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(Adaptado - Enade 2001) Muitas vezes, os próprios educadores não sabem o significado daquilo que ensinam e quando interrogados dão respostas evasivas: “é pré-requisito para as séries seguintes...”. Muitos alunos acabam acreditando que aquilo que se aprende na escola não é para entender mesmo, que só entenderão quando forem adultos. Assim, os exercícios escolares são, quase sempre, feitos em torno de problemas que não existem na vida real. (...). A escola nem sempre ajuda os alunos a resolver problemas concretos, problemas que eles realmente entendam e para os quais estejam interessados em procurar a solução, entretanto, o modo como a escola ensina deveria ajudar o aluno a aprender a aprender.

Nesta direção deve estar a organização curricular, tendo em vista que reflete as práticas socioculturais. Para colocá-la à serviço de educação crítica e formadora da cidadania, é preciso haver:


Interação entre as diversas culturas, que têm linguagens e identidades próprias, com vistas à transformação das relações culturais e sociais. Estímulo à igualdade de grupos e à capacidade intelectual de todos, por meio da articulação em prol da ascensão social. Consideração da possibilidade de conflitos entre grupos culturalmente diversos buscando a negociação e objetivando o consenso. Destaque às diferenças culturais produzidas historicamente, priorizando os valores e costumes dos grupos pouco privilegiados em detrimento da cultura hegemônica. Inserção das diferentes culturas numa cultura comum, na qual as visões de mundo, dos costumes e dos saberes escolares sejam representativas.
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Ana Claudia Rocha

há 6 dias

Respostas

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há 6 dias

Para que a organização curricular esteja a serviço de uma educação crítica e formadora da cidadania, é necessário: - Promover a interação entre as diversas culturas, reconhecendo suas linguagens e identidades próprias, visando transformar as relações culturais e sociais. - Estimular a igualdade entre grupos e a capacidade intelectual de todos, articulando esforços para a ascensão social. - Considerar a possibilidade de conflitos entre grupos culturalmente diversos, buscando a negociação e o consenso. - Valorizar as diferenças culturais produzidas historicamente, dando atenção especial aos valores e costumes dos grupos menos privilegiados, sem excluir a cultura hegemônica. - Inserir as diferentes culturas em uma cultura comum que represente as diversas visões de mundo, costumes e saberes escolares. Esses pontos garantem que o currículo seja inclusivo, crítico e conectado à realidade dos alunos, promovendo o aprendizado significativo e a formação cidadã.

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