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TEORIA GERAL DAS OBRIGAÇÕES E DIREITO IMOBILIÁRIO 
César Peghini 
 
TEMA 1 – Conceito de Obrigação e Elementos Obrigacionais 
 
AULA 1 – CONCEITOS INICIAIS 
- Sistema de preenchimento de lacunas de vontade; 
- Quando o contrato não estabelecer as regras, se as partes não dizem como deve ser, 
aplica-se o direito das obrigações; 
 
Aula 2 
- Diferença entre direito real x Direito Pessoal 
DIREITOS OBRIGACIONAIS X DIREITOS REAIS 
Incide sobre uma prestação Incide sobre coisa 
Exige cooperação com um sujeito passivo – 
boa-fé objetiva. 
Independe de cooperação, pois gera até 
mesmo o direito de sequela 
Sujeito passivo determinado ou determinável Teoria realista: não tem sujeito passivo; Teoria 
personalista: é indeterminado 
Caráter transitório (se extingue com o 
adimplemento) 
É perpétuo, pois perdura de forma 
indeterminada. 
É ilimitado (pode ser criado pelas partes) É limitado (decorre de lei). 
Não são erga omnes (efeito interpartes) É erga omnes. 
 
- Quem tem direito real tem segurança jurídica nas relações e economicidade patrimonial. 
Tem sossego, pois a propriedade é sua. 
- Tem um valor agregado maior que um direito pessoal. 
 
Aula 3 
Fonte das Obrigações 
a) Contrato: negócio jurídico que cria, modifica ou extingue relações jurídicas inicialmente 
de caráter patrimonial. 
b) Atos unilaterais: declarações de vontade que, de certa forma, vinculam as pessoas. Ex.: 
promessa de recompensa. 
c) Atos ilícitos: Ou tem ilícito contratual ou tem ilícito extracontratual (art. 389 e art. 186) 
d) Abuso de Direito (art. 187): pode ser tanto contratual, quanto extracontratual. 
e) Lei: não é uma fonte direta (iminente) 
 
 
Elementos da Obrigação 
a) Elemento subjetivo 
b) Elemento objetivo ou material da obrigação 
c) Elemento imaterial (ideal, virtual, espiritual) 
 
Aula 4 
Elementos da Obrigação 
a) Elemento subjetivo: são as partes (sujeito ativo/credor e passivo/devedor). Em muitas 
relações, ambas as partes são credores/devedores, previsto no mesmo contrato. 
b) Elemento objetivo ou material da obrigação: é o objeto da prestação. A doutrina divide 
em objeto próximo (dar, fazer e não fazer) e objeto remoto (é o objeto em si. Ex.: Casa). 
Objeto deve ser lícito, possível e determinado (ou determinável). Exemplo de ilicitude: dar 
em garantia imóvel que tem cláusula de impenhorabilidade. 
c) Elemento imaterial (ideal, virtual, espiritual): vínculo jurídico existente entre as partes. 
Toda obrigação tem dois elementos, quais sejam, a dívida e a responsabilidade. 
- Se tem dívida e responsabilidade, é uma obrigação civil. O devedor criou a dívida e vai 
sofrer os efeitos patrimoniais dessa situação. 
- Se não tiver dívida ou responsabilidade, é uma obrigação imperfeita. 
 - Dívida sem responsabilidade: dívida prescrita, dívida de jogo e aposta, mútuo feito 
a menor. 
 - Responsabilidade sem dívida: avalista, fiador e caucionista. 
- Ausência de dívida e responsabilidade, é uma obrigação moral. Ex.: Oferta de dízimo. 
 
TEMA 2 – CLASSIFICAÇÕES DAS OBRIGAÇÕES 
 
Aula 1 
- São inúmeras as obrigações existentes no ordenamento jurídico. O Código Civil trata das 
mais importantes (dar, fazer, não fazer, alternativa, divisíveis, indivisíveis e solidárias). 
- Há outras espécies e classificações das obrigações. Ex.: obrigações de meio, obrigações 
de resultado, obrigações líquidas, obrigações ilíquidas. 
- A complexidade da sociedade atual e, por conseguinte, das relações, torna quase toda 
relação obrigacional complexa, no sentido de que cada parte negocial é a um só tempo 
credora e devedor da outra parte. É o chamado sinalagma obrigacional, devendo haver 
proporcionalidade das prestações, o que destaca a importância do princípio da função 
social do contrato e da boa-fé objetiva. 
 
Aula 2 
- A classificação varia de acordo com o conteúdo da prestação. 
 a) Obrigações positivas x obrigações negativas 
- Obrigações positivas: dar e fazer 
- Obrigações negativas: não fazer 
 
b) Quando o conteúdo obrigacional estiver relacionado a uma coisa determinada ou 
determinável, estamos diante de uma obrigação de dar. 
 
c) Se estiver diante de uma tarefa (atividade), estaremos diante de uma obrigação de fazer 
o de não fazer. 
 
