ETAPA 1 - Apresentação do Desafio Profissional.
Você é professor de Língua Portuguesa em uma turma de 9º ano do Ensino Fundamental em uma escola da sua cidade. Durante as suas aulas, você nota o surgimento recorrente de usos linguísticos como:
“Professora, posso ir no banheiro?”;
“Empresta a tua caneta para mim fazer a prova?”;
“Os problema são muitos.”
Ao mesmo tempo, também surgem deboches entre os próprios alunos e correções feitas por outros professores, sempre com base na ideia de “certo e errado” da gramática tradicional.
Esses usos, embora entrem em conflito com as prescrições das gramáticas normativas, não podem ser tratados apenas como desvios, pois você reconhece que a simples “correção” reforça estigmas, apaga a historicidade da língua e impede que o aluno compreenda a coexistência entre a norma padrão e a norma vernacular.
Diante dessa situação, você decide elaborar um projeto para a Feira de Ciências da escola, cujo objetivo é investigar aspectos da Filologia Portuguesa e demonstrar à comunidade escolar que estudar a língua não é uma atividade dogmática nem se resume a “corrigir erros”, mas constitui uma prática científica, fundamentada em evidências históricas, linguísticas e socioculturais.
Para iniciar o projeto, você levanta alguns pontos orientadores com a turma:
- Por que esses usos não surgiram por ignorância ou descuido, mas fazem parte da história do português?
- Como processos históricos, fonéticos, morfossintáticos e sociolinguísticos permitem compreender essas formas linguísticas?
Seu papel é atuar como professor-filólogo, articulando teoria histórica, prática docente e investigação científica escolar. Diante disso, você escreverá um Memorial Analítico explorando como você conduziria a turma a:
A) Identificar a origem histórica dos fenômenos avaliados (como “ir no”, “para mim fazer”, ausência de marca de plural no núcleo do sintagma nominal etc.).
B) Explicar esses fenômenos historicamente durante a apresentação da Feira de Ciências, de forma acessível ao público não especialista.
C) Desnaturalizar o preconceito linguístico, promovendo uma compreensão científica da língua.
D) Levantar um diagnóstico investigativo dos fenômenos linguísticos que podem compor o painel ou exposição da turma, justificando a escolha de cada um.
Eusoumayara
há 4 dias
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