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Certo município do interior paulista vem sofrendo com poluição decorrente de inúmeras queimadas em canaviais. Sobre a repartição de competência constitucional e a possibilidade de o Município legislar sobre a matéria, é correto afirmar que

(A) trata-se de matéria de competência privativa da União, mas pode o Município legislar no limite de seu interesse local.
(B) trata-se de matéria de competência concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal, não podendo o Município legislar.
(C) trata-se de assunto de interesse local e a competência do Município para legislar sobre o tema é ampla, devendo observar suas peculiaridades locais.
(D) o município no limite do interesse local pode legislar, mas o regramento deve ser harmônico com a disciplina estabelecida pelos demais entes federados.
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há 2 anos

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há 2 anos

Para responder a essa questão, precisamos analisar a repartição de competências prevista na Constituição Federal do Brasil, especialmente no que diz respeito à proteção ambiental e à possibilidade de o Município legislar sobre questões que afetam seu território. Vamos analisar as alternativas: (A) Trata-se de matéria de competência privativa da União, mas pode o Município legislar no limite de seu interesse local. - Essa afirmação não está correta, pois a competência privativa da União não permite que o Município legisle sobre a matéria. (B) Trata-se de matéria de competência concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal, não podendo o Município legislar. - Essa alternativa também não está correta, pois, em matéria concorrente, os Municípios podem legislar sobre questões de interesse local. (C) Trata-se de assunto de interesse local e a competência do Município para legislar sobre o tema é ampla, devendo observar suas peculiaridades locais. - Esta alternativa está correta, pois a questão da poluição e queimadas em canaviais é um assunto de interesse local, e o Município tem competência para legislar sobre isso, considerando suas peculiaridades. (D) O município no limite do interesse local pode legislar, mas o regramento deve ser harmônico com a disciplina estabelecida pelos demais entes federados. - Embora essa afirmação tenha um fundo de verdade, ela não é tão precisa quanto a alternativa (C), que é mais direta sobre a ampla competência do Município. Portanto, a alternativa correta é: (C) trata-se de assunto de interesse local e a competência do Município para legislar sobre o tema é ampla, devendo observar suas peculiaridades locais.

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Suponha que uma Prefeitura, com o objetivo de resolver histórico déficit previdenciário no seu regime próprio de previdência decide propor à Câmara de Vereadores a aprovação de lei com as seguintes medidas de ajuste: (i) criação de plano de previdência complementar, na modalidade “contribuição definida”, para os servidores efetivos, com possibilidade de adesão facultativa para os ocupantes de cargos comissionados e eletivos; (ii) criação de um novo regime próprio de previdência social exclusivamente para os servidores integrantes das carreiras de educação a funcionar concomitantemente ao regime próprio de previdência dos demais servidores; (iii) aumento das alíquotas previdenciárias a cargo dos servidores, da alíquota única de 11% para alíquotas progressivas de 14% a 19%, conforme o nível salarial do servidor. Com base na legislação nacional, é correto afirmar, a respeito desta situação hipotética, que

(A) é vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social no âmbito de um mesmo ente da Federação.
(B) é inconstitucional a adoção de alíquotas progressivas nos regimes próprios de previdência social, independentemente da existência de déficit atuarial.
(C) é vedada a adoção pelos regimes próprios de previdência dos municípios de alíquota a ser paga pelo servidor em nível superior ao praticado pela União.
(D) é vedada a extensão do direito de adesão ao regime de previdência complementar, ainda que facultativa, aos servidores ocupantes de cargos em comissão.

O sindicato dos guardas civis de um determinado município com 150 mil habitantes, após realização de assembleia, decidiu entrar em greve como forma de pressionar o Prefeito a aceitar os seguintes pleitos da categoria: (i) concessão de reajuste salarial acima da inflação; (ii) aprovação do uso de armas pelos guardas municipais com atividades de patrulhamento ostensivo; e (iii) incorporação da vantagem de caráter temporário por exercício de atividade em local perigoso à remuneração do cargo efetivo. Foi aprovado, assim, que nenhum servidor da carreira sairia às ruas do município para realizar a segurança dos equipamentos públicos durante a greve. O Prefeito se manifestou em entrevista à imprensa contrariamente à greve, alegando que ela seria ilegal, pois haveria lei municipal que, regulamentando direito à greve dos servidores públicos, consideraria abusivo eventual movimento paradista realizado por servidores da área de segurança. Com base na legislação nacional e na situação descrita, é correto afirmar que

(A) o direito de greve dos servidores públicos é assegurado pela Constituição e não comporta limitação infraconstitucional, de modo que a fala do Prefeito não é compatível com a Constituição.
(B) embora a Constituição admita a regulamentação do direito à greve de servidores públicos, isto deve se dar por meio de lei estadual, não cabendo à lei municipal dispor a respeito das hipóteses de abusividade de movimento paradista.
(C) não há restrição constitucional especificamente quanto ao pleito de uso de armas pelos guardas civis, independentemente do número de habitantes do município, conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
(D) por estar a greve em linha com a garantia constitucional assegurada a todos os servidores públicos, não é possível a realização de descontos salariais pela Administração em razão dos dias eventualmente não trabalhados.