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(ENAM IV - FGV - 2025) Mariana é irmã de André. André atualmente está preso, em regime fechado, em razão do cometimento dos crimes de tráfico de drogas e de associação para o tráfico. André era um dos integrantes da facção criminosa que dominava o território do bairro Lua Nova, na cidade XY. Mariana reside no referido bairro, e já foi processada criminalmente pelo crime de tráfico de drogas, mas foi absolvida por ausência de provas, tendo a sua sentença absolutória já transitado em julgado. Em um domingo ensolarado, Mariana decide visitar seu irmão no presídio, acompanhada de sua filha Joana, uma criança de 6 (seis) anos de idade. O diretor do presídio, entretanto, teme a visita de Mariana, pois julga que há risco de ela transportar drogas para dentro do presídio. Diante desses fatos, considerando a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a revista íntima em presídios, assinale a afirmativa correta. a) O diretor do presídio poderá ordenar que seja realizada a revista íntima em Joana, desde que tal revista seja realizada por uma equipe técnica especializada da área de infância e juventude, em ambiente adequado. (FALTARAM OS ÍNDICIOS) b) A autoridade administrativa, de forma fundamentada e por escrito, tem o poder de não permitir a visita de Mariana, inexistindo na espécie elementos presentes indícios robustos de ser ela portadora de qualquer objeto cujo conteúdo seja ilegal. c) Visitas sociais nos presídios ou estabelecimentos de detenção é inadmissível e inviável se tratar de local de cumprimento de visitantes ou os exames invasivos com a finalidade de assegurar humilhação. A prova obtida por esse meio é inválida, diante das decisões judiciais tomadas em cada caso concreto. d) O diretor do presídio não poderá ordenar que seja realizada uma revista íntima em Mariana antes de se ingressar no referido, pois a revista íntima é terminantemente vedada pelo Supremo Tribunal Federal em qualquer hipótese, uma vez que representa violação de direitos fundamentais. e) A autoridade administrativa, de forma fundamentada e por escrito, tem o poder de não permitir a visita de Mariana diante da presença de indício robusto de ela ser portadora de qualquer item corporal oculto ou sonegado, especialmente de material proibido, como produtos ilegais, drogas ou objetos perigosos. No caso, a existência de processo criminal anterior em desfavor de Mariana, ainda que nele tenha sido proferida sentença absolutória transitada em julgado, e o fato dela residir em área dominada por facção criminosa, constituem indícios robustos
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Beatriz Porto de Oliveira

mês passado

Respostas

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mês passado

Vamos analisar as alternativas uma a uma, considerando a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a revista íntima em presídios e os direitos fundamentais envolvidos. a) O diretor do presídio poderá ordenar que seja realizada a revista íntima em Joana, desde que tal revista seja realizada por uma equipe técnica especializada da área de infância e juventude, em ambiente adequado. - Essa alternativa é problemática, pois a revista íntima em crianças é extremamente delicada e, em geral, não é permitida. b) A autoridade administrativa, de forma fundamentada e por escrito, tem o poder de não permitir a visita de Mariana, inexistindo na espécie elementos presentes indícios robustos de ser ela portadora de qualquer objeto cujo conteúdo seja ilegal. - Essa alternativa não se sustenta, pois a ausência de indícios robustos não justifica a proibição da visita. c) Visitas sociais nos presídios ou estabelecimentos de detenção é inadmissível e inviável se tratar de local de cumprimento de visitantes ou os exames invasivos com a finalidade de assegurar humilhação. A prova obtida por esse meio é inválida, diante das decisões judiciais tomadas em cada caso concreto. - Embora a questão da humilhação seja relevante, a afirmação é muito ampla e não aborda diretamente a situação específica. d) O diretor do presídio não poderá ordenar que seja realizada uma revista íntima em Mariana antes de se ingressar no referido, pois a revista íntima é terminantemente vedada pelo Supremo Tribunal Federal em qualquer hipótese, uma vez que representa violação de direitos fundamentais. - Essa alternativa é incorreta, pois o STF admite a revista íntima em situações específicas, desde que haja indícios. e) A autoridade administrativa, de forma fundamentada e por escrito, tem o poder de não permitir a visita de Mariana diante da presença de indício robusto de ela ser portadora de qualquer item corporal oculto ou sonegado, especialmente de material proibido, como produtos ilegais, drogas ou objetos perigosos. No caso, a existência de processo criminal anterior em desfavor de Mariana, ainda que nele tenha sido proferida sentença absolutória transitada em julgado, e o fato dela residir em área dominada por facção criminosa, constituem indícios robustos. - Esta alternativa é a mais adequada, pois reconhece que a autoridade pode agir com base em indícios robustos, mesmo considerando a absolvição anterior. Portanto, a alternativa correta é: e) A autoridade administrativa, de forma fundamentada e por escrito, tem o poder de não permitir a visita de Mariana diante da presença de indício robusto de ela ser portadora de qualquer item corporal oculto ou sonegado, especialmente de material proibido, como produtos ilegais, drogas ou objetos perigosos.

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