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<p>CONTABILIDADE SOCIETÁRIA</p><p>Me. Alexandro Farias de Carvalho</p><p>GUIA DA</p><p>DISCIPLINA</p><p>1 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>1. INTRODUÇÃO A CONTABILIDADE SOCIETÁRIA: CONCEITOS</p><p>Objetivo:</p><p>Compreender os conceitos iniciais da Contabilidade Societária, que é o estudo da</p><p>legislação e princípios relativos a constituição das sociedades, empresas que devem ser</p><p>registradas diretamente na Junta Comercial ou Cartórios de Registro Civil das pessoas</p><p>jurídicas que devem fazer o registro.</p><p>Introdução:</p><p>A designação de Contabilidade Societária surgiu somente em 2007 com a Lei nº</p><p>11.638, abordando os aspectos contábeis societários. Esse preceito substituiu a antiga Lei</p><p>das Sociedades por Ações (nº 6404/76) e trouxe conceitos diferentes a respeito dos</p><p>registros contábeis. Esse estudo pode ser completado com conhecimentos que envolvam</p><p>os grupamentos ou conglomerados empresariais (Lei das S/A), com o estudo da função</p><p>das controladoras (holding), das controladas e das coligadas na estrutura organizacional</p><p>dos grupos de empresas, dentre outros aspectos relacionados a atos constitutivos e de</p><p>manutenção empresarial das sociedades.</p><p>1.1. Contabilidade Societária</p><p>É a contabilidade que está presente em todas as entidades juridicamente</p><p>constituídas, assim como a contabilidade gerencial, fiscal, tributária e etc...</p><p>Portanto a contabilidade societária é apenas um jargão utilizado como forma de</p><p>chamar a atenção para o estudo das particularidades pertinentes à legislação</p><p>societária, sintetizada, principalmente, no atual Código Civil e na Lei das Sociedades por</p><p>Ações.</p><p>Por meio da contabilidade societária é realizado o estudo da legislação sobre a</p><p>constituição das sociedades que devem ser registradas na Junta Comercial de cada</p><p>unidade federada ou no Registro Civil das Pessoas Jurídicas.</p><p>Este estudo envolve também os agrupamentos ou conglomerados</p><p>empresariais, destacando-se o estudo da função das sociedades controladoras (holding),</p><p>dascontroladas e das coligadas na estrutura organizacional dos grupos de empresas.</p><p>2 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Assim, considerando as partes destacadas podemos afirmar que a</p><p>Contabilidade Societária é o estudo das particularidades pertinentes à</p><p>legislação societária sobre a constituição das sociedades, envolvendo também</p><p>os agrupamentos ou conglomerados empresariais.</p><p>Para tanto, é necessário que também se faça o estudo do sistema de mensuração</p><p>dos investimentos em empresas de um conglomerado por meio da equivalência patrimonial,</p><p>sendo também necessária a realização de ajustes de avaliação patrimonial, todos estes no</p><p>âmbito da contabilidade avançada.</p><p>Também devem ser estudadas por meio da contabilidade societária, as implicações</p><p>societárias e tributárias no caso de incorporação, fusão, cisão, transformação, liquidação</p><p>judicial, extrajudicial e ordinária, extinção, dissolução, falência e constituição de sociedades</p><p>e que, também conheçamos métodos de consolidação das demonstrações contábeis dos</p><p>grupamentos de sociedades, bem como, a conversão destes demonstrativos em moeda</p><p>constante.</p><p>Também pode ser utilizada como forma de estudo de outras leis, tais como a relativa</p><p>à constituição de instituições financeiras, de sociedades cooperativas, de consórcios de</p><p>empresas, sociedades de propósito específico, parcerias público-privadas, sociedades em</p><p>conta de participação (joint venture), etc.</p><p>Podem ser estudadas ainda as formas de constituição de entidades sem fins</p><p>lucrativos como Organizações não Governamentais (ONG) ou Organização da Sociedade</p><p>Civil de Interesse Público (Oscip), fundações, institutos, associações, condomínios,</p><p>consórcios para aquisição de bens, patrimônio de afetação de incorporações imobiliárias,</p><p>fundos e clubes de investimentos, fundos de avais, sindicatos de trabalhadores e de</p><p>patrões, entidades religiosas, partidos políticos, etc.</p><p>Assista ao Vídeo “Lei nº 12.973/2014 - A Distinção da Contabilidade Societária e</p><p>da Contabilidade Fiscal”, disponível no Link abaixo:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=VumlHS1I5uA</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=VumlHS1I5uA</p><p>3 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Além da constituição de empresas, são estudadas ainda as formas de registro das</p><p>sociedades anônimas de capital aberto, aquelas que podem captar recursos financeiros no</p><p>mercado de capitais por intermédio de um “pool” de instituições financeiras que atuam no</p><p>mercado primário, mediante a negociação de suas ações e demais títulos na Bolsa de</p><p>Valores.</p><p>Por fim, também pode ser estudado através da contabilidade societária, o</p><p>enquadramento da sociedade como Microempresa e Empresa de Pequeno Porte.</p><p>Podemos verificar que a Contabilidade Societária abrange vários aspectos de</p><p>tratamento contábil, como delineados a seguir:</p><p>1.2. Aspectos Constitutivos e de Legalização das Sociedades</p><p> Legislação sobre a constituição de sociedades;</p><p> Alterações societárias: fusão, cisão, incorporação, transformação, dissolução,</p><p>liquidação judicial e extrajudicial, falência e recuperação judicial e extrajudicial;</p><p> Grupos de sociedades ou conglomerados empresariais;</p><p> Outras características das sociedades;</p><p> Registro das sociedades nos órgãos oficiais: modelos de contratos e estatutos</p><p>sociais; DNRC – Departamento Nacional do Registro do Comércio; Juntas</p><p>Comerciais e registro civil das pessoas jurídicas – sociedades simples.</p><p>1.3. Aspectos Administrativos</p><p> Sócios: acionistas e quotistas;</p><p> Conselho de administração, diretoria, administradores ou dirigentes;</p><p> Governança corporativa – conselho fiscal;</p><p> Compliance office – sistema de gerenciamento de controle interno, de limites</p><p>operacionais e de risco de liquidez;</p><p> Responsabilidade dos administradores, conselheiros, sócios e auditores;</p><p> Contabilidade gerencial: livros e registros societários.</p><p>4 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>1.4. Aspectos Fiscais e Tributários</p><p> Contabilidade Fiscal e Tributária;</p><p> Microempresa e empresa de pequeno porte;</p><p> Planejamento tributário – elisão fiscal;</p><p> Legislação de combate aos crimes fiscais tributários, de lavagem de dinheiro e</p><p>ocultação de bens.</p><p>1.5. Aspectos Contábeis</p><p> Princípios Fundamentais de Contabilidade (PFC) e as Normas Brasileiras de</p><p>Contabilidade (NBC);</p><p> Código de Ética do Contabilista – responsabilidade dos contabilistas e Auditores</p><p>internos e externos;</p><p> Legislação e normas de órgãos setoriais sobre contabilidade;</p><p> Livros contábeis e auxiliares.</p><p>1.6. Aspectos Financeiros</p><p> Ordem dos recursos financeiros das empresas;</p><p> Contabilidade Financeira;</p><p> Regulamentação das sociedades de capital aberto;</p><p> Contabilidade Internacional.</p><p>1.7. Sociedade Simples e Sociedade Empresária</p><p>As sociedades constituídas para que os sócios possam, de forma organizada,</p><p>exercer atividade econômica intelectual são, por lei, consideradas como Sociedades</p><p>Simples. Um exemplo de fácil compreensão são as sociedades constituídas por</p><p>profissionais liberais, médicos, advogados, dentistas, pesquisadores, escritores, entre</p><p>outros, os quais mobilizam capital para melhor estruturar sua atividade econômica. Assim,</p><p>contribuem com capital para a consolidação do negócio que será exercido de forma</p><p>individual por cada um.</p><p>Deste modo, parte do valor recebido pela prestação de serviço é destinada a</p><p>sociedade para sua manutenção e administração. Basta compreender que nas sociedades</p><p>5 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>simples, o paciente, que no caso é consumidor, procura na estrutura consolidada aquele</p><p>profissional que escolheu para prestar de forma exclusiva o seu serviço. Em suma, o</p><p>consumidor busca o atendimento do profissional específico</p><p>por parte do arrendador, de um bem escolhido pelo</p><p>arrendatário para sua utilização. O arrendador é, portanto, o proprietário do bem, sendo</p><p>que a posse e o usufruto, durante a vigência do contrato, são do arrendatário. Este</p><p>Pronunciamento aplica-se a acordos que transfiram o direito de usar ativos mesmo que</p><p>existam serviços substanciais relativos ao funcionamento ou à manutenção de tais ativos</p><p>prestados pelos arrendadores. Este pronunciamento não se aplica a acordos que sejam</p><p>contratos de serviços que não transfiram o direito de usar os ativos de uma parte contratante</p><p>para a outra. O contrato de arrendamento mercantil pode prever ou não a opção de compra,</p><p>pelo arrendatário, do bem de propriedade do arrendador, neste caso, dependendo da</p><p>essência do contrato o arrendamento poderá ser classificado como financeiro ou</p><p>operacional.</p><p>7.1. Definições</p><p>Arrendamento Mercantil, também conhecido como Leasing, é um contrato pelo qual</p><p>o cliente adquire o direito de utilizar um produto e que, no final do contrato, ele pode optar</p><p>por renovar este contrato ou comprar o bem. Assemelha-se a um aluguel, mas com a opção</p><p>de adquiri o bem no término do contrato.</p><p>38 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>De acordo com o CPC 06, é um acordo pelo qual o arrendador transmite ao</p><p>arrendatário em troca de um pagamento ou série de pagamentos o direito de</p><p>usar um ativo por um período de tempo acordado.</p><p>As partes ou sujeitos do Arrendamento Mercantil ou Leasing são arrendador,</p><p>arrendatário e os bens a serem arrendados.</p><p> Arrendador: é a empresa de leasing, geralmente bancos que são previamente</p><p>autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.</p><p> Arrendatário: é o adquirente, aquele que necessita de um bem.</p><p> Objeto ou bens a serem arrendados: são bens imóveis e móveis, de produção</p><p>nacional ou estrangeira, tais como veículos, máquinas, computadores, dentre</p><p>outros equipamentos.</p><p>Arrendamento mercantil não cancelável é um arrendamento mercantil que é</p><p>cancelável apenas:</p><p>a) Após a ocorrência de alguma contingência remota;</p><p>b) Com a permissão do arrendador;</p><p>c) Se o arrendatário contratar um novo arrendamento mercantil para o mesmo ativo</p><p>ou para um ativo equivalente com o mesmo arrendador;</p><p>d) Após o pagamento pelo arrendatário de uma quantia adicional tal que, no início</p><p>do arrendamento mercantil, a continuação do arrendamento mercantil seja</p><p>razoavelmente certa.</p><p>O início do arrendamento mercantil é a mais antiga entre a data do acordo de</p><p>arrendamento e a data do compromisso assumido pelas partes quanto às principais</p><p>disposições.</p><p>Nessa data:</p><p>a) Um arrendamento mercantil deve ser classificado como arrendamento mercantil</p><p>financeiro ou operacional;</p><p>b) No caso de arrendamento mercantil financeiro, as quantias a reconhecer no</p><p>começo do prazo são determinadas.</p><p>39 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Começo do prazo do arrendamento mercantil é a data a partir da qual o</p><p>arrendatário passa a poder exercer o seu direito de usar o ativo arrendado. É a data do</p><p>reconhecimento inicial do arrendamento mercantil (isto é, o reconhecimento dos ativos,</p><p>passivos, receita ou despesas resultantes do arrendamento mercantil, conforme for</p><p>apropriado).</p><p>Prazo do arrendamento mercantil é o período não cancelável pelo qual o</p><p>arrendatário contratou o arrendamento mercantil do ativo juntamente com quaisquer prazos</p><p>adicionais pelos quais o arrendatário tem a opção de continuará a arrendar o ativo, com ou</p><p>sem pagamento adicional, quando no início do arrendamento mercantil for razoavelmente</p><p>certo que o arrendatário exercerá a opção.</p><p>Pagamentos mínimos do arrendamento mercantil são os pagamentos durante o</p><p>prazo do arrendamento que o arrendatário está ou possa vir a estar obrigado a fazer,</p><p>excluindo pagamento contingente, custos relativos a serviços e impostos a serem pagos</p><p>pelo arrendador e a ele serem reembolsados, juntamente com:</p><p>a. Para o arrendatário, quaisquer quantias garantidas por ele ou por parte</p><p>relacionada a ele;</p><p>b. Para o arrendador, qualquer valor residual garantido a ele:</p><p>(i) Pelo arrendatário;</p><p>(ii) Por parte relacionada com o arrendatário;</p><p>(iii) Por terceiro não relacionado com o arrendador que seja financeiramente</p><p>capaz de dar cumprimento às obrigações segundo a garantia</p><p>Contudo, se o arrendatário tiver a opção de comprar o ativo por um preço que se</p><p>espera seja suficientemente mais baixo do que o valor justo na data em que a opção se</p><p>torne exercível, para que, no início do arrendamento mercantil, seja razoavelmente certo</p><p>que a opção será exercida, os pagamentos mínimos do arrendamento mercantil</p><p>compreendem os pagamentos mínimos a serem realizados durante o prazo do</p><p>arrendamento mercantil até a data esperada do exercício desta opção de compra e o</p><p>pagamento necessário para exercê-la.</p><p>Valor justo é o valor pelo qual um ativo pode ser negociado, ou um passivo</p><p>liquidado, entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre si,</p><p>40 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>com a ausência de fatores que pressionem para a liquidação da transação ou que</p><p>caracterizem transação compulsória.</p><p>Vida econômica é:</p><p>a. O período durante o qual se espera que um ativo seja economicamente utilizável</p><p>por um ou mais usuários; ou</p><p>b. O número de unidades de produção ou de unidades semelhantes que um ou</p><p>mais usuários esperam obter do ativo.</p><p>Vida útil é o período remanescente estimado, a partir do começo do prazo do</p><p>arrendamento mercantil, sem limitação pelo prazo deste arrendamento, durante o qual se</p><p>espera que os benefícios econômicos incorporados no ativo sejam consumidos pela</p><p>entidade.</p><p>Valor residual garantido é:</p><p>a. Para um arrendatário, a parte do valor residual que seja garantida por ele ou por</p><p>parte a ele relacionada (sendo o valor da garantia o valor máximo que possa, em</p><p>qualquer caso, tornar-se pagável); e</p><p>b. Para um arrendador, a parte do valor residual que seja garantida pelo</p><p>arrendatário ou por terceiro não relacionado com o arrendador que seja</p><p>financeiramente capaz de satisfazer as obrigações cobertas pela garantia.</p><p>Valor residual não garantidoé a parte do valor residual do ativo arrendado, cuja</p><p>realização pelo arrendador não esteja assegurada ou esteja unicamente garantida por uma</p><p>parte relacionada com o arrendador.</p><p>Existem duas opções ou modalidades de Arrendamento Mercantil ou Leasing,</p><p>denominadas de arrendamento mercantil ou leasing operacional e arrendamento</p><p>mercantil ou leasing financeiro.