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O período entre a 4ª e a 8ª semana de desenvolvimento é muito importante no desenvolvimento embrionário,
porque todos os principais órgãos surgem durante esse período. O termo organogênese se refere à formação de
órgãos e sistemas do corpo. No final da 8ª semana, todos os principais sistemas de órgãos começaram a se
desenvolver, embora as suas funções na maioria das vezes sejam mínimas. Durante a 4ª semana após a
fertilização, o embrião quase triplica de tamanho. Ele é essencialmente convertido de um disco embrionário
bidimensional plano em um cilindro trilaminar tridimensional, em um processo chamado de dobramento do embrião,
em que o embrião se curva em forma em C. O cilindro é composto por endoderme no centro (intestino), ectoderme
do lado de fora (epiderme) e mesoderme no meio. A principal força responsável pelo dobramento do embrião são
as diferentes taxas de crescimento das várias partes do embrião, especialmente o crescimento longitudinal rápido
do sistema nervoso (tubo neural). O dobramento no plano mediano produz uma prega cefálica e uma prega caudal; o
dobramento no plano horizontal (ventralmente) resulta em duas pregas laterais.
» A prega cefálica leva o coração e a boca em desenvolvimento às suas posições finais no adulto.
» A prega caudal traz o ânus em desenvolvimento à sua posição adulta final.
» As pregas laterais se dirigem para a linha média e incorporam uma parte dorsal do saco vitelínico que vai
originar o intestino primitivo, o qual se diferencia em intestino anterior, médio e posterior e é quem vai ser o
precursor do sistema digestório.
» A membrana orofaríngea separa a futura região da faringe que está no intestino anterior do estomodeu que
vai originar a cavidade oral. Por causa da prega cefálica, a membrana orofaríngea se move para baixo e o
intestino anterior e o estomodeu se aproximam de suas posições finais. Quando a membrana orofaríngea se
rompe durante a 4ª semana, a região faríngea da faringe é posta em contato com o estomodeu.
» O intestino posterior forma a cloaca, uma cavidade. A membrana cloacal separa a cloaca do proctodeu.
Durante o desenvolvimento embrionário, a cloaca se divide em um seio urogenital ventral e em um canal
anorretal dorsal. Como resultado do dobramento da cauda, a membrana cloacal se move para baixo e o seio
urogenital, o canal anorretal e o proctodeu se aproximam de suas posições finais. Quando as membranas
cloacais se rompem durante a 7ª semana de desenvolvimento, criam-se as aberturas urogenital e anal.
Período embrionário » 4ª semana
Desenvolvimento dos arcos faríngeos: Começam a se desenvolver em cada um dos
lados das futuras regiões da cabeça e pescoço. Estes cinco pares de estruturas
começam o seu desenvolvimento no 22º dia após e formam intumescências na
superfície do embrião. Cada arco faríngeo é formado por ectoderme, endoderme e
mesoderme entre eles. No interior de cada arco faríngeo há uma artéria, um nervo
craniano, hastes de esqueleto cartilaginoso que suportam o arco e tecido muscular
esquelético que se insere nas hastes de cartilagem e as move. Na superfície
ectodérmica da região faríngea, cada arco faríngeo é separado por uma ranhura, a
fenda faríngea, a qual se encontra com a bolsa faríngea para separar os arcos. Nesse
ponto de encontro, elas não tem mesoderme. Cada arco, fenda e bolsa faríngea dá
origem a estruturas específicas na cabeça e no pescoço. Além disso, cada um dos
arcos se desenvolve em um componente específico e único da região da cabeça e
pescoço. Por exemplo, o primeiro arco faríngeo muitas vezes é chamado de arco
mandibular, porque forma as mandíbulas (a mandíbula é o osso maxilar inferior).
Na 4ª semana também tem: o primeiro sinal de uma orelha (ectoderme), o placoide
ótico ou futura orelha interna; o placoide da lente, que se tornará o olho; no início,
formam-se brotos dos membros superiores que vão gerar os membros superiores; e,
no final da 4ª semana, desenvolvem-se os brotos dos membros inferiores. O coração
também forma uma projeção distinta na superfície ventral do embrião chamada
proeminência do coração e ele já bombeia o sangue . No final da 4ª semana, o embrião
tem uma cauda distinta.

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