Ed
há 2 semanas
Para analisar a situação apresentada, precisamos entender os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e como ela se aplica ao tratamento de dados pelo Poder Público. A prática de condicionar a matrícula ao fornecimento de consentimento para o uso de dados é considerada inadequada porque: - O consentimento deve ser livre, informado e inequívoco. Quando se trata de serviços públicos, como a matrícula em uma universidade, há um desequilíbrio de forças, pois o aluno não tem outra opção senão fornecer os dados para acessar o serviço. Isso torna o consentimento "viciado" ou não livre. Agora, analisando as alternativas: a) Porque o consentimento só pode ser utilizado para dados sensíveis, e dados de matrícula são considerados dados comuns. - Incorreto, pois o consentimento pode ser utilizado para dados comuns, mas deve ser livre. b) Porque o consentimento só é válido em relações privadas. - Incorreto, o consentimento pode ser válido em relações públicas, mas deve ser livre. c) Porque há um desequilíbrio de forças e a matrícula é um serviço compulsório, tornando o consentimento "viciado" ou não livre. - Correto, essa é a razão pela qual a prática é inadequada. d) Porque o Poder Público está totalmente isento de solicitar qualquer base legal para o tratamento de dados. - Incorreto, o Poder Público deve seguir a LGPD. e) Porque a universidade deveria utilizar a base legal do "Legítimo Interesse" para todos os dados acadêmicos. - Incorreto, o "Legítimo Interesse" não se aplica a todas as situações e não é a melhor base legal para o tratamento de dados de matrícula. Portanto, a alternativa correta é: c) Porque há um desequilíbrio de forças e a matrícula é um serviço compulsório, tornando o consentimento "viciado" ou não livre.
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