</p><p>Podemos concluir que a principal diferença entre eles está ligada às intenções do</p><p>arrendatário no momento de contratar a operação.</p><p>41 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>7.1.1. Arrendamento Mercantil ou Leasing Operacional</p><p>É a operação na qual o arrendatário, a princípio, não tem a intenção de adquiri o bem</p><p>no final do contrato. Portanto, a manutenção, a assistência técnica e os serviços correlatos</p><p>à operacionalidade do bem arrendado pode ser de responsabilidade do arrendador ou do</p><p>arrendatário, pois irá depender da previsão ou do acordado nas cláusulas contratuais.</p><p>7.1.2. Arrendamento Mercantil ou Leasing Financeiro</p><p>É a operação na qual o arrendatário, a princípio, tem a intenção de adquiri o bem ao</p><p>término do contrato, exercendo a opção de compra pelo valor contratualmente estabelecido.</p><p>Assim, é aquele em que há transferência substancial dos riscos e benefícios inerentes à</p><p>propriedade de um ativo. O título de propriedade pode ou não vir a ser transferido.</p><p>O risco da obsolescência e as despesas de manutenção, assistência técnica e</p><p>serviços correlatos à operacionalidade do bem arrendado são de responsabilidade da</p><p>arrendatária.</p><p>Em suma, um arrendamento</p><p>mercantil deve ser classificado como financeiro se ele</p><p>transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. Um</p><p>arrendamento mercantil deve ser classificado como operacional se ele não transferir todos</p><p>os riscos e benefícios inerentes à propriedade</p><p>Os riscos são o grande diferencial entre o arrendamento mercantil financeiro</p><p>e operacional.</p><p>E como reconhecer o arrendamento mercantil financeiro ou operacional nas</p><p>Demonstrações contábeis do Arrendatário e do Arrendador?</p><p>42 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>7.2. Demonstrações dos Arrendatários – Arrendamento Mercantil Financeiro</p><p>Os arrendatários devem reconhecer, em contas específicas, os arrendamentos</p><p>mercantis financeiros como ativos e passivos nos seus balanços por quantias iguais ao</p><p>valor justo do bem arrendado ou, se inferior, ao valor presente dos pagamentos</p><p>mínimos do arrendamento mercantil, determinado no início do arrendamento. Quaisquer</p><p>custos diretos iniciais do arrendatário tais como taxas, devem ser adicionados à quantia</p><p>reconhecida como ativo.</p><p>As transações e outros eventos devem ser contabilizados e apresentados de acordo</p><p>com a sua essência e realidade financeira e não meramente coma sua forma legal. Por</p><p>exemplo, mesmo que um contrato esteja indicando ser operacional poderemos verificar</p><p>que a sua essência aponta para um arrendamento mercantil financeiro, assim partimos para</p><p>o princípio contábil da essência sob a forma.</p><p>Para contabilização devemos considerar o Valor Justo e o Valor Presente, dos</p><p>dois, o menor.</p><p>7.3. Tratamento Contábil para o Arrendatário</p><p>7.3.1. Arrendamento Mercantil Financeiro</p><p>De acordo com a NBC T 10.2, paraa arrendatária, no contrato de leasing financeiro,</p><p>o valor do bem arrendado integra o ativo não circulante, subgrupo do imobilizado, em</p><p>contrapartida ao valor total das contraprestações e do valor residual que deve ser registrado</p><p>no passivo circulante em caso de curto prazo ou no passivo não circulante em caso de</p><p>longo prazo. A diferença entre o valor total das contraprestações, adicionado do valor</p><p>residual, e o valor do bem arrendado, deve ser registrada como encargo financeiro a</p><p>apropriar em conta retificadora das contraprestações e do valor residual.</p><p>O pagamento antecipado do valor residual deve ser considerado como uma</p><p>contraprestação, sendo-lhe atribuído tratamento semelhante.</p><p>43 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Exemplo: Arrendamento Mercantil ou Leasing Financeiro de uma Máquina para</p><p>indústria, no valor de R$ 40.000,00, em 24 parcelas de R$ 2.000,00 (Total de R$ 48.000,00)</p><p>ATIVO PASSIVO</p><p>Ativo Circulante</p><p>Ativo Não Circulante</p><p>Imobilizado</p><p>Máquinas........................R$ 40.000,00</p><p>Passivo Circulante</p><p>Arrendamento a Pagar.........R$ 24.000,00</p><p>(-) Juros a apropriar..............R$ 4.000,00</p><p>Passivo Não Circulante</p><p>Arrendamento a Pagar..........R$ 24.000,00</p><p>(-) Juros a apropriar..............R$ 4.000,00</p><p>PATRIMÔNIO LÍQUIDO</p><p>TOTAL................................R$ 40.000,00 TOTAL................................R$ 40.000,00</p><p>7.3.2. Arrendamento Mercantil Operacional</p><p>Segundo o CPC 06, os pagamentos da prestação do arrendamento mercantil ou</p><p>leasing operacional deve ser reconhecido como despesa na base da linha reta durante</p><p>o prazo de arrendamento, exceto se outra base for sistemática for mais representativa do</p><p>padrão temporal do benefício do usuário.</p><p>Por serem em modalidade em que o bem arrendado proporciona a utilização dos</p><p>serviços sem que haja comprometimento futuro de opção de compra, caracterizando-se,</p><p>essencialmente, como uma operação de aluguel, não devem integrar as contas do balanço</p><p>patrimonial.</p><p>As obrigações decorrentes do contrato de arrendamento operacional não devem</p><p>integrar as contas do passivo circulante ou passivo não circulante, exceto pela parcela</p><p>devida no mês.</p><p>As despesas devem ser reconhecidas no resultado pelo critério para pró-rata dia, em</p><p>função da data de vencimento das contraprestações, mediante a utilização do método</p><p>linear, observada a competência.</p><p>Exemplo: Arrendamento Mercantil ou Leasing Operacional de um veículo no valor</p><p>de R$ 20.000,00, em 24 parcelas de R$ 1.000,00 (Total de R$ 24.000,00)</p><p>ATIVO PASSIVO</p><p>Ativo Circulante</p><p>Passivo Circulante</p><p>Arrendamento a Pagar.........R$ 12.000,00</p><p>44 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Ativo Não Circulante</p><p>(-) Juros a apropriar..............R$ 2.000,00</p><p>Passivo Não Circulante</p><p>Arrendamento a Pagar..........R$ 12.000,00</p><p>(-) Juros a apropriar..............R$ 2.000,00</p><p>PATRIMÔNIO LÍQUIDO</p><p>TOTAL................................R$ 20.000,00</p><p>DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO – DRE</p><p>(-) Despesas com Arrendamento.......................................................................R$ 20.000,00</p><p>7.4. Tratamento Contábil para o Arrendador</p><p>7.4.1. Arrendamento Mercantil Financeiro</p><p>Os arrendadores devem reconhecer os ativos mantidos por arrendamento mercantil</p><p>financeiro nos seus balanços e apresentá-los como conta a receber por valor igual ao</p><p>investimento líquido no arrendamento. Num arrendamento mercantil financeiro,</p><p>substacialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade legal são transferidos</p><p>pelo arrendador e, portanto, os pagamentos a serem recebidos são tratados como</p><p>amortização de capital de receita fianceira para reembolsá-lo e recompensá-lo pelo</p><p>investimento e serviços.</p><p>Exemplo: Arrendamento Mercantil ou Leasing Financeiro de uma Máquina para</p><p>indústria, no valor de R$ 40.000,00, em 24 parcelas de R$ 2.000,00 (Total de R$ 48.000,00).</p><p>Primeiro: Compra do bem pelo Fornecedor.</p><p>ATIVO PASSIVO</p><p>Ativo Circulante</p><p>Ativo Não Circulante</p><p>Imobilizado Arrendado......R$ 40.000,00</p><p>Passivo Circulante</p><p>Fornecedor..........................R$ 40.000,00</p><p>Passivo Não Circulante</p><p>PATRIMÔNIO LÍQUIDO</p><p>TOTAL................................R$ 40.000,00</p><p>Segundo: Pelo bem arrendado.</p><p>ATIVO PASSIVO</p><p>Ativo Circulante Passivo Circulante</p><p>45 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Arrendamento a receber.......R$ 24.000,00</p><p>(-) Rendas a apropriar...........R$ 4.000,00</p><p>Ativo Não Circulante</p><p>Arrendamento a receber.....R$ 24.000,00</p><p>(-) Rendas a apropriar.........R$ 4.000,00</p><p>Imobilizado Arrendado......R$ 40.000,00</p><p>(-) Imobilizado Arrendado....R$ 40.000,00</p><p>Fornecedor..........................R$ 40.000,00</p><p>Passivo Não Circulante</p><p>PATRIMÔNIO LÍQUIDO</p><p>TOTAL................................R$ 40.000,00</p><p>7.4.2. Arrendamento Mercantil Operacional</p><p>Os arrendadores devem apresentar os ativos sujeitos a arrendamentos mercantis</p><p>operacionais nos seus balanços de acordo com a natureza do ativo. A receita do</p><p>arrendamento mercantil proveniente deve ser reconhecida no resultado.</p><p>Os custos, incluindo a depreciação, incorridos na obtenção da receita de</p><p>arrendamento mercantil devem ser reconhecidos como despesa.</p><p>Exemplo: Arrendamento Mercantil ou Leasing Operacional de um veículo no valor</p><p>de R$ 20.000,00, em 24 parcelas de R$ 1.000,00 (Total de R$ 24.000,00).</p><p>ATIVO PASSIVO</p><p>Ativo Circulante</p><p>Arrendamento a receber.......R$ 12.000,00</p><p>(-) Rendas a apropriar...........R$ 2.000,00</p><p>Ativo Não Circulante</p><p>Arrendamento a receber.......R$ 12.000,00</p><p>(-) Rendas a apropriar...........R$ 2.000,00</p><p>Veículo.................................R$ 20.000,00</p><p>Passivo Circulante</p><p>Fornecedor..........................R$ 20.000,00</p><p>Passivo Não Circulante</p><p>PATRIMÔNIO LÍQUIDO</p><p>TOTAL................................R$ 20.000,00</p><p>DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO – DRE</p><p>(+) Receita com Arrendamento..........................................................................R$ 20.000,00</p><p>Auto Avaliação!</p><p>1. Defina Arrendamento Mercantil?</p><p>46 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>8. INVESTIMENTO EM COLIGADA E EM CONTROLADA</p><p>Objetivo:</p><p>Verificar as definições de Coligada e Controlada, os investimentos inerentes a elas,</p><p>bem como, compreender o método que equivalência patrimonial, segundo o Comitê de</p><p>Pronunciamentos Contábeis (CPC) 18.</p><p>Introdução:</p><p>O investimento em Coligada e em Controlada, tratado no Comitê de</p><p>Pronunciamentos Contábeis (CPC) 18 e correlacionado às Normas Internacionais de</p><p>Contabilidade (IAS) 28, determina o tratamento a ser dado aos investimentos em coligadas</p><p>associadas. Os principais problemas identificados referem-se basicamente a quais</p><p>investimentos serão avaliados pelo método de equivalência patrimonial e qual a forma de</p><p>mensuração daqueles que não são avaliados por tal método.</p><p>8.1. Pronunciamento Técnico CPC 18</p><p>O CPC 18/IAS 28 (Investimento em Coligada e em Controlada) trata de todas as</p><p>participações em empresas coligadas, excetuando os investimentos em coligadas mantidos</p><p>por meio de sociedades de capital de risco (venture capital), fundos mútuos e entidades</p><p>similares. Esses investimentos são reconhecidos inicialmente ao valor justo com os efeitos</p><p>em resultados ou são classificados como mantidos para negociação e contabilizados de</p><p>acordo com o CPC 38/IAS 39 (Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração).</p><p>Venture capital, ou capital de risco ou capital de investimentos são empreendimentos</p><p>que exigem investimento de risco, mas que oferecem lucros potenciais acima da média.</p><p>Entre os setores que se destacam na atuação com esses empreendimentos destacam-se</p><p>os de crescimento emergente e os de alta tecnologia.</p><p>Fundos mútuos são fundos administrados por uma sociedade de investimento que</p><p>mediante determinada taxa arrecada recursos dos investidores e investe em ações, opções,</p><p>commodities, entre outros títulos de mercado.</p><p>47 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Commoditiessão produtos que funcionam como matéria-prima, produzidos</p><p>em grande escala, podendo ser estocados sem a perda de sua qualidade. São</p><p>exemplos de commoditieso petróleo, o suco de frutas congelado, gado gordo,</p><p>café, soja e ouro. Commodity vem do inglês e significa mercadoria. Suas</p><p>principais características são: produtos de origem primária; grande</p><p>importância mundial; pequeno grau de industrialização; produção em larga</p><p>escala; comercialização mundial; qualidade e características uniformes de</p><p>produção, sem diferenciação de marca e podem ser estocadas sem perda de</p><p>qualidade.</p><p>8.2. Definições</p><p> Associadas ou coligada: é a entidade na qual o investidor exerce influência</p><p>significativa e que não é nem uma controlada nem umajoint venture do investidor.</p><p> Influência significativa: é o poder de participar das decisões sobre as políticas</p><p>operacionais e financeiras da investida, sem controlar, individualmente ou</p><p>conjuntamente, tais políticas.</p><p> Controlada: quando esta, diretamente ou por meio de outras controladas, tem</p><p>os direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância</p><p>nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores.</p><p> Métodos de equivalência patrimonial (MEP): método no qual o investimento é</p><p>inicialmente registrado ao custo e ajustado posteriormente pelas alterações</p><p>correspondentes à participação do investidor no patrimônio líquido da investida.</p><p>Os lucros ou perdas do investimento na coligada são contabilizados como</p><p>resultados pelo investidor.</p><p>Joint ventureé uma expressão de origem inglesa, que significa a união de duas</p><p>ou mais empresasjá existentes com o objetivo de iniciar ou realizar uma</p><p>atividade econômica comum, por um determinado período de tempo e</p><p>visando o lucro. As empresas que se juntam são independentes juridicamente</p><p>e no processo de criação da joint venture podem definir se criam uma nova</p><p>empresa ou se fazem uma associação (consórcios de empresas). Essa aliança</p><p>compromete as empresas envolvidas a partilharem a gestão, os lucros, os</p><p>riscos e os prejuízos. Para constituir uma joint venture, é necessário cumprir</p><p>várias etapas e estabelecer objetivos, estrutura e a sua forma.</p><p>48 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>A definição de coligada e a aplicação do método de equivalência patrimonial</p><p>dependem da existência de influência significativa, e esta é presumida se o investidor</p><p>possui, direta ou indiretamente (por meio de outras coligadas), 20% (vinte por cento) ou</p><p>mais do capital votante da investida (sem atingir o controle), a menos que, apesar de atingir</p><p>o percentual, seja claramente demonstrado que a influência não se configura. Da mesma</p><p>forma, presume-se que uma participação abaixo de 20% não configura influência, a menos</p><p>que tal influência possa ser comprovada por outros meios, como nos casos de:</p><p>a) Representação no conselho de administração ou na diretoria da investida;</p><p>b) Participação nos processos de elaboração de políticas, incluindo participação</p><p>nas decisões sobre dividendos e outras distribuições;</p><p>c) Transações materiais entre o investidor e a investida;</p><p>d) Intercâmbio de diretores ou gerentes; ou</p><p>e) Fornecimento de informação técnica essencial.