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Maria, pessoa com identificação psicossexual oposta a seus órgãos genitais externos e com forte desejo de viver e ser aceita como do sexo oposto, move ação de modificação de seu assento de nascimento para mudar prenome, bem como gênero ao qual pertence. Consegue, em primeira instância, apenas a mudança do nome. No atendimento, o defensor deve orientá-la que:
Cabe recurso da decisão, uma vez que a procedência parcial viola a Constituição Federal e o entendimento do Supremo Tribunal Federal no que diz respeito à proteção da dignidade humana, à proibição de discriminação e ao direito à identidade.
Cabe recurso da decisão, mas, muito provavelmente, esta será mantida, já que a proibição de discriminação de sexo contida na Constituição diz respeito tão somente ao sexo biológico das pessoas.
A decisão já foi uma grande vitória, pois a Constituição não menciona discriminação de gênero, mas sim discriminação de sexo, e, portanto, modificar o registro do sexo seria inconstitucional.
Para a mudança de sexo no assento de nascimento, seria necessária cirurgia de transgenitalização externa e interna, bem como modificação de caracteres sexuais secundários da pessoa. No caso, somente foi feita a mastectomia. Assim, é melhor aguardar esses outros passos e, depois, pedir a modificação do sexo no registro.
Não é necessário ou mesmo recomendável recorrer da decisão, pois o que realmente causa constrangimento, expõe ao ridículo e viola a Constituição é o nome em desacordo com sua aparência e psique, o que foi obtido com a decisão judicial. Nessas circunstâncias, recorrer somente prolongará seu sofrimento.
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DireitosHumanizados

há 12 meses

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há 12 meses

A orientação correta para Maria, nesse caso, seria que cabe recurso da decisão, uma vez que a procedência parcial viola a Constituição Federal e o entendimento do Supremo Tribunal Federal no que diz respeito à proteção da dignidade humana, à proibição de discriminação e ao direito à identidade. A Constituição garante o direito à identidade de gênero, e a mudança de nome e gênero no registro civil é um aspecto importante para a afirmação da identidade da pessoa. Portanto, é fundamental que o defensor a oriente a recorrer da decisão para buscar a modificação completa do registro.

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Craque NetoCraque Neto

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São características dos direitos fundamentais, exceto:
Ilimitabilidade
Imprescritibilidade
Inalienabilidade
Universalidade
Irrenunciabilidade

Sobre a teoria escrita por Hannah Arendt de que os Direitos Humanos teriam sofrido uma ruptura e que precisavam ser reconstruídos, podemos afirmar que:
A autora judia foi panfletária no exercício de condenação do nazismo na Segunda Guerra Mundial.
Os Direitos Humanos se romperam durante a Segunda Guerra Mundial, e a Guerra Fria decretou que a sociedade não seria capaz de reconstruí-los;
As políticas dos Estados europeus que expulsaram milhares de cidadãos dos seus territórios foram as responsáveis pela ruptura dos Direitos Humanos, e isso deve ser revertido com as políticas de imigração.
A ruptura dos Direitos Humanos aconteceu com as políticas imperialistas e fascistas da Europa, e a sua reconstrução precisa garantir que todos acessem seus direitos sem nenhuma restrição;
A ruptura aconteceu unicamente por conta das ações fascistas de alguns países europeus e, uma vez que esses regimes fossem derrubados, os Direitos Humanos estariam reconstruídos;

Sobre ideia da dignidade da pessoa humana, podemos afirmar que: A ideia de dignidade da pessoa humana é um conceito social aplicado juridicamente aos direitos fundamentais, sendo a base de todo recurso. Não há um consenso sobre quais seriam as condições necessárias para se assegurar a dignidade da pessoa humana, cada sociedade possui suas necessidades que variam, inclusive, com o tempo; O termo dignidade da pessoa humana apareceu pela primeira vez na Declaração de Independência dos Estados Unidos que procurava justificar o desrespeito a essas condições como motivo do rompimento com a Inglaterra. A dignidade da pessoa humana é um termo extremamente contestado por antropólogos que apontam que determinar condições de dignidade inferioriza populações que vivem abaixo da linha da pobreza; O conceito de dignidade da pessoa humana é uma série de necessidades debatidas e aprovadas por uma Corte internacional das Nações Unidas e que se valida ao ser aceito por mais de 150 países do mundo;

A atual Constituição Federal inovou, buscando assegurar os direitos sociais das pessoas idosas. Expressamente para a política nacional do idoso, este é considerado como a pessoa com idade superior a:
70 anos
65 anos
55 anos
75 anos
60 anos

Sobre o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, assinale a alternativa correta:
É um tratado internacional de proteção dos direitos humanos que foi adotado no âmbito do sistema regional europeu de direitos humanos.
É o tratado internacional que foi responsável pela criação do Tribunal de Nuremberg.
É o tratado internacional responsável pela criação da Corte Internacional de Justiça.
É um tratado internacional que estabelece normas de Direito Internacional Penal.
É um tratado internacional sobre matéria penal que ainda não entrou em vigor devido ao fato de não ter ainda atingido o número necessário de ratificações pelos Estados.

Sobre os sistemas internacionais de proteção dos direitos humanos, assinale a alternativa correta:
A proteção internacional dos direitos humanos é feita atualmente por meio dos sistemas internacionais de proteção dos direitos humanos, arquitetados tanto em nível global como regional.
Os sistemas regionais de proteção dos direitos humanos não guardam qualquer relação com o sistema onusiano, uma vez que cada sistema atua de maneira independente e não dialogam entre si.
O sistema interamericano de proteção dos direitos humanos admite o acesso direito do indivíduo à Corte Interamericana de Direitos Humanos.
O sistema regional africano de direitos humanos se encontra em um nível intermediário de desenvolvimento em relação aos sistemas europeu e interamericano.
O sistema regional europeu é atualmente o mais desenvolvido, sendo o único sistema regional que admite o acesso direto do indivíduo a uma corte regional de direitos humanos.

''Gerações de prisioneiros de guerra sul-coreanos estão sendo forçadas a trabalhar como escravos em minas de carvão norte-coreanas para gerar dinheiro para o regime e seu programa armamentista, de acordo com um relatório divulgado por uma organização de Direitos Humanos. A BBC investigou mais de perto as denúncias.'' O trecho acima faz parte da reportagem Os sul-coreanos obrigados a trabalhar como escravos em minas de carvão da Coreia do Norte, que pode ser consultada no site da BBC BRASIL.
Após a leitura do texto, é correto afirmar que:
O regime jurídico da Ásia não admite a aplicação dos Direitos Humanos.
O trabalho escravo não é uma violação de Direitos Humanos, mas sim de Direito Fundamental.
O direito ao trabalho não é um Direito Fundamental, por isso é possível o trabalho em regime de escravidão no continente asiático.
Países como a Coreia do Norte não se comprometem com documentos internacionais de Direitos Humanos e não têm em seus regimes jurídicos internos sequer previsão de grandes Direitos Fundamentais.
A Coreia do Norte respeita a Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas não respeita os Direitos Fundamentais.

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