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PRINCIPAIS MANOBRAS SEMIOLOGICAS CABEÇA Rigidez de nunca: Paciente em decúbito dorsal, coloco uma mão na região occipital e suavemente tento fletir a cabeça do paciente, se tiver resistência, é positivo. Sinal de Kerning: Paciente em decúbito dorsal, faço uma extensão da perna, estando a coxa fletida em ângulo reto sob a bacia e a perna sob a coxa, se dor ou resistência é positivo. Sinal de Brudzinski: Paciente em decúbito dorsal, membros estendidos, o examinador repousa uma das mãos sob o tórax fletindo o pescoço e com isso temos uma flexão dolorosa do joelho simultaneamente. PESCOÇO Tireoide: Palpação posterior: Com o examinador atrás do paciente, repousa os polegares sobre a nuca do paciente, procurando alcançar os lobos laterais da tireoide com os dedos indicador e médio de cada mão. Palpação anterior: Com o examinador de frente ao paciente, coloca os quatro dedos sobre os ombros do paciente, ficando com os polegares livres para o exame. Pedir ao paciente que flexione o pescoço para frente (deixar os músculos esternocleidomastoideos relaxados); Posicionar os dedos indicadores das duas mãos logo abaixo da cartilagem cricóide; Pedir que paciente engula (deglutir), palpando o istmo tireoidiano e sentindo-o se elevando sob as polpas digitais. Com os dedos da mão esquerda, afastar a traqueia para a direita e com os dedos da mão direita palpar o lobo direito e depois igual com lobo esquerdo. Durante a palpação avalia-se tireoide tópica, sua mobilidade, seu tamanho, consistência, seus bordos, presença de nódulos, frêmito vascular, temperatura e a sensibilidade. ABDOME Circunferência Abdominal: Tire a camisa e afrouxe o cinto; Posicione a fita métrica entre a borda inferior das costelas e a borda superior do osso do quadril(FIE); Relaxe o abdômen e expire no momento de medir; Registre a medida; Apendicite: Sinal de Blumberg: Com o paciente em decúbito dorsal, vamos localizar o ponto de MCBURNEY na fossa ilíaca direita, realizar palpação profunda com descompressão brusca (paciente sente dor). Sinal de Psoas: Com o paciente em decúbito lateral esquerdo, o examinador deve realizar a hiperextensão passiva do membro inferior direito, em caso de dor o sinal é positivo. Sinal de Rovsing: Compressão do quadrante inferior esquerdo (FIE) do abdome e o paciente vai referir dor no quadrante inferior direito (FID). Sinal do Obturador: Paciente em decúbito dorsal, faz-se a flexão passiva da perna sobre a coxa e da coxa sobre a pelve, então procede-se com uma rotação interna da coxa, se dor é positivo. Colecisitite: Sinal de Murphy: Com o paciente em decúbito dorsal, vamos localizar o ponto cístico, pedir para o paciente inspirar profundamente e realizar palpação profunda, vamos ter a interrupção abrupta da inspiração pela dor, sendo positivo. Abdome agudo hemorrágico: Sinal de Lanffot: Dor referida ao ombro direito. Sinal de hemorragia retroperitoneal. Sinal de Kehr: Dor referida ao ombro esquerdo na região infra escapular. Sinal clássico de ruptura de baço. Abdome agudo perfurativo: Sinal de Rigler: Presença de ar na cavidade peritoneal = PNEUMOPERITONIO Fígado: Examinador sempre ao lado direito do paciente. Lemos Torres: Com o paciente em decúbito dorsal, colocar os braços ao longo do corpo e erguer camiseta para o exame. Vamos posicionar a mão no gradeado costal direito e palpar com a outra mão o bordo hepático, solicitando que o paciente inspire profundamente. Mathieu ou mãos em garra: Em decúbito dorsal, colocar os braços ao longo do corpo, apoiar as polpas digitais no rebordo costal direito, como se estivesse agarrando ou tentando entrar por baixo do rebordo, pede para o paciente inspirar profundamente para que ocorra a descida do fígado. Baço: Sempre ao lado direito do paciente. Palpação Bimanual: Posicionar a mão esquerda no gradeado costal esquerdo e palpar com a outra mão o abdome, pedindo para o paciente realizar uma inspiração profunda. Posição de Schuster: Com o paciente em decúbito lateral direito, coloca o braço esquerdo dele atrás da cabeça, flexiona a perna esquerda dele, posicionar a mão esquerda no gradeado costal esquerdo e palpar com a outra mão o abdome, solicitando para realizar inspiração profunda. INGUINAL Manobra de Valsava: Com o paciente em decúbito dorsal pede para o paciente soprar o dorso da mão, sem deixar o ar escapar. Na existência de Hérnia, ao realizar essa manobra a região inguinal apresentara-se abaulada, tornando-a visível. Manobra de Landivar: Com o paciente em decúbito dorsal, coloca a ponta dos dedos na região inguinal e pede para o paciente repetir manobra de valsava, onde sentiremos o abaulamento com as pontas dos dedos. ESCROTO Sinal de Prehn: Com paciente em pé, vamos elevar o testículo manualmente e se dor melhorar é POSITIVO, se não melhorar ou agravar é NEGATIVO Sinal de Angel: Horizontalização da Gônada POSITIVO. Reflexo cremastérico pode estar presente ou não. Sinal de Brunzel: Testículo em posição alta na bolsa escrotal. MEMBROS INFERIORES Sinal de Bancroft: Dor ao comprimir a panturrilha contra estrutura óssea. Sinal de Homans: Dor na panturrilha ao realizar dorsiflexão passiva do pé. Sinal de Bandeira: Empastamento da panturrilha. Manobra de Laségue: Com o paciente em decúbito dorsal com as pernas retas e mãos sobre os quadris, vamos levantar a perna do paciente 45º graus, mantendo o pé flexionado. Se dor, é considerado positivo. Após realizamos a dorsiflexão do pé que piora a dor. Provável compressão nervo ciático. MEMBROS SUPERIORES Manobra de Phalen: Com o paciente em pé, vamos realizar a hiperflexão dos punhos com o dorso das mãos em contato durante 1 minuto, se dor POSITIVO. Manobra de Tinel: Vamos realizar percussão digital ou com martelo no nervo mediano onde se localiza o túnel do carpo, se dor Positivo.