</p><p>De forma similar à verificação de controle, também deverão ser considerados na</p><p>avaliação da influência significativa os potenciais direitos de voto, ou seja, a existência de</p><p>títulos conversíveis em ações ordinárias, como ações com opções de compra e bônus de</p><p>subscrição. Assim, para atender o percentual de 20% de participação no capital votante</p><p>também devem ser considerados os títulos que poderão se converter em ações ordinárias</p><p>possuídos por qualquer investidor, desde que não haja restrição a essa conversão.</p><p>A influência significativa deixa de existir quando o investidor perde o poder de</p><p>participar das decisões sobre as políticas operacionais e financeiras da investida,</p><p>independentemente da redução no percentual de participação.</p><p>Quando a influência significativa deixa de existir, o uso do método de equivalência</p><p>patrimonial deverá ser descontinuado e o investimento deverá ser contabilizado usando o</p><p>CPC 38/IAS 39 (Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração), a não ser que</p><p>a investida tenha se tornado uma controlada ou uma joint venture.</p><p>O valor contábil do investimento na data em que a investida deixa de ser considerada</p><p>uma coligada deverá ser tratado como o custo inicial do ativo financeiro.</p><p>49 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>8.3. Método de Equivalência Patrimonial (MEP)</p><p>A equivalência patrimonial é o método que consiste em atualizar o valor contábil do</p><p>investimento ao valor equivalente à participação societária da sociedade investidora no</p><p>patrimônio líquido da sociedade investida, e no reconhecimento dos seus efeitos na</p><p>demonstração do resultado do exercício. Assim, se uma determinada empresa investiu R$</p><p>1.000,00, ou seja, compraram cotas ou ações de uma empresa, e naquela data este valor</p><p>representa 1% do Patrimônio Líquido, assim está empresa tem direito a 1% deste</p><p>patrimônio. O valor do investimento, portanto, será determinado mediante a aplicação da</p><p>porcentagem de participação no capital social, sobre o patrimônio líquido de cada</p><p>sociedade coligada ou controlada, sendo que este percentual poderá variar conforme a</p><p>evolução ou involução do deste patrimônio.</p><p>Exemplo: A empresa “Moderna Brasil” possui investimentos na monta de 25% (vinte</p><p>e cinco por cento) na empresa “Cadê Você & Cia”, ou seja, ela possui participação de 25%</p><p>nesta empresa. A “Cadê Você” apresenta em um determinado mês, em seu Balanço</p><p>Patrimonial, um Patrimônio Líquido de R$ 100.000,00.</p><p>Assim, qual será o valor que a empresa “Moderna Brasil” deverá reconhecer de</p><p>investimento neste mês pelo Método da Equivalência Patrimonial?</p><p>FÓRMULA DA MEP</p><p>𝑀𝐸𝑃 =</p><p>Patrimônio Líquido da Investida . Participação da Investidora</p><p>100</p><p>𝑀𝐸𝑃 =</p><p>100.000 . 25</p><p>100</p><p>MEP = R$ 25.000,00</p><p>A empresa “Moderna” deverá registrar na sua conta de investimento o valor de R$</p><p>25.000,00, para que as demonstrações contábeis reflitam o real valor de seus investimentos</p><p>naquele determinado período.</p><p>Se a investida apresentar um Lucro no período a investidora apresentará um</p><p>Resultado Positivo de Equivalência Patrimonial.</p><p>50 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Há situações que, em face de prejuízos acumulados apurados pela coligada</p><p>ou controlada, o valor de seu Patrimônio Líquido passe a ser negativo,</p><p>acarretando um “Passivo a Descoberto” (quando o Balanço Patrimonial passa</p><p>a apresentar valor total com obrigações para com terceiros superior ao dos</p><p>ativos). Nesta situação, o procedimento contábil, na investidora, é registrar</p><p>normalmente a equivalência patrimonial, diminuindo-se o valor do</p><p>investimento, até que este esteja “zerado”, não se registrando, portanto,</p><p>qualquer parcela a título de investimento negativo.</p><p>Estão obrigadas a proceder à avaliação de investimentos pelo valor de patrimônio</p><p>líquido as sociedades anônimas ou não que tenham participações societárias relevantes</p><p>em:</p><p>a. Sociedades controladas;</p><p>b. Sociedades coligadas sobre cuja administração a sociedade investidora tenha</p><p>influência;</p><p>c. Sociedades coligadas de que a sociedade investidora participe com 20% (vinte</p><p>por cento) ou mais do capital social.</p><p>Auto Avaliação!</p><p>1. Defina Controlada?</p><p>2. Defina Coligada?</p><p>3. Qual o valor de investimento da Empresa “A” que possui 30% (trinta por cento)</p><p>de participação na Empresa “B” que apresenta num determinado período um</p><p>Patrimônio Líquido de R$ 1.500.000,00?</p><p>51 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>9. COMBINAÇÕES DE NEGÓCIOS (CPC 15)</p><p>Objetivo:</p><p>Verificar o disposto no Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) 15, que</p><p>contempla a identificação da combinação de negócios, métodos de aquisição,</p><p>reconhecimento e mensuração de ativo identificável adquirido, de passivo assumido e</p><p>mensuração do ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) ou do ganho</p><p>proveniente de compra vantajosa.</p><p>Introdução:</p><p>Uma combinação de negócios corresponde a uma operação em que um adquirente</p><p>obtém o controle de um ou mais negócios, que correspondem a um conjunto integrado de</p><p>atividades e ativos capazes de serem conduzidos e gerenciados para gerar retorno em</p><p>forma de dividendos, redução de custos ou outros benefícios econômicos. O custo da</p><p>combinação de negócios será o resultado entre os valores justos, na data da operação, dos</p><p>ativos entregues, passivos incorridos, e instrumentos emitidos pela adquirente em troca de</p><p>controle da adquirida; e quaisquer custos diretamente atribuíveis. O valor da</p><p>contraprestação paga pela adquirente deverá ser alocado entre ativos e passivos</p><p>identificáveis na data da aquisição do valor justo. As diferenças entre o valor contábil e o</p><p>valor justo dos ativos e passivos são alocadas nas respectivas contas, não sendo mais</p><p>consideradas como mais-valias. Esses valores deverão ser baixados de acordo com a</p><p>amortização ou depreciação. Qualquer diferença entre o custo e a participação da</p><p>adquirente no valor justo dos ativos (inclusive intangíveis, se houver), passivos, e passivos</p><p>contingentes identificáveis e não reconhecidos, será contabilizada como goodwill (ágio por</p><p>expectativa de rentabilidade futura). Um ativo é definido como recurso controlado pela</p><p>entidade decorrente de eventos passados e pode gerar futuros benefícios econômicos para</p><p>a entidade e, assim, representa o potencial de contribuição direta ou indireta ao fluxo de</p><p>caixa do empreendimento.</p><p>9.1. Conceitos Iniciais sobre o CPC 15</p><p>O objetivo do CPC 15 é aumentar a relevância, a confiabilidade e a comparabilidade</p><p>das informações que a entidade fornece em suas demonstrações contábeis acerca de</p><p>combinação de negócios e sobre seus efeitos.</p><p>52 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Para esse fim, este pronunciamento estabelece princípios e exigências da forma</p><p>como o adquirente:</p><p>a. Reconhece e mensura, em suas demonstrações contábeis, os ativos</p><p>identificáveis adquiridos, os passivos assumidos e as participações societárias</p><p>de não controladores na adquirida;</p><p>b. Reconhece e mensura o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill)</p><p>da combinação de negócios ou o ganho proveniente de compra vantajosa; e</p><p>c. Determina as informações que devem ser divulgadas para possibilitar que os</p><p>usuários das demonstrações contábeis avaliem a natureza e os efeitos</p><p>financeiros da combinação de negócios.</p><p>O Pronunciamento Técnico aplica-se a todas as combinações de negócios com</p><p>exceção das relacionadas à formação de joint ventures, à aquisição de um ativo ou grupo</p><p>de que não resulte em troca de participações societárias e às envolvendo entidades sob</p><p>controle comum.</p><p>Controle é o poder de governar as políticas operacionais e financeiras de uma</p><p>entidade de forma a obter os benefícios dessas atividades.</p><p>Goodwill é um ativo representando os benefícios econômicos originários de outros</p><p>ativos adquiridos em uma combinação de negócios que não são nem identificados</p><p>individualmente nem reconhecidos separadamente.</p><p>Negócios são um conjunto de atividades e ativos que são capazes de serem</p><p>conduzidos e administrados com o objetivo de propiciar retornos na forma de dividendos,</p><p>baixos custos ou outros benefícios econômicos para os investidores, donos, membros ou</p><p>participantes.</p><p>9.2. Identificação de uma combinação de negócios</p><p>Uma combinação de negócios é uma transação na qual uma adquirente obtém o</p><p>controle de um ou mais negócios. A adquirente pode obter o controle de várias formas,</p><p>como por exemplo:</p><p> Pela transferência de dinheiro ou outros ativos;</p><p> Por incorrer em passivos;</p><p>53 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p> Pela emissão de ações;</p><p> Por envolver mais de um tipo de pagamento;</p><p> Sem transferência de pagamento, ou seja, por meio de um contrato.</p><p>Toda combinação de negócios deve ser contabilizada pelo método de aquisição, o</p><p>qual compreende os seguintes passos:</p><p>1. Identificar à adquirente;</p><p>2. Determinar a data da aquisição, ou seja, a data na qual a adquirente obtém o</p><p>controle da adquirida;</p><p>3. Reconhecer e mensurar os ativos identificados, adquiridos, os passivos</p><p>assumidos e qualquer participação dos não controladores na adquirida; e</p><p>4. Reconhecer e mensurar o goodwill ou o ganho (goodwil negativo) resultante da</p><p>aquisição.</p><p>9.2.1. Identificação do adquirente</p><p>A obtenção do controle presumivelmente ocorre quando uma entidade adquire</p><p>mais da metade do direito de voto de outra entidade, a menos que tal direito não resulte</p><p>em controle. Em casos de participação de 50% ou menos outra entidade, o controle pode</p><p>ser evidenciado pelo poder:</p><p>a. Sobre mais da metade do direito de voto por acordo com outros investidores;</p><p>b. De controlar as políticas operacionais e financeiras de outra entidade por</p><p>estatuto ou acordo;</p><p>c. De apontar ou remover a maioria dos membros da diretoria ou órgão equivalente</p><p>e o controle é exercido por esse órgão.</p><p>Nas combinações de negócios que se caracterizam pela transferência de caixa ou</p><p>outros ativos e pela incorrência de passivos, a adquirente é a entidade responsável por</p><p>essa transferência e incorrência. Naquelas em que a combinação se dá pela troca de</p><p>instrumentos patrimoniais (ações), a adquirente é a entidade que emite tais títulos. Contudo,</p><p>podem ocorrer casos em que a identificação da entidade adquirente terá de se basear nas</p><p>características da transação, como é o caso, por exemplo, quando a administração anterior</p><p>de uma</p><p>entidade domina a administração da entidade combinada ou ainda quando o</p><p>tamanho relativo de uma entidade (em termos de ativos, receitas ou lucros) é</p><p>significativamente maior que o da entidade combinada. Nesses casos, as entidades que</p><p>54 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>dominam a administração ou com maiores valores relativos são, provavelmente, as</p><p>entidades adquirentes.</p><p>Nos casos de aquisição reversa, a emissão de ações não caracteriza a entidade</p><p>adquirente, pois nessas combinações a entidade que emite títulos (adquirente legal), para</p><p>fins contábeis. Um exemplo ocorre quando uma entidade privada decide, ela própria, ser</p><p>adquirida por uma empresa pública para obter o registro em bolsa de valores. Nessas</p><p>circunstâncias, a adquirente legal é a entidade pública, que emitiu as ações, e a adquirida</p><p>legal é a entidade privada, pois suas ações foram adquiridas. Contudo, para fins contábeis,</p><p>a entidade pública é a adquirida e a entidade privada, a adquirente. A controlada legal (no</p><p>caso, a empresa privada) será adquirente, desde que assuma o poder de governar as</p><p>políticas financeiras e operacionais da controladora legal (no caso, a empresa pública).</p><p>Para fins de consolidação, numa aquisição reversa as demonstrações contábeis</p><p>devem ser preparadas em nome da controladora legal (adquirida contábil), mas descrito</p><p>nas notas que se trata da continuação das demonstrações contábeis da controlada legal</p><p>(adquirente contábil).</p><p>9.2.2. Determinação da data de aquisição</p><p>Os ativos adquiridos e os passivos assumidos deverão ser mensurados por seus</p><p>valores justos na data da aquisição, no qual a adquirente deverá reconhecer,</p><p>separadamente do goodwill, os ativos identificáveis, os passivos assumidos e a participação</p><p>dos não controladores (minoritários) na adquirida.</p><p>Na apresentação dessa regra, a adquirente poderá reconhecer ativos e passivos que</p><p>não eram reconhecidos anteriormente pela adquirida. Esse é o caso de ativos intangíveis</p><p>gerados internamente, como marcas, patentes ou relacionamentos com clientes, que foram</p><p>tratados pela adquirida como despesas, mas que pela combinação podem ser reconhecidos</p><p>como ativos.</p><p>A adquirente deverá reconhecer, separadamente do goodwill, os ativos intangíveis</p><p>identificáveis. Um ativo intangível é identificável se ele é separável ou se surge de um</p><p>contrato legal. Um ativo intangível é identificável por contrato legal mesmo se não for</p><p>transferível ou separável da adquirida ou de outros direitos e obrigações.</p><p>55 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Um ativo intangível é separável se ele puder ser separado ou dividido da adquirida</p><p>e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, individualmente ou juntamente com</p><p>um contrato relacionado, mesmo se a adquirente não tenha a intenção de fazê-lo.</p><p>A participação dos não controladores na adquirida deverá ser mensurada ao valor</p><p>justo ou pela parcela proporcional de sua participação nos ativos líquidos (ativos menos</p><p>passivos) identificáveis da adquirida. Na mensuração do valor justo, a adquirente poderá</p><p>se basear no preço das ações dos não controladores num mercado ativo ou, se não</p><p>disponível, ela poderá mensurar o valor justo usando outras técnicas de avaliação.</p><p>9.3. Reconhecimento e mensuração do ágio por expectativa de rentabilidade futura</p><p>(Goodwill)</p><p>O goodwill é um ativo intangível que surge, na maioria das vezes, decorrente da</p><p>aquisição de uma empresa por outra. Assim o goodwillé normalmente a diferença entre o</p><p>que uma empresa paga para adquirir outra e o valor patrimonial dessa mesma empresa</p><p>(Capital Próprio).</p><p>Mencionado pela primeira vez na Inglaterra, em uma disputa por terras, o termo</p><p>Goodwill servia para se referir a um valor adicionado ao terreno por conta de sua</p><p>localização. Ao longo dos anos, diferentes autores deram inúmeras definições a esse termo</p><p>que hoje tem o mesmo significado do termo “patrimônio de marca”.</p><p>O Goodwill diz respeito à diferença entre o que uma empresa paga para adquirir</p><p>outra e seu valor patrimonial. Pode-se dizer que, dentro do conceito de Goodwill, os valores</p><p>da marca em relação ao mercado já estão inclusos, assim como todos os clientes da</p><p>empresa, os conhecimentos dos funcionários e tudo aquilo que somar ao caráter da</p><p>empresa.