APOSTILA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
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APOSTILA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS


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6.3 Conceitos 
 
 
Faz parte integrante de um projeto para compor qualquer ambiente, 
externo ou interno uma iluminação compatível com a utilização dos mesmos. Isso 
exige do projetista a elaboração de um estudo para o qual são necessários 
conhecimentos básicos de luminotécnica. A escolha da forma de iluminação, dos 
tipos de lâmpadas e luminárias, sua potência, quantidade, distribuição, comando e 
controle acham-se unidos ao projeto de instalações elétricas. 
Para iniciação ao estudo da luminotécnica trataremos este assunto em 
dois focos principais, quais sejam: 
 
 luz; 
 iluminação. 
 
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6.3.1 Definição da luz 
 
 
É uma modalidade de energia radiante que um observador verifica pela 
sensação visual de claridade determinada pelo estímulo da retina sob a ação da 
radiação, ao processo de percepção sensorial visual. 
 
 
6.3.2 Radiação (energia radiante) 
 
 
É a transmissão de energia sob a forma de ondas eletromagnéticas. Essa 
sensação visual é traduzida na prática pela \u201c luminosidade e pela cor\u201d. 
A faixa de radiações das ondas eletromagnéticas perceptíveis ao olho 
humano está entre 380 a 780 nanômetros (1 mm = 0.0000000001 = 1 Angstrôms), 
correspondendo ao menor valor ao limite dos raios ultravioletas, e o maior, ao dos 
raios infravermelhos. 
As cores são determinadas pela reação do mecanismo de percepção 
sensorial aos diversos comprimentos de ondas. 
A maior sensibilidade do olho humano, como captor de sensações que 
são transmitidas ao cérebro, ocorre para o amarelo - esverdeado, correspondendo 
ao cumprimento de onda de 555 mm. 
A sensação psicofisiológica produzida pelas radiações visíveis traduz-se 
por uma impressão subjetiva de luminosidade e uma impressão de cor, as quais 
somente um processo de abstração mental poderá separar e avaliar. 
 
?
!
 Não vimos à luz que é incidente - figura de cima. 
 Vimos à luz refletida \u2013 figura de baixo. 
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6.3.3 Fluxo luminoso 
 
 
É a quantidade total de radiação emitida por uma fonte de luz, em sua 
tensão nominal de funcionamento, capaz de produzir uma sensação de 
luminosidade no ser humano através do estimulo de retina. Unidade \u2013 Lumem (Lm). 
 
 
 
 
6.3.4 Eficiência luminosa (Watt/ Lumem) 
 
 
É a relação entre o fluxo luminoso total emitido pela fonte e a potência 
elétrica por ela absorvida. Exemplo: 
 
 lâmpada incandescente de 180 W / 1380 Lm; 
 lâmpada fluorescente de 40 W luz do dia / 2550 Lm. 
 
 
6.3.5 Intensidade luminosa (I) 
 
 
É a quantidade de luz emitida por uma fonte de luz em uma dada direção, 
pois fontes de luz não emitem igual potência luminosa em todas as direções. O valor 
está diretamente ligado à direção desta fonte de luz. Unidade = candela (cd). 
 
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6.3.6 Iluminamento (E) 
 
 
É o fluxo luminoso que incide sobre uma superfície situada a uma certa 
distância da fonte, ou seja, é a quantidade de luz que está chegando em um ponto. 
Esta relação é dada entre a intensidade luminosa e o quadrado da distância. O 
iluminamento corresponde a um valor médio, pois na prática o fluxo luminoso não 
se distribui de forma uniforme sobre a superfície. E = \uf0d8 / S; E = Lúmem/m2 = Lux. 
 
 
 
 
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6.3.7 Lâmpadas 
 
 
A escolha da iluminação correta para cada divisão, tendo em conta o tipo 
de atividades que se realizam em cada espaço, é muito importante para um maior 
conforto e um consumo mais racional de energia, traduzindo-se numa redução da 
fatura da energia. 
 A utilização de lâmpadas mais eficientes é cada vez menos restringida, 
pois existe uma variedade cada vez maior de lâmpadas fluorescentes compactas 
que têm o mesmo sistema de rosca das lâmpadas incandescentes e também as 
lâmpadas a LED que estão sendo apresentadas ao mercado. 
 