- Conceito da obrigação de dar: o sujeito passivo compromete-se a entregar a outra parte 
alguma coisa, certa ou incerta (genérica). 
 
Obrigação de dar coisa certa (art. 233 a 242, CC). 
O devedor se obriga a dar coisa individualizada, móvel ou imóvel, cujas características 
foram acertadas pelas partes. 
 
Obrigação da dar coisa incerta (art. 243 a 246, CC) 
Também chamada de obrigação genérica, tem por objeto uma coisa indeterminada, mas 
determinável (indicada inicialmente pelo gênero e quantidade). 
A determinação se faz pela escolha, denominada concentração. 
Se não for determinado de forma diversa, a escolha cabe ao devedor. Não precisa escolher 
nem o pior, nem o melhor. 
Antes da escolha, o devedor não pode alegar perda ou deterioração, mesmo que por caso 
fortuito ou força maior. 
 
 
 
 
Aula 3 
Obrigação de fazer – relacionada a uma tarefa positiva. 
- Prestação consiste no cumprimento de uma tarefa ou atribuição por parte do devedor. 
- Pode ser fungível (transferida por outra pessoa) ou infungível (não pode ser executada por 
outro – natureza personalíssima). 
- A transferência para um terceiro é arcada pelo devedor originário. 
- Na obrigação infungível, caso o devedor não cumpra a obrigação, o contrato se 
converte em perdas e danos. É reservado ao credor requerer o cumprimento da obrigação 
sob pena de multa diária. 
- Se a obrigação se tornar impossível, sem culpa do devedor, resolve-se, sem perdas e 
danos. 
 
Aula 4 
Obrigação de não fazer 
É a única obrigação negativa admitida no ordenamento jurídico brasileiro. Tem como objeto 
a abstenção de uma conduta, uma atividade, uma tarefa. 
- O devedor se torna inadimplente quando executa o ato que não deveria realizar. 
- A obrigação de não fazer é quase sempre infungível (personalíssima) e 
predominantemente indivisível. 
- Se o inadimplemento da obrigação de não fazer se torna impossível (não foi possível 
a abstenção) sem culpa do devedor, a obrigação se resolve e não há conversão em 
perdas e danos. 
- Pode ser origem legal ou convencional 
 
TEMA 3 – Classificação das Obrigações 
 
Aula 1 – Obrigações compostas objetivas 
- Leva em conta a presença de elementos obrigacionais 
- Neste caso, há multiplicidade de obrigações (prestações) que competem a cada uma 
das partes. 
 Obs.: Pluralidade de pessoas: obrigação composta subjetiva 
- Quando se fala em obrigações alternativas (ou), conjuntivas (e) e facultativas, está se 
tratando da pluralidade de prestações a cargo de uma das partes da relação obrigacional, 
ou seja, obrigações compostas objetivas. 
- Obrigação facultativa pode, eventualmente, deixar de ser cumprida. Não se confunde 
com a obrigação alternativa, que deve ser cumprida. 
A obrigação facultativa é a faculdade de cumprir a obrigação como um todo. Na alternativa, 
se tem opção de escolha entre uma obrigação ou outra. 
 
Aula 2 – Obrigações alternativas 
- É sinônimo de disjuntiva 
- Se identifica pela conjunção “ou” 
- Multiplicidade de obrigações prestacionais a cargo de uma das partes. 
Exemplo: contrato de venda em consignação – ou devolve o bem deixado em consignação 
ou o consignatário paga ao consignante o valor obtido com a venda do bem. 
- O cumprimento das obrigações se dá com a realização de uma das prestações. 
- Se for coisa incerta, o objeto da obrigação é coisa determinável. 
- Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra. 
- Obrigações periódicas, a opção pode ser exercida a cada período. 
- Havendo pluralidade de optantes e não há acordo entre eles, quem decidirá é o juiz. 
- Conversão de obrigação composta alternativa em uma obrigação simples: quando uma 
das duas prestações não puder ser objeto de obrigação e se se tornarinexequível. 
- Tornando-se totalmente impossível a obrigação alternativa (nenhuma das prestações 
puder ser cumprida) por culpa do devedor, deverá arcar com a última prestação que se 
obrigou (equivalente em dinheiro), sem prejuízo em perdas e danos. 
- Se a escolha cabia ao credor, tornando-se impossível somente uma das prestações por 
culpa do devedor, o credor terá duas opções: i – exigir a prestação restante ou subsistente, 
mais perdas e danos e ii – exigir o valor da prestação que se perdeu, sem prejuízo das 
perdas e danos. 
- Havendo culpa do devedor, cabendo a escolha ao credor e tornando-se impossível o 
cumprimento de ambas as prestações, o credor poderá exigir o valor de qualquer uma das 
prestações, mais perdas e danos. 
- Se as prestações se tornarem impossíveis, sem culpa, extingue-se as obrigações, sem 
perdas e danos. 
 
