Prévia do material em texto
Indicadores de saúde e as diferentes linhas de cuidado / Acesso ao banco de dados e informações do SUS 1- O que são indicadores de saúde? São medidas-síntese que contêm informação relevante sobre determinados atributos e dimensões do estado de saúde, bem como do desempenho do sistema de saúde. 2- Para que servem os indicadores de saúde? Para facilitar a quantificação e a avaliação das informações produzidas com tal finalidade. Deve refletir a situação sanitária de uma população e servir para a vigilância das condições de saúde. 3- Do que depende a qualidade de um indicador de saúde? Depende das propriedades dos componentes utilizados em sua formulação (freqüência de casos, tamanho da população em risco) e da precisão dos sistema de informação empregados (registro, coleta, transmissão de dados). 4- Que atributos definem o grau de excelência de um indicador de saúde? É definido por sua validade (capacidade de medir o que se pretende) e confiabilidade (reproduzir os mesmos resultados quando aplicado em condições similares). 5- Que atributos de qualidade são importantes para um conjunto de indicadores de saúde? A validade de um indicador é determinada por sua sensibilidade (capacidade de detectar o fenômeno analisado) e especificidade (capacidade de detectar somente o fenômeno analisado). Outros atributos de um indicador são: mensurabilidade (basear-se em dados disponíveis ou fáceis de conseguir), relevância (responder a prioridades de saúde) e custo-efetividade (os resultados justificam o investimento de tempo e recursos). 6- A que deve ajustar-se a seleção de um conjunto básico de indicadores de saúde? Deve ajustar-se à disponibilidade de sistemas de informação, fontes de dados, recursos, prioridades e necessidades específicas em cada região. A manutenção deste conjunto de indicadores deve depender de instrumentos e métodos simples, para facilitar a sua extração regular dos sistemas de informação. Para assegurar a confiança dos usuários na informação produzida, é preciso monitorar a qualidade dos indicadores, revisar periodicamente a consistência da série histórica de dados, e disseminar a informação com oportunidade e regularidade. 7- Segundo a Ripsa, em que deve pautar-se a construção de uma matriz de indicadores de saúde? Pauta-se nos critérios de: relevância para a compreensão da situação de saúde, suas causas e consequências; validade para orientar decisões de política e apoiar o controle social; identidade com processos de gestão do SUS; e disponibilidade de fontes regulares. 8- Como podem ser classificados os indicadores de saúde? Convencionou-se classificar os indicadores em seis subconjuntos temáticos: demográficos, socioeconômicos, mortalidade, morbidade e fatores de risco, recursos e cobertura. Cada indicador é caracterizado na matriz pela sua denominação, conceituação, método de cálculo, categorias de análise e fontes de dados. 9- Que características devem conter as fichas de qualificação dos indicadores de saúde? São oito características: Conceituação: informações que definem o indicador e a forma como ele se expressa, se necessário agregando elementos para a compreensão de seu conteúdo. Interpretação: explicação sucinta do tipo de informação obtida e seu significado. Usos: principais finalidades de utilização dos dados, a serem consideradas na análise do indicador. Limitações: fatores que restringem a interpretação do indicador, referentes tanto ao próprio conceito quanto às fontes utilizadas. Fontes: instituições responsáveis pela produção dos dados utilizados no cálculo do indicador e pelos sistemas de informação a que correspondem. Método de cálculo: fórmula utilizada para calcular o indicador, definindo os elementos que a compõem. Categorias sugeridas para análise: níveis de desagregação definidos pela sua potencial contribuição para interpretação dos dados e que estão efetivamente disponíveis. Dados estatísticos e comentários: tabela resumida e comentada, que ilustra a aplicação do indicador em situação real. Idealmente, a tabela apresenta dados para grandes regiões do Brasil, em anos selecionados desde o início da série histórica. 