 
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6.3.8 Iluminação 
 
 
A iluminação numa casa é responsável por cerca de 10 a 15% do 
consumo de eletricidade total da habitação, o que corresponde a uma emissão anual 
de 450 Gg de CO2 equivalente (450 000 000 000 g). 
A escolha da iluminação correta para cada divisão, tendo em conta o tipo 
de atividades que se realizam em cada espaço, é muito importante para um maior 
conforto e um consumo mais racional de energia, traduzindo-se numa redução da 
fatura da energia. 
O uso de lâmpadas tecnologicamente mais eficientes permite poupar 
dinheiro, por consumir menos energia, e ao poupar energia também preserva-se o 
ambiente. A mudança do tipo de lâmpadas utilizadas é cada vez menos restringida, 
graças à adaptação das \u201cnovas\u201d lâmpadas ao sistema das incandescentes. 
Atualmente é obrigatória a presença da etiqueta de eficiência energética 
nas embalagens das lâmpadas, como formas de distinguir quais delas são mais 
eficientes, do ponto de vista energético, das que são menos eficientes. É também 
muito importante reparar na sua classificação quando têm a designação ecológico-
econômica, pois existem no mercado lâmpadas com esta designação que têm uma 
baixa eficiência energética (classe D ou menos). 
É preciso ter também em atenção à potência de lâmpadas que é indicada 
para os candeeiros. É preferível utilizar menos lâmpadas, mas com mais potência: 
uma lâmpada de 100 Watts consome a mesma energia que 4 de 25 Watts, mas 
produz aproximadamente o dobro da luz. No entanto, a melhor opção é a utilização 
de uma lâmpada fluorescente compacta que com uma menor potência atinge o 
mesmo grau de iluminação. 
Classificação das lâmpadas: 
 
 lâmpadas incandescentes; 
 lâmpadas de desgargas. 
 
 
 
 
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77 IINNIICCIIAAÇÇÃÃOO DDEE PPRROOJJEETTOO EELLÉÉTTRRIICCOO RREESSIIDDEENNCCIIAALL 
 
 
 
 
 
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7.1 Medidor de energia elétrica 
 
7.1.1 Leitura do medidor de energia 
 
 
O medidor de energia precisa ser entendido como um dispositivo que 
mede o consumo de energia elétrica continuamente à partir da sua instalação numa 
unidade consumidora . Portanto, a medida de consumo em kWh de cada período é 
lido pela empresa distribuidora de energia elétrica, e se trata apenas de um valor 
atual de consumo acumulado deduzido do valor do período imediatamente anterior. 
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7.1.1.1 Unidade consumidora 
 
 
Conjunto de instalações e equipamentos elétricos que recebem energia 
elétrica em um ponto, com medição individualizada e correspondente a um único 
consumidor. Ver Classe de Consumo . 
 
 
7.1.1.2 Classe de consumo 
 
 
Conjunto de consumidores, discriminados na legislação, no quais a 
utilização de energia elétrica é realizada com características semelhantes. Essa 
distinção está nas contas de energia e determina o tipo de tarifa cobrada. Exemplo: 
consumidor residencial, comercial, industrial, iluminação pública, etc. 
 
 
7.1.1.3 kWh (quilowatt-hora) 
 
 
Símbolo universal que define a unidade base de medida de consumo de 
energia elétrica. Corresponde a 1000 Watts de consumo em uma hora. Ver 
Consumo de Energia; Potência; Tarifa de Energia e Eficiência Energética. 
 
 
7.1.1.4 Consumo de energia 
 
 
Quantidade de energia elétrica utilizada por um consumidor, que é 
oferecida e medida pela distribuidora do sistema elétrico num determinado período. 
A grandeza que a define é o kWh (Quilowatt-hora), e sua unidade base é o Watt. 
 
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7.1.1.5 Tarifa de energia 
 
 
É o preço da unidade de energia elétrica expressa em função de kWh 
consumidos e/ou da demanda de potência ativas que recai sobre uma unidade 
consumidora. Ver Unidade Consumidora; Consumo de Energia e kWh ( Quilowatt-
hora ).