Ed
há 2 meses
A questão trata da aplicação intertemporal da nova lei processual que alterou o sistema de intimações durante o curso do processo. Passo a passo: 1. Princípio do tempus regit actum: A regra geral é que o ato processual deve obedecer à lei vigente no momento em que é praticado. 2. Aplicação imediata da lei processual: O CPC/2015 prevê que a lei processual nova aplica-se imediatamente aos processos em curso, salvo se houver disposição em contrário. 3. Segurança jurídica e proteção da confiança: Embora a lei nova tenha aplicação imediata, não se pode retroagir para prejudicar direitos adquiridos ou atos já consumados sob a lei antiga. 4. No caso concreto: O juiz considerou a intimação válida antes da vigência da nova lei, com base na disponibilização eletrônica do ato. Isso implica retroatividade da nova regra, o que viola o princípio da segurança jurídica e o tempus regit actum. Conclusão correta: A nova regra processual deve ser aplicada aos atos praticados após sua vigência, preservando-se o regime anterior para atos realizados antes da lei entrar em vigor. Portanto, a intimação considerada feita antes da vigência da nova lei não pode ser validada com base nela. Resposta objetiva: A aplicação da nova regra de intimações deve respeitar o princípio do tempus regit actum, valendo para atos praticados após sua vigência, preservando o regime anterior para atos anteriores, garantindo a segurança jurídica e a proteção da confiança das partes, conforme o CPC/2015 e princípios constitucionais do processo.
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