10- Como podemos definir uma linha de cuidado em saúde? Linha do cuidado é a imagem pensada para expressar os fluxos assistenciais seguros e garantidos ao usuário, no sentido de atender às suas necessidades de saúde. 11- Qual a diferença entre a Linha de Cuidado e os processos de Referência e Contrareferência? A Linha do cuidado é diferente dos processos de referência e contrareferência, apesar de incluí-los também. Ela difere, pois, não funciona apenas por protocolos estabelecidos, mas também pelo reconhecimento de que os gestores dos serviços podem pactuar fluxos, reorganizando o processo de trabalho, a fim de facilitar o acesso do usuário às Unidades e Serviços aos quais necessita. 12- Quais são as diretrizes de uma linha de cuidado em saúde? Linha do Cuidado Integral incorpora a ideia da integralidade na assistência à saúde, o que significa unificar ações preventivas, curativas e de reabilitação; proporcionar o acesso a todos os recursos tecnológicos que o usuário necessita, desde visitas domiciliares realizadas pela Estratégia Saúde da Família e outros dispositivos como o Programa de Atenção Domiciliar, até os de alta complexidade hospitalar; e ainda requer uma opção de política de saúde e boas práticas dos profissionais. Diretrizes: Acolhimento, Vínculo e Responsabilização. 13- O que é projeto terapêutico? O Projeto Terapêutico aciona, ou, dispara a Linha do Cuidado. É o conjunto de atos assistenciais pensados para resolver determinado problema de saúde do usuário, com base em uma avaliação de risco. Linha do Cuidado Integral organizada, o serviço de saúde opera centrado nas necessidades dos usuários, e não mais na oferta de serviços, o que geralmente limita o acesso. 14- Qual a dimensão integral do risco em saúde? O risco não é apenas clínico, também social, econômico, ambiental e afetivo, ou seja, um olhar integral sobre o problema de saúde vai considerar todas estas variáveis na avaliação do risco. Com base no risco é definido o Projeto Terapêutico e a partir dele o trabalhador de saúde vai orientar o usuário a buscar na rede de serviços os recursos necessários ao atendimento à sua necessidade. 15- O que é fundamental para uma linha de cuidado funcionar? O mais importante é o pacto entre os gestores das Unidades de Saúde e entre os gestores municipais de acordo com a regionalização da rede assistencial. É necessário que haja um acordo de funcionamento, feito por todas as chefias, coordenações, gerências, em relação aos fluxos entre os que coordenam as Unidades da Atenção Básica, a rede de apoio diagnóstico e terapêutico, os serviços de urgência e hospitalares, assim como as áreas meio da Secretaria de Saúde. 16- O que é necessário para montar as linhas de cuidado em saúde? Para montar as Linhas de Cuidado é necessário o envolvimento de todos que de alguma forma devem estar implicados com o cuidado em saúde. 1- É necessário mapear a rede de serviços de saúde e propor que a discussão das Linhas se dê de forma coletiva. 2- É definir quais Linhas de Cuidado serão montadas. 3- Realizar as oficinas de trabalho com todos aqueles implicados com determinado segmento de cuidado e nesta oficina produzir os pactos, e definir os fluxos de cuidado aos usuários. 4- É mapear todas as possibilidades de acesso aos serviços, e usar a criatividade para garantir que o sistema trabalhe com base nas necessidades dos usuários, desobstruindo entraves burocráticos de acesso aos serviços. 17- Cite exemplos de linhas de cuidado que podem ser implementadas no SUS. Prioritários as Linhas do Cuidado em saúde materno-infantil, do idoso, saúde mental, hipertensão arterial e saúde bucal. 18- Como podem ser acompanhadas e monitoradas as linhas de cuidado em saúde? Pode ser acompanhada e monitorada, tomando-se eventos sentinelas, como marcadores dos eventos “atípicos” ou ruídos na cadeia de cuidado. O evento sentinela constitui-se evento não esperado e cujadetecção serve de alerta para determinado fato sob observação. Por meio dos Sistemas de Informação existentes, avaliando-se indicadores de processo, ou resultado.