A falta de saneamento básico constitui um dos principais determinantes sociais da saúde no Brasil, gerando riscos à saúde pública que transcendem a mera ausência de infraestrutura. Esses riscos manifestam-se por meio de cadeias epidemiológicas complexas, envolvendo contaminação de fontes hídricas, proliferação de vetores e exposição crônica a patógenos em ambientes domiciliares. Segundo o Instituto Trata Brasil (2021), anualmente ocorrem cerca de 1,5 milhão de internações por doenças de veiculação hídrica, que custam R$ 4,2 bilhões ao SUS, além de 100 mil óbitos evitáveis (Trata Brasil, 2021). Sobre os riscos da falta de saneamento básico para a saúde pública, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas: I. A contaminação fecal-oral decorrente da ausência de tratamento de esgoto doméstico eleva a prevalência de doenças entéricas como a cólera em populações vulneráveis, pois facilita a sobrevivência de enterobactérias patogênicas no ambiente aquático e nos sistemas de drenagem urbana inadequados, comprometendo a barreira sanitária das residências. PORQUE II. A mera ampliação da cobertura de coleta de esgoto, sem articulação
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