Ed
há 3 meses
Vamos analisar cada uma das alternativas apresentadas sobre o aspecto processual da Lei Maria da Penha: (A) na hipótese de prisão em flagrante por descumprimento de decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência, somente a autoridade judicial poderá arbitrar fiança, sendo defeso ao Delegado fazê-lo. - Esta afirmação está correta, pois a Lei Maria da Penha estabelece que, em casos de descumprimento de medidas protetivas, a fiança deve ser arbitrada pela autoridade judicial. (B) a ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência doméstica contra a mulher será pública condicionada à representação da vítima, não se exigindo maiores formalidades para tanto. - Esta afirmação é incorreta, pois a ação penal é pública incondicionada nos casos de lesão corporal grave ou seguida de morte, e condicionada à representação nos casos de lesão corporal leve. (C) a transação penal não se aplica na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha, mas a suspensão condicional do processo, por espraiar seus efeitos para além da Lei no 9.099/1995, é admitida. - Esta afirmação é correta, pois a transação penal não se aplica a crimes de violência doméstica, mas a suspensão condicional do processo pode ser admitida. (D) as medidas protetivas de urgência, diante da natureza cautelar restritiva de liberdade, estão dispostas em rol taxativo e devem respeitar o contraditório prévio à decretação. - Esta afirmação é incorreta, pois as medidas protetivas são de natureza cautelar e podem ser decretadas sem a necessidade de contraditório prévio. (E) dada a situação de vulnerabilidade da vítima, inverte-se o ônus da prova, cabendo ao réu provar que os fatos narrados são inverídicos. - Esta afirmação é incorreta, pois o ônus da prova não é invertido na forma como é descrito. Após essa análise, a alternativa correta é a (A).
Já tem uma conta?
Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade
Mais perguntas desse material