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Classe Holothuroidea - Características gerais

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Classe Holothuroidea - Características gerais

Possuem corpo alongado, com a boca e o ânus em extremidades opostas. Possuem tentáculos alimentares ao redor da boca. O endoesqueleto das holotúrias é reduzido e constituído por um conjunto de ossículos microscópicos, o que as distingue dos outros Equinodermos.

A sustentação corpórea é mantida primariamente pelo endoesqueleto calcário, porém os pepinos-do-mar apresentam corpo mole, logo sua sustentação é mantida pelo tônus muscular atuando contra o celoma e pelo tecido conjuntivo mutável.

No processo de evisceração, o animal coloca parte de suas vísceras (túbulos de Cuvier) para fora (podem regenerar) e são extremamente pegajoso, logo o predador pode ficar completamente enrolado e então o pepino podendo fugir.

1.     Sistema Vascular Aqüífero

O sistema vascular aqüífero está organizado de forma a adaptar-se a um corpo alongado. O madreporito é interno e se abre no celoma. Os pés dos pepinos servem para fixação e locomoção, além de serem tácteis.

1.     Alimentação

A maioria das holotúrias é suspensívora ou detritívora e utiliza os tentáculos bucais para capturar as partículas orgânicas.

As espécies suspensívoras são usualmente sedentárias e estendem na coluna de água tentáculos bucais, densamente ramificados e cobertos de muco.

As espécies mais móveis são detritívoras e percorrem o sedimento utilizando os tentáculos para ingerir sedimento e partículas orgânicas. Algumas espécies detritívoras são menos móveis e vivem em buracos em forma de U. Não possuem pés ambulacrários e, à medida que escavam o sedimento (muitas utilizando movimentos peristálticos como os oligoquetas terrestres) fazem-no passar pelo tubo digestivo onde as partículas orgânicas são digeridas; o material restante é expelido para o exterior através do ânus.

1.     Locomoção

As espécies com maior mobilidade possuem zonas ambulacrárias com pés bem desenvolvidos. Vivem com uma parte do corpo sobre o substrato e com a outra parte virada para cima. Os pés ambulacrais da região ventral são usados para locomoção, enquanto que os que ficam na superfície dorsal não possuem ventosas e são provavelmente sensoriais.

As espécies que vivem enterradas não têm pés ambulacrais e enterram-se através de movimento peristáltico do corpo. A boca está rodeada por tentáculos, os quais são pés ambulacrais modificados que têm um papel importante não só na alimentação, mas também nas trocas gasosas.

1.     Trocas Gasosas e Excreção

As estruturas respiratórias dos pepinos-do-mar são os tentáculos orais, os pés ambulacrais, a superfície corpórea e, sobretudo, as árvores respiratórias nas espécies que as possuem.

As árvores respiratórias estão associadas ao tubo digestivo e são invaginações da parede do reto que se ramificam e originam vários tubos ocos que se estendem para o celoma perivisceral. A corrente de ventilação é assegurada pelos movimentos musculares do reto e das próprias árvores respiratóroas. A localização das árvores respiratórias permite às holotúrias ocupar zonas com deficiência em oxigênio, desde que a região anal esteja exposta a água bem oxigenada, e permite-lhes, também viver em buracos e enterrar-se sem o problema de as danificar.

1.     Sistema Digestivo

É constituído pela boca, situada no centro dos tentáculos orais. Segue-se uma faringe musculosa e um esôfago que continua num longo intestino, o qual, em algumas espécies, apresenta uma porção anterior dilatada designada por estômago. O intestino termina também numa região alargada e musculosa que leva ao ânus. O reto recebe, além das fezes do intestino, o fluxo de ventilação proveniente das árvores respiratórias. Em algumas espécies, é também através do reto que são lançados para o exterior os túbulos de Cuvier.

1.     Sistema Nervoso

O anel nervoso localiza-se próximo da base dos tentáculos orais e dele partem cordões nervosos para os tentáculos e para a faringe. Existem também cinco cordões nervoso radiais, que se estendem ao longo das zonas ambulacrais.