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Educação Primária

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Rubem Alves provoca o leitor ao afirmar que “[...] todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil…”. Você concorda com a opinião do escritor? Por quê? Você faria o “curso de escutatória” proposto por ele? Como anda sua capacidade de escuta ativa? Pergunte aos seus colegas: “Eu sou um bom ouvinte?”; “Minha escuta é empática?”.

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil… Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma”. Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer… Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos…
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Estudando com Questões

há 2 anos

Respostas

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há 2 anos

Rubem Alves faz uma reflexão interessante sobre a importância da escuta ativa e como ela é muitas vezes negligenciada em relação à oratória. Concordo com a opinião do escritor, pois a escuta ativa é fundamental para uma comunicação efetiva e para o desenvolvimento de relações saudáveis e produtivas. Eu faria o curso de escutatória proposto por ele, pois acredito que sempre podemos melhorar nossa capacidade de escuta e aprender técnicas para ouvir com mais atenção e empatia. Quanto à minha capacidade de escuta ativa, acredito que posso melhorar. É importante estar sempre aberto a ouvir o outro sem julgamentos e sem interromper, buscando compreender suas ideias e sentimentos. Convido meus colegas a refletirem sobre sua própria capacidade de escuta e a perguntarem aos outros se são bons ouvintes e se sua escuta é empática. Dessa forma, podemos nos tornar melhores comunicadores e construir relações mais saudáveis e produtivas.

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Peça a dois alunos que pesquisem a trajetória de Wellington Nogueira. Depois, peça a outros dois que editem as pesquisas e as insiram no painel Inspira!

Segundo Cardoso de Oliveira e outros (2006), Donald Super foi um orientador de carreira estadunidense que trouxe inovações para o campo da escolha e para o desenvolvimento profissional. Ultrapassando o modelo tradicional de orientação, baseado no alinhamento entre os interesses e as habilidades do indivíduo e as oportunidades de trabalho, Super propôs um modelo de desenvolvimento de carreira que considera a vida toda e que se estende por toda a vida adulta. Esse modelo é composto por cinco estágios com características e tarefas pertinentes a cada um. O primeiro, Crescimento, se estende da infância à adolescência e tem como tarefas a preocupação com o futuro, o aumento do controle sobre a própria vida, a percepção da capacidade de realizar tarefas na escola e no trabalho e a aquisição de competências para o trabalho. O segundo estágio, denominado Exploração, que ocorre da adolescência até o início da vida adulta, tem como tarefa primordial a cristalização (avaliação de um setor particular de carreira), a especificação e a implementação de uma escolha profissional. Já o terceiro estágio, Estabelecimento, corresponde à fase principal da vida adulta e envolve tarefas como estabilização, consolidação e progresso em uma determinada posição. O quarto estágio, denominado Manutenção, estende-se até cerca de 65 anos de idade e inclui tarefas como o sustento do lugar já conquistado ou a troca de organização, cargo ou ocupação. O quinto estágio, definido como Retirada, ocorre na terceira idade e implica a desaceleração das atividades e o planejamento para a aposentadoria. É importante destacar que tais ciclos não necessariamente ocorrem em termos cronológicos, já que as pessoas podem retornar aos estágios anteriores do desenvolvimento independentemente da faixa etária (movimento definido teoricamente por Lobato como Reciclagem). Na prática, procure dialogar com os alunos de forma que eles compreendam que a carreira faz parte de um processo em constante desenvolvimento e que está atrelada ao conhecimento que se tem de si mesmo e do meio social.

Carol Dweck, psicóloga estadunidense, motivada a compreender como alunos em idade escolar lidam com desafios e dificuldades, pesquisou quais eram as estratégias utilizadas por eles para resolver uma série de quebra-cabeças complexos. Ela observou que, enquanto alguns demonstraram apreço ao desafio e reagiram de maneira positiva, outros enxergaram a atividade, mesmo tentando pouco ou nada, como um fracasso e como algo pouco estimulante. Ao longo de mais de 20 anos de pesquisa, a psicóloga conduziu diversos estudos nessa linha e concluiu que não somos ensinados a pensar sobre as nossas habilidades para aprender e que a opinião que alguém constrói a respeito de si mesmo afeta a forma como a sua vida será encaminhada. Ela constatou também que há duas formas diferentes de lidar com o erro, de se conectar com as pessoas, de olhar para as nossas habilidades pessoais e de se relacionar com as situações diárias, inclusive aquelas relacionadas ao aprendizado: pela “Mentalidade Fixa” ou pela “Mentalidade de Crescimento”.

Na prática, Dweck recomenda que os educadores elogiem o trabalho e o desempenho dos alunos de maneira que seus esforços sejam explicitamente reconhecidos, independentemente do resultado. Procure, por isso, não os rotular, já que isso aponta para um olhar de Mentalidade Fixa.

Fundamentada na teoria de Hal Hershfield, a proposta que finaliza o tópico Eu de agora, eu do futuro é que os alunos se projetem no futuro, pensem em quem gostariam de se tornar e escrevam uma carta para si mesmos. Ao fazer esse exercício, devem considerar aspectos como: onde gostariam de estar, qual seria a profissão que seguiriam, quais habilidades desejariam ter desenvolvido e quais mudanças gostariam de ver no mundo, contribuindo de forma ativa para isso. Com base nesses aspectos, os alunos têm a oportunidade de realizar um exercício formal de autoinvestigação e projeção de quem irão se tornar dentro de alguns anos, aumentando as chances de envolvimento nesse projeto pessoal.

4. Resposta pessoal. Diferentes respostas poderão aparecer nesse tipo de debate. Resgate respeitosamente a história de vida dos alunos, sobretudo dos negros e dos indíge- nas, e discuta com eles o que melhorou e o que piorou ao longo das gerações. Se possível, fale um pouco sobre a sua experiência e a de seus familiares. Permita que os alunos façam comparações e que a trajetória de vida das famílias brancas e a das famílias negras ou indígenas seja analisada sob uma perspectiva histórica.

Antes de ir para a próxima seção, peça a duplas de alunos que pesquisem mais informações sobre a trajetória de Rosana Paulino, Rubem Alves, Marshall Rosenberg e Christian Dunker. Convide outras duplas para editar o conteúdo das pesquisas para que sejam inseridas no painel Inspira!. Aproveite para falar sobre o curso de Teologia, relacionado ao boxe Quem? sobre Rubem Alves, tratar da mediação de conflitos, conforme o boxe Quem? sobre Rosenberg, e da formação em Psicanálise, citada no boxe Quem? sobre Dunker.

Você sabe o que são Forças de Caráter? – pág. 74

Na metodologia ativa Rotação de estações, como você define quantas atividades diferentes e independentes podem ser feitas sobre o tema escolhido?

Trabalhe com ênfase as questões 6 e 7, porque elas tratam da importância do estabelecimento de metas no processo de escolha profissional. Utilizamos como teórico para esse tópico o especialista britânico John Whitmore. Fale sobre metas específicas, mensuráveis, atingíveis, realistas, temporais, positivamente definidas, entendidas, relevantes e éticas.

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