</p><p>Goodwill é o valor do Preço de Aquisição menos o Valor do Capital Própria da</p><p>Empresa Adquirida. Esta é uma conta que serve para explicar o motivo pelo qual uma</p><p>empresa é vendida com o valor acima pelo qual foi comprada. No Brasil, este termo é</p><p>conhecido como um superlucro baseado em expectativas de uma futura rentabilidade, que</p><p>é basicamente o valor da diferença com base no valor que foi pago e o valor que o mercado</p><p>pede.</p><p>56 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Assim, considerando esta ideia do termo Goodwill no Brasil, podemos entender que</p><p>quanto mais vasta for a carteira de clientes, as tecnologias, ideias e inovações de uma</p><p>empresa, quanto maior for o seu processo de produção e tudo que engloba o sucesso da</p><p>mesma, maior será o Goodwill dessa organização.</p><p>Por tanto, tudo que for de positivo dentro da sua empresa pode ser considerado e</p><p>validado no momento de uma futura venda.</p><p>A adquirente deve reconhecer o Goodwill na datada aquisição, mensurado como o</p><p>excesso entre:</p><p>a) O custo da aquisição (valor pago) somado ao valor da participação dos não</p><p>controladores;</p><p>b) O valor dos ativos líquidos adquiridos.</p><p>O valor do Goodwill também pode ser calculado pelo excesso do custo da aquisição</p><p>sobre o percentual de participação nos ativos líquidos da adquirida.</p><p>Nas combinações realizadas em estágios, ao custo da aquisição (valor pago)</p><p>somado ao valor da participação dos não controladores, também deve ser acrescido o valor</p><p>justo, na data da aquisição, da participação patrimonial da adquirente anteriormente</p><p>mantida na adquirida.</p><p>Se nenhum pagamento é efetuado, adquirente deverá usar a participação na</p><p>adquirida mensurada por alguma técnica de avaliação, em substituição ao valor do</p><p>pagamento no cálculo do Goodwill.</p><p>De acordo com o CPC 01 IAS 36 (Redução ao Valor Recuperável de Ativos), o</p><p>Goodwill tem vida útil indefinida e, portanto, não deve ser amortizado.</p><p>Contudo, o teste para verificação do valor recuperável (teste de impairment)</p><p>do Goodwill deverá ser feito anualmente ou mais frequentemente, se eventos</p><p>ou mudanças nas circunstâncias indicarem que uma perda pode ser</p><p>reconhecida.</p><p>57 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>As combinações em que pode surgir um ganho na compra (mais conhecido como</p><p>Goodwill negativo) são situações consideradas raras. Nesses casos, o valor dos ativos e</p><p>passivos e valores justos seriam maiores que o valor pago pela aquisição.</p><p>Em circunstâncias em que, numa primeira avaliação, se identifica esse ganho, a</p><p>empresa deve rever os procedimentos usados na mensuração dos valores reconhecidos</p><p>na aquisição. Se, mesmo assim, o ganho permanecer, a adquirente deverá reconhecê-lo</p><p>de imediato em resultados.</p><p>Leia o Sumário do Pronunciamento Técnico CPC 15 - Combinação de Negócios,</p><p>disponível no Link abaixo:</p><p>http://www.normaslegais.com.br/legislacao/CPC_15_Sumario.pdf</p><p>Ágio é o residual após o reconhecimento dos ativos identificáveis, passivos e</p><p>passivos contingentes do adquirido. Ágio é contabilizado como um ativo.</p><p>O ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) é a parcela residual após a</p><p>alocação do preço de compra acima referida.</p><p>As diferenças entre o valor justo e o valor contábil dos ativos e passivos do negócio</p><p>adquirido são consideradas mais valia e são reconhecidas em conta própria a ser baixada</p><p>conforme a baixa desses ativos e passivos. Esses valores passam a compor o valor contábil</p><p>do negócio adquirido. Não se denomina mais de ágio a essa diferença.</p><p>Neste passo faz-se importante definirmos o que vem a ser ágio por rentabilidade</p><p>futura, ou goodwill. O goodwill representa os benefícios econômicos futuros resultantes dos</p><p>ativos adquiridos em uma combinação de negócio, os quais não são individualmente</p><p>identificados e separadamente reconhecidos. Em outras palavras representa a</p><p>diferença entre o custo de aquisição e a participação nos ativos líquidos da adquirida.</p><p>http://www.normaslegais.com.br/legislacao/CPC_15_Sumario.pdf</p><p>58 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Exemplo:</p><p> Custo de aquisição: R$ 250.000,00</p><p> Valor justo do ativo líquido: R$80.000,00</p><p> Participação adquirida: 80%</p><p> Valor Justo Participação não controladores: R$50.000,00</p><p>Participação dos não controladores/proporcional aos ativos líquidos</p><p>Custo de Aquisição R$ 250.000,00</p><p>( - ) Proporção Ativos Líquidos (80% de 80.000) R$ 64.000,00</p><p>( = ) Goodwill R$ 186.000,00</p><p>Participação Não Controladora (20% de 80.000) R$ 16.000,00</p><p>Participação dos não controladores/valor justo</p><p>Custo de Aquisição R$ 250.000,00</p><p>( + ) Valor justo participação não controladores R$ 50.000,00</p><p>( - ) Ativo Líquido Adquirido R$ 80.000,00</p><p>( = ) Goodwill R$ 220.000,00</p><p>Participação Não Controladora R$50.000,00</p><p>Nota-se que o goodwill referente a participação dos controladores é deR$34.000,00,</p><p>ou seja, a diferença do goodwill entre os dois métodos (R$50.000,00–R$16.000,00), tendo</p><p>a contrapartida na participação dos não controladores, que no método do valor justo</p><p>também inclui o goodwill dos não controladores. Caso o resultado seja negativo, ou seja, o</p><p>valor justo da proporção do ativo líquido da adquirida for superior ao custo de aquisição, a</p><p>adquirente deve revisar o valor dos ativos líquidos assumidos, a participação de não</p><p>controladores, a participação societária anterior e da contraprestação transferida.</p><p>Auto Avaliação!</p><p>1. Defina Adquirente?</p><p>2. Defina Goodwill?</p><p>3. Defina Ágil?</p><p>59 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>BRASIL. Lei nº 10.303/01. Altera e acrescenta dispositivos na Lei no 6.404, de</p><p>15 de dezembro de 1976, que dispõe sobre as Sociedades por Ações, e na Lei</p><p>no 6.385, de 7 de dezembro de 1976, que dispõe sobre o mercado de valores</p><p>mobiliários e cria a Comissão de Valores Mobiliários. Disponível em:</p><p><http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10303.htm>. Acesso</p><p>em: 14 nov. 2021.</p><p>________BRASIL. Lei nº 11.638/07. Altera e revoga dispositivos da Lei nº</p><p>6404/76, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de</p><p>1976, e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à</p><p>elaboração e divulgação de demonstrações financeiras. Disponível em:</p><p><http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-</p><p>2010/2007/lei/l11638.htm>. Acesso em: 14 nov. 2021.</p><p>CORBARI, Ely Célia. Contabilidade societária [livro eletrônico] / Ely Célia</p><p>Corbari, Marinei Abreu Mattos, Viviane da Costa Freitas. – Curitiba:</p><p>InterSaberes, 2012. – (Série Gestão Financeira).</p><p>IUDÍCIBUS, S.; MARTINS, E.; GELBCKE, E. R.; SANTOS, A. Manual de</p><p>contabilidade societária. São Paulo: Atlas, 2010.</p><p>RIBEIRO, O. M. Contabilidade intermediária. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.</p><p>SANTOS, J. L.; SCHMIDT, P. Contabilidade societária. 3. ed. São Paulo: Atlas,</p><p>2009.</p><p>Sites:</p><p>CFC – Conselho Federal de Contabilidade. Disponível em: <www.cfc.org.br>.</p><p>Acesso em: 14 nov. 2021.</p><p>CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Disponível em:</p><p><www.cpc.org.br>. Acesso em: 14 nov. 2021.</p><p>1. INTRODUÇÃO A CONTABILIDADE SOCIETÁRIA: CONCEITOS</p><p>1.1. Contabilidade Societária</p><p>1.2. Aspectos Constitutivos e de Legalização das Sociedades</p><p>1.3. Aspectos Administrativos</p><p>1.4. Aspectos Fiscais e Tributários</p><p>1.5. Aspectos Contábeis</p><p>1.6. Aspectos Financeiros</p><p>1.7. Sociedade Simples e Sociedade Empresária</p><p>2. CISÃO FUSÃO E INCORPORAÇÃO, EXTINÇÃO E ALTERAÇÃO DE CONTROLE</p><p>1.</p><p>2.</p><p>2.1. Incorporação</p><p>2.2. Fusão</p><p>2.3. Cisão</p><p>2.4. Dissolução, Liquidação e Extinção</p><p>3. AJUSTE AO VALOR PRESENTE (AVP)</p><p>3.1. Determinações Legais</p><p>3.1.1. Determinação Legal para itens do Ativo</p><p>3.1.2. Determinação legal para itens do Passivo (obrigações com terceiros)</p><p>3.1.3. AVP x Valor Justo</p><p>3.2. Mensuração e Aplicação do AVP</p><p>3.3. NBC TG 12 – Ajuste A Valor Presente, Resolução Nº 1.151/09 do CFC</p><p>3.4. Exemplos e contabilização</p><p>4. MENSURAÇÃO AO VALOR JUSTO (CPC 46)</p><p>4.1. Definição de Valor Justo</p><p>4.2. Ativo ou Passivo</p><p>4.3. Transação</p><p>4.4. Preço</p><p>4.5. Valor justo no reconhecimento inicial</p><p>4.6. Técnicas de avaliação</p><p>4.7. Hierarquia do Valor Justo</p><p>5. RECONHECIMENTO, CLASSIFICAÇÃO E MENSURAÇÃO DOS ATIVOS ADQUIRIDOS, OS PASSIVOS ASSUMIDOS</p><p>5.1. Ativos e Passivos Identificáveis</p><p>6. REDUÇÃO AO VALOR RECUPERÁVEL DE ATIVOS (IMPAIRMENT)</p><p>6.1. Teste de Impairment ou Teste de Recuperabilidade</p><p>6.2. Definições</p><p>6.3. Como realizar o Impairment Test</p><p>7. ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING)</p><p>7.1. Definições</p><p>7.1.1. Arrendamento Mercantil ou Leasing Operacional</p><p>7.1.2. Arrendamento Mercantil ou Leasing Financeiro</p><p>7.2. Demonstrações dos Arrendatários – Arrendamento Mercantil Financeiro</p><p>7.3. Tratamento Contábil para o Arrendatário</p><p>7.3.1. Arrendamento Mercantil Financeiro</p><p>7.3.2. Arrendamento Mercantil Operacional</p><p>7.4. Tratamento Contábil para o Arrendador</p><p>7.4.1. Arrendamento Mercantil Financeiro</p><p>7.4.2. Arrendamento Mercantil Operacional</p><p>8. INVESTIMENTO EM COLIGADA E EM CONTROLADA</p><p>8.1. Pronunciamento Técnico CPC 18</p><p>8.2. Definições</p><p>8.3. Método de Equivalência Patrimonial (MEP)</p><p>9. COMBINAÇÕES DE NEGÓCIOS (CPC 15)</p><p>9.1. Conceitos Iniciais sobre o CPC 15</p><p>9.2. Identificação de uma combinação de negócios</p><p>9.2.1. Identificação do adquirente</p><p>9.2.2. Determinação da data de aquisição</p><p>9.3. Reconhecimento e mensuração do ágio por expectativa de rentabilidade futura (Goodwill)</p><p>e n não a estrutura de</p><p>atendimento, ao contrário do que ocorre com uma sociedade empresária, no qual o cliente,</p><p>paciente, consumidor, procura a estrutura de atendimento, e não o profissional específico.</p><p>As sociedades simples são aquelas que os sócios exercem as suas profissões, ou</p><p>seja, a prestação de serviço tem natureza estritamente pessoal. Em razão disso, as</p><p>cooperativas e associações também serão consideradas sociedades simples. Como se</p><p>pode depreender do exemplo citado, no caso da sociedade simples, a expertise dos sócios</p><p>deve ter direta ligação com a atividade desenvolvida pela sociedade, o que não é o caso,</p><p>na empresária.</p><p>A sociedade empresária tem por objeto o exercício, de forma profissional, de</p><p>atividade econômica organizada para a produção e/ou circulação de bens ou de serviços.</p><p>Deste modo, as sociedades empresárias são as exercentes de atividade típica do</p><p>Empresário, isto é, as que desenvolvem profissionalmente atividade econômica</p><p>organizada.</p><p>Toda e qualquer atividade econômica profissional, organizada, e voltada para a</p><p>produção e circulação de bens ou de serviços é considerada empresária. Por sua vez, não</p><p>é empresária a atividade que, mesmo preenchendo todos estes requisitos, esteja voltada</p><p>para a atividade intelectual de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso</p><p>de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de</p><p>empresa.</p><p>Diante dessa distinção, o registro das sociedades simples e empresárias também</p><p>segue essa mesma diferenciação.</p><p>São registradas na Junta Comercial as sociedades empresárias, em que prevalece</p><p>a atividade empresarial/comercial, e, subsequentemente, no Registro Civil de Pessoas</p><p>Jurídicas, as simples, em que predomina a atividade pessoal dos sócios.</p><p>Por fim, cumpre ressaltar que a denominação sociedade simples em nada se</p><p>relaciona com o sistema do Simples Nacional que é aquele que estabelece normas</p><p>6 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>tributárias, diferenciadas e favorecidas, para as microempresas e empresas de pequeno</p><p>porte.</p><p>Auto Avaliação!</p><p>1. Defina Contabilidade Societária?</p><p>2. Na sua visão, com quais outras ciências a contabilidade societária se comunica?</p><p>Por exemplo, a estatística e o direito é utilizado na Contabilidade Societária?</p><p>7 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>2. CISÃO FUSÃO E INCORPORAÇÃO, EXTINÇÃO E ALTERAÇÃO DE</p><p>CONTROLE</p><p>Objetivo:</p><p>Compreender as operações ocorridas nas sociedades, no qual ocorre a sua</p><p>transformação, por meio da Cisão, Fusão ou Incorporação, cujas finalidades ensejam o</p><p>agrupamento duas ou mais empresas ou a divisão de uma em duas.</p><p>Portanto, visa analisar as formas de reorganização jurídica de sociedades. Essas</p><p>operações tornam possível a transmissão de patrimônio ou do quadro de sócios sem que</p><p>haja a necessidade de dissolução e liquidação da sociedade. A reorganização é muito</p><p>utilizada na forma de racionalizar as operações da empresa, para, assim, torná-la mais</p><p>adequada à concorrência de mercado.</p><p>Introdução:</p><p>Nesta aula, iremos estudara Incorporação que é a operação pela qual uma ou mais</p><p>sociedades são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações</p><p>(artigo 227 da Lei 6.404/1976). Na incorporação a sociedade incorporada deixa de existir,</p><p>mas a empresa incorporadora continuará com a sua personalidade jurídica. A Fusão é a</p><p>operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova, que</p><p>lhes sucederá em todos os direitos e obrigações (artigo 228 da Lei 6.404/1976). Note-se</p><p>que, na fusão, todas as sociedades fusionadas se extinguem para dar lugar à formação de</p><p>uma nova sociedade com personalidade jurídica distinta daquelas. Cisão é a operação pela</p><p>qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades,</p><p>constituídas para esse fim ou já existentes, extinguindo-se a companhia cindida, se houver</p><p>versão de todo o seu patrimônio, ou dividindo-se o seu capital, se parcial a cisão (artigo 229</p><p>da Lei 6.404/1976).</p><p>2.1. Incorporação</p><p>A incorporação é o ato jurídico em que uma empresa assume o controle de outra</p><p>mediante a compra da maioria de seu capital ou por meio de um processo de permuta de</p><p>ações, no qual os acionistas da incorporada recebem em troca de suas ações uma</p><p>quantidade de ações da incorporadora.</p><p>http://www.normaslegais.com.br/legislacao/contabil/lei6404_1976.htm</p><p>8 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>A incorporação é a forma mais usual de aquisição de controle acionário quando há</p><p>intenção de unir atividades, esforços, agregar valor, ganhar escalas, aumentar participação</p><p>no mercado, reduzir custos, dentre outras intenções.</p><p>O que caracteriza a incorporação é que a empresa incorporada desaparece</p><p>juridicamente, podendo, entretanto, juntar seu nome ao da incorporadora. Isto</p><p>ocorre quando os dois nomes são fortes no mercado.