 
Aula 3 – Obrigações Conjuntivas (cumulativas) 
- Trata-se daquela obrigação pela qual o sujeito passivo deve cumprir todas as prestações 
devidas, sob pena de inadimplemento total ou parcial. 
- Se identifica pela conjunção “e” 
- A inexecução de uma das prestações já caracteriza o inadimplemento obrigacional. 
- Não está tratada pelo Código Civil 
- Exemplo: contrato de locação, no qual o locatário se compromete a realizar o pagamento, 
preservar o imóvel, dar a destinação determinada em contrato, etc. 
 
Aula 4 – Obrigações facultativas 
- Não se confundem com as obrigações alternativas 
- As obrigações facultativas não têm multiplicidade de prestações a cargo da parte. 
- Tem uma única prestação, mas fica a cargo da parte cumpri-la ou não, de acordo com sua 
opção ou conveniência. 
- Não está prevista no Código Civil. 
Exemplo: João foi contratado para entregar 50 sacas de café, dispondo que poderia 
substituir por R$ 20.000,00. 
- É uma faculdade do devedor escolher se a prestação principal será substituída. 
 
TEMA 4 – Obrigações Solidárias 
Aula 1 – Aspectos Gerais 
- As obrigações solidárias decorrem quando há pluralidade de credores (ativa) ou de 
devedores (passiva). 
- Pode ser uma solidariedade subjetiva mista: vários credores e devedores ao mesmo 
tempo. 
- Há solidariedade quando na mesma obrigação concorre mais de um credor ou mais de 
um devedor, cada um com direito ou obrigado à dívida toda. 
- Na obrigação solidária ativa, qualquer um dos credores pode exigir a obrigação por inteiro. 
- Na obrigação solidária passiva, qualquer dos devedores pode ser instado a cumprir a 
obrigação por inteiro. 
- A solidariedade não se presume, ou decorre da lei ou do contrato. 
- No Código Civil é a exceção, enquanto no CDC a solidariedade é a regra. 
- Fiador e devedor, em regra, não são devedores solidários, haja vista o benefício de ordem. 
 
Obrigação solidária por elemento acidental: 
• Obrigação solidária pura e simples: não tem condição, termo ou encargo 
• Obrigação solidária condicional: aquela cujos efeitos estão subordinados a um 
evento futuro e incerto (condição); 
• Obrigação solidária a termo: é aquela cujos efeitos estão subordinados a evento 
futuro e certo (termo) 
- A obrigação solidária pode ser pura em relação a uma parte e condicional ou a termo em 
relação à outra, seja credor ou devedor. 
- Não há vedação legal para obrigação solidária modal ou sujeita a encargo. 
 
Aula 2 – Solidariedade Ativa 
- O principal efeito é que qualquer dos credores (cocredores) pode exigir do devedor o 
cumprimento da obrigação por inteiro. 
- Pode ter ordem legal ou convencional (contrato). 
- Havendo solidariedade ativa, pode o devedor pagar tudo a qualquer um dos credores 
antes da propositura da ação de cobrança. Uma vez proposta a demanda, ocorrerá a 
prevenção judicial, podendo a obrigação ser satisfeita somente àquele que promoveu a 
ação. 
- Caso ocorra o pagamento de forma direta ou indireta (novação, compensação ou 
remissão), a dívida será extinta até o limite em que for atingida pela correspondente 
quitação. Ou seja, a quitação será correspondente ao pagamento. 
- Caso o credor faleça, o crédito é transmitido aos herdeiros, mas cessará a 
solidariedade em relação aos sucessores do de cujus, pois somente poderão exigir o 
quinhão que lhe cabe. 
- A regra acima não será aplicada se a obrigação for indivisível. Ex.: entrega de um animal 
reprodutor ou entrega de um veículo. 
- Convertendo-se a prestação em perdas e danos, subsiste a solidariedade ativa. 
- Art. 263 - A obrigação indivisível perde esse caráter de solidariedade quando da sua 
conversão em perdas e danos. 
- Se a prestação se tornar impossível por culpa do devedor, o montante total, incluindo 
perdas e danos, poderá ser cobrado por qualquer credor, mantendo-se a solidariedade. 
- Em caso de remissão total da dívida por um dos credores solidários, este responderá 
perante os outros pelas frações que lhe cambia. A mesma regra se aplica se um dos 
credores solidários receber o pagamento por inteiro, de forma direta ou indireta. 
- A obrigação solidária ativa não é fracionável em relação ao devedor, mas fracionável em 
relação aos sujeitos ativos da relação. 
- O julgamento contrário a um dos credores solidários não atinge aos demais, mas o 
julgamento favorável aproveita-lhes, sem prejuízo de exceção pessoal que o devedor tenha 
direito de invocar em relação a qualquer deles. 
 
