudes e comportamentos (assimilação) .

Mediação e assimilação
Dependendo do tipo de conteúdo o professor deve :
Fazer perguntas de formas que o estudante tire conclusões e construa por si só conceitos novos (a tal aprendizagem);

Explicar, ilustrar, demonstrar… novos conceitos;
Orientar debates;
Orientar apresentação e defesa de trabalhos.  
Qualidade e inovação
Domínio -> fazer com que o aluno atinja capacidades de operar com os conteúdos nas várias tarefas de aplicação teórica e prática.
Consolidar -> fixar os conteúdos na memória.
A consolidação realiza-se na repetição, exercitação, sistematização e na aplicação.
Domínio e Consolidação
Controle como meio educativo orienta os alunos para matérias essenciais
 Promove o desenvolvimento Intelectual e a linguagem dos alunos,