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História

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Após a leitura da citação a seguir, extraída da obra Um Estranho em Goa do escritor angolano José Eduardo Agualusa (2010), assinale a alternativa que indica maior proximidade da citação com o conceito de tempo histórico reelaborado para o discurso historiográfico em contraposição ao discurso teórico do positivismo e pensamento metódico. “Disse-me que dorme pouco, que quase não dorme, e que, para distrair, passa as noites a desenhar o que vê durante o dia. À noite reconstrói o dia.”


A reconstrução do passado na sua totalidade é a maior meta da historiografia contemporânea, uma vez que é preciso lembrar do passado como quem lembra de tudo que viveu ao longo dia, ao chegar à noite.
O passado não está morto e sempre estará relacionado ao presente. É do presente que se observa o passado.
O resgate do passado é tarefa urgente para a ciência que se dedica apenas ao estudo do passado: a ciência da história.
O tempo histórico será sempre linear e baseado na verdade absoluta de quem observa os fatos a luz do dia para descrevê-los rapidamente à noite.
O passado está morto e, assim, deverá ser narrado como, de fato, aconteceu como se o tempo do passado fosse o dia e o tempo do presente, a noite que chega após o dia.
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há 3 anos

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há 10 meses

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há 3 anos

Com base na citação apresentada, a alternativa que indica maior proximidade da citação com o conceito de tempo histórico reelaborado para o discurso historiográfico em contraposição ao discurso teórico do positivismo e pensamento metódico é: "O passado não está morto e sempre estará relacionado ao presente. É do presente que se observa o passado." Essa alternativa destaca a relação contínua entre passado e presente, enfatizando que é a partir do presente que se observa e interpreta o passado, o que vai de encontro à visão linear e absoluta do tempo histórico proposta pelo positivismo.

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Em “Apologia da História – ou, O Ofício de Historiador”, o medievalista francês Marc Bloch apresenta algumas reflexões que são contribuições teórico-metodológicas significativas para as ciências humanas, em geral, e, em particular, para a história. A respeito das principais formulações conceituais desenvolvidas pela tendência historiográfica à qual pertencia Bloch, pode-se citar:


I. História-problema.
II. Materialismo histórico.
III. História de longa duração.
IV. Consciência de classe.

Considerando a necessidade dos historiadores se valerem de registros documentais para produzir conhecimento e, paralelamente, o enorme alargamento de nossa compreensão atual do que sejam documentos históricos, avalie as seguintes afirmacoes:


I. Apesar das transformações pelas quais passou o campo historiográfico ao longo do século XX, ainda são os documentos oficiais (via de regra emanados das instâncias de poder) aqueles que permitem as interpretações efetivamente confiáveis.
II. Para a maioria dos historiadores, na atualidade, a compreensão que prevalecia no século XIX, de que o documento era portador d “verdade dos fatos” não é mais aceita, porque se entende que as interpretações sobre o passado se fundamentam no diálogo construído pelos historiadores envolvendo teoria, eventos e documentos.
III. Durante o século XX ocorreu um alargamento em relação aos objetos de interesse dos historiadores, o que implicou na ampliação do que se pode considerar como fontes históricas, chegando-se a conceder o estatuto de “fonte” a praticamente tudo que permita vislumbrar a ação humana.
IV. Um documento histórico não se define como importante a partir de uma determinada visão de época, ou seja, os documentos existem e mantêm seu valor independentemente do meio social que os conserva.

Um dos nomes mais importantes da Escola dos Annales foi o historiador medievalista francês Marc Bloch. Sua proposta epistêmica buscou romper com o paradigma tradicional da história, propondo uma nova abordagem. Sobre as contribuições de Bloch, é correto afirmar:


a) Valorização da neutralidade do historiador.
b) Ênfase na busca de uma verdade absoluta.
c) Preocupação com a narrativa dos acontecimentos históricos.
d) Busca pela compreensão das relações entre presente e passado.

Indique a opção que representa os conceitos desenvolvidos por tal escola teórica


I e III apenas.
II e III apenas.
I e II apenas.
II apenas.
I, II e III.

Após as inovações teórico-metodológicas vivenciadas pelo conhecimento histórico desde o surgimento da Escola dos Annales, na primeira metade do século XX, têm sido divulgados novos conceitos para se pensar a história. Escolha a alternativa que representa um novo conceito de história, cuja contribuição do pensador dos Annales, Bloch, esteja explicitada.


