Ed
há 2 anos
Vamos analisar as alternativas uma a uma, considerando a perspectiva de Durkheim sobre a divisão social do trabalho e a consciência coletiva. a) Nas sociedades modernas, o desenvolvimento do individualismo é consequência da divisão social do trabalho, mas não há nenhuma relação com a consciência coletiva. - Esta afirmação é incorreta, pois Durkheim argumenta que a divisão do trabalho, embora promova o individualismo, ainda está relacionada à consciência coletiva. b) Nas sociedades simples, os indivíduos são totalmente desprovidos da consciência coletiva, havendo nenhuma controvérsia entre seus integrantes. - Esta opção é falsa, pois nas sociedades simples a consciência coletiva é forte e unificadora, não desprovida. c) As "sociedades simples" são marcadas por uma divisão rudimentar do trabalho social, dado o pequeno número de pessoas que as compõem, predomina a "solidariedade orgânica" que nasce de crenças e sentimentos compartilhados por todos os membros da sociedade. - Esta afirmação é incorreta, pois a solidariedade que predomina nas sociedades simples é a "solidariedade mecânica", não orgânica. d) A divisão do trabalho social é, portanto, a condição criadora da liberdade individual e, ao mesmo tempo, de um novo tipo de solidariedade social que, como vimos, nasce do sentimento dos laços de interdependência dos indivíduos que, ao desempenharem funções diferenciadas, contribuem uns com os outros para a satisfação das necessidades de todos. - Esta opção está correta, pois reflete a visão de Durkheim sobre como a divisão do trabalho cria interdependência e solidariedade nas sociedades modernas. e) A divisão do trabalho social se expressa unicamente na forma de solidariedade orgânica, ou seja, na integração ou coesão social de um novo tipo de sociedade. - Esta afirmação é incorreta, pois a divisão do trabalho também se expressa na solidariedade mecânica nas sociedades mais simples. Portanto, a alternativa correta é: d) A divisão do trabalho social é, portanto, a condição criadora da liberdade individual e, ao mesmo tempo, de um novo tipo de solidariedade social que, como vimos, nasce do sentimento dos laços de interdependência dos indivíduos que, ao desempenharem funções diferenciadas, contribuem uns com os outros para a satisfação das necessidades de todos.
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