Aula 3 – Solidariedade Passiva 
- A obrigação solidária passiva é o fato de o credor ter direito de exigir de um ou de alguns 
devedores, total ou parcialmente a integralidade da obrigação. 
- Se o pagamento for parcial, todos os demais devedores continuam obrigados 
solidariamente pelo resto do valor devido 
- O credor pode cobrar o cumprimento da obrigação de qualquer um dos devedores como 
se todos fossem um só devedor. 
- Há opção do credor cobrar um, vários ou todos os devedores. 
- Pode ter origem legal (locatários de imóveis urbanos), como pode ter origem convencional 
(instituição em contrato) 
- Se for proposta ação contra um ou alguns dos devedores, não haverá renúncia à 
solidariedade. Eventualmente, pode cobrar dos demais. 
- Art. 276, CC: morrendo um dos devedores, cessa a solidariedade em relação aos 
sucessores, ei que os herdeiros serão responsáveis até os limites da herança e de seus 
quinhões respectivos. Exceção: obrigação indivisível. 
- Tanto o pagamento parcial realizado por um dos devedores como o perdão da dívida 
(remissão) por ele obtido não tem o efeito de atingir os demais devedores. 
- Qualquer cláusula, condição ou obrigação adicional, estipulada entre um dos devedores 
solidários e o credor, não poderá agravar a posição dos outros sem consentimento destes. 
- Impossibilitando-se a prestação por culpa de um dos devedores solidários, subsiste para 
todos o encargo de pagar o equivalente, mas pelas perdas e danos só responde o culpado. 
- Todos os devedores respondem pelos juros moratórios decorrentes do inadimplemento, 
mesmo que a ação tenha sido ajuizada contra apenas um dos devedores. 
- No tocante a obrigação acrescida, como os juros decorrentes de ilícito extracontratual, 
responde apenas aquele que agiu com culpa genérica. 
 
Aula 4 – Obrigações Solidárias 
- Na solidariedade passiva, o devedor demandado poderá opor contra o credor as defesas 
que lhe forem pessoais e aquelas comuns a todos, tais como pagamento parcial ou total e 
a prescrição da dívida. Contudo, esse devedor demandado não poderá opor as exceções 
pessoais a que o outro codevedor tem direito, ei que esta são personalíssimas. 
- Renúncia da solidariedade (exoneração da solidariedade não se confunde com 
exoneração da obrigação): significa que aquele devedor solidário não terá mais o dever de 
responder sozinho por toda a obrigação. Esse devedor vai continuar respondendo pela 
dívida, mas apenas no montante proporcional a sua cota parte. 
- Havendo renúncia à solidariedade em relação a um dos devedores, o credor poderá 
cobrar o saldo de um ou de todos os demais devedores solidários. Ou seja, abate-se do 
crédito a parte que cabe aoexonerado. 
Obs.: A renúncia à solidariedade do devedor impede o chamamento ao processo. 
- O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos devedores 
a sua cota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se houver. 
- No caso de rateio entre os codevedores, contribuirão também os exonerados da 
solidariedade pelo credor, pela parte que na obrigação incumbia ao insolvente. 
 
TEMA 5 – Obrigações Divisíveis e Indivisíveis 
Aula 1 – Aspectos Gerais 
- Leva em conta o conteúdo negocial, a unicidade da prestação. Se permite ou não o 
fracionamento. 
- Essa classificação só interessa (só é relevante) se tiver pluralidade de credores ou 
devedores. 
- Obrigação divisível: pode ser cumprida de forma fracionada, em partes. 
- Obrigação indivisível: é aquela que não admite fracionamento quanto ao cumprimento. 
- Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta se 
presume dividida em tantas obrigações, iguais ou distintas, quanto forem os credores 
de devedores. 
- A obrigação indivisível é aquela que não pode ser fracionada, tendo por objeto uma coisa 
ou um fato insuscetível de divisão, em decorrência da sua natureza, por razões econômicas 
ou por motivo determinante do negócio jurídico ou do contrato. 
- A indivisibilidade pode ser: 
 Natural: decorrente da natureza da prestação 
 Legal: decorrente da imposição da norma jurídica 
 Convencional: vontade das partes. 
 