</p><p>Pode ocorrer também a manutenção das marcas das sociedades e surgir uma nova</p><p>razão social como ocorreu entre as empresas Perdigão (incorporadora) e Sadia</p><p>(incorporada), com a constituição da BRF – Brasil Foods.</p><p>O processo de incorporação de uma empresa passa necessariamente por uma etapa</p><p>prévia com um levantamento da situação geral da empresa (duedilligence), como uma</p><p>auditoria do balanço, uma análise dos riscos com passivos não registrados ou difíceis de</p><p>quantificar, qualidade da gestão, contingências fiscais e comerciais, tecnologia,</p><p>participação no mercado e capacidade de gerar resultados, situação tributária da</p><p>incorporada e da incorporadora para exame de um planejamento tributário antes de</p><p>formalizar o ato da incorporação, entre outros pontos.</p><p>A incorporação não deve ser confundida com a simples compra do controle</p><p>acionário, pois, neste caso, um determinado investidor, que pode ser uma empresa ou uma</p><p>pessoa física, simplesmente compra o controle acionário de uma empresa, assume o seu</p><p>comando, pode trazer a empresa para o grupo de outras empresas, mas não há o</p><p>instrumento jurídico da incorporação. Portanto, a empresa comprada continua a existir só</p><p>que com outro controlador.</p><p>2.2. Fusão</p><p>A fusão é o instrumento jurídico adotado quando duas ou mais empresas se unificam,</p><p>criando uma nova empresa. O que caracteriza a fusão é que as empresas fusionadas</p><p>deixam juridicamente de existir.</p><p>9 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Embora o termo fusão seja comumente utilizado para difundir a união de duas ou</p><p>mais empresas, na prática, o instrumento jurídico da fusão não é utilizado, por ser muito</p><p>mais complexo do que o da incorporação. Ademais é muito difícil de ocorrer que duas</p><p>empresas tenham valores semelhantes, o que facilitaria uma fusão.</p><p>Portanto o que ocorre é que o termo fusão é utilizado como o da união de duas ou</p><p>mais empresas, mas juridicamente o que ocorre é uma incorporando a outra.</p><p>Nas ditas fusões o que ocorre frequentemente é que as gestões das duas empresas</p><p>possam continuar a trabalhar juntas, compartindo cargos na administração. Isto ocorre</p><p>quando há um relativo peso em ambas as partes ou quando a gestão da incorporada é</p><p>eficaz e, portanto, deve ser aproveitada.</p><p>Na maioria das vezes, todavia, a incorporadora impõe sua forma de administração.</p><p>Assim, a fusão não é um instrumento jurídico recomendável.</p><p>2.3. Cisão</p><p>A cisão é o instrumento jurídico adotado quando os sócios/acionistas de uma</p><p>empresa não têm mais interesse em continuar a trabalhar juntos, ou quando existem</p><p>situações operacionais que recomendam uma separação de atividades para determinar um</p><p>melhor foco nos negócios. Geralmente numa empresa com poucos sócios a cisão vem</p><p>sendo utilizada para resolver os problemas de conflitos entre os sócios</p><p>ou problemas de</p><p>sucessão.</p><p>Existem dois tipos de cisão:</p><p>1. A cisão parcial é quando parte do patrimônio da empresa é segregado (cindido),</p><p>permanecendo a empresa funcionando com o restante;</p><p>2. A cisão total, no qual todo o patrimônio é cindido entre os sócios, deixando a</p><p>empresa de existir.</p><p>A cisão parcial é utilizada para várias situações entre as quais as mais usuais são:</p><p>a) Quando um sócio não tem mais interesse em participar da sociedade;</p><p>b) Quando da morte de um sócio e os remanescentes não aceitam os herdeiros</p><p>como novos sócios;</p><p>10 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>c) Quando parte das atividades da empresa deve ser separada, por conveniências</p><p>operacionais;</p><p>d) Para solucionar conflitos entre os sócios;</p><p>e) Por objetivos de planejamento tributário;</p><p>f) Com objetivo de vender parte do negócio.</p><p>A cisão total é uma medida jurídica extrema, utilizada em situações excepcionais,</p><p>não apenas pela complexidade jurídica, como pelo fato de haver soluções alternativas mais</p><p>simples e eficazes.</p><p>Uma cisão parcial clássica é quando os sócios de uma empresa a procedem,</p><p>gerando uma nova empresa, no qual todos vão participar da mesma forma em que</p><p>participam na empresa cindida. Todavia, isto é uma situação na qual não há conflitos e sim</p><p>interesses operacionais em cindir uma empresa.</p><p>Na maioria das vezes, a cisão é utilizada para resolver conflitos e, portanto, a parte</p><p>discordante é que sai da sociedade, levando sua parcela do patrimônio líquido da sociedade</p><p>em forma de bens e direitos, podendo, em alguns casos, para facilitar a divisão, levar</p><p>também alguns passivos.</p><p>O instrumento jurídico da cisão envolve necessariamente a constituição de uma nova</p><p>empresa para receber os bens, direitos e obrigações cindidos ou a existência prévia de uma</p><p>pessoa jurídica. Ou seja, o sócio que sai da sociedade deve ter ou constituir uma empresa</p><p>para receber os ativos e passivos cindidos.</p><p>A cisão requer algumas providências:</p><p> Fixar uma data para proceder à cisão: recomenda-se fixar uma data futura a</p><p>data da decisão para que possam ser feitos os levantamentos adequados nas</p><p>atividades da empresa, como levantamento de um balanço especial que difere</p><p>de um balanço normal, preparar levantamentos de estoques, verificar situação</p><p>da documentação dos bens a ser cindido para não haver problemas de registros</p><p>posteriores, fazer levantamentos sobre indenizações de pessoal, e outros</p><p>pontos. Não é recomendável utilizar balancetes já encerrados para ganhar</p><p>tempo, pois se der conflito no momento de chegar ao valor a ser cindido, vai dar</p><p>problema pela falta de consistência nos números;</p><p>11 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p> Devem ser indicados peritos avaliadores (três pessoas físicas ou empresa</p><p>especializada): se há bens imóveis, máquinas e outros bens do imobilizado os</p><p>peritos devem ser engenheiros civil e mecânicos, se há terras rurais devem ser</p><p>indicados engenheiros agrônomos. Para os dados contábeis são indicados</p><p>contadores ou firmas de auditoria para proceder ao levantamento do balanço</p><p>especial e agregar os valores das demais avaliações. Um dos principais pontos</p><p>de discussão atualmente num processo de cisão (ou mesmo incorporação) é o</p><p>valor do fundo de comércio (nome da empresa marca institucional, marca de</p><p>produtos, clientela, participação no mercado, capital intelectual, etc.).</p><p>Normalmente os próprios contadores estão habilitados a proceder estes cálculos</p><p>por meio de instrumentos técnicos reconhecidos mundialmente;</p><p> Devem ser feitos, preliminarmente, a Justificativa e o Protocolo da Cisão:</p><p>os sócios ou administradores estabelecem as razões para proceder à cisão e no</p><p>protocolo estabelecem as condições em que a mesma será feita, como por</p><p>exemplo, como vão ser avaliados os ativos e passivos, podem estabelecer</p><p>valores referenciais para os bens a serem cindidos, podem definir o valor do</p><p>fundo de comércio de comum acordo, etc.;</p><p>Nas companhias o processo de assembleias gerais é mais complexo do que nas</p><p>sociedades por quotas de responsabilidade limitada, pois dependem de convocações e</p><p>outras exigências da lei das sociedades por ações.</p><p>Sem que estas providências estejam efetuadas ou que as partes não tenham</p><p>definido claramente as condições do Protocolo é recomendável não iniciar o processo.</p><p>Tanto a cisão parcial como total podem ser requeridas judicialmente por um dos</p><p>sócios, visto que a nomeação do perito avaliador é feita pelo juiz, cabendo as partes</p><p>indicarem peritos assistentes, a data base é a indicada na petição do sócio retirante e</p><p>certamente por envolverem advogados de parte a parte e ser um processo demorado o</p><p>custo para as partes será bem maior.</p><p>Assista ao Vídeo “Fusões”, disponível no Link abaixo:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=5OMGLxJDyBA</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=5OMGLxJDyBA</p><p>12 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>2.4. Dissolução, Liquidação e Extinção</p><p>A dissolução representa a cessação da atividade de uma companhia, porém não é</p><p>por si um processo final. Depois da dissolução, virá a liquidação, e por fim, a extinção da</p><p>companhia. Algumas vezes ocorre desta cadeia não se completar, como no caso de</p><p>recuperação da companhia, reassumindo as suas atividades normais. Ocorre, também, a</p><p>possibilidade de a companhia passar direto da dissolução para a extinção, situação</p><p>verificada nos processos de reorganização por incorporação, fusão ou cisão. Segundo o</p><p>artigo 206 da Lei nº 6.404/76 (Lei das Sociedades Anônimas) uma companhia pode ser</p><p>dissolvida de três maneiras: pleno direito; por decisão judicial ou por decisão de autoridade</p><p>administrativa competente. Já a liquidação compreende o processo intermediário entre a</p><p>dissolução e a extinção, que tem por finalidade realizar os bens e direitos da companhia</p><p>(transformar os ativos da entidade em dinheiro), e proceder o pagamento de seus débitos</p><p>(liquidar as dívidas). De acordo com os artigos 208 e 209 da Lei nº 6.404/76 existem dois</p><p>tipos de liquidação: a privada e a judicial.</p><p>Por sua vez, a extinção representa a baixa da personalidade jurídica. Desfaz-se</p><p>juridicamente uma entidade a finalizando. O artigo 219 da Lei nº 6.404/76 estabelece duas</p><p>formas de uma companhia ser extinta: pelo encerramento da liquidação ou pela</p><p>incorporação, fusão e cisão total.</p><p>Auto Avaliação!</p><p>1. O que significa Incorporação?</p><p>2. Quais são os tipos de Cisão existentes?</p><p>13 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>3. AJUSTE AO VALOR PRESENTE (AVP)</p><p>Objetivo:</p><p>Demonstrar o conceito e aplicabilidade prática do ajuste a valor presente previsto no</p><p>Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) nº 12.</p><p>Introdução:</p><p>A contabilidade sempre teve por base os documentos fiscais que dão base às</p><p>operações, registrando as receitas em contrapartida aos ativos a receber pelo valor</p><p>transcrito do referido documento. No entanto, com o advento da Lei 11.638/2007, foi</p><p>introduzida a necessidade de realizar os ajustes a valor presente na escrituração contábil</p><p>para demonstrar o valor real da operação na data de emissão do demonstrativo financeiro.</p><p>A determinação da apuração do Ajuste a Valor Presente - AVP envolve elementos do ativo</p><p>e do passivo de longo prazo e todos os demais elementos patrimoniais de curto prazo, caso</p><p>tais ajustes tenham efeito relevante nas demonstrações levantadas, em obediência ao</p><p>previsto nos artigos 183, VII e 184, III da Lei 6.404/1976 com redação dada pela Lei</p><p>11.638/2007. Ainda foi publicada a Deliberação CVM 564/2008, que aprova o</p><p>Pronunciamento Técnico CPC nº 12 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, que trata</p><p>de Ajuste a Valor Presente.</p><p>3.1. Determinações Legais</p><p>3.1.1. Determinação Legal para itens do Ativo</p><p>Determina o Artigo 183, inciso</p><p>VIII da Lei 11.638/07 que “os elementos do ativo</p><p>decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente, sendo os</p><p>demais ajustados quando houver efeito relevante”.</p><p>Observa-se que a determinação legal é de ajustar os valores a receber de longo</p><p>prazo e os de curto prazo somente se os efeitos forem relevantes. Significa que, existindo</p><p>vendas a prazo com juros, estes devem ser excluídos da receita e as contas a receber</p><p>ajustado a valor presente, ou seja, a receita de juros será considerada no resultado pelo</p><p>regime de competência e não integralmente no momento do faturamento.</p><p>14 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>3.1.2. Determinação legal para itens do Passivo (obrigações com terceiros)</p><p>Da mesma forma que os itens do ativo, as obrigações também devem ser ajustadas</p><p>a valor presente, sendo compulsório para as obrigações de longo prazo e as demais</p><p>dependendo da relevância, conforme determina o Artigo 184, inciso III, Lei 11.638/07: “III –</p><p>as obrigações, os encargos e os riscos classificados no passivo não circulante serão</p><p>ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito</p><p>relevante”. Dessa forma, juros inclusos na aquisição de mercadorias ou maquinários</p><p>também devem ser excluídos (expurgados) e apropriados pelo regime de competência em</p><p>função do prazo.</p><p>3.1.3. AVP x Valor Justo</p><p>É necessário esclarecer que o AVP não é sinônimo de valor justo (fair value), não</p><p>representa o valor justo de um patrimônio. Conforme definição do CPC 12, o AVP objetiva</p><p>efetuar o ajuste para demonstrar o valor presente de um fluxo de caixa futuro (o valor de</p><p>um direito ou obrigação descontadas as taxas implícitas em seu valor original, registrar</p><p>essas taxas como despesas ou receitas financeiras); enquanto que o valor justo é o valor</p><p>pelo qual um ativo pode ser negociado, ou um passivo liquidado, entre partes interessadas,</p><p>conhecedoras do negócio e independentes entre si, com a ausência de fatores que</p><p>pressionem para a liquidação da transação ou que caracterizem uma transação</p><p>compulsória.</p><p>Ao utilizar o AVP, espera-se que os juros embutidos nos valores das operações a</p><p>prazo não provoquem distorções nas demonstrações contábeis, pois as empresas</p><p>deixavam de reconhecer despesas e receitas financeiras incluídas nas operações,</p><p>apurando resultados distorcidos. Desta forma, as operações tornam-se comparáveis sob o</p><p>ponto de vista de análise, independentemente de as empresas operarem à vista ou a prazo.</p><p>Para determinar o valor presente de um fluxo de caixa, três informações são</p><p>requeridas: valor do fluxo futuro (considerando todos os termos e as condições</p><p>contratados), data do referido fluxo financeiro e taxa de desconto aplicável à transação.</p><p>15 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>3.2. Mensuração e Aplicação do AVP</p><p>O conceito de valor presente deve estar associado à mensuração de ativos e</p><p>passivos levando-se em consideração o valor do dinheiro no tempo e as incertezas a eles</p><p>associados.</p><p>Ativos e passivos monetários com juros implícitos ou explícitos embutidos devem ser</p><p>mensurados pelo seu valor presente quando do seu reconhecimento inicial. Quando</p><p>aplicável, o custo de ativos não monetários deve ser ajustado em contrapartida; então, a</p><p>conta de receita, despesa financeira "pro-ratatemporis".</p><p>Utilizando como referência o padrão contábil internacional (IAS 12 - Item 53), não é</p><p>permitido efetuar descontos a valor presente para saldos de imposto de renda diferidos (e</p><p>contribuição social, no caso brasileiro). Essa vedação foi efetuada com o argumento de não</p><p>ser possível determinar com exatidão as datas em que os referidos valores serão</p><p>realizados. Dessa forma, esse tipo de desconto não é requerido ou permitido pelas normas</p><p>internacionais de contabilidade.