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Os Desafios da Prótese Total: Problemas e Soluções Grupo: Gabriele Queiroz Juliana Strozzi Nathalia Torres Raissa Salvi Introdução: Ao longo do tempo, o tratamento com próteses totais vem evoluindo, tanto nos materiais utilizados quanto nas técnicas. Mas alguns pacientes ainda apresentam dificuldades na adaptação dessas próteses. Problemas: Alguns problemas de adaptação das próteses totais: limitações anatômicas e fisiológicas individuais, diminuição da retenção, aumento das forças de deslocamento, problemas de suporte e desconforto dos pacientes. Um fator importante que implica na adaptação das próteses, é o comprometimento da defesa do nosso organismo. Devido ao declínio gradual da imunidade, que ocorre com o passar dos anos, chegamos à velhice com nosso sistema imunológico mais susceptível à doenças, alterações na composição salivar (xerostomia), problemas digestivos, circulatórios, respiratórios entre outros. Essas alterações aumentam a chance de não ter um tratamento reabilitador satisfatório para pacientes desdentados, gerando dificuldades com a retenção, suporte e estabilidade. Soluções: O diagnóstico é essencial para tratamento dos problemas relacionados a prótese, e para solucionar é preciso realizar um exame clínico bem detalhado, observando toda a mucosa, rebordo, palato, lábios, bochechas e assoalho da boca. Próteses usadas por um longo período de tempo: Um dos problemas relacionados a prótese é o uso dela por um longo período, podendo apresentar bordas defeituosas que levam à traumas nos tecidos, edemas e ulcerações. Estomatite Protética Hiperplasia Fibrosa (câmara de sucção) Úlcera Traumática O que fazer nesses casos? A lesão pode estar diretamente ligada à oclusão, articulação, desadaptação e falta de higiene da prótese. O alívio na borda vai eliminar a irritação. O que fazer nesses casos? O problema da lesão também pode ser solucionado com a remoção do fator etiológico, e orientação sobre a forma correta de higienização da prótese. O tratamento cirúrgico pode ocorrer em alguns casos. Quando for confeccionar uma nova prótese, a lesão precisa estar totalmente curada e no mínimo 90 minutos sem contato com a prótese antiga para que os tecidos fiquem na posição correta e a moldagem saia como esperado. Diminuição das forças de Retenção: Outro problema é a diminuição das forças de retenção que são causadas pela falta de selamento, xerostomia e controle neuromuscular alterado. A diminuição da força de retenção pode alterar a pronúncia e mastigação, pois diminuem a estabilidade da prótese. Também pode causar o acúmulo de alimentos sob a prótese, algo muito incomodo para o paciente. A borda subtendida pode ser causadora da falta de selamento, e para averiguar deve ser feito um teste de selamento da prótese movimentando a sua musculatura e caso seja necessário acrescentar material na região. Falta de selamento e Xerostomia: A xerostomia também causa falta de selamento. Deve-se verificar a atividade das glândulas e indicar ao paciente o uso de saliva artificial em casos mais graves ou gomas de mascar (sialogogos). Como evitar? Quando a prótese estiver satisfatória, deve ser feito o embasamento total com material convencional ou resiliente a partir de uma boa moldagem da zona que irá garantir o adequado selamento periférico. Ao realizar uma nova prótese a moldeira individual deve estar corretamente ajustada e preenchendo o sulco de profundidade. Para evitar que ocorra alterações na confecção de novas próteses deve ser realizada uma demarcação na linha entre palato duro e mole, pois ele estabelece o limite posterior da prótese maxilar (antes da colocação da resina acrílica). Se caso as próteses novas estiverem com uma diferença de planejamento das próteses antigas, deve-se modificar as próteses novas para que fiquem o mais parecidas possível com as próteses antigas, gerando assim, um maior conforto e adaptação do paciente. Outra opção seria fazer uma cópia das próteses antigas com todas as características dos dentes e extensão de rebordo. Forças de Deslocamento Aumentadas: A oclusão pode aumentar as forças de deslocamento, portanto, na nova prótese deve-se ajustar os planos de orientação até um contato equilibrado, com dimensão vertical ideal que permita que o paciente tenha um espaço funcional livre o suficiente para o relaxamento da musculatura e fonação adequada sem interferência entre os planos de cera. Montagem no Articulador semi-ajustável: Para montar o modelo superior no articulador se utiliza o arco facial com plano de orientação superior devidamente delimitado. Para montar o modelo inferior os dois planos (inferior e superior) devem estar em contato para uma correta dimensão vertical e relação central. As próteses devem sofrer novo ajuste oclusal mesmo após a instalação na boca do paciente pois foram ajustadas no articulador sobre o modelo de gesso que é rígido e depois passa a ser usada sobre a fibromucosa que é “macia”. Contatos prematuros podem impedir o adequado assentamento da prótese aos tecidos de suporte quando os dentes ocluem. Quando a posição de máxima intercuspidação e de relação cêntrica não forem coincidentes, as próteses se movimentarão sobre os tecidos de suporte, facilitando o rompimento do selamento. Essa alteração é observada a partir da protusão da mandíbula do paciente, observando também se há contato oclusal e desestabilidade do aparelho. Solução: Ajustar a oclusão a fim de coincidir a posição de máxima intercuspidação com a relação cêntrica evitando desgaste superior a metade da altura da cúspide. A falta de balanço oclusal em excursões laterais e protrusivas da mandíbula está associado ao trespasse vertical excessivo dos dentes anteriores. Esse caso de interferência é detectado durante a fala do paciente, quando ele pronuncia o som “s”. Quando existir contato entre os incisivos, indica-se reduzir a altura dos inferiores. Problemas de Suporte: A reabilitação oral pode ser um problema em pacientes com a Síndrome da Combinação. As características dessa condição patológica podem resultar na movimentação da prótese em direção ao rebordo, aumento da reabsorção do rebordo residual, na desadaptação interna da prótese e na perda de retenção da prótese. Dentre as características mais comuns dessa condição, estão: Mucosa flácida; Crista fibrosa móvel anterior; Aumento do volume das tuberosidades maxilares; Hiperplasia papilar no palato duro; Extrusão dos dentes anteriores e uma acentuada reabsorção óssea na região da extremidade livre inferior. O que fazer? Para moldagem na região anterior superior, é indicado a técnica de moldagem sem compressão. O material de moldagem não pode sofrer deformação na região fibromucosa móvel (zona de alívio) e deve comprimir suavemente as zonas de compressão, reproduzindo os detalhes anatômicos da área chapeável e as inserções musculares. Se a prótese estiver com os demais requisitos satisfatórios, indica-se como tratamento o reembasamento da prótese e o ajuste do balanço oclusal. Quando existe uma proeminência óssea, deve-se recuperar a fibromucosa no caso de uma inflamação e realizar o alívio. Tratamento cirúrgico pode ser considerado uma opção. Em caso de desconforto: Deve-se fazer um exame minucioso da superfície interna da prótese com pasta evidenciadora ou algodão seco quando for feita a instalação, para identificar a área de desconforto. Conclusão: As limitações da prótese total podem ser solucionadas com um detalhado exame diagnostico e um adequado planejamento, associando técnicas e cuidados específicos para cada caso. É imprescindível que a cópia da área chapeável esteja correta, para que assim obtenha uma retenção e estabilidade correta do aparelho protético, o que certamente proporcionará conforto e reduzirá o tempo de adaptação do paciente.