A atuação da/o psicóloga/o diante das demandas de pessoas LGBTQIA+ deve estar alinhada aos princípios éticos da profissão, que incluem o respeito à dignidade humana, a promoção dos direitos humanos e a responsabilidade social. No entanto, persistem desafios ético-políticos que afetam essa atuação, como a permanência de currículos cisheteronormativos, a resistência ao reconhecimento das intersecções entre gênero, raça, classe e sexualidade, e a tentativa de retorno de discursos patologizantes. Além disso, pressões políticas conservadoras e lacunas na formação profissional ainda comprometem a prática ética e humanizada, especialmente nas abordagens clínicas. Com base nesse contexto, analise as situações a seguir considerando V para verdadeiro e F para falso: I. Uma psicóloga se recusa a atender uma pessoa trans sob a justificativa de que não tem “formação adequada para lidar com esse tipo de demanda”. Essa conduta é antiética, pois ignora o dever de capacitação contínua e reforça a exclusão institucional. II. Durante uma escuta clínica, um psicólogo afirma que “ser gay é resultado de conflitos familiares mal resolvidos” e sugere “trabalhar a heterossexualidade do paciente”. Tal prática fere os princípios do Código de Ética e configura violação grave. III. Uma psicóloga atua em um serviço público de saúde e promove rodas de conversa sobre saúde mental com adolescentes LGBTQIA+ e suas famílias, com enfoque nas interseccionalidades de raça, gênero e classe. Trata-se de uma atuação ética e comprometida com os direitos humanos. IV. Um psicólogo alega que, por motivos religiosos, não pode utilizar o nome social de uma pessoa trans durante o atendimento clínico. Essa atitude é aceitável, desde que haja justificativa pessoal e o profissional indique outro colega para o atendimento. V. Em uma clínica-escola, uma estudante de Psicologia propõe uma escuta sensível e interseccional às demandas de pessoas LGBTQIA+ negras, articulando aspectos de vulnerabilidade social e de saúde mental. Essa prática está alinhad