</p><p>Deve-se observar que, caso haja uma renegociação da obrigação ou direito, uma</p><p>nova mensuração do ajuste a valor presente deve ser realizada, gerando um novo</p><p>reconhecimento do valor patrimonial e da receita ou despesa financeira.</p><p>O AVP deverá ser calculado com base em taxas de desconto que reflitam as</p><p>melhores avaliações do mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e os riscos</p><p>específicos do ativo e do passivo em suas datas originais.</p><p>Taxas de juros, implícitas ou explícitas na precificação inicial da operação devem</p><p>utilizar uma taxa de desconto que reflita juros compatíveis com a natureza, o prazo e os</p><p>riscos relacionados à transação, levando-se em consideração, ainda, as taxas de mercado</p><p>praticadas na data inicial da transação entre partes conhecedoras do negócio, que tenham</p><p>a intenção de efetuar a transação e em condições usuais de mercado.</p><p>Quando a taxa é explícita, o processo de avaliação passa por uma comparação entre</p><p>a taxa de juros da operação e a taxa de juros de mercado, na data da origem da transação.</p><p>Já para a taxa que estiver implícita, é necessário estimar a taxa da transação, considerando</p><p>as taxas de juros de mercado, conforme anteriormente mencionado.</p><p>16 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Mesmo nos casos em que as partes afirmem que os valores à vista e a prazo são os</p><p>mesmos, o AVP deve ser calculado e, se relevante, registrado. Por definição, valor presente</p><p>"é a estimativa do valor corrente de um fluxo de caixa futuro".</p><p>A quantificação do ajuste a valor presente deve ser realizada em base exponencial</p><p>"pro-rata die", a partir da origem de cada transação, sendo os seus efeitos apropriados nas</p><p>contas a que se vinculam.</p><p>3.3. NBC TG 12 – Ajuste A Valor Presente, Resolução Nº 1.151/09 do CFC</p><p>O Conselho Federal de Contabilidade determina os ajustes da mesma maneira,</p><p>conforme consta na Resolução nº 1.151/09 de 23/01/09, que aprovou a NBC TG 12 – Ajuste</p><p>a valor presente, diretrizes específicas 21, 22 e 23, transcritas a seguir:</p><p>21. Os elementos integrantes do ativo e do passivo decorrentes de</p><p>operações de longo prazo, ou de curto prazo quando houver efeito</p><p>relevante, devem ser ajustados a valor presente com base em taxas</p><p>de desconto que reflitam as melhores avaliações do mercado quanto</p><p>ao valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo e do</p><p>passivo em suas datas originais.</p><p>22. A quantificação do ajuste a valor presente deve ser realizada em</p><p>base exponencial "pro rata die", a partir da origem de cada transação,</p><p>sendo os seus efeitos apropriados nas contas a que se vinculam.</p><p>23. As reversões dos ajustes a valor presente dos ativos e passivos</p><p>monetários qualificáveis devem ser apropriadas como receitas ou</p><p>despesas financeiras, a não ser que a entidade possa devidamente</p><p>fundamentar que o financiamento feito a seus clientes faça parte de</p><p>suas atividades operacionais, quando então as reversões serão</p><p>apropriadas como receita operacional. Esse é o caso, por exemplo,</p><p>quando a entidade opera em dois segmentos distintos: (i) venda de</p><p>produtos e serviços e (ii) financiamento das vendas a prazo, e desde</p><p>que sejam relevantes esse ajuste e os efeitos de sua evidenciação.</p><p>Não está definida na legislação a base para consideração da relevância dos juros</p><p>que estão inclusos em uma operação. O próprio Comitê de Pronunciamentos Contábeis</p><p>(CPC) avalia tratar-se de tarefa complexa e que pode envolver uma equipe multidisciplinar</p><p>(contabilidade, finanças, negócios) para avaliar o contexto da operação de forma adequada.</p><p>3.4. Exemplos e contabilização</p><p>Nestes exemplos consideraremos juros simples e que os valores daqueles</p><p>embutidos na operação foram informados. Consta da Resolução nº 1151/09, itens 13 a 16</p><p>17 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>as orientações para a definição da taxa de desconto quando os juros não estiverem</p><p>especificados.</p><p>Exemplo 1 – Operação de venda: Considere que determinada empresa</p><p>vendeu um</p><p>produto a prazo e concedeu seis meses para pagamento. O valor à vista corresponde a R$</p><p>150.000,00 e foram embutidos de juros pelo parcelamento R$ 15.000,00, totalizando R$</p><p>165.000,00.</p><p>Lembramos que o objetivo do ajuste a valor presente é considerar a receita pelo</p><p>regime de competência e o ativo ajustado a valor presente. Assim, a receita a ser</p><p>reconhecida inicialmente é R$ 150.000,00, a qual corresponde ao preço à vista do produto</p><p>e a receita de juros apropriada mês a mês, segue o regime de competência, ou seja, R$</p><p>15.000,00/6 = R$ 2.500,00 a cada período, uma vez que estamos utilizando juros simples.</p><p>Dessa forma, podemos demonstrar essa transação com o seguinte fluxo:</p><p>Período de Competência</p><p>Venda do Produto Receita Financeira Total Geral</p><p>150.000,00 15.000,00 165.000,00</p><p>Receita de Vendas 30d 60d 90d 120d 150d 180d Total Total</p><p>150.000,00 2500 2500 2500 2500 2500 2500 15.000,00 165.000,00</p><p>Como contabilizar essa venda de acordo com a determinação da Resolução n°</p><p>1151/09, Ajuste a valor presente?</p><p>Lançamentos no diário no momento da transação da venda:</p><p>D/C Conta Valor ($) Observação</p><p>D Contas a Receber 165.000,00 AC: Ativo Circulante</p><p>C Receita de Vendas 150.000,00 DRE: Resultado</p><p>C Ajuste ao Valor Presente 15.000,00 Redutora do Ativo: Contas a Receber</p><p>Exemplo 2 – Operação de compra: Determinada empresa comprou uma máquina</p><p>pelo valor total de R$ 62.000,00, com prazo de pagamento de 180 dias, sendo deste valor</p><p>o valor de R$ 12.000,00 referente a juros pelo financiamento, o qual corresponde a 24%</p><p>sobre o preço à vista de R$ 50.000,00. Assim, o valor do imobilizado deve ser reconhecido</p><p>por R$ 50.000,00, que corresponde ao preço à vista da máquina e a despesa de juros</p><p>18 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>apropriada mês a mês, segue o regime de competência, ou seja, R$ 12.000,00/6 = R$</p><p>2.000,00 a cada período, uma vez que estamos utilizando juros simples.</p><p>Lançamentos no diário no momento da transação de compra:</p><p>D/C Conta Valor ($) Observação</p><p>D Imobilizado 50.000,00 ANC: Ativo Não Circulante</p><p>D Juros a Transcorrer 12.000,00 Redutora do Passivo Circulante</p><p>C Fornecedores 62.000,00 Passivo Circulante</p><p>Auto Avaliação!</p><p>1. O que determina o Artigo 183, inciso VIII da Lei 11.638/07?</p><p>2. Observa-se que a determinação legal é de ajustar os valores a receber de longo</p><p>prazo e os de curto prazo somente se os efeitos forem?</p><p>19 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>4. MENSURAÇÃO AO VALOR JUSTO (CPC 46)</p><p>Objetivo:</p><p>Verificar o Valor Justo que tem como objetivo demonstrar o valor de mercado de um</p><p>determinando ativo ou passivo, sendo que na impossibilidade de calculá-lo, se poderá</p><p>estimá-lo por meio de comparação com outros ativos ou passivos que tenham valor de</p><p>mercado, sendo esta última opção pouco viável.</p><p>Introdução:</p><p>O valor justo é uma mensuração baseada em mercado e não uma mensuração</p><p>específica da entidade. Para alguns ativos e passivos, pode haver informações de mercado</p><p>ou transações de mercado observáveis disponíveis e para outros pode não haver. Contudo,</p><p>o objetivo da mensuração do valor justo em ambos os casos é o mesmo – estimar o preço</p><p>pelo qual uma transação não forçada para vender o ativo ou para transferir o passivo</p><p>ocorreria entre participantes do mercado na data de mensuração sob condições correntes</p><p>de mercado (ou seja, preço de saída na data de mensuração do ponto de vista de</p><p>participante do mercado que detenha o ativo ou o passivo). O Pronunciamento define valor</p><p>justo como o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou que seria pago pela</p><p>transferência de um passivo em uma transação não forçada entre participantes do mercado</p><p>na data de mensuração. A mensuração do valor justo destina-se a um ativo ou passivo em</p><p>particular. Portanto, ao mensurar o valor justo, a entidade deve levar em consideração as</p><p>características do ativo ou passivo se os participantes do mercado, ao precificar o ativo ou</p><p>o passivo na data de mensuração levar essas características em consideração. Essas</p><p>características incluem, por exemplo; a condição e a localização do ativo, e restrições, se</p><p>houver, para a venda ou o uso do ativo.</p><p>4.1. Definição de Valor Justo</p><p>Segundo o CPC 46, valor justo é o preço que seria recebido pela venda de um ativo</p><p>ou que seria pago pela transferência de um passivo em uma transação não forçada1 entre</p><p>participantes do mercado2 (principal ou mais vantajoso) na data de mensuração (nas</p><p>1 Segundo o CPC 46, é uma transação que presume exposição ao mercado por um período antes da data de mensuração para permitir</p><p>atividades de marketing que são usuais e habituais para transações envolvendo esses ativos ou passivos.</p><p>2Compradores e vendedores do mercado principal (ou mais vantajoso) para o ativo ou passivo, os quais têm todas as características</p><p>a seguir: (a) são independentes entre si (CPC 05); (b) são conhecedores, tendo entendimento razoável do ativo ou passivo e da</p><p>transação com a utilização de todas as informações disponíveis; (c) são capazes de realizar transação com o ativo ou passivo; (d)</p><p>estão interessados em realizar transação com o ativo ou passivo, ou seja, estão motivados, mas não forçados ou obrigados a fazê-lo.</p><p>20 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>condições atuais de mercado, independentemente de esse preço ser diretamente</p><p>observável ou estimado utilizando-se outra técnica de avaliação). Trata-se de um preço de</p><p>saída na data de mensuração do ponto de vista de participante do mercado que detenha o</p><p>ativo ou o passivo.</p><p>Observe que o valor justo é uma mensuração baseada em mercado e não uma</p><p>mensuração específica da entidade. Portanto, por ser uma mensuração baseada em</p><p>mercado, o valor justo é mensurado utilizando-se as premissas que os participantes do</p><p>mercado utilizariam ao precificar o ativo ou o passivo, incluindo premissas sobre risco.</p><p>Como resultado, a intenção da entidade de manter um ativo ou de liquidar ou, de outro</p><p>modo, satisfazer um passivo nãoé relevante ao mensurar o valor justo.</p><p>Nesse sentido, o CPC 46 destaca que a mensuração do valor justo requer que a</p><p>entidade determine todos os itens a seguir:</p><p>a) O ativo ou passivo específico objeto da mensuração (de forma consistente com a</p><p>sua unidade de contabilização);</p><p>b) Para um ativo não financeiro, a premissa de avaliação apropriada para a</p><p>mensuração (de forma consistente com o seu melhor uso possível);</p><p>c) O mercado principal (ou mais vantajoso) para o ativo ou passivo;</p><p>d) As técnicas de avaliação apropriadas para a mensuração, considerando-se a</p><p>disponibilidade de dados que se possam desenvolver informações que</p><p>representem as premissas utilizadas por participantes do mercado ao precificar o</p><p>ativo ou o passivo.</p><p>4.2. Ativo ou Passivo</p><p>Segundo o CPC 46, a mensuração do valor justo destina-se a um ativo ou passivo</p><p>em particular. Portanto, ao mensurar o valor justo, a entidade deve levar em consideração</p><p>as características do ativo ou passivo se os participantes do mercado, ao precificar o ativo</p><p>ou o passivo na data de mensuração, levarem essas características em consideração.</p><p>Essas características incluem, por exemplo:</p><p>a) A condição e a localização do ativo; e</p><p>b) Restrições se houver, para a venda ou o uso do ativo.</p><p>21 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>O CPC 46 destaca que o ativo ou o passivo mensurado ao valor justo pode ser</p><p>qualquer um dos seguintes:</p><p>a) Um ativo ou passivo individual (por exemplo, um instrumento financeiro ou um</p><p>ativo não financeiro); ou</p><p>b) Um grupo de ativos, grupo de passivos ou grupo de ativos e passivos (por</p><p>exemplo, uma unidade geradora de caixa ou um negócio).</p><p>4.3. Transação</p><p>Segundo o CPC 46, a mensuração do valor justo presume que o ativo ou</p><p>o passivo</p><p>é trocado em uma transação não forçada entre participantes do mercado para a venda do</p><p>ativo ou a transferência do passivo na data de mensuração nas condições atuais de</p><p>mercado. Nesse sentido, a mensuração do valor justo presume que a transação para a</p><p>venda do ativo ou transferência do passivo ocorre:</p><p>a) No mercado principal para o ativo ou passivo; ou</p><p>b) Na ausência de mercado principal, no mercado mais vantajoso para o ativo ou</p><p>passivo.</p><p>Mercado Principal é o mercado com o maior volume e nível de atividade para</p><p>o ativo ou passivo e o Mercado mais vantajoso: é aquele que maximiza o valor</p><p>recebido para vender o ativo ou que minimiza o valor pago para transferir o</p><p>passivo, após levar em consideração os custos de transação e transporte.</p><p>Uma empresa comercializa determinado produto agrícola, cuja cotação no</p><p>mercado principal é de R$ 1.000 e no mercado mais vantajoso é de R$ 1.100.</p><p>Nesse caso, o valor justo do produto agrícola no momento da colheita será de</p><p>R$ 1.000. Observe que somente vamos considerar o valor no mercado mais</p><p>vantajoso na ausência de mercado principal. Logo, no caso apresentado na</p><p>questão, como existe mercado principal, usamos o valor neste mercado (no</p><p>caso, 1.000). Aliás, o item 18 do CPC 46 estabelece que se houver mercado</p><p>principal para o ativo ou passivo, a mensuração do valor justo deve</p><p>representar o preço nesse mercado (seja esse preço diretamente observável</p><p>ou estimado utilizando-se outra técnica de avaliação), ainda que o preço em</p><p>mercado diferente seja potencialmente mais vantajoso na data de</p><p>22 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>mensuração. O CPC 46 destaca que, embora a entidade deva ser capaz de</p><p>acessar o mercado, ela não precisa ser capaz de vender o ativo específico ou</p><p>transferir o passivo específico na data de mensuração para que possa</p><p>mensurar o valor justo com base no preço desse mercado.</p><p>4.4. Preço</p><p>Conforme estudamos, valor justo é o preço que seria recebido pela venda de um</p><p>ativo ou pago pela transferência de um passivo em uma transação não forçada no</p><p>mercado principal (ou mais vantajoso) na data de mensuração nas condições atuais</p><p>de mercado (ou seja, um preço de saída), independentemente de esse preço ser</p><p>diretamente observável ou estimado utilizando-se outra técnica de avaliação.