Aula 2 – Regras Especiais 
- As obrigações de dar e de fazer podem ser divisíveis ou indivisíveis. 
- As obrigações de não fazer, por sua vez, são quase sempre indivisíveis. 
- Na obrigação indivisível, se houver dois ou mais devedores, incide a presunção relativa de 
que todos os sujeitos passivos são responsáveis pela dívida de forma integral. 
- A diferença inicial entre a obrigação indivisível e a obrigação solidária é que a primeira 
tem origem na natureza da coisa, tarefa ou negócio, enquanto a segunda surge em 
decorrência de previsão da lei ou contrato. 
- No caso de obrigação indivisível com pluralidade de devedores, aquele que paga a dívida 
ou cumpre a obrigação se sub-roga nos direitos do credor. 
- Na pluralidade de credores em obrigação indivisível, o devedor somente se desonera da 
obrigação caso: 
 - Pague ou cumpra a obrigação em relação a todos os credores de forma conjunta; 
 - Cumpra a obrigação em relação a um dos credores, exigindo deste a 
correspondente caução de ratificação ou garantia pela qual o credor que recebe a 
prestação confirma que repassará o correspondente a que os demais credores tem 
direito. 
 
Aula 3 – Pagamento feito por um dos co-devedores 
- Se uma obrigação for indivisível e houver pluralidade de credores e um deles receber de 
forma integral, os demais poderão pleitear a parte da obrigação a que tem direito, em 
dinheiro. 
- A remissão (perdão da dívida) feita por um credor e aceito pelo devedor, é uma forma de 
pagamento indireto, um negócio jurídico personalíssimo. Assim, se um dos credores 
perdoar a dívida de uma obrigação indivisível, as frações dos demais permanecerão 
exigíveis, não sendo atingidas pelo perdão. 
Obs.: Os credores remanescentes só podem exigir suas cotas correspondentes. 
- A obrigação indivisível perde seu caráter quando se converte em perdas e danos, que é 
uma obrigação de dar. Por outro lado, a obrigação solidária, seja ela ativa ou passiva, não 
perde sua natureza se convertida em perdas e danos. 
- Se houver culpa por parte de todos os devedores no caso de descumprimento de 
obrigação indivisível, todos responderão em partes ou frações iguais, pela aplicação direta 
do princípio da proporcionalidade. 
 
Aula 4 – Solidariedade e Indivisibilidade 
- Se houver culpa de apenas um dos devedores pelo descumprimento de uma obrigação 
indivisível, somente este responderá por perdas e danos, bem como pelo valor da 
obrigação. Exoneração total (obrigação e indenização suplementar) 
- Esse é o entendimento do Flávio Tartuce. 
- Porém, há quem entenda (doutrina majoritária) que a aqueles que não foram culpados 
continuam respondendo pelo valor da obrigação, mas pelas perdas e danos só responde o 
culpado. 
- O art. 263 do CC trata da conversão da obrigação indivisível em perdas e danos, ou seja, 
o cumprimento da obrigação não é mais possível. Se se tornou impossível, essa obrigação 
se resolve em perdas e danos. 
- As perdas e danos abrangem tanto os danos emergentes quanto os lucros cessantes. Os 
danos emergentes, por sua vez, correspondem a tudo aquilo que a vítima perdeu. Enquanto 
os lucros cessantes dizem respeito ao que a vítima deixou de ganhar. 
- O credor de uma obrigação indivisível tem um crédito que integra o patrimônio. 
- Logo, a impossibilidade causada pelo devedor causa um dano direto ao seu patrimônio. 
É uma perda emergente. 
- Sendo danos emergentes um dos componentes das perdas e danos, não faz sentido 
conferir tratamento diferente à obrigação indivisível que pereceu. 
 
TEMA 6 – TEORIA DO PAGAMENTO 
Aula 1 
- A principal forma de extinção da obrigação é o pagamento direto, ou seja, cumprimento, 
adimplemento. 
- Existe duas modalidades de pagamento, o direito e o indireto. 
- O pagamento direto vai respeitar a mesma construção, ou seja, o mesmo 
desenvolvimento da sua criação. Em síntese, mesmas partes, objeto, forma de pagamento 
e tempo de pagamento. 
Inicia a obrigação da mesma forma que vai conclui-la. 
- Se houver alguma mudança, há o pagamento indireto, que tem regras especiais. 
 
Aula 2 
- Pagamento é um elemento que faz parte do negócio jurídico. 
- Para parte da doutrina, o pagamento decorre da lei. Assim, seria um ato jurídico estrito 
senso, sem relação com o negócio jurídico. 
- O pagamento produz efeitos na escala pontiana (existência, validade e eficácia). Faz parte 
do próprio fluxo do negócio jurídico. 
 
