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Diagnóstico Diferencial de Hidronefrose 1
Diagnóstico Diferencial de Hidronefrose
Anomalias do trato urinário superior estão muito relacionadas a problemas na embriogênese. 
Classificação estrutural:
Número:
Agenesia renal: uni/bilateral, mais frequente em homens. Falha no desenvolvimento dos metanefros ou 
agenesia do broto ureteral. A síndrome de Potter apresenta fáscies patognomônica e predisposição genética 
elevada. 
Rins supranumerários: órgãos acessórios, com suprimento sanguíneo e sistema coletor prórpio, com 
parênquima distinto e envoltos por cápsula. Surgem por evaginação secundária do ducto mesonéfrico ou por 
ramificação do broto ureteral primário, seguido da divisão do blastema metanéfrico. É raro e de incidência 
desconhecida. Acomete ambos os sexos igualmente, e é mais frequente à esquerda. 
Migração: rins ectópicos - opdem se localizar na região pélvica, ilíaca, abdominal, torácica e contralateral ou 
cruzada. 
Ectopia renal simples: falha da ascensão do rim da região sacral para a fossa renal. Ocorre em 1:300 pessoas, 
sendo 50% hidronefróticos, principalmente por OJUP.
Ectopia renal cefálica: rim em posição mais cranial do que o normal. Relacionado com onfalocele. Geralmente 
assintomático
Rim torácico: raro e normalmente assintomático
De forma e fusão:
Ectopia renal cruzada com/sem fusão: rim localizado no lado oposto à inserção do seu cateter na bexiga. 90% 
dos casos ocorre fusão do rim ectópico com o rim ipsilateral. Geralmente assintomático.
Rim em ferradura: Duas massas renais distintas, interligadas pelos polos inferiores. A ligação pode ser fibrosa 
ou parenquimatosa. O rim em ferradura fica mais baixo (artéria mesentérica superior impede que ele suba). Os 
polos superiores são mais afastados que os inferiores.
De rotação: normalmente, os cálices são orientados lateralmente e pelve medialmente. Quando esse alinhamento 
não ocorre, é chamado de má-rotação renal. Normalmente é acompanhado por outras anomalias como rim em 
ferradura e ectopias com/sem fusão. 
De vascularização: 25% dos rins possuem mais de uma artéria.
Vascularização múltipla: por ramificações da artéria renal antes de adentrar o parênquima renal ou por ramos 
direitos da aorta
Vaso anômalo: ramos que não se originam da aorta ou da artéria renal principal
Vaso acessório: 2 ou mais ramos arteriais suprindo o mesmo segmento renal
Do sistema coletor: estenose de JUP (junção ureteropiélica)***
Obstrução congênita de JUP: restrição ao fluxo urinário da pelve renal em direção ao ureter que, se não for tratada, 
pode provocar deterioração progressiva da função renal
Hidronefrose fetal: diagnóstico pré-natal. 48% tem resolução espontânea, 15% dilatação sem obstrução (pelve extra-
renal), 11% estenose de JUP, 9% RVU (refluxo vesico-ureteral), 4% rim multicístico, 2% ureterocele e 1% VUP (válvula 
de uretra posterior).
ESTENOSE DE JUP
A estenose de JUP é a causa mais comum de hidronefrose antenatal. Predomina no sexo masculino, e é mais frequente 
do lado esquerdo. 
Patogênese: obstrução do fluxo urinário através da JUP, com dilatação a montante e deterioração renal progressiva 
pela atrofia isquêmica. A hidronefrose nem sempre progride, podendo ficar em equilíbrio ou até melhorar 
progressivamente. 
Diagnóstico Diferencial de Hidronefrose 2
Fatores fisiológicos para progressão/estabilização: débito e fluxo urinário durante a diurese, anatomia e grau de 
obstrução, função glomerular e tubular, alterações da complacência da pelve renal.
Etiologia: 
- Intrínseca/congênita: mais frequente. Obstrução fica ao nível da JUP, mas pérvio. Resulta da interrupção no 
desenvolvimento da musculatura circular da JUP ou alteração na composição de fibras colágenas entre e ao redor 
das células musculares 
- Extrínseca: decorre da ramificação anômala ou precoce do vaso que nutre o polo inferior, causando obstrução 
mecânica ao passar anteriormente à JUP (vaso cavalga o ureter, causando obstrução) 
- OJUP secundária: pode estar associada ao RVU grave em 10% dos casos. Uma dobra pode se formar na região 
da JUP, por ser uma área de relativa fixação, podendo causar obstrução secundária. Quando necessária a correção 
da JUP, esta deve preceder a correção do RVU 
- OJUP do polo inferior: mais rara. Nas duplicações renais incompletas pode existir obstrução da unidade inferior 
- Anomalias associadas: OJUP do rim contralateral, displasia renal, rim multicístico, RVU de baixo grau
Quadro clínico: 
- Período antenatal e neonatal: geralmente assintomáticos. Em casos de rim único ou com OJUP bilateral, pode 
ocorrer oligodrâmnio (líquido amniotico é basicamente urina fetal, se há redução, JUP deve ser pesquisada), 
azotemia, distúrbio hidroeletrolítico ou oligoanúria. Urosepsis pode ser manifestação inicial, com menor frequência. 
- Crianças em fase pré-escolar, adolescentes e adultos: dor abdominal ou lombar episódica, dor desencadeada ou 
agravada por ingesta hídrica abundante, acompanhada de náuseas e vômitos, hematúria pode ser observada após 
trauma, possivelmente por ruptura de pequenos vasos da mucosa da via excretora.
Diagnóstico: USG pré-natal, USG pós-natal, cintilografia renal, uretrocistografia miccional, urografia excretora, 
pielografia ascendente, estudo fluxo-pressão/Teste de Whittaker, urorressonância, biomarcadores
USG pré natal: rim pode ser visualizado entre a 16ª e a 18ª semana de gestação.

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