</p><p>Nesse sentido, o CPC 46 informa que o preço no mercado principal (ou mais</p><p>vantajoso) utilizado para mensurar o valor justo do ativo ou passivo não deve ser ajustado</p><p>para refletir custos de transação. Os custos de transação devem ser contabilizados de</p><p>acordo com outros Pronunciamentos. Os custos de transação não são uma característica</p><p>de um ativo ou passivo; em vez disso, são específicos de uma transação e podem diferir</p><p>dependendo de como a entidade realizar a realizar a transação para o ativo ou passivo.</p><p>Os custos de transação não incluem custos de transporte. Se a localização for uma</p><p>característica do ativo (como pode ser o caso para, por exemplo, uma commodity), o preço</p><p>no mercado principal (ou mais vantajoso) deve ser ajustado para refletir os custos, se</p><p>houver, que seriam incorridos para transportar o ativo de seu local atual para esse mercado.</p><p>4.5. Valor justo no reconhecimento inicial</p><p>Segundo o CPC 46, quando o ativo é adquirido ou o passivo assumido em transação</p><p>de troca para esse ativo ou passivo, o preço da transação é o preço pago para adquirir o</p><p>ativo ou recebido para assumir o passivo (um preço de entrada). Por outro lado, o valor</p><p>justo do ativo ou passivo é o preço que seria recebido para vender o ativo ou pago</p><p>para transferir o passivo (um preço de saída). As entidades não necessariamente</p><p>vendem ativos pelos preços pagos para adquiri-los. Similarmente, as entidades não</p><p>necessariamente transferem passivos pelos preços recebidos para assumi-los. Nesse</p><p>sentido, em muitos casos, o preço da transação é igual ao valor justo (esse pode ser o caso,</p><p>23 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>por exemplo, quando, na data da transação, a transação para a compra de um ativo ocorre</p><p>no mercado em que o ativo seria vendido).</p><p>4.6. Técnicas de avaliação</p><p>O objetivo das técnicas de avaliação descritas no CPC 46 é basicamente estimar o</p><p>valor justo.</p><p>Nos termos do CPC 46, a entidade deve utilizar técnicas de avaliação que sejam</p><p>apropriadas nas circunstâncias e para as quais haja dados suficientes disponíveis para</p><p>mensurar o valor justo, maximizando o uso de dados observáveis relevantes e</p><p>minimizando o uso de dados não observáveis.</p><p> Dados Observáveis: Informações que são desenvolvidas utilizando-se dados</p><p>de mercado, tais como informações disponíveis publicamente sobre eventos ou</p><p>transações reais, e que refletem as premissas que participantes do mercado</p><p>utilizariam ao precificar o ativo ou o passivo. Um exemplo de dado observável</p><p>seria o preço de uma ação cotada na bolsa de valores em determinado</p><p>momento/período.</p><p> Dados Não observáveis: Informações em relação às quais não há dados de</p><p>mercado disponíveis e as quais são desenvolvidas utilizando-se as melhores</p><p>informações disponíveis sobre as premissas que seriam utilizadas pelos</p><p>participantes do mercado ao precificar o ativo ou o passivo.</p><p>O CPC 46 aborda três tipos de técnicas de avaliação, quais sejam:</p><p>1. Abordagem de mercado: utiliza preços e outras informações relevantes</p><p>geradas por transações de mercado envolvendo ativos, passivos ou grupo de</p><p>ativos e passivos, como, por exemplo, um negócio idêntico ou comparável (ou</p><p>seja, similar).</p><p> Técnicas de avaliação consistentes com a abordagem de mercado</p><p>frequentemente utilizam múltiplos de mercado obtidos a partir de um conjunto</p><p>de elementos de comparação. Os múltiplos devem estar em faixas, com um</p><p>múltiplo diferente para cada elemento de comparação. A escolha do múltiplo</p><p>apropriado dentro da faixa exige julgamento, considerando-se fatores</p><p>qualitativos e quantitativos específicos da mensuração.</p><p> Técnicas de avaliação consistentes com a abordagem de mercado incluem a</p><p>24 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>precificação por matriz. Precificação por matriz é uma técnica matemática</p><p>utilizada principalmente para avaliar alguns tipos de instrumentos financeiros,</p><p>tais como títulos de dívida, sem se basear exclusivamente em preços cotados</p><p>para os títulos específicos, mas, sim, baseando-se na relação dos títulos com</p><p>outros títulos cotados de referência.</p><p>2. Abordagem de custo: reflete o valor que seria necessário atualmente para</p><p>substituir a capacidade de serviço de ativo (normalmente referido como custo de</p><p>substituição/reposição atual).</p><p>3. Abordagem de receita: converte valores futuros (por exemplo, fluxos de caixa</p><p>ou receitas e despesas) em um valor único atual (ou seja, descontado). Quando</p><p>a abordagem de receita é utilizada, a mensuração do valor justo reflete as</p><p>expectativas de mercado atuais em relação a esses valores futuros.</p><p>Essa técnica de avaliação (abordagem da receita) inclui, por exemplo:</p><p>a) Técnicas de valor presente;</p><p>b) Modelos de precificação de opções, como a fórmula de Black-Scholes-Merton</p><p>ou modelo binomial (ou seja, modelo de árvore), que incorporem técnicas de</p><p>valor presente e reflitam tanto o valor temporal quanto o valor intrínseco da</p><p>opção; e</p><p>c) O método de ganhos excedentes em múltiplos períodos, que é utilizado para</p><p>mensurar o valor justo de alguns ativos intangíveis.</p><p>4.7. Hierarquia do Valor Justo</p><p>A fim de aumentar a consistência e a comparabilidade nas mensurações do valor</p><p>justo e nas divulgações correspondentes, o CPC 46 estabelece uma hierarquia de valor</p><p>justo que classificam em três níveis as informações aplicadas nas técnicas de avaliação</p><p>utilizadas na mensuração do valor justo.</p><p>Essa definição dos níveis hierárquicos para mensuração do valor justo é importante</p><p>para que o conceito de valor justo não se confunda exclusivamente com o conceito de preço</p><p>de mercado. Segundo a doutrina, o conceito de valor justo é mais amplo do que o</p><p>conceito de valor de mercado, por isso os termos não devem ser tratados como</p><p>sinônimos, principalmente para não gerar uma falsa ideia de que o valor justo não pode ser</p><p>aplicado, quando não existe valor de mercado para o ativo.</p><p>25 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Níveis hierárquicos para mensuração do valor justo</p><p> Informações de Nível 1: são preços cotados (não ajustados) em mercados</p><p>ativos (transações ocorrem com frequência e volume suficiente para fornecer</p><p>informações de precificação de forma contínua) para ativos ou passivos idênticos</p><p>a que a entidade possa ter acesso na data de mensuração.</p><p> Informações de Nível 2: são informações que são observáveis para o ativo ou</p><p>passivo, seja direta ou indiretamente, exceto preços cotados incluídos no Nível 1.</p><p> Informações de Nível 3: são dados não observáveis para o ativo ou passivo;</p><p>baseados em premissas próprias da entidade sobre o mercado.</p><p>Nesse sentido, observa-se que a hierarquia de valor justo dá a mais alta prioridade</p><p>a preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos</p><p>(informações de Nível 1) e a mais baixa prioridade a dados não observáveis (informações</p><p>de Nível 3).</p><p>Esquematicamente, temos:</p><p>Auto Avaliação!</p><p>1. Defina dados observáveis e dados não observáveis?</p><p>2. O que reflete uma abordagem de custo?</p><p>Nivel 1</p><p>Preços Cotados</p><p>Nivel 2</p><p>Dados Observáveis</p><p>Nivel 3</p><p>Dados não Observáveis</p><p>26 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>5. RECONHECIMENTO, CLASSIFICAÇÃO E MENSURAÇÃO DOS</p><p>ATIVOS ADQUIRIDOS, OS PASSIVOS ASSUMIDOS</p><p>Objetivo:</p><p>Verificar a relevância, a confiabilidade e a comparabilidade das informações que uma</p><p>entidade fornece em suas demonstrações contábeis acerca de uma combinação de</p><p>negócios e sobre seus efeitos na mensuração de ativos adquiridos e os passivos</p><p>assumidos, segundo o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) 15.</p><p>Introdução:</p><p>O princípio geral do Pronunciamento é que o adquirente deve reconhecer,</p><p>obrigatoriamente, os ativos adquiridos e os passivos que passa a controlar pelos seus</p><p>respectivos valores justos, mensurados na data de aquisição, divulgando informações que</p><p>permitam atingir o objetivo citado no item anterior. Uma combinação de negócios deve ser</p><p>contabilizada pelo método de aquisição, a menos que a combinação envolva entidades ou</p><p>negócios sob controle comum (entre empresas “do mesmo grupo econômico”). Uma das</p><p>partes da combinação de negócios sempre precisa ser identificada como a adquirente, a</p><p>qual é a entidade que obtém o controle de outros negócios (a adquirida), mesmo no caso</p><p>de genuínas fusões. Estabelece princípios para o reconhecimento e a mensuração dos</p><p>ativos identificáveis adquiridos, dos passivos assumidos e da participação dos não</p><p>controladores na adquirida, se houver. As classificações e as designações feitas no</p><p>reconhecimento desses itens devem ser feitas de acordo com os termos contratuais, as</p><p>condições econômicas, as políticas contábeis do adquirente e outros fatores existentes à</p><p>data de aquisição. O Pronunciamento se aplica inclusive aos casos em que a aquisição de</p><p>um controle se dá mesmo sem aquisição de ações, como no caso de a adquirida adquirir</p><p>de sócios suas próprias ações e com isso um sócio que não era transformar-se em</p><p>controlador.</p><p>5.1. Ativos e Passivos Identificáveis</p><p>Os ativos e passivos identificáveis adquiridos devem ser reconhecidos</p><p>separadamente na data de aquisição.</p><p>Um item é identificável se for separável ou advir de contrato ou outro direito legal.</p><p>Isso significa que alguns ativos, principalmente ativos intangíveis, serão reconhecidos nas</p><p>27 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>demonstrações contábeis consolidadas quando da aquisição, mas não das demonstrações</p><p>contábeis individuais (empresa adquirida). Podemos citar alguns exemplos de tais ativos</p><p>intangíveis como marcas, lista de clientes, domínios de internet, pedidos ou ordens de</p><p>produção aguardando execução e base de dados. Por outro lado, um ativo intangível</p><p>relacionado a equipe de trabalho não pode ser reconhecido por não atender o critério da</p><p>identificabilidade, porém alguns contratos de mão de obra especializada, conforme suas</p><p>especificidades podem ser reconhecidas como ativo intangível.</p><p>Ativos intangíveis são aqueles que não têm existência física, um ativo</p><p>intangível deve ser reconhecido apenas se:</p><p>(a) for provável que os benefícios econômicos futuros esperados</p><p>atribuíveis ao ativo serão gerados em favor da entidade; e</p><p>(b) o custo do ativo possa ser mensurado com confiabilidade.</p><p>Qualquer custo futuro que a entidade esperar incorrer em respeito uma</p><p>reestruturação da subsidiária não deve ser reconhecido como uma provisão na data de</p><p>aquisição, sendo tratados como custo pós-aquisição. Tal proibição visa banir o</p><p>reconhecimento de grandes provisões, que geram um aumento do goodwill. Assim o</p><p>goodwill é reduzido contra os lucros por um período mais longo, do que o efeito do</p><p>reconhecimento de uma provisão após a aquisição.</p><p>Segundo o CPC 25, Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, os</p><p>passivos contingenciais não devem ser reconhecidos nas demonstrações contábeis,</p><p>contudo, se um passivo contingencial em uma combinação de negócios advir de uma</p><p>obrigação presente que não foi reconhecida como uma provisão devido a saída de</p><p>benefícios econômicos não ser provável.</p><p>Tal contingência deve ser reconhecida nas demonstrações consolidadas, caso seja</p><p>possível mensurar seu valor justo com confiança. Assim, algumas provisões serão</p><p>reconhecidas nas demonstrações contábeis consolidadas, mas não nas individuais.</p><p>Portanto, este tratamento faz sentido, já que nesse caso há reflexo financeiro direto no</p><p>custo da aquisição, com o comprador reduzindo o valor do negócio pela existência de</p><p>passivo contingente, mesmo não reconhecido contabilmente. Por outro lado, não</p><p>28 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>reconhece a figura do ativo contingente na combinação de negócios provavelmente por</p><p>causa da prudência na avaliação dos ativos específicos, tendo preferido deixar essa parte</p><p>como integrante do goodwill.</p><p>Na data de aquisição o adquirente deve classificar ou designar os ativos</p><p>identificáveis adquiridos e os passivos assumidos da forma necessária para a aplicação</p><p>posterior de outros pronunciamentos. O adquirente deve fazer tais classificações ou</p><p>designações com base nos termos contratuais, condições econômicas, políticas contábeis</p><p>e outras condições pertinentes na data de aquisição. Assim, a classificação de alguns itens</p><p>pode ser alterada nas demonstrações contábeis consolidadas. Temos como exemplo, a</p><p>classificação de ativos financeiros, contabilização de hedge e separação de derivativos</p><p>embutidos. Porém existem 2 exceções, classificação de arrendamentos mercantis entre</p><p>financeiros e operacional e classificação de um contrato como contrato de seguro, tais</p><p>transações devem ser classificadas como base em suas cláusulas contratuais e fatores</p><p>existentes na data de início do contrato.</p><p>Todos os ativos e passivos identificáveis da adquirente devem ser mensurados pelos</p><p>respectivos valores justos na data de aquisição. Ou pela parte que couber aos não</p><p>controladores no valor dos ativos líquidos da adquirida mensurados contabilmente.</p><p>O Pronunciamento prevê limitadas exceções aos princípios de reconhecimento e</p><p>mensuração:</p><p>a) Arrendamentos e contratos de seguro devem ser classificados com base nas</p><p>condições contratuais e em outros fatores do início do contrato (ou de quando</p><p>as cláusulas do contrato foram</p><p>alteradas) em vez de com base nos fatores e nas</p><p>condições existentes na data da aquisição;</p><p>b) Serão reconhecidos somente os passivos contingentes assumidos na</p><p>combinação que se constituírem em obrigações presentes e que puderem ser</p><p>mensurados com confiabilidade;</p><p>c) Exige-se que alguns ativos e passivos sejam reconhecidos ou mensurados de</p><p>acordo com outros Pronunciamentos em vez de pelos seus respectivos valores</p><p>justos. Os ativos e passivos afetados por essa exigência são aqueles dentro do</p><p>alcance dos seguintes Pronunciamentos Técnicos: CPC 32 – Tributos sobre o</p><p>Lucro, CPC 33 – Benefícios a Empregados, CPC 10 – Pagamento Baseado em</p><p>29 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Ações e CPC 31 - Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação</p><p>Descontinuada;</p><p>d) Existem exigências específicas para a mensuração de um direito readquirido</p><p>(vendido anteriormente pela adquirente à adquirida e agora retornado à primeira</p><p>por força da combinação de negócios);</p><p>e) Os ativos de indenização (valores a receber por força de alguma incerteza ou</p><p>contingência a ser resolvida no futuro) são reconhecidos e mensurados em</p><p>bases consistentes com o item objeto da indenização, independentemente de</p><p>não serem mensurados ao valor justo. Podem também existir passivos de</p><p>indenização.