Aula 3 - Elementos do Pagamento 
1. Subjetivos 
a. Devedor é aquele que não realiza o pagamento. 
b. Solvens é quem deve pagar 
c. Accipiens é quem deve receber 
2. Solvens: ao sistema interessa o pagamento, não quem efetua. 
Terceiros podem pagar as dívidas, sejam interessados ou não. 
- Pagar a dívida em nome de terceiro: não tem direito de regresso, pois há perdão da 
dívida; 
- Pagar a dívida em nome próprio: tem direito de regresso. 
3. Accipiens é a quem se deve pagar. 
- Quem paga mal, paga duas vezes. Ou seja, quando pagou ao “credor” errado. 
- Várias pessoas podem receber uma obrigação de outro. 
- Teoria da aparência: a figura que recebeu aparentava ser o credor verdadeiro. Aos 
olhos do mundo, o aparente é o credor. 
- Somente realizar o pagamento ao portador da quitação, ou seja, aquele que 
aparentemente assim se demonstra. 
 
TEMA 7 – PAGAMENTO DIRETO 
Aula 1 
- Princípios do objeto do pagamento 
 - Princípio da individualização do pagamento: o pagamento deve ser celebrado nos 
mesmos moldes que foi construído. 
CC, Art. 313. O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda 
que mais valiosa. 
 
 - Princípio da identidade física da prestação: pagamento pode ser em dinheiro, 
objeto, etc. 
Se não tiver o objeto que foi prometido, pode utilizar uma forma de substituição da 
obrigação, qual seja, dação em pagamento. 
CC, Art. 314. Ainda que a obrigação tenha por objeto prestação divisível, não pode o credor 
ser obrigado a receber, nem o devedor a pagar, por partes, se assim não se ajustou. 
 
 - Princípio do nominalismo: as dívidas em dinheiro devem ser pagas no vencimento 
pelo valor nominal. 
O pagamento, em regra, deve ser feito em moeda nacional corrente. 
Art. 315. As dívidas em dinheiro deverão ser pagas no vencimento, em moeda corrente e 
pelo valor nominal, salvo o disposto nos artigos subseqüentes. 
 
 
 
Aula 2 
- Princípio do nominalismo: as dívidas em dinheiro devem ser pagas no vencimento pelo 
valor nominal. 
O pagamento, em regra, deve ser feito em moeda nacional corrente. 
Art. 315. As dívidas em dinheiro deverãoser pagas no vencimento, em moeda corrente e 
pelo valor nominal, salvo o disposto nos artigos subseqüentes. 
- Cláusula escalonada móvel (juros remuneratórios) pode modificar o valor da prestação. 
Ex.: prestação corrigida por índice convencionado. 
- Vedação da onerosidade excessiva por conta da imprevisão. 
 
Aula 3 – Prova do Pagamento 
- O devedor, ao promover o pagamento, deve ter um documento hábil para comprovar o 
adimplemento. 
- Um mero recibo serve para comprovar a quitação. 
- Devolução do título: o devedor pode exigir a declaração do credor que comprove a dívida. 
Ex.: Nota Promissória. 
- Presunção quanto ao pagamento: são presunções relativas. 
 - O pagamento da última parcela presume o pagamento das parcelas anteriores; 
 - O pagamento do principal presume a quitação dos juros. 
 - A entrega do título ao devedor firma a presunção de pagamento. 
 - As despesas pelo pagamento são do devedor. 
 
Aula 4 – Lugar e tempo do pagamento 
Local do pagamento 
- Atualmente o pagamento é realizado de forma virtual 
- O local do cumprimento da obrigação implícita o foro de competência para eventual ação 
judicial. 
- O pagamento da dívida, em regra, se dá no domicílio do devedor. Contudo, pode ter o 
deslocamento para o endereço do credor. 
- Se obrigação tiver mais de um lugar, a escolha cabe ao credor. 
- Se o pagamento for de tradição do imóvel ou prestações do inerentes ao imóvel, o 
pagamento deve se dar na localização do bem. 
- Em caso de motivo grave, o pagamento pode ocorrer em outro lugar. 
- O pagamento reiterado de forma sucessiva em lugar diverso faz presumir a renúncia de 
inadimplemento. 
 
Tempo do pagamento 
- O pagamento deve acontecer no tempo estabelecido pelas partes. 
- Ninguém pode cobrar dívida antecipada, salvo previsto em contrato ou lei (Ex.: devedor 
se tornar insolvente e as parcelas vincendas se antecipam). 
- Imóvel Financiado: permite a amortização antecipada das parcelas. 
 
TEMA 8 – Regras e Formas Especiais de Pagamento 
Aula 1 
- Extinção do pagamento, mas não pela forma como ela foi constituída. Todavia, vai 
interessar ao sistema, pois para o sistema, importa o pagamento e não como ele ocorre. 
- A legislação apresentar formas interessantes para colocar termo final a obrigação, quais 
sejam: 
1. Ato unilaterais como consignação, imputação e sub-rogação legal; 
2. Negócios jurídicos bilaterais, como sub-rogação convencional. Cita-se a dação em 
pagamento, novação, compensação, remissão (perdão) e confusão; 
3. Extinção da obrigação por contratos, como por exemplo a transação e 
compromisso arbitral; 
 
