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O art. 1° do novo CPC expressa a noção de que o processo civil não está dissociado da CF/1988 e que, dessa maneira, as normas processuais devem ser interpretadas à luz dos preceitos constitucionais, traduzindo fenômeno conhecido como constitucionalização do processo.
Esse fenômeno pode ser expresso pela:
A - Noção de paridade de tratamento entre as partes em relação ao exercício de direitos e faculdades processuais, competindo ao Ministério Público zelar pelo efetivo contraditório;
B - Normatização do princípio da razoável duração do processo, considerando-se para tanto a solução integral do mérito, sem observar a atividade satisfativa;
C - Adoção do princípio da cooperação, em decorrência do princípio da solidariedade, devendo as partes cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva;
D - Assunção do princípio da não surpresa, que proíbe juiz de decidir com base em fundamento sobre qual as partes não se manifestaram, exceto quando se trate de matéria que tenha de decidir de ofício;
E - Consagração do contraditório, como um direito de ser ouvido apenas após a decisão judicial.
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Desafios Para o Conhecimento

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Para responder à sua pergunta, vamos analisar cada uma das alternativas em relação ao fenômeno da constitucionalização do processo, conforme expresso no art. 1° do novo CPC. A - Noção de paridade de tratamento entre as partes em relação ao exercício de direitos e faculdades processuais, competindo ao Ministério Público zelar pelo efetivo contraditório; Essa alternativa fala sobre a igualdade entre as partes e o papel do Ministério Público, mas não aborda diretamente a constitucionalização do processo. B - Normatização do princípio da razoável duração do processo, considerando-se para tanto a solução integral do mérito, sem observar a atividade satisfativa; Embora a razoável duração do processo seja um princípio importante, a parte "sem observar a atividade satisfativa" não está correta, pois a atividade satisfativa é relevante. C - Adoção do princípio da cooperação, em decorrência do princípio da solidariedade, devendo as partes cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva; Essa alternativa reflete bem a ideia de constitucionalização do processo, pois enfatiza a cooperação entre as partes, que é um princípio fundamental do novo CPC. D - Assunção do princípio da não surpresa, que proíbe juiz de decidir com base em fundamento sobre qual as partes não se manifestaram, exceto quando se trate de matéria que tenha de decidir de ofício; Essa alternativa é importante, mas não é a que melhor expressa a ideia de constitucionalização do processo. E - Consagração do contraditório, como um direito de ser ouvido apenas após a decisão judicial; Essa alternativa está incorreta, pois o contraditório deve ser garantido antes da decisão, e não apenas após. Após essa análise, a alternativa que melhor expressa o fenômeno da constitucionalização do processo, conforme o art. 1° do novo CPC, é: C - Adoção do princípio da cooperação, em decorrência do princípio da solidariedade, devendo as partes cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva.

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