Ed
anteontem
Vamos analisar cada alternativa com base no CPC/2015, Constituição Federal e jurisprudência dos Tribunais Superiores: 1) Prequestionamento ficto (art. 1.025, CPC): - A jurisprudência do STJ e STF entende que a oposição de embargos de declaração, mesmo que rejeitados, configura prequestionamento ficto, permitindo o exame do tema pelo tribunal superior. Portanto, a rejeição dos embargos não impede o prequestionamento. 2) Juízo de retratação (art. 1.030, II, CPC): - O tribunal de origem tem o dever de realizar juízo de retratação quando há precedente vinculante, para evitar envio prematuro do recurso ao tribunal superior e possibilitar uniformização da tese. 3) Agravo do art. 1.042, CPC: - O agravo não supre a ausência de prequestionamento explícito, pois este é requisito para admissibilidade dos recursos especial e extraordinário. Agora, analisando as alternativas: A) Incorreta. Diz que a rejeição dos embargos não supre o prequestionamento, o que contraria o entendimento consolidado do prequestionamento ficto. B) Correta. Afirma que o agravo não supre o prequestionamento, mas a oposição de embargos, mesmo rejeitados, configura prequestionamento ficto, permitindo exame pelo STJ e STF. C) Incorreta. O juízo de retratação é obrigatório, não facultativo, quando há precedente vinculante. D) Incorreta. O prequestionamento ficto aplica-se tanto a matérias constitucionais quanto infraconstitucionais. E) Incorreta. O juízo de retratação pode ser instaurado de ofício pelo tribunal local, independentemente de manifestação expressa do recorrente. Portanto, a alternativa correta é: B) A interposição de agravo do art. 1.042 do CPC não supre o requisito do prequestionamento, mas a oposição de embargos de declaração, ainda que rejeitados, configura prequestionamento ficto, permitindo o exame do tema pelo STJ e pelo STF.


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