Aula 2 
Pagamento em Consignação 
- Ferramenta importante. 
- Poder ser feita pelo inadimplemento do credor ou do devedor. Quando se fala do devedor, 
entende-se por aquele que deve cumprir a obrigação (dar, fazer ou não fazer). 
- Consignação é o depósito da coisa devida feita pelo devedor ou por terceiro, buscando a 
extinção da obrigação. 
- Pontes de Miranda entende que não é pagamento, mas tem-se como pagamento. 
- Serve para impedir os efeitos do inadimplemento, tal como o inadimplemento absoluto 
(mora). 
- A consignação não é dever e nem obrigação. O que se tem é um meio para impedir os 
efeitos do inadimplemento (cláusula penal, juros, correção monetária). 
- A consignação não importa em correlação de bens imóveis. É possível consignar bens 
móveis. 
- A consignação pode ser judicial ou extrajudicial. 
Aula 3 
 Efeitos e Processamento da Consignação 
- Art. 335, CC prevê as hipóteses de cabimento da consignação. 
Art. 335. A consignação tem lugar: 
I - se o credor não puder, ou, sem justa causa, recusar receber o pagamento, ou dar 
quitação na devida forma; 
II - se o credor não for, nem mandar receber a coisa no lugar, tempo e condição devidos; 
III - se o credor for incapaz de receber, for desconhecido, declarado ausente, ou residir 
em lugar incerto ou de acesso perigoso ou difícil; 
IV - se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento; 
V - se pender litígio sobre o objeto do pagamento. 
- Inciso I e II trata da mora do credor ao recusar o recebimento ou não for receber a coisa 
onde o devedor se comprometeu a entregar a coisa. 
- Inciso III – credor se torna incapaz de receber, for desconhecido ou ausente. Quando o 
devedor desconhece os herdeiros. Problema está no problema subjetivo da cabeça do 
devedor. 
- Inciso IV – se o devedor tem dúvida em quem deve receber o pagamento. 
- Inciso V – Se existir discussão sobre o objeto do pagamento. 
 
- A doutrina entende que é um rol exemplificativo, pois cabe ação de revisão de contrato 
cumulada com consignação. 
- Na petição inicial o autor deve requerer o depósito da coisa devida no prazo de 5 dias e a 
citação do réu para oferecer contestação. 
- Se não for realizado o depósito, a ação será extinta. 
- Se o credor não contestar, poderá o devedor realizar o levantamento do depósito. 
- Credor pode oferecer contestação e alegar que: 
 i. Não houve mora ou recusa; 
 ii. A causa de recusa foi justa. 
 iii. O depósito não se efetuou no prazo e lugar estabelecido. 
 iv. Especialmente, o depósito não foi integral. 
 
Consignação Extrajudicial 
- Parte da doutrina entende que só pode ser feito depósito de bens móveis e dinheiro, pois 
será feito junto a um banco financeiro oficial. 
- Deve ser feito no lugar do pagamento. 
- Feito o depósito, o banco oficial notificará a outra parte para que se manifeste no prazo de 
10 dias. 
- Se houver aceite, o credor poderá levantar o valor e será considerado pago. 
- Se houver recusa, que será por escrito, esse valor poderá ser utilizado para ação judicial 
de consignação em pagamento ou poderá ser levantado por quem depositou. 
 
Aula 4 
Imputação ao pagamento e Sub-rogação 
- Imputação significa indicar pelo devedor de dívidas a serem liquidadas. 
- A imputação é a escolha, pelo devedor, de qual dívida está pagando. 
- Devedor tem várias dívidas e indica uma delas para pagamento. 
- O critério cabe, inicialmente, ao credor da obrigação. 
- Em regra, o credor não tem como reclamar, salvo algum vício de consentimento na 
construção do negócio. 
- Se o devedor não indicar, nem o credor, será liquidada a dívida nos termos da legislação 
de regência. 
 - Pagamento dos juros antes do principal; 
 - Pagamento das dívidas mais antigas; 
 - Pagamento da dívida mais onerosa. 
 
Sub-rogação 
- É a substituição da figura do credor obrigacional (mantendo o vínculo contratual), sempre 
de forma gratuita. 
- Um terceiro paga a dívida ao credor, substituindo a figura do credor obrigacional. Deste 
modo, o terceiro passa a ser credor do devedor. 
- Efeito liberatório: libera o credor primitivo da obrigação 
- Efeito translativo: transfere o direito de cobrar o pagamento junto ao devedor originário. 
- Modalidade legal (automática – art. 346, cc) ou convencional. 
- Exemplo de modalidade legal: fiador que paga dívida do locatário. Esse terceiro, por lei, 
sofre os efeitos do inadimplemento. 
- Exemplo de modalidade convencional: o terceiro não sofre os efeitos do 
inadimplemento, mas aparece para cumprir a obrigação. Ex.: Terceiro empresta dinheiro 
para quitação da dívida. 
 
