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Segundo o Estrangeiro, a dificuldade dessa afirmação, sua contradição inicial, a ser elucidada na continuidade do diálogo, estaria em que

a) não é possível dizer que algo é falso, pois, por definição, o falso não é.
b) se o falso existir, é preciso abandonar a tese de que o ser é e o não-ser não é.
c) se diria, simultaneamente, que o falso não é falso, pois o que é não seria.
d) seria preciso admitir que o falso, de algum modo, é; mas o não ser não é.
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ReflexoesFilosoficas

há 2 anos

Respostas

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há 2 anos

Para responder à sua pergunta, vamos analisar as alternativas em relação à afirmação do Estrangeiro sobre a contradição inicial. a) "não é possível dizer que algo é falso, pois, por definição, o falso não é." - Essa afirmação parece confusa, pois o conceito de falso implica que algo não é verdadeiro, mas não aborda diretamente a contradição. b) "se o falso existir, é preciso abandonar a tese de que o ser é e o não-ser não é." - Essa opção toca na questão da existência do falso, mas não é a mais clara em relação à contradição. c) "se diria, simultaneamente, que o falso não é falso, pois o que é não seria." - Essa afirmação é paradoxal, mas não aborda diretamente a contradição inicial. d) "seria preciso admitir que o falso, de algum modo, é; mas o não ser não é." - Esta opção parece mais alinhada com a ideia de que, para discutir a natureza do falso, é necessário reconhecer sua existência de alguma forma, o que gera uma contradição. Após essa análise, a alternativa que melhor reflete a dificuldade e contradição inicial mencionada é: d) "seria preciso admitir que o falso, de algum modo, é; mas o não ser não é."

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Levando-se em conta essa base conceitual, tal como aqui apresentada, assinale a alternativa que explica CORRETAMENTE a expulsão dos poetas.

a) Sócrates redigiu a República com base na teoria das Ideias e chegou à conclusão de que poetas são politicamente perigosos e socialmente improdutivos. Assim, somente cientistas e construtores podem permanecer em atividade, na polis ideal, porque são os únicos a lidar com o Inteligível.
b) A expulsão dos poetas, propugnada por Sócrates, personagem da República, tem origem em sua afirmação de que a poesia está inteiramente fundada no Inteligível.
c) Platão redigiu a República com base na teoria das Ideias e chegou à conclusão de que poetas são politicamente perigosos e socialmente improdutivos. Assim, somente cientistas e construtores podem permanecer em atividade, na polis ideal, porque são os únicos a lidar com o Inteligível.
d) As Ideias são entidades eternas, que vigoram no âmbito Inteligível, ou seja, elas são a inteligibilidade ou sentido de tudo que ‘existe’; sem Ideias, as coisas não têm sentido. Os poetas, em lugar de atentar ao sentido inteligível dos entes, imitam, reproduzem, copiam – afastando-se, assim, das Ideias e desviando a polis de suas tarefas prementes. Este é o motivo de sua exclusão.
e) Sem uma análise do contexto, é impossível entender uma tese tão radical como a da expulsão dos poetas. Sócrates propõe essa medida extrema devido à mistura entre poesia e sofística, que se verificava em todas as grandes cidades da Grécia antiga. Os poetas, mesmo Homero e Hesíodo, já se deixavam influenciar pelas teses dos sofistas, inimigos da filosofia, com o que Sócrates e seus discípulos não podiam concordar. Poetas que louvassem os deuses e a filosofia, porém, poderiam permanecer na cidade ideal.

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