A história é a ciência criada para a glorificação dos heróis no mundo.
A história é a ciência que prova como os fatos verdadeiramente aconteceram.
A história é a ciência dos homens no tempo.
A história é a ciência que estuda o passado.
A história é uma ciência em construção que se preocupa essencialmente com os eventos passados.

“Ao se problematizar a produção do conhecimento histórico, as representações do tempo, do passado e da ciência com que operamos, um novo conceito de temporalidade se tornou possível: não mais o de um tempo definido aprioristicamente, em que o historiador inscreveria os acontecimentos, como num filme linear; mas o tempo da experiência, do acontecimento em sua singularidade, o que torna possível perceber que há diferença na repetição e que trabalhamos com a multitemporalidade, ao invés de restringirmo-nos a uma temporalidade única.” ROSSI, V.L.S.; ZAMBONI, E. (org.) Quanto tempo o tempo tem! 2a ed. Campinas: Editora Alínea, 2005 (adaptado) O conceito de tempo associa-se diretamente à escrita da História, tendo em vista que os acontecimentos são produzidos em uma determi


O conceito de tempo associa-se diretamente à escrita da História, tendo em vista que os acontecimentos são produzidos em uma determinada temporalidade única.
O conceito de tempo associa-se diretamente à escrita da História, tendo em vista que os acontecimentos são produzidos em uma temporalidade multitemporal.
O conceito de tempo associa-se diretamente à escrita da História, tendo em vista que os acontecimentos são produzidos em uma temporalidade linear.
O conceito de tempo associa-se diretamente à escrita da História, tendo em vista que os acontecimentos são produzidos em uma temporalidade apriorística.
O conceito de tempo associa-se diretamente à escrita da História, tendo em vista que os acontecimentos são produzidos em uma temporalidade repetitiva.

Sobre o conceito de tempo, a partir das perspectivas teóricas mais atuais, avalie as afirmacoes a seguir:

I. Valoriza-se o tempo plural e em diferentes sintonias, em detrimento do tempo linear e progressivo, entendido como sentido único.
II. A História se constrói com base na ideia de tempo cumulativo, na qual a curta duração forma a longa duração.
III. Reconhecem-se múltiplas temporalidades, onde o tempo cronológico coexiste com o tempo das rupturas e das continuidades.
IV. O tempo deve ser entendido em seu contexto histórico e, nesse sentido, a divisão cronológica da História é o principal instrumento para explicar as ações humanas.
a) I e III.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I, II e IV.
e) I, III e IV.

A historiografia passou por consideráveis modificações metodológicas que permitiram maior conhecimento do cotidiano do passado, por meio da incorporação de novos tipos de fontes de pesquisa. Uma delas foi a criação da revista intitulada Annales d’Histoire Économique et Sociale, cujos fundadores foram Lucien Febvre e Marc Bloch, na primeira metade do século XX. Ao longo da década de 1930, essa revista se tornaria símbolo de uma nova corrente historiográfica. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta o nome dado a esse movimento historiográfico e a proposta inicial do referido periódico.


a) Historicismo. Pretendia dedicar grande atenção à subjetividade e à interpretação, aproveitando-se muito do método positivo. Além disso, preocupava-se em tirar a história de seu isolamento disciplinar, de forma que as formas de pensar em História, estivessem abertas às problemáticas e a metodologias existentes em outras ciências sociais, no que se costuma denominar de interdisciplinaridade.
b) Escola Positivista. Pretendia fortalecer a historiografia tradicional, apresentando todos os aspectos possíveis da vida humana ligada à análise das estruturas.
c) Materialismo Histórico. Pretendia evidenciar a luta de classes como o verdadeiro fundamento de uma História em movimento. O “acontecimento” e “as ações individuais” seriam consequências naturais do estágio do modo de produção em curso.
d) Pós-Estruturalismo. Pretendia um estudo do poder e as suas formas de distribuição pela sociedade, apresentando as relações de poder entre os corpos como objeto de estudo, ao invés das formações sociais e do homem em sociedade, preconizadas por marxistas.
e) Escola dos Annales. Pretendia substituir as visões breves anteriores, pautadas no Positivismo, por análises de processos de longa duração. Além disso, preocupava-se em tirar a história de seu isolamento disciplinar, de forma que as formas de pensar em História estivessem abertas às problemáticas e a metodologias existentes em outras ciências sociais, no que se costuma denominar de interdisciplinaridade.

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