TEMA 9 – Regras e Formas Especiais de Pagamento Indireto 
Aula 1 
Dação em Pagamento 
- Ocorre a dação em pagamento quando o credor aceita prestação diversa da contratada, 
afastando a regra do artigo 313, CC. 
Silvio Venosa: “É mais fácil o credor receber coisa diversa do que nada receber ou receber 
em atraso” 
- É uma mitigação da identidade física da prestação. 
- Dação em pagamento é o recebimento de outro objeto em detrimento da prestação 
pactuada. 
- Dação e doação não se confundem. Na doação, em regra, não há uma contraprestação. 
A dação é forma de pagamento indireta. 
Doação é uma forma de contrato (ato unilateral de vontade), em que uma das partes 
manifesta sua vontade. 
 
Aula 2 
 
 
Aula 3 – NÃO TEM 
- Dação em pagamento está ligada aos contratosde compra e venda ou regras de troca ou 
permuta. 
- A evicção, vícios redibitórios e revisão judicial dos contratos também se aplicam a dação 
em pagamento, pois se, substituiu o objeto, o objeto pode vir com problemas. 
 
Aula 4 
Novação 
- Forma de pagamento indireto. 
- Cria-se uma nova obrigação para extinguir uma antiga. 
- Ex.: Tem uma dívida de cheque especial; Vai ao banco e faz um crédito pessoal e divide 
em parcelas. Com o valor, paga a dívida do cheque especial. 
- A extinção da obrigação antiga acarreta a extinção dos acessórios (fiança, juros, hipoteca, 
etc.) 
- Efeitos importantes: 
 - Animus: a obrigação novada deve ser completamente diferente da anterior. 
Extingue uma obrigação anterior colocando outra no lugar. 
Não pode ter objeto obrigação nula, pois a nulidade absoluta fere a ordem pública e não 
convalida pela vontade das partes. 
 - Novação e devedor insolvente: se o devedor for insolvente, o artigo 363, CC, 
mantém o pact sund servanda. 
 - Exoneração (art. 366, CC): qualquer tipo de novação, sem o consenso do 
garantidor (fiador), não o atinge. 
A novação implica em exoneração do fiador. 
 
TEMA 10 – Regras e Formas Especiais de Pagamento Indireto 
Aula 1 
- Compensação 
- É uma modalidade de pagamento indireto, pois decorre da cumulação de dívidas 
recíprocas, vencidas líquidas e fungíveis entre o credor e o devedor. 
- É comum entre duas pessoas jurídicas, mas muito raro em relações de consumo. 
- São três modalidades de compensação: 
 - Compensação Legal: envolve obrigatoriamente direito público e independe da 
vontade das partes. Ex.: Compensações tributárias. 
 - Compensação convencional 
 - Compensação judicial: tem como característica acontecer por ordem do 
magistrado, proveniente de uma lide contenciosa. É comum em reconvenção. 
Ex.: Taxa condominial e eventual dano que o condomínio tenha causado a alguma unidade 
autônoma. 
 
Aula 2 
Compensação Convencional 
- Decorre da vontade das partes, verificando o próprio sinalagma contratual. 
 
Causas que impedem a compensação 
- Quando as partes afastam por contrato ou existe a renúncia a compensação por uma 
delas; 
- Se uma das dívidas provier de ilícito; 
- Não pode ser objeto de compensação as situações que provem de comodato e depósito, 
pois geralmente envolvem bens infungíveis 
- Não cabe compensação de dívidas alimentares 
 
Aula 3 
Confusão 
- É uma das modalidades de pagamento indireto, por meio da reunião obrigacional de uma 
mesma pessoa das qualidades de devedor e credor. 
- Ex.: Defensoria pública do Estado que demanda contra município e pleiteia fixação de 
honorários. STJ entende que não existe confusão. 
Se fosse contra o estado-membro, existiria a confusão. 
- Cessada a confusão, a dívida se reestabelece. 
 
Requisitos: 
- Unidade da relação obrigacional, ou seja, há uma mesma obrigação 
- Reunião de patrimônio na pessoa do devedor e do credor 
- Reunião efetiva do patrimônio. 
 
Aula 4 
Remissão (Perdão) 
- É um negócio jurídico bilateral que exige a concordância e capacidade do perdoado. 
- Para que tenha validade, o devedor deve aceitar. 
- O perdão deve ser expresso. 
 
Transação 
- Não deveria ser considerada forma de quitação indireta; 
- Faz parte do direito contratual 
- Transação é o acordo, no qual há concessões recíprocas, com o objetivo de extinguir ou 
prevenir um litígio. 
 
Compromisso Arbitral 
- Arbitragem como forma de extinção de lides; 
- Meios adequados de solução de conflitos.