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Farmacologia

ESTÁCIO
Os anticolinérgicos atuam bloqueando a ação da acetilcolina nos receptores muscarínicos do sistema nervoso autônomo, especialmente no parassimpático. Esse sistema é responsável pela homeostase do organismo, mantendo a frequência cardíaca, o tônus vagal, a dilatação pupilar e o tônus vesical dentro da normalidade. Durante procedimentos anestésicos, o parassimpático é deprimido, e por isso fármacos como a morfina podem causar bradicardia, já que reduzem diretamente o tônus vagal. Para evitar essa queda da frequência cardíaca e os efeitos deletérios sobre o sistema cardiovascular, utiliza-se um anticolinérgico previamente, geralmente por via subcutânea, com tempo suficiente para absorção antes da administração da morfina. Dessa forma, a frequência cardíaca se mantém próxima dos parâmetros normais. Os principais exemplos de anticolinérgicos são a atropina e a escopolamina (Buscopan), que reduzem secreções e aumentam a frequência cardíaca, garantindo maior estabilidade durante o procedimento.
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Anna Carolina

há 3 meses

Respostas

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Ed Verified user icon

há 3 meses

Os anticolinérgicos, como a atropina e a escopolamina, bloqueiam os receptores muscarínicos do sistema nervoso parassimpático, impedindo a ação da acetilcolina. Isso resulta na redução do tônus vagal, o que aumenta a frequência cardíaca e diminui secreções. Durante procedimentos anestésicos, onde fármacos como a morfina podem causar bradicardia pela depressão do parassimpático, a administração prévia de anticolinérgicos (geralmente por via subcutânea) evita a queda da frequência cardíaca, mantendo a estabilidade cardiovascular. Assim, esses medicamentos são usados para proteger o paciente dos efeitos deletérios da bradicardia induzida pela morfina.

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