</p><p>Uma vez reconhecidos e mensurados os ativos identificáveis adquiridos, os passivos</p><p>assumidos e a participação dos não controladores, o Pronunciamento exige que o</p><p>adquirente identifique eventual diferença entre:</p><p>a) A soma do valor justo dos seguintes itens: (i) contraprestação transferida total;</p><p>(ii) participação dos não controladores na adquirida, se houver; (iii) participação</p><p>do adquirente na adquirida imediatamente antes da data da combinação, se</p><p>houver (no caso de uma combinação alcançada em fases); e</p><p>b) O valor dos ativos líquidos identificáveis da adquirida medido conforme os itens</p><p>anteriormente mencionados.</p><p>A partir dos ajustes a valor justo do balanço da adquirida surge a figura da</p><p>demonstração separada, que representa aquela utilizada para consolidação, que pode</p><p>diferir da individual. A seguir iremos exemplificar o reconhecimento e mensuração dos</p><p>ativos adquiridos e passivos assumidos.</p><p>Exemplo: Suponha que a empresa “Âmbar” compre a empresa “Rubi” que tem o</p><p>seguinte Balanço Patrimonial:</p><p>Ativo</p><p>Passivo + Patrimônio Líquido</p><p>Caixa $10.000 Fornecedores $ 20.000</p><p>Estoque $25.000 Capital Social $ 50.000</p><p>Imobilizado $50.000 Reserva de lucro $15.000</p><p>Total $85.000 Total $ 85.000</p><p>No reconhecimento e mensuração a valores de mercado os seguintes ajustes foram</p><p>identificados pela Administração:</p><p>30 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>1. O imobilizado tem um valor justo de $60.000.</p><p>2. A “Rubi” possuí uma marca registrada não reconhecida com valor de mercado</p><p>de $10.000.</p><p>3. O estoque está superavaliado, valendo no mercado $20.000.</p><p>Ficando assim, o Balanço ajustado:</p><p>Ativo</p><p>Passivo + Patrimônio Líquido</p><p>Caixa $10.000 Fornecedores $ 20.000</p><p>Estoque* $20.000 Capital Social $ 50.000</p><p>Imobilizado* $60.000 Reserva de lucro $15.000</p><p>Ativo intangível* $10.000 Ajuste de avaliação Patrimonial* $15.000</p><p>Total $100.000 Total $ 100.000</p><p>Assim a demonstração individual de “Rubi” continua sendo a primeira, porém a</p><p>demonstração separada é a segunda, no qual as diferenças são temporárias.</p><p>Assista ao Vídeo “Ativo Intangível CONTABILIDADE 9.3.5”, disponível no Link</p><p>abaixo:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=srl0X8utIX0</p><p>Auto Avaliação!</p><p>1. Defina Ativo Intangível?</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=srl0X8utIX0</p><p>31 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>6. REDUÇÃO AO VALOR RECUPERÁVEL DE ATIVOS (IMPAIRMENT)</p><p>Objetivo:</p><p>Compreender o teste de impairment ou teste de recuperabilidade, bem como os</p><p>procedimentos que a entidade deve aplicar para assegurar que os seus ativos estejam</p><p>registrados contabilmente por valor que não exceda seus valores de recuperação. Portanto,</p><p>se for este o caso, o ativo é caracterizado como sujeito ao reconhecimento de perdas, e o</p><p>Pronunciamento Técnico CPC01 requer que a entidade reconheça um ajuste para perdas</p><p>por desvalorização. A Norma também especifica quando a entidade deve reverter um ajuste</p><p>para perdas por desvalorização e estabelece as divulgações requeridas.</p><p>Introdução:</p><p>O teste de impairment visa atender às normas contábeis previstas pelo órgão</p><p>internacional, International Financial Reporting Standards (IFRS) e a Lei 11.638/07, em</p><p>atendimento as exigências contábeis. Trata-se da "redução do valor recuperável de ativos",</p><p>conforme o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) que emitiu o Pronunciamento</p><p>Técnico CPC01, referente a Redução ao Valor Recuperável de Ativos, já convalidado pela</p><p>Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Superintendência de Seguros Privados (SUSEP),</p><p>Conselho Monetário Nacionale pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC).Quando as</p><p>expectativas de retorno dos ativos patrimoniais de longa duração são diminuídas,</p><p>substancialmente, em virtude de situações adversas, não devem permanecer evidenciados</p><p>no Balanço Patrimonial da empresa pelo seu valor de custo de aquisição depreciado</p><p>(amortizado), uma vez que seu valor não demonstra mais capacidade de geração do</p><p>benefício esperado, quando de sua aquisição.</p><p>6.1. Teste de Impairment ou Teste de Recuperabilidade</p><p>Impairment vem do inglês e significa deterioração. Segundo esta normativa,</p><p>a entidade deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores</p><p>registrados no imobilizado e no intangível (§ 3 do art. 183 da Lei 6.404/1976).</p><p>Tecnicamente trata-se da redução do valor recuperável de um bem ativo, mas na</p><p>prática, quer dizer que as companhias terão que avaliar, periodicamente, os ativos que</p><p>geram resultados antes de contabilizá-los no balanço. Cada vez que se verificar que um</p><p>ativo esteja avaliado por valor não recuperável no futuro, ou seja, toda vez que houver uma</p><p>32 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>projeção de geração de caixa em valor inferior ao montante pelo qual o ativo está registrado,</p><p>a companhia terá que fazer a baixa contábil desta diferença.</p><p>O ajuste para perdas por desvalorização decorre da obrigação de avaliar os</p><p>ativos, no mínimo anualmente, para ajustá-los ao valor de sua realização, caso este seja</p><p>inferior ao valor contábil. Valor contábil é o montante pelo qual o ativo está reconhecido</p><p>no balanço depois da dedução de toda respectiva depreciação, amortização ou exaustão</p><p>acumulada e ajuste para perdas. Dentre outras situações, por exemplo, o ativo precisa ser</p><p>avaliado em decorrência da obsolescência ou de dano físico, o que o retorno esperado do</p><p>ativo (fluxo de caixa futuro descontado) é menor que o valor contábil.</p><p>Este teste de redução ao valor recuperável pode ser executado a qualquer momento</p><p>no período de um ano, desde que seja executado, todo ano, no mesmo período. As</p><p>metodologias para avaliação da recuperação de ativos são estipuladas na NBC TG 01 e</p><p>CPC 01, dentre as quais, a estimativa do valor em uso de um ativo.</p><p>Um ativo está registrado contabilmente por R$ 10.000,00 e seu valor recuperável é</p><p>de R$ 8.000,00, teremos que ajustar a diferença (perda de R$ 2.000,00 (10.000,00 –</p><p>8.000,00) realizando o lançamento contábil na seguinte forma:</p><p>Débito Perda por Desvalorização de Ativos R$ 2.000,00</p><p>Crédito (-) Perdas por Desvalorização (conta redutora do Ativo) R$ 2.000,00</p><p>Nota: não se ajusta eventual ganho (valor recuperável superior ao valor contábil).</p><p>6.2. Definições</p><p>A Lei nº 6.404/76 e as alterações posteriores (Lei nº 11.638/07 e Lei nº 11.941/09)</p><p>determinam que periodicamente, pelo menos ao final de cada exercício, sejam realizadas</p><p>análises para verificar a recuperação de valores registrados</p><p>no imobilizado e no intangível,</p><p>ou também chamado de Impairment Test.</p><p>O objetivo não é reavaliar um item que esteja abaixo do seu valor, uma vez que não</p><p>se pode mais realizar a reavaliação positiva.</p><p>Essa determinação tem como finalidade verificar permanentemente qualquer</p><p>redução que deva ser feita para ajustar o valor contábil ao valor de venda do bem ou ao</p><p>33 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>valor que o bem pode gerar para a empresa, de forma que seja, de acordo com o artigo</p><p>183, parágrafo 3º, da Lei nº 11.638/07:</p><p>I – Registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de</p><p>interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando</p><p>comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para a recuperação</p><p>desse valor; ou</p><p>II – Revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil</p><p>econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização.</p><p>Desta forma, o objetivo do Impairment Test (CPC 01) ou redução ao valor</p><p>recuperável de ativos é assegurar que os ativos não estejam registrados contabilmente por</p><p>um valor superior àquele passível de ser recuperado no tempo por uso nas operações da</p><p>entidade ou em sua eventual venda.</p><p>Em suma, o teste visa certificar que o Valor de Recuperação do Ativo, ou seja, o</p><p>Valor de retorno dele por uso ou venda não é menor do que o Valor Registrado</p><p>Contabilmente, e se isto acontecer, e por algum motivo ele for menor, teremos que ajustar</p><p>por meio de uma contabilização de Estimativa de Perdas para que o Ativo não fique “Super</p><p>Valorizado”.</p><p>A NBC TG 01, Resolução nº 1.292/10, define os procedimentos para a realização</p><p>desse teste e determina que o valor das perdas deva ser reconhecido imediatamente no</p><p>resultado do período e que os prazos de depreciação, amortização ou exaustão devem ser</p><p>ajustados após a análise de recuperação.</p><p>Esse procedimento deve ser aplicado predominantemente para itens do imobilizado</p><p>e do intangível e, em algumas situações, para itens do Investimento: Controladas,</p><p>Coligadas e Empreendimento Controlado em Conjunto.</p><p>34 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>NA NBC TG 01, encontram-se definições importantes para o entendimento da</p><p>norma, das quais se destacam:</p><p>Termo Significado</p><p>Valor contábil</p><p>Montante pelo qual os ativos estão reconhecidos no balanço depois</p><p>da dedução da depreciação, amortização ou exaustão acumulada</p><p>reajuste para perdas.</p><p>Unidade geradora de caixa Menor grupo identificável de ativos que gera as entradas de caixa.</p><p>Valor em uso</p><p>Valor presente dos benefícios futuros esperados com a utilização do</p><p>ativo.</p><p>Valor recuperável de um ativo</p><p>ou de uma unidade geradora de</p><p>caixa</p><p>Maior valor entre o valor líquido de venda de um ativo e seu valor</p><p>de uso.</p><p>Valor líquido de venda</p><p>Valor a ser obtido pela venda de um ativo ou unidade geradora de</p><p>caixa em transições em bases comutativas, entre partes</p><p>interessadas, subtraídas as despesas estimadas de venda.</p><p>Vida útil</p><p>Período de tempo pelo qual a entidade espera usar um ativo ou</p><p>número de unidades de produção semelhantes que a entidade</p><p>espera obter do ativo.</p><p>Ativos corporativos</p><p>Aqueles que contribuem, mesmo que indiretamente, para fluxos de</p><p>caixa futuros, tanto da unidade de caixa sob revisão quanto de</p><p>outras unidades geradoras de caixa.</p><p>Mercado ativo</p><p>Mercado onde existem as seguintes condições:</p><p>a. os itens transacionados são homogêneos;</p><p>b. vendedores e compradores com disposição para negociar são</p><p>encontrados a qualquer momento para efetuar transação;</p><p>c. os preços estão disponíveis para o público.</p><p>6.3. Como realizar o Impairment Test</p><p>O cálculo em si consiste em comparar o Valor Contábil com o Valor Recuperável.</p><p> Se o Valor Contábil for maior, significa que teremos que reconhecer</p><p>contabilmente uma Perda, porque o Valor de Recuperação do Ativo está menor</p><p>que o Valor Líquido Contabilizado, então ele está contabilmente Super</p><p>Valorizado;</p><p> Se o Valor Contábil for menor, significa que o Valor a ser Recuperado pelo Ativo</p><p>é superior ao Valor que está contabilizado, e isso não implica em ajustes.</p><p>35 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Para fazer o cálculo é necessário encontrar o Valor Recuperável, pois o Valor</p><p>Contábil é o que já está registrado.</p><p>O Valor Recuperável será o maior valor quando compararmos o Valor Justo, líquido</p><p>das despesas com vendas e o Valor em Uso, conforme determina a NBC TG 01 (R3) em</p><p>seu item 18.</p><p>Exemplo 1: A indústria ABC vai efetuar o Teste de Impairment, e para isso apurou</p><p>as seguintes informações</p><p>Imobilizado (valor de custo) R$75.000,00</p><p>(-) Depreciação Acumulada R$15.000,00</p><p>Valor Justo, líquido das despesas com vendas R$58.500,00</p><p>Valor em uso R$62.000,00</p><p>Fazendo o Teste de Impairment (Teste de Recuperabilidade)</p><p>1. Determinar o Valor Recuperável: O maior Valor entre o Valor Justo, líquido das</p><p>Despesas com Vendas e o Valor em Uso</p><p>Valor Justo líquido das despesas com vendas R$58.500,00</p><p>Valor em uso R$62.000,00</p><p>Valor Recuperável = R$62.000,00</p><p>2. Efetuar o Teste: Comparar o Valor Contábil com o Valor Recuperável</p><p>Valor Contábil * R$60.000,00</p><p>Valor Recuperável R$62.000,00</p><p>* Valor Contábil = R$75.000,00 – R$15.000,00 = R$60.000,00</p><p>Neste caso não faremos nada, pois o Imobilizado continua registrado como estava.</p><p>Não há nenhum ajuste a fazer porque o Valor Recuperável é maior que o Valor Contábil.</p><p>Portanto o Ajuste de Perdas só é feito quando a situação é contrária, ou seja, o Valor</p><p>Contábil é maior que o Valor Recuperável.</p><p>Exemplo 2: A indústria ABC vai efetuar o Teste de Impairment, e para isso apurou</p><p>as seguintes informações</p><p>Imobilizado (valor de custo) R$95.000,00</p><p>(-) Depreciação Acumulada R$19.000,00</p><p>Valor Justo, líquido das despesas com vendas R$73.500,00</p><p>Valor em uso R$69.000,00</p><p>36 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Fazendo o Teste de Impairment (Teste de Recuperabilidade)</p><p>3. Determinar o Valor Recuperável: O maior Valor entre o Valor Justo, líquido das</p><p>Despesas com Vendas e o Valor em Uso.</p><p>Valor Justo líquido das despesas com vendas R$73.500,00</p><p>Valor em uso R$69.000,00</p><p>Valor Recuperável = R$73.500,00</p><p>4. Efetuar o Teste: Comparar o Valor Contábil com o Valor Recuperável</p><p>Valor Contábil * R$76.000,00</p><p>Valor Recuperável R$73.500,00</p><p>Valor Contábil = R$95.000,00 – R$19.000,00 = R$76.000,00</p><p>Neste caso precisamos fazer um Ajuste para Perdas porque o Valor Recuperável é</p><p>menor que o Valor Contábil. O Ajuste será feito pelo valor da diferença, a saber:</p><p>DÉBITO Perda por Desvalorização do Ativo R$2.500,00</p><p>CRÉDITO Estimativa para Perdas com Desvalorização R$2.500,00</p><p>R$ 76.000,00 – R$ 73.500,00 = R$ 2.500,00</p><p>Auto Avaliação!</p><p>1. Defina Impairment?</p><p>2. Qual a definição de valor contábil?</p><p>37 Contabilidade Societária</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>7. ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING)</p><p>Objetivo:</p><p>Compreender o tratamento contábil relacionado ao Comitê de Pronunciamentos</p><p>Contábeis (CPC) 06, arrendamentos mercantis ou leasings, que trata do direito de utilizar</p><p>ativos que existam serviços substanciais relativos ou à manutenção destes, bem como as</p><p>políticas contábeis e divulgações apropriadas a aplicar em relação a arrendamentos</p><p>mercantis.</p><p>Introdução:</p><p>O CPC 06 deve ser aplicado na contabilização de todas as operações de</p><p>arrendamento mercantil (leasing) desde que não se constitua em exceção. Arrendamento</p><p>mercantil é um contrato entre duas partes, também conhecido como leasing. Os sujeitos ou</p><p>partes deste contrato são denominados “arrendador” e “arrendatário”, conforme sejam, de</p><p>um lado, um banco ou sociedade de arrendamento mercantil e, de outro, o cliente. O objeto</p><p>